Na manhã desta quinta-feira (2), o ministro da Economia, Paulo Guedes, celebrou o crescimento de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre do ano, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“PIB para cima. Desemprego para baixo. Inflação para baixo e economia crescendo”, disse Guedes.
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“PIB para cima”.
Me veio um pensamento maldoso quando li esta frase…
Sextou, como se diz na novíssima linguagem fuleirageana.
Ainda bem que é sexta-feira 3, e não 13.
Ufa!
Chupicleide já me pediu um adiantamento de salário.
Pra fazer a feira da casa dela neste final de semana, por conta da generosidade e do bom coração dos nossos leitores.
Gratíssimo aos fubânicos Osnaldo Pereira, José Claudino, Marcos M. Brandão e Lourdes Amaral pelas bem vindas doações que fizeram esta semana.
Muito obrigado a todos vocês que colaboram pra manter esta gazeta escrota avuando pelos ares e nos ajudam a cobrir as despesas de hospedagem e manutenção do JBF.
Abraços e um excelente final de semana pra toda comunidade fubânica.
E pra encher de alegria e brilho a nossa tarde, uma roda de choro bem gostosa!!!
O vereador de Porto Alegre @jessesangali denuncia o desrespeito por Lula e sua trupe ao Hino do Rio Grande do Sul, considerado “racista” pela extrema-esquerda, ao afirmar na letra que “povo que não tem virtude, acaba por ser escravo”. pic.twitter.com/119MFxXfRh
— Leandro Ruschel 🇧🇷🇺🇸🇮🇹🇩🇪 (@leandroruschel) June 3, 2022
Orlando Tejo (1935- 2018), e o seu livro, que já vai na 11ª edição, e foi tema de vários documentários, teses, artigos e estudos
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Frei Henrique de Coimbra Sacerdote sem preguiça Rezou a Primeira Missa Na beira duma cacimba Um índio passou-lhe a bimba Ele não quis aceitá E agora veve a berrá Detrás dum pau de jureme O bom pescador não teme As profundezas do mar.
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No tempo do Padre Eterno Getúlio já governava Prantava feijão e fava Quando tinha bom inverno Naquele tempo moderno São João viajou pra cá Dom Pedro correu pra lá Escanchado num tratô Canta, canta, cantadô Que teu destino é cantá.
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Eu cantei lá no Recife Dentro do pronto socorro Ganhei 500 mil réis Comprei 500 cachorros Morri no ano passado Mas neste ano, não morro.
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Frei Henrique descansou Nas encosta da Bahia Depois fez a travessia Pra chegá onde chegou Pegou a índia, champrou Ela não pôde falá Assou carne de jabá Misturou com querosene O bom pescador não teme As profundezas do mar.
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Um General de Brigada Com quarenta grau de febre Matou um casal de lebre Prá comê uma buchada… Quando fez a panelada Morreu e não logrou dela Porco que come em gamela Prova que não tem fastio Peixe só presta de rio Piau de tromba amarela.
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Na corrida de mourão Quem corre mais é quem ganha São Thomé vendia banha Na fogueira de São João Foi na guerra do Japão Que se deu essa ingrizia Camonge quage morria Da granguena berra-berra Quem se morre é quem se enterra Adeus, até outro dia.
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Às tantas da madrugada O vaqueiro do Prefeito Corre alegre e satisfeito Atrás da vaca deitada Deitada e bem apojada Com a rabada pelo chão A desgraça de Sansão Foi trair Pedro Primeiro O aboio do vaqueiro Nas quebradas do Sertão.
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Jesus foi home de fama Dentro de Cafarnaum Feliz da mesa que tem Costela de guaiamum No sertão do cariri Vi um casal de siri Sem compromisso nenhum.
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Jesus ia rezar missa Na capela de Belém Chegou Judas Carioca Que viajava de trem Trazia trinta macaco Botou tudo num buraco Não tinham nenhum vintém.
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Jesus saiu de Belém Viajando pra o Egito No seu jumento bonito Com uma carga de xerém Mais tarde pegou um trem Nossa Senhora castiça De noite Ele rezou Missa Na casa dum fogueteiro Gritava um pai-de-chiqueiro: Viva o Chefe de Puliça!
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São Pedro, na sacristia Batizou Agamenon Jesus entrou em Belém Proibindo o califom Montado na sua idéia Nas ruas da Galiléia Tocou viola e pistom.
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Um professor de francês Honestamente dizia: Tempo bom era o moderno Judas só foi pro inferno Promode a virgem Maria.
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Minha muié chama Bela Quando eu vou chegando em casa O galo canta na brasa, Cai o texto da panela Eu fico olhando pra ela Cheio de contentamento O satanás num jumento Pra mordê a Mãe de Deus Não mordeu ela nem eus Diz o novo testamento.
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Eu vi numa gavetinha Da casa de João Moisés Mais de cem contos de réis Só de ovo de galinha Ela comeu uma tinha Da carcaça de um jumento Que bicho mais peçonhento É lacrau e piôi de cobra Não pode mais fazer obra, Diz o novo testamento.
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Eu me chamo Zé Limeira Cantadô qui num é tolo Sei tirá couro de bode Sei impaiolá tijolo Sô o cantado milhó Qui a Paraiba criou-lo.
O cachorro de rua, chamado “vira-lata”, é o mais fiel que existe, quando arranja um dono que se propõe a tratá-lo com dedicação e carinho. Durante décadas, esse tipo de cachorro sem raça, nascido e criado na rua, foi alvo de preconceito. O dramaturgo Nelson Rodrigues, de saudosa memória, popularizou a expressão “complexo de vira-lata”, numa demonstração gritante de discriminação.
