Arquivo diários:2 de dezembro de 2023
DEU NO X
CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA
O MILAGRE
Riacho Poxim – Coruripe – Alagoas
Sangrando à bala no ombro esquerdo Vadinho conseguiu com dificuldade atracar a canoa à beira do riacho Poxim. Levantou, ajudou Tereza a sair do barco. Sua namorada também baleada; o tiro acertou o medalhão de Santa Terezinha que ela o levava no pescoço, a bala amassou e resvalou. Os dois abraçados caminharam devagar em direção ao Posto de Saúde do povoado. Durante o percurso, amigos e moradores notando o sangue nas vestes do casal, acudiram e ajudaram. Eram onze horas da manhã daquele sábado meio nublado. O Doutor Luiz prestava consulta ao povo da região. Ao ver Vadinho entrar ensanguentado, o médico levantou-se, enquanto a enfermeira deitou o ferido na cama sala de curativos, retirou-lhe a camisa, constatou que uma bala havia penetrado, o ferimento sangrava. Em poucos minutos o médico anestesiou o local do ferimento, extraiu a pequena bala calibre 22, estancou e limpou o sangue, espalhou pomada, costurou alguns pontos, encobriu o ferimento com gaze e esparadrapo.
– Está pronto para outra. Pode ir em paz, Vadinho. Cuidado com a vida.
– Obrigado Doutor Luiz, foi sorte encontrar o senhor aqui.
– Fui contratado para atender o povoado do Poxim aos sábados, cumpro minha obrigação, mas não estou dando conta. Há necessidade de mais médicos todos os dias. Exijam ao Prefeito.
Tereza na sala de espera do Posto, apreensiva, segurava e beijava o medalhão de Santa Terezinha amassado pela bala que acertou, amassou e resvalou pelo seu corpo. Enquanto atendiam Vadinho, ela contava e repetia os detalhes aos que lotavam o Posto. Uma senhora passando dos 60 anos, fanática adoradora de Santa Terezinha, ao ouvir a história da medalha, como uma explosão saiu caminhando pelo povoado, beijando sua medalha de Santa Terezinha no peito e anunciando, gritando.
– Milagre! Milagre! Milagre!
Tereza continuou contando os tiros que ela e Vadinho levaram.
– Quando notei João de Antônia à beira do rio apontando o revólver e atirando, gritei por socorro. Quando a bala bateu no centro do medalhão, me desequilibrei e caí no fundo da canoa meio atordoada. Vadinho pensou que eu tinha morrido, largou o remo, abraçou-me chorando, gritando que me amava, que eu não morresse. Nesse momento, outro tiro atingiu-lhe o ombro. A dor de me perder era maior, ele continuava me abraçando e chorando. Ao notar que eu abri os olhos e estava viva, ele sorriu feliz. Ficamos abraçados no fundo da canoa. Só nos levantamos quando João de Antônia ligou o carro e fugiu. Vadinho em poucas remadas conseguiu atracar a canoa à beira do rio.
Zé do Grilo, Betoca e Quincas da Marieta, três desocupados que bebiam no Bar do Chico assistiram aos fatos. Zé do Grilo com sua fanfarronice, aproveitou a oportunidade. Contando a todos que chegavam ao bar para tomar uma birita lhe prestavam à maior atenção.
– Chegamos ao Bar do Chico vi ainda Vadinho desatracar a canoa e navegar rio abaixo com Tereza. Não tinha dado dez horas quando apareceram no Bar do Chico, João de Antônia e Inácio, os dois bêbados que nem um gambá, tinham virado a noite numa casa de raparigas de Coruripe. Tomavam a saideira no Bar do Chico, de repente João de Antônia, gritou: “-Filhos de uma puta!!”. Eu vi que Vadinho e Tereza chegavam na canoa Flor do Poxim. João desceu à beira do rio, puxou um revólver, atirou três vezes em direção à canoa que chegava. O primeiro tiro acertou em Tereza que e caiu no fundo da canoa; o segundo tiro, errou; e o terceiro tiro acertou no ombro Vadinho. Tereza estava morta. Os dois deitaram-se abraçados no fundo da canoa. Quando João de Antônia fugiu, eu assisti o milagre, Tereza ressuscitou abraçada à Vadinho que levantou-se ferido, pegou o remo e conseguiu atracar a canoa.
