DEU NO JORNAL

PERCENTUAIS ERRADOS

O governador socialista de Pernambuco, Paulo Câmara, é o campeão absoluto em desaprovação dos seus próprios cidadãos, segundo aponta o ranking do Instituto Paraná Pesquisas, com base em levantamentos realizados nos Estados desde junho.

Segundo esse ranking, o governo Paulo Câmara (PSB) é desaprovado por quase 70% (exatos 69,5%) dos seus eleitores.

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Esses institutos de pesquisa estão sempre falhando e cometendo furos.

Dizer que o esquerdalha lulista Paulo Oião é desaprovado por apenas 70% dos pernambucanos é um mentira.

A desaprovação chega a 99,9999%.

Na verdade, os percentuais que melhor caracterizam o petralha que infelizmente governa o nosso estado são 13% e 171%

Dois canalhas que formam uma parelha perfeita

JOSÉ PAULO CAVALCANTI - PENSO, LOGO INSISTO

ROBERTO MARINHO

Nasceu no Rio de Janeiro (03/12/1904). O pai fundou, em 1911, o jornal A Noite. E, em 1925, O Globo. Morto poucos meses depois, em 21/08 deste mesmo ano, a empresa coube ao dr. Roberto. Por decisão da mãe, Francisca Pisani Barros. Em seu Discurso de Posse, reflete sobre esse tempo: “O mestre que iniciou a minha formação de jornalista foi Irineu Marinho, meu pai”. Mesmo tão jovem, com 20 anos apenas, compreendeu que não poderia ocupar o lugar do pai, naquele momento, como responsável pela edição do jornal. Razão pela qual nomeou, como Diretor Chefe, o experiente jornalista Euclydes de Mattos. Só com a morte deste em 1931, e já então com 26 anos, assumiu o posto que era por direito seu.

Dr. Roberto sempre tomou posição nos grandes problemas nacionais. Por exemplo apoiou Getúlio, em 1930. Ficou contra a tese da neutralidade, na Segunda Guerra, entendendo que o país deveria estar com os aliados. Apoiou a redemocratização do país. Em 1964, apoiou o Golpe militar. Só bem mais tarde, em 2013, as organizações Globo reconheceriam ter sido um erro acompanhar a Ditadura. Em 1985, a princípio, ignorou manifestações populares a favor das Diretas Já. Mas, desde o Comício da Candelária, passou a apoiar. E, bom lembrar, estava com Tancredo, e não Maluf.

Seu sistema de comunicação crescia. Em 1944, foi a criação da Rádio Globo. Em 1953, a TV Globo do Rio. E, em 1977, a Fundação Roberto Marinho, que proporcionou benemerências às artes, às ciências, às letras. Em 1952 representou o Brasil, como delegado, na VII Assembleia Geral da ONU, dedicada aos Direitos Humanos. Em 1983, recebeu o EMMY, como Personalidade do Ano em Televisão, concedido pela Academia Nacional de Televisão, Artes e Ciências dos Estados Unidos. E, em 1987, a Revista Forbes considerou ser “o homem mais poderoso do Brasil”.

A redação do jornal era seu templo. Um ambiente sagrado, à parte do mundo exterior. “E o que jurar pelo templo, jura por ele e por aquele que nele habita” (Mateus 23,21). Com dr. Roberto no papel de sumo-sacerdote, responsável por tudo que se passava por lá. A imagem talvez seja forçada. Mas espelha bem a especial relação que tinha com seus jornalistas, sobretudo nos negros tempos da Ditadura. Seguem alguns exemplos. Quando, no governo de Castelo Branco, o Redator-Chefe de O Globo foi pressionado a entregar nomes dos empregados ligados à esquerda, dr. Roberto interferiu, tomou para si as responsabilidades e mandou relação com nomes de todos os funcionários da empresa. Um general ligou de volta, “O senhor me mandou a folha de pagamento…”. E dr. Roberto “Quem tem que descobrir os comunistas não sou eu, são vocês”.

Juraci Magalhães, ministro da Justiça de Castelo Branco, enviou ao jornal relação com nomes dos que “não poderiam trabalhar em postos importantes da redação”. Dr. Roberto devolveu a lista com um bilhete, junto, que entrou para a história do jornalismo brasileiro: “Ministro, vocês cuidam dos seus comunistas, que dos meus comunistas cuido eu”.

