VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

NAO TEM VAGA

Um casal chegou a um lugarejo, tarde da noite. Marido e mulher, estavam cansados da viagem. Ela, grávida, prestes a dar à luz, não se sentia bem. Foram procurar um lugar onde pudessem passar a noite. Uma hospedaria simples serviria, desde que não fosse cara.

Pensavam que seria fácil de encontrar. Mas, ao contrário do que esperavam, foi muito difícil. Na primeira hospedaria onde chegaram, encontraram como recepcionista um homem rude, que, ao vê-los, disse logo que não havia vaga. Na segunda, o encarregado da portaria olhou com desconfiança o casal e solicitou apresentação de documentos. A resposta do pretenso hóspede foi de que a pressa da viagem fizera com que esquecesse os documentos. Foi o suficiente para que o encarregado desse um não.

Disse o recepcionista, grosseiramente:

– Como pretende o senhor conseguir hospedagem, se não tem documentos? – disse. – Eu nem sei se o senhor teria como pagar a conta…

Humilhado, o viajante não disse nada. Tomou a mulher pelo braço e seguiu adiante. Na terceira hospedaria, mesmo havendo vaga, o encarregado resolveu dizer que estava lotado. Desconfiou do casal, ao ver a pobreza das roupas que os dois vestiam. Resolveu dar uma desculpa, para disfarçar a má vontade:

– As hospedarias simples, como esta, não recebem incentivo nenhum do governo. Já os grandes hotéis, recebem incentivos e os donos podem fazer reformas. Hospedam até delegações estrangeiras. Até hoje, não consegui nada. Se eu conhecesse alguém influente…já tinha melhorado de vida. O senhor não conhece ninguém nas altas esferas?

O viajante hesitou, depois disse que sim, que talvez conhecesse alguém “nas altas esferas”.

– Pois, então, – disse o dono – fale para esse seu conhecido sobre esta hospedaria. Assim, da próxima vez que o senhor vier, talvez eu já possa lhe arranjar um quarto de primeira classe, com banho e tudo.

O viajante agradeceu, lamentando a urgência do seu problema. Precisava de um quarto para aquela noite. Foi adiante.

Na hospedaria seguinte, quase tiveram êxito. O gerente estava esperando um casal de conhecidos artistas, que viajavam incógnitos. Quando os viajantes apareceram, pensou que fossem os hóspedes que aguardava e disse que sim, que o quarto já estava pronto. Ainda fez um elogio.

– O disfarce está muito bom!

– Que disfarce? Perguntou o viajante.

– Essas roupas velhas que vocês estão usando, disse o gerente.

– Isso não é disfarce – disse o homem. São as roupas que nós temos. O gerente, então, percebeu o engano:

– Sinto muito – desculpou-se. – Eu pensei que tinha um quarto vago, mas parece que já foi ocupado.

O casal foi adiante. Na hospedaria seguinte, também não havia vaga, e o encarregado, metido a engraçado, disse:

– Ali perto há uma manjedoura. Por que não se hospedam lá? Não é muito confortável, mas, em compensação, não pagarão diária.

Para surpresa dele, o viajante achou a ideia boa e até agradeceu. Saíram.

Não demorou muito, apareceram os três Reis Magos, perguntando ao encarregado se não tinha chegado por lá um casal de viajantes, com a mulher prestes a dar à luz. E foi aí que o gerente começou a achar, que talvez tivesse perdido os hóspedes mais importantes, já chegados a Belém de Nazaré.

A Estrela-Guia levou os Reis Magos Belchior, Gaspar e Baltazar, ao local onde Maria acabara de dar à luz.

Eles, então, ofereceram ao menino Jesus três presentes, com significados espirituais: Ouro, incenso e mirra.

Após isso, foram avisados por Deus, em um sonho, que não deveriam informar a Herodes o nascimento do Menino Jesus.

E assim, retornaram para sua terra por outro caminho.

Os Reis Magos Belchior, Gaspar e Baltazar eram astrólogos e sábios. Com base nas profecias e na astrologia, previram a vinda de Jesus e partiram em uma longa viagem, para dar as boas-vindas ao Messias (Salvador).

Em Mateus 2:11 é descrita essa passagem:

Ao entrarem na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram. Então abriram os seus tesouros e lhe deram presentes: ouro, incenso e mirra.

O ouro simboliza a realeza de Jesus.

O incenso, usado nos templos, era um presente exclusivo aos sacerdotes, reforçando, assim, a divindade de Cristo.

A mirra é um composto usado no embalsamamento, e fazia referência ao sacrifício de Cristo e à sua Ressurreição.

E assim nasceu o Menino Jesus, aquele que veio, para ser o homem mais importante da humanidade!

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SOBRE ABRAÇOS E SORRISOS

Luís Ernesto Lacombe

Sobre abraços e sorrisos

Eu sei que é Natal, mas lembre-se: não saia por aí abraçando qualquer um. Não ofereça seu sorriso, arriscando seus dentes. Não abandone as fileiras, não queira sair no braço com quem deve ser identificado como seu aliado. Olhe em volta, não se renda a opositores que você tenta considerar justos, lícitos, honestos. Esses foram extintos. Não há mais adversários razoáveis. Restaram inimigos dispostos a tudo para destruir você. Se lhe falta a capacidade de perceber isso, o que está à sua espera é uma derrota retumbante.