Milagre! Milagre! Milagre. Diziam no Bar do Chico, em poucas horas todo povoado queria abraçar Tereza e segurar a medalha amassada pelo tiro. Vadinho, depois de tratado, sentou a namorada num banco aproveitando a sombra de um figueira de 200 anos.
Foi quando o povo teve a oportunidade de segurar a Medalha Milagrosa por apenas R$ 2,00 que caíam direto no bolso do ferido, o astuto, namorado de Tereza. No final do dia, não se sabe como, o povo, os amigos de Tereza já haviam promovida pelas leis canônicas do povo, como Beata Tereza. Assim surgiu a beata mais bondosa, carinhosa, bonita, fogosa e desejada beata do Nordeste Brasileiro.
Primeira página de meu novo romance: BEATA TEREZA CANSADA DE REZA
DEU NO JORNAL
O COITADO SE OBROU TODINHO…
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
COP 38 CANO LONGO
DEU NO X
O MINISTRO MENTIROSO BUCHUDO SEMPRE BRILHANDO
Não sei se é ele, mas que parece, parece.
🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣 pic.twitter.com/cDRsATXLHJ— RICARDO RECKER SÁ (@ReckerRicardo) December 1, 2023
DEU NO JORNAL
LULANÓQUIO NO ESTRANGEIRO
O presidente Lula (PT) parece ter chegado de outro planeta à conferência do clima COP28, em Dubai, com um discursa em que cobrou o cumprimento de promessa de países desenvolvidos de transferir dinheiro para ajudar os subdesenvolvidos a protegerem florestas etc.
Lula ignorou, em sua fala, as várias crises econômicas, incluindo a mais recente, provocada pela pandemia.
De quebra, o brasileiro ainda deu show de hipocrisia, com práticas bem distantes do seu discurso.
Lula atacava combustíveis fósseis enquanto na mesma COP28 o ministro de Minas e Energia anunciava orgulhoso o Brasil… na Opep.
A teoria na prática é outra: Lula tem paixão pela riqueza de combustíveis fósseis, como mostram o “petrolão” e atual aparelhamento da estatal.
Lula jurava na COP “redução drástica na destruição”, mas, com a fumaça sobre Manaus como testemunha, a floresta bate recordes de incêndios.
* * *
Mentir internamente, em território nacional, já é uma alegria enorme pra Lularápio, imagine mentir pra uma plateia internacional.
É a glória!!!
Faz bem pra ele e sobe o seu astral.
O sonho do descondenado é que a tropa de jegues no exterior seja tão idiota quanto a daqui de Banânia.

DEU NO JORNAL
O CURIOSO CASO DOS MINISTROS INQUESTIONÁVEIS
Nikolas Ferreira

Comissão convoca ministra da Saúde, Nísia Trindade, a explicar obrigatoriedade da vacina da Covid em crianças
Atendendo a um requerimento aprovado com a minha assinatura, além de outros deputados oposicionistas, a ministra da Saúde Nísia Trindade compareceu na última terça, 28, à Comissão de Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados. O motivo? Para prestar esclarecimentos sobre um contrato fechado pelo seu ministério no valor de R$285,8 milhões, com dispensa de licitação e com uma microempresa com um funcionário registrado até março. Além disso, ela deveria explicar sobre a inclusão da vacina contra a Covid-19 no Programa Nacional de Imunização (PNI), que a torna obrigatória para crianças entre seis meses e cinco anos. A audiência, com duração prevista de 4 horas, terminou antes do prazo diante da justificativa da ministra de atender a um compromisso junto ao Lula: uma viagem para Dubai – marcada para o dia posterior.