Outra história envolve o Chefe de Redação Henrique Caban, em 1974. Os órgãos de informação deram ciência, a dr. Roberto, de que ele ajudava familiares de dois presos políticos, ligados ao Partido Comunista. Tudo comprovado por cheques, de Caban, depositados em suas contas bancárias. E pediram que fosse demitido. Dr. Roberto chamou Caban para conversar. “Você está ajudando esse pessoal do Partido Comunista?”. “Estou, dr. Roberto, eles me protegeram, no passado, quando eu precisei”. “Mas Caban, você tem que transferir os recursos usando cheque? Não pode ser dinheiro?”. Podia, claro. E assim passou a ser, depois dessa conversa. Valendo lembrar que dr. Roberto se esqueceu de dar notícia, aos militares, das providências que tomou. E tudo continuou como dantes, para usar o provérbio português, no Quartel-General em Abrantes.

Josué Montello, no Discurso de Recepção, confirma que ele “deu continuidade ao jornal que Irineu Marinho criou, sabendo que um jornal não constitui propriedade exclusiva de quem o comanda. Porque é, sobretudo, patrimônio de seu público. De quem o lê. De quem nele se louva. De quem diariamente se debruça sobre ele, e o interroga, e nele recolhe a opinião do jornal, transformando-a em opinião pública”. Dr. Roberto, no seu Discurso de Posse, completou lembrando “William Allen White, o editor de maior influência nos Estados Unidos, que punha de lado as hipóteses e as conjecturas. Poucos adjetivos. Poucos advérbios”. Franklin de Oliveira confirma, “Roberto Marinho tinha o domínio completo do fazer jornalístico. Chegava à redação às 4 horas da manhã e só a deixava à noite. Encarnava as três qualidades designadamente importantes, segundo Max Weber, para definir a personalidade do homem público: sentido de responsabilidade, senso de proporção e paixão”. Em seu único livro (1992), Uma trajetória liberal, disse da fé “que tinha no Brasil, um país de dimensões continentais, distribuído entre regiões distantes e distintas, ainda que indissoluvelmente ligadas por uma quase milagrosa unidade nacional”.

Poucos sabem mas dr. Roberto se dedicava, também, aos esportes. Em 1933, disputou prova automobilística na estrada de Petrópolis com um carro da marca Voisin. No final dos 1930, surpreendeu a todos com vitória no hipismo, conduzindo o cavalo Arisco. Não foi sua única. Também venceu, no Hipódromo da Gávea, com Plumazo, Tupã e Laborioso. Além de quebrar o recorde brasileiro de salto com Joá, em 1945. Sem contar que praticou caça submarina até os 80 anos. Por isso, nas conversas da redação, nunca dizia “quando eu morrer”. Era, sempre, “se eu vier a faltar”.

Em 1993, foi eleito membro nesta Academia de Letras. Até quando, traído pelo coração, morreu no Rio (06/08/2003) com 98 anos. Editorial de O Globo, no dia seguinte à sua morte, testemunhou: “Com ele, aprendemos a lição mais importante: a obra de Roberto Marinho partiu de um ideal dele, mas só pôde ser concretizada porque foi o resultado de uma aliança entre jornalistas, artistas, escritores, profissionais da cultura e o povo brasileiro. Não somente preservar, mas ampliar essa obra é o nosso compromisso. E ela será ampliada, não apenas porque este é o nosso desejo, mas porque pretendemos manter intacta esta aliança que a originou. Esta é a nossa intenção, esta é a nossa determinação, este é o nosso compromisso”.

P.S. Trecho do Discurso de Posse lido, em 10/06/2022, na Academia Brasileira de Letras.

DEU NO X

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

A ARMA

Quem se arma para se defender não é o mendigo, mas sim alguém que possui alguma coisa de valor, e quer preservar.

Tal qual a Abelha, que usa o ferrão para se defender, o homem também precisa saber defender a si e à sua família.

Certa vez, uma Mosca se encontrava quieta, pousada em um cortina de uma casa de Homem. De repente, uma Abelha, para encurtar a rota, entrou zumbindo na casa e ficou voando em redor da Mosca.

