Arquivo diários:17 de dezembro de 2023
DEU NO X
PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA
CANTIGA DE VIOLA – Álvares de Azevedo
A existência dolorida
Cansa em meu peito: eu bem sei
Que morrerei…
Contudo da minha vida
Podia alentar-se a flor
No teu amor!
Do coração nos refolhos
Solta um ai! num teu suspiro
Eu respiro…
Mas fita ao menos teus olhos
Sobre os meus… eu quero-os ver
Para morrer!
Guarda contigo a viola
onde teus olhos cantei…
E suspirei!
Só a idéia me consola
Que morro como vivi…
Morro por ti!
Se um dia tu’alma pura
Tiver saudades de mim,
Meu serafim!
Talvez notas de ternura
Inspirem o doudo amor
Do trovador!

Manuel Antônio Álvares de Azevedo, São Paulo (1831-1852)
DEU NO X
ENTÃO É NATAL !
Então é Natal… pic.twitter.com/t3y9SRN5dm
— Roger Rocha Moreira (@roxmo) December 17, 2023
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
ÍNDIO NÃO QUER MAIS TERRA
DEU NO X
PODES CRER: AINDA TEM GENTE QUE ACREDITA NELE!!!
Lula diz que nunca esteve no triplex do Guarujá, mas presidente já foi fotografado no local.
Fato também é admitido pelo Instituto Lula, que afirma ser a única vez em que o petista esteve no local.
Investigação do MP sobre o caso prescreveu após anulação do julgamento pelo STF.… pic.twitter.com/bks24p3qSY
— Metrópoles (@Metropoles) December 16, 2023
MENTIROSO! pic.twitter.com/5P803AibZj
— Julio Schneider 🇧🇷🇺🇸 (@juliovschneider) December 17, 2023
JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO
ZÉ – O MENINO QUE FAZIA SACOS
“A saudade mata a gente – João de Barro
Fiz meu rancho na beira do rio
Meu amor foi comigo morar
E na rede nas noites de frio
Meu bem me abraçava pra me agasalhar
Mas agora, meu bem, vou me embora
Vou me embora e nem sei se vou voltar
A saudade nas noites de frio
Em meu peito vazio virá se aninhar
A saudade é dor pungente, morena
A saudade mata a gente, morena
A saudade é dor pungente, morena
A saudade mata a gente”
Os dias correm ligeiros. Provavelmente açoitados pelos ventos produzidos pelos moinhos que Don Quixote tanto procurou. Passam rápidos. Tão rápidos que, às vezes, nem percebemos. Mas sabemos que estão passando.
Pois, pelos idos e levados pelos ventos, dias dos anos 50 e 60 passaram tão rápido que, hoje, tendo vivido pela graça de Deus e, quase sendo levado por ventos mais fortes, minhas raízes, tão profundas quanto as raízes dos ipês, resistiram às ventanias. Quase ciclones.
Zé é o meu nome. Zé, filho de um homem e de uma mulher, nascido de parto normal, “aparado” por parteira sem nenhum preparo (minha Avó), que mereceu o privilégio divino de ainda estar vivo.
Zé nunca foi diferente dos meninos daqueles anos. Entretanto, muito diferente dos meninos dos dias atuais.
Foi criado, desde cedo, a aprender que pai e mãe, quando menos a gente espera, voltam ao barro – lugar de onde vieram. Diferente de como os pais/mães atuais criam os filhos. Facilitam tudo, dizendo que é para o (a) filho(a) não passar as provações que eles, pais, passaram. Roubam dos filhos o direito às conquistas. Não aprendem o valor da vitória, e vivem pensando que viver é algo que o smartphone ensina nos aplicativos.
Eis que, aos 12 anos, Zé não era diferente dos daqueles anos. Também lia gibis, ia aos cinemas, e, colecionava figurinhas de artistas e jogadores de futebol.
O pai de Zé, Alfredo, entendia que não tinha o direito de roubar do filho o direito de ganhar seus mil réis, comprar suas revistas e figurinhas com o dinheiro ganho com o suor do rosto. Com o trabalho, mesmo que formal. Só assim daria valor às suas coisas.
Foi quando Zé, alertado pelo dono da bodega da esquina, passou a fabricar sacos de papel com folhas da revista O Cruzeiro – separava apenas a página da charge do O amigo da onça, de Péricles. A princípio Zé fabricava os sacos onde o bodegueiro colocava arroz, feijão, café em grãos, milho.