É curioso, para não dizer outra coisa, que justamente quando eu estava próximo de fazer as minhas perguntas, Nísia tenha deixado a sessão antes do tempo acordado com a presidente da comissão. Mais cômico ainda foi a tentativa de um deputado petista de justificar a fuga, dizendo que a ministra já havia trabalhado quatro horas no dia em questão. Difícil saber se esse argumento pífio foi uma ajuda ou um fogo amigo. Aliás, para os congressistas e ministros que ficam cansados com tão pouco tempo de trabalho por dia, principalmente se compararmos com a realidade da maioria dos brasileiros, sugiro que deixem seus cargos muito bem remunerados e fiquem em casa. Afinal, suas economias podem ser deixadas para depois. Certo?
Pouco tempo depois, fui pesquisar a agenda oficial da ministra da Saúde e além da inexistência de qualquer viagem nas próximas horas, o voo estava marcado para o dia posterior, quarta feira, às 20h40. Falando nisso, esta viagem tem o custo R$ 40.248,37 paga pela população com muito amor, assim como aquele evento promovido pelo próprio Ministério da Saúde que teve um custo total de R$ 1 milhão e que nos ‘‘presenteou’’ com uma performance erótica apresentada por um grupo de dança (viva a ciência!). Por essas e várias outras, não me admira que o governo Lula admita a volta da taxação para importados até 50 dólares. Não existe algodão egípcio grátis.
Entendo que a vida de muitos dos ministros do atual governo não esteja fácil, porém as justificativas para faltar e deixar as comissões antes do tempo previsto e acordado anteriormente estão cada vez mais vexatórias. Ainda antes do Ministério da Justiça receber a ‘‘dama do tráfico’’ e dar andamento aos pedidos de sua ONG, Flávio Dino alegou risco à sua segurança ao faltar pela terceira vez à Comissão de Segurança Pública. Se o ministro já estava com medo das minhas perguntas antes disso, não acredito que a situação tenha melhorado após integrantes da sua pasta terem recebido e se reunido com alguém ligado à criminalidade.
O Ministério dos Direitos Humanos, que custeou as diárias e passagens da esposa do líder de uma facção, também não ficou de fora. Ao ser questionado, o ministro Silvio Almeida respondeu às críticas culpando os “fascistas” e a “extrema-direita”, por que, claro, nada é de responsabilidade de nenhum deles, nem mesmo o que acontece nos ministérios liderados por eles próprios. Essa é a narrativa que querem que você acredite. Sigo no aguardo da presença do ‘‘fala mansa’’ na Câmara novamente.
Já que além de não responder às perguntas de todos os deputados, Nísia mentiu sobre uma suposta urgência em deixar a sessão, também iremos convocá-la novamente. O desrespeito não foi só a mim e a outros deputados como a milhões de eleitores que são representados por nós. Os brasileiros sustentam 38 ministérios criados na atual gestão petista com o argumento hipócrita de que isso se deve à “representação da sociedade” e Lula ainda quer criar mais cargos dentro deles para colocar nas contas públicas. Em contrapartida, muitos dos atuais ministros não aceitam críticas, ou sequer indagações. Sabem que nem mesmo o malabarismo que as mídias de assessoria de imprensa fazem após as suas participações nas comissões está funcionando. Se estão cada vez mais incomodados, seguirei os convocando e questionando os absurdos que vem acontecendo.
DEU NO X
LULANÓQUIO
CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA
RECIFE – PECULIARIDADES URBANAS
Teatro Santa Isabel, prédio sem numeração. Foto de Chico Porto
Tive, em 1955, aos 18 anos de idade, o privilégio de poucos iniciantes: assinar reportagem em páginas da “Folha da Manhã”, jornal fundado por Dr. Agamenon Magalhães, onde mantinham colunas os melhores jornalistas do Recife, na época, dentre eles Mário Mello (Mário Carneiro do Rego Mello), ferrenho defensor do Recife, suas tradições e peculiaridades urbanas.
Há alguns anos compareci ao Instituto Arqueológico, Histórico, e Geográfico Pernambucano em busca de informações sobre a motivação de se homenagear meu avô paterno – João Pacífico Ferreira dos Santos – com um nome de rua, no bairro do Paissandu.