Era um pequeno inseto quase redondo, o corpo colorido de um azul brilhante e húmido, e que não tinha por hábito , jamais, passar por aqueles lugares. Ao vê-la deter-se no seu voo, a Mosca deu uma ligeira volta e foi sentar-se à pequena distância.

Mostrando-se descontraída, com modos de quem queria puxar conversa, mas sem dar muita confiança, a Mosca deu bom dia à Abelha e perguntou-lhe se também era uma Mosca.

Com arrogância, o inseto respondeu que era uma Abelha e vivia das flores. Por isso não poderia jamais ser confundida com uma Mosca.

A Mosca, ressentida com a resposta grosseira, respondeu que se a Abelha fosse uma Mosca igual a ela, não seria desonra. Muito pelo contrário, passando de Abelha a Mosca, ela somente lucraria com a transformação, pois sabia que as abelhas trabalham o dia todo, para sustentar as companheiras que ficam em casa, além de andar armada com um ferrão, para enfrentar as brigas. Enquanto ela, não trabalhava e quando acordava, a comida do dia já estava pronta. Não sustentava ninguém, pois na família das Moscas, cada uma cuida de si. Não andam armadas e diante de um ataque, elas fogem. Por isso, não precisava trabalhar.

A Abelha, com desdém, perguntou à Mosca se era vantagem, ao acordar a comida já estar pronta. Sabia que Isso só ocorria porque a comida de que ela se alimentava era podre, pois o almoço da Mosca é no monturo. A Abelha disse à Mosca que ela tinha o que merecia, pois quem não trabalha vive da podridão.

A Mosca respondeu que não trabalhava para ela, nem se sacrificava pelos outros, ao que a Abelha revidou, dizendo não invejar aquela felicidade. Se ela não prestava favores aos outros, também ninguém os faria a ela, e que a Mosca era bem diferente da Abelha e da Formiga, que sempre ajudam quando alguma delas precisa.

Debochada, a Mosca respondeu que aquilo era o progresso e que a sua espécie era companheira do Homem; vivia na casa dele e é com ele que tem aprendido essas regras de sabedoria.

A Abelha, indignada, respondeu que é por isso mesmo que não queria a companhia do Homem. Quando ele muda o cortiço dela para as proximidades da sua casa, ela fica no mesmo local, mas todos os dias vai para o mato, jardins, chácaras, e vida livre. Disse que não era como a Mosca, que se metia nas casas, pousava no nariz das pessoas, comia sobejos, e ficava na cozinha, rodeando os pratos sujos e a lata do lixo. Finalmente, disse que amava a vida independente e as coisas simples da natureza.

Indignada, a Mosca, que se dizia pacifista, perguntou à Abelha, por que razão, então, se ela levava uma vida tão boa e livre, andava armada com um ferrão.

A Abelha achou graça e respondeu que somente quem não tem o que defender, não se arma. E repetiu que a Mosca, certamente, não andava armada, porque não tinha nada para defender, para guardar nem preservar contra os inimigos.

Perguntou se a Mosca tinha casa, filhos, alguma propriedade, e de que se sustentava. A Mosca respondeu que não tinha casa, e filhos, os que ela paria deixava-os no monturo e ia embora; não tinha nenhuma propriedade. Dormia onde a noite a apanhava e vivia do que encontrava pelo caminho. Sustentava-se daquilo que ninguém queria mais.

Pensativa, a Mosca disse para a Abelha, que, se ela levava uma vida tão feliz, não precisava de um ferrão. E se não queria o que os outros tem de bom, nem ninguém queria o que ela tinha, de nada lhe servia um ferrão.

A resposta da Abelha foi que a arma serve para defender quem possui alguma coisa a preservar. Quem nada tem, não precisa de arma ou ferrão. Quem se arma para a defesa, não é o mendigo, mais sim o o que possui alguma coisa de bom.

Dando de ombros para a Mosca, a Abelha disse-lhe: É por isso que eu ando armada..

Esse é o único ponto em que estão de acordo a sabedoria das Abelhas e a sabedoria das Nações.

E, levantando voo, a Abelha, alegre e ligeira, tomou o caminho do seu cortiço.

DEU NO X

PENINHA - DICA MUSICAL