Eis que um anjo chamou a atenção de Zé com o bater das asas, dizendo:
– “Zé, melhore a qualidade dos sacos. Use um material melhor e vá vende-los na praia, na chegada das jangadas. A recompensa será melhor”.
O anjo nem precisou repetir. Nas férias escolares, Zé acordava cedo, saía procurando construções de casas, edifícios que usassem cimento. Cimento “Portland”. Às vezes, na ânsia de ficar com o saco, Zé até se propunha a ajudar o Servente de Pedreiro. Não queria ajudar. Queria mesmo era os sacos.
O cimento era envolto em três camadas de papel. Papel bom. Resistente. Zé separava tudo e levava para casa a parte que usaria para fabricar os sacos.
Saco de papel de cimento para acondicionar peixes
Feitos os sacos, sempre numa boa quantidade, Zé, às vezes “pegava bochecha” nos ônibus e, na hora que imaginava que as jangadas estavam retornando ao Mucuripe, fazia esforço hercúleo para estar presente. Com o passar dos dias, Zé foi aprendendo mais e mais. Passou a levar, além dos sacos de papel de cimento, molhes de coentro e cebolinha. Passou a levar também tomates.
As jangadas estão voltando da pescaria
Zé fez isso por muito tempo – sempre nas férias escolares. Tinha clientes que entendiam sua necessidade. Faziam tudo para ajudá-lo. Até passaram a procura-lo pela alcunha de “Zé do Saco”, ou, “Menino do saco e do cheiro verde”.
Quando a claridade do dia estava indo embora com a promessa de voltar no dia seguinte, Zé caminhava cerca de 15 Km, da Praia do Mucuripe até a Rua São Paulo, na Praça José de Alencar, no Centro; ou na Praça dos Voluntários. Ali, durante anos funcionou também a venda de peixes frescos.
Nos dias atuais, pessoas continuam comprando peixes na praia
Zé, nos dias atuais, gosta de comer peixes. No tempo da venda de sacos, era um sonho quase impossível. Sonhar em comer biquara, cavala, pargo, xaréu – e dávamos graças, quando Alfredo levava pirarucu salgado ou camurupim para casa. A farofa com baião-de-dois era garantida. A gente acabava de encher a barriga com água de pote.
Eis que, hoje, quase tudo mudou. Fortaleza que, naqueles idos tinha apenas as praias de Iracema, Náutico, Meireles e Mucuripe – onde alguns ganhavam dinheiro alugando calções de banho e o próprio banho com água “da boa” – hoje ostenta e oferece aos turistas uma bela Avenida Beira-Mar, com hotéis e bares de luxo e da moda. Para 2024 já tem a garantia de sediar a COP24. Antes, a própria Praia do Futuro nada mais era que uma praia, no futuro.
Biquara a preferência cearense
DEU NO JORNAL
É PSICOPATIA QUE CHAMA? OU É PICARETAGEM MESMO?
JESUS DE RITINHA DE MIÚDO
CORAÇÃO SEM BOLOR
WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO
ZÉ VICENTE E ZÉ LIMEIRA
Zé Vicente da Paraíba (1922-2008), pai deste colunista
O poeta José Vicente da Paraíba chegava inesperadamente, quando Zé Limeira abria a primeira baionada, sob o pretexto de “molhar a goela”. Pontificando agora ao lado de Zé Vicente, o poeta do absurdo continua a ser aplaudido pela multidão que se avoluma, circulante, em torno da barraca.
O talento de Agnelo Amorim extrapola neste momento romântico com este mote:
São frios, são glaciais,
Os ventos da solidão.
E daí vem a inspiração de Zé Vicente, num relance:
Quando se sente saudade
Duma pessoa querida,
Dá-se um vazio na vida
E dói esta soledade…
Ninguém suporta a metade
Da dor do meu coração,
Lembrando o aceno de mão
Do amor que não voltou mais…
São frios, são glaciais,
Os ventos da solidão.
FONTE: Orlando Tejo, em Zé Limeira, poeta do absurdo.
DEU NO X
DISCURSO DO GRANDE ESTADISTA BANÂNICO
lula está GAGÁ! Delirando. lula não tem condição alguma de governar o Brasil pic.twitter.com/GtAil3e8oH
— Carla Zambelli (@Zambelli2210) December 16, 2023