Fiquei sabendo, através de documento, que a homenagem teria sido em rua próxima ao Cemitério Senhor Bom Jesus da Redenção, instituição que a voz do povo simplificou para: Cemitério de Santo Amaro. No caso, por iniciativa do seu genro, Dr. Alfredo Evangelista Vieira, a placa com o nome do meu avô foi designada, então, para o bairro do Paissandu, ao lado da principal entrada do Hospital Português. Uma troca que beneficiou o pedido da família e Mário Melo concordou.
E proseando com dedicado funcionário do Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano, fiquei sabendo que Mário Mello havia sido o Secretário Perpétuo daquele instituto até seus dias finais. Aliás, se hoje estivesse vivo ele não teria deixado de esbravejar diante das aberrações que temos visto se repetirem nesta cidade e que aqui denominamos: peculiaridades, pra não dizer: aberrações.
Obtive a informação de que tal indicação para uma homenagem póstuma ao meu avô partiu de um vereador, levando em conta toda a atividade que ele exerceu como jornalista, Juiz de Direito e colaborador de Joaquim Nabuco na campanha contra a escravidão.
Jovem jornalista recifense escreveu: Devemos hoje a permanência da Torre Malakov, monumento situado na Praça Arthur Oscar, à campanha por ele empreendida, que evitou sua demolição. O jurista Mário Melo se tornou também um jornalista devotado às manifestações culturais populares e pelo seu grande desejo em vê-las preservadas em sua autenticidade e tradicionalismo, livres das influências políticas e culturais trazidas pelo estrangeirismo e modernidade, segundo nossa colega Letícia Lira, do Jornal do Commercio.
Mário Melo
Há poucos dias precisei de outra informação semelhante, a respeito da Rua Aluízio Periquito e fiquei sabendo que fora a antiga Travessa do Amorim, no bairro do Rio Branco, zona portuária do Recife. Logo, outra rua que trocou de nome. Outra peculiaridade do Recife.
Segundo informações de Lara Torres, do Jornal do Commercio, As mudanças de nomes dos logradouros no Recife são constantes, situação também confirmada pelo leitor Gilson Murilo de Guimarães afirmando que, além disso, temos o problema de que 1.000 ruas não possuem nomes, entre as 8.748 existentes na Capital e alguns prédios importantes não têm numeração. Um exemplo disso é o Teatro Santa Isabel.
O Instituto Arqueológico vai fazendo o que pode, para impedir mudanças em nomes de ruas tradicionais. Além disso, começou a colocar placas indicativas de azulejos, com o objetivo não só de ratificar os nomes de ruas, como também de resgatar sua história. E assim, preservar a memória da Cidade.
Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, questiona mudanças de nomes nas vias do Recife. Por Lei, o órgão deve ser consultado sobre possível mudança na nomenclatura das ruas, mas nem sempre se obedece.
Recentemente se alterou a denominação de uma das principais avenidas do Recife, a tradicional Avenida Norte, que passou a ser: Avenida Norte Miguel Arraes, e circulou pela Câmara Municipal a proposta de se substituir outro nome de avenida: A votação do projeto de lei do vereador Alexandre Lacerda denominando Avenida Sul Governador Cid Sampaio, a atual Avenida Sul, foi adiada devendo voltar ao plenário para nova votação.
Finalizo estas notas lembrando, digamos, um “exagero de entusiasmo”. Entre os bairros de Afogados e Imbiribeira existe uma ponte com o nome de Gilberto Freire e neste mesmo bairro, se completou o nome de um prédio público, que passou a se chamar: Aeroporto Internacional Recife Guararapes Gilberto Freire. Uma denominação deveras exagerada, conforme comentei em meu livro: “Imbiribeira- Passo dos Tocos dos Afogados”.
As homenagens póstumas são devidas, mas as substituições dos nomes já tradicionais nem sempre são próprias e, assim, representam uma das peculiaridades urbanas do Recife.
PENINHA - DICA MUSICAL