Já não há mais antagonistas, concorrentes bem intencionados, que se iludem, querendo o bem. O que nos cerca é uma corja. Fica proibido, então, o afeto aos desafetos. Entenda: é inconcebível oferecer flores a quem lhe atira bombas. Identificado o perigo, reconhecido o inimigo (que só um retardado pode não perceber), abraçar-se a ele é como se oferecer para ser vítima de um estrangulamento, é querer entregar-se a um mata-leão, ao sufocamento completo.

Não aceite a nova “pacificação”, o declínio total, o mundo planificado pelos imorais. Esses cafajestes só querem o seu silêncio, a sua submissão, a sua inexistência. Prepare-se permanentemente para a guerra. Ainda é permitido ser pacífico, mas não pacifista. Não fuja à luta, quando o que nos resta é lutar. Suas armas não são as “opiniões defendidas apaixonadamente”, a idealização, a utopia, a mentira. O que conduz os verdadeiros combatentes são as experiências já vividas, os fatos, a realidade.

Quem define as suas táticas de guerra não é o inimigo. Descarte o debate com os imbecis, irracionais, vigaristas, os que não têm caráter, não há nada de útil nisso. Eles são dissimulados, sonsos e contam com a sua frouxidão, com a sua condescendência. Não seja fraco, débil. Há sempre uma reserva de coragem naqueles que enfrentam o tosco, o incorreto, ilegítimo, injusto, imoral. Lembre-se de Aristóteles: “A coragem é a primeira das qualidades humanas, porque garante todas as outras”.

Resista, tenha vigor e energia. Não aceite, revolte-se. O que houve de mais terrível na história da humanidade, quase sempre, foi resultado da obediência. Baixar a cabeça para os canalhas é a maior das traições, a quem se recolhe, a todos, a tudo. Não se cale, grite, grite aquilo que não querem escutar. Mantenha a consciência, mesmo encurralado. Não tenha medo, lute de verdade. Olavo de Carvalho alertou: “Não se pode matar um elefante roendo-lhe a ponta das unhas”… E não dá para “refutar um elefante; ele não sairá do lugar por isso”. E, se você resolver sorrir, abraçá-lo, será certamente esmagado.

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O TAPA DESFERIDO POR UM PETISTA A UM OPOSITOR É MUITO MAIS GRAVE DO QUE PARECE

Leandro Ruschel

Ontem, enquanto Lula entrava no Parlamento para a promulgação da reforma tributária, ele foi recebido com um coro de ‘ladrão’ e vaias por deputados da oposição. Nada diferente do que petistas fizeram quando Bolsonaro visitou o Parlamento, sendo recebido sob gritos de ‘genocida’.

A diferença é que Lula, de fato, foi condenado, por duas vezes, em todas as instâncias do Judiciário, por corrupção e lavagem de dinheiro, até ser descondenado pelo Supremo e alçado à presidência pelo velho establishment político brasileiro. Bolsonaro, por outro lado, jamais foi condenado por ‘genocídio’, nem será, pois a acusação é absurda.

Outra diferença é que nenhum petista foi agredido fisicamente no Parlamento por xingar o presidente, na visita de Bolsonaro. Já ontem, o deputado Messias Donato levou um tapa no rosto do deputado petista Washington Quaquá. Não contente em agredir seu colega, ele tripudiou sobre o choro de Donato na tribuna, afirmando que ele ‘não aguenta porrada’.

O objetivo é claro: normalizar a violência contra a direita, exatamente da mesma forma que aconteceu na Venezuela, o regime dos sonhos dos petistas.

Em 2013, parlamentares da oposição protestavam contra uma decisão do então presidente da Casa, Diosdado Cabello, figurão chavista de longa data e um dos chefes do grupo traficante Cartel dos Sóis, por serem impedidos de falar nas sessões, quando foram surpreendidos por agressões de deputados chavistas, com socos e pontapés.

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AVUANDO PELO MUNDO COM O NOSSO DINHEIRO

Com carimbo de 22 países no passaporte só neste primeiro ano do terceiro mandato, o presidente Lula acumula mais de 240.000 quilômetros percorridos em viagens ao exterior.

Os trechos atravessados pelo presidente durante as viagens, custeadas pelo pagador de impostos, seriam suficientes para Lula completar seis voltas ao redor da terra. A coluna considerou a quilometragem, em linha reta, entre os aeroportos que Lula, Janja e suas numerosas comitivas desembarcaram.

A primeira “volta ao mundo” de Lula foi em abril, mês em que esteve duas vezes no Emirados Árabes Unidos, na China, Portugal e Espanha.

As viagens, com gastança desenfreada, renderam o apelido de “Esbanja” à primeira-dama Janja, flagrada em périplo por lojas de luxo em Portugal.

Sempre hospedado no bem-bom de hotéis suntuosos mundo afora, em doze meses, Lula passou impressionantes 62 dias fora do Brasil.

Ele só ficou de molho no Brasil em março, outubro e novembro, quando ficou de repouso médico após cirurgia no quadril e plástica nos olhos.

* * *

E tudo custeado por nós outros, os pagadores de impostos.

Inclusive a cirurgia pra estofamento da bunda e a plástica nos olhos, pra enxergar melhor os ambientes de luxo onde torra o dinheiro do contribuinte.

Esta nossa republiqueta lulo-petralha é uma vergonha mundial.

Eu mostrei a notícia aí de cima pra Xolinha, nossa querida cachorra, mascote do JBF.

A bichinha latiu de horror e chegou a passar mal.

Ela ficou com a tabaca arrombada, de tanta vergonha que sentiu da esculhambação em que se transformou o Brasil-2023.

Xolinha de tabaca arrombada com os excessos praticados por Esbanjanja e seu marido, o Ladrão Descondenado