Dona Lia, minha saudosa Mãe, dizia que o cachorro de olhar mais terno que existe é o vira-lata. E é também o mais amigo do dono.
Convém salientar que as ruas nivelam as pessoas. Elas acolhem o bem e o mal, o Céu e o Inferno. As ruas desconhecem a erudição. Aceitam palavras de baixo calão e chulas, que terminam inseridas nos dicionários.
O vira-lata é um cão de rua, sem coleira e sem patrão. Dorme na sarjeta e quando escuta corneta, corre atrás do batalhão ou da banda.
O Escritor Abílio Manuel Guerra Junqueiro (1850 – 1923) conta no seu poema intitulado “O Fiel”, a emocionante história de um cachorro que vivia e sobrevivia nas ruas.
Para sobreviver, garimpava sobejos nas lixeiras dos bares e restaurantes. Era acostumado ao vento e ao frio. Durante as chuvas fortes, abrigava-se nos portais e vestíbulos, mas era sempre enxotado a pedradas e pontapés. Mesmo assim, ele era incapaz de morder alguém. Olhava para as pessoas como quem pedia desculpas por existir.
Certo dia, um pintor boêmio e solitário deparou-se com esse cachorro de rua, de olhar triste, e se identificou com ele. Levou-o para casa e se propôs a cuidar dele, em troca da companhia. Passou a chamá-lo de Fiel.
E falou para si mesmo: Eu sou igual a este cachorro. Sem família e sem amigos. Agora vou ser amigo dele e ele vai ser meu amigo.
Depois de alguns anos passados juntos, dividindo por igual privações e dores, o pintor, por obra do destino, foi contemplado com a glória, que o libertou da miséria. Livres dos aperreios financeiros, ele e Fiel passaram a desfrutar de uma vida tranquila e alimentação farta.
O cão dormia em confortável tapete à borda do leito do pintor. Ao despertar, de manhã cedo, cuidava de acariciar festivamente o seu amo.
Mas o pintor, inebriado com a riqueza, enveredou pelos caminhos da luxúria, das paixões e da esbórnia, circunstância que o afastava cada vez mais do seu leal rafeiro, de quem, aliás, já não tolerava a presença.
A indiferença do pintor entristecia cada vez mais o olhar do cachorro. Os animais sentem quando são rejeitados. E os olhos tristes do animal denotavam que ele entendia perfeitamente o desprezo que o seu dono passara a sentir por ele. Velho e desprezado, o cachorro muitas vezes chegou a ser castigado pelos criados, sem ter feito nada de certo ou errado. Levava pontapés, e foi preterido de acompanhar o dono nos seus passeios pelas ruas. Os pelos começaram a cair e tornou-se rabugento, por falta de trato..
Certo dia, chegando em casa embriagado, tarde da noite, e encontrando o cachorro dormindo no seu quarto, o pintor se voltou contra ele, irado:
– Que fazes aqui, animal lazarento? Hei de pôr fim à tua teimosia agora mesmo!!!
Mas, fingindo calma, continuou:
– Ó meu querido amigo fiel, de tantos anos, tão velho e doente, vamos passear!
E na escuridão da noite, seguiram os dois em direção ao cais. O comportamento do pintor assustou o cachorro, que se recusou a andar, mas foi forçado pelo dono. O cachorro pressentia que alguma coisa funesta o esperava. Repetia-se, no fiel animal, a cena do beijo de Judas em Jesus Nazareno.
Bruscamente, o pintor arremessou o cão às águas profundas e geladas, mas junto se foi o gorro de memoráveis lembranças, do qual ele tanto se orgulhava.
De volta à casa, o pintor exclamava indignado:
“Por causa desse cão lazarento, perdi o meu gorro de estimação, que me trazia tão boas recordações! Eu devia tê-lo envenenado!!!, Pagarei uma grande recompensa a quem conseguir encontrar meu gorro!!!
Deitou-se, mas, não conseguiu dormir, contrariado por ter perdido o gorro. Ao amanhecer o dia, sentiu bater a porta; ergueu-se e foi abrir. Recuou, cheio de espanto e horror. Era o amigo fiel, a quem ele traíra miseravelmente.. Era o cão que voltava arquejante, encharcado, a tremer e a uivar no último estertor. E o cão tombou fulminante, deixando cair da boca o gorro do diabólico pintor.
Os primeiros quatro meses do ano mostraram alta de 29,6% nas exportações da indústria têxtil.
US$ 396,3 milhões (R$ 1,9 bilhão) segundo associação do setor.
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O crescimento da indústria têxtil brasileira não foi apenas por conta da alta nas exportações.
Segundo apurou o Departamento de Costuras do JBF, o crescimento se deu, sobretudo e principalmente, por conta aumento da fabricação de tecido pra fazer camisetas.
Nós meninos da Avenida, quase da mesma idade, amigos, juntos, tínhamos predileções semelhantes. Gostávamos de pescar no Riacho Salgadinho. Empurrávamos uma jangada de tronco de bananeira para o meio do Riacho, jogávamos a tarrafa aberta que enchia de tainhas. E o siri era pescado com teteia. Nas margens e imediações do Salgadinho, por ser terra salobra, lama salgada, se prestava à vivência, ao “habitat” de caranguejos, o goiamum azulado. Com lata quadrada de azeite, fabricávamos armadilhas para capturá-los. Armávamos a arapuca, com uma isca no buraco do caranguejo. Quando o bicho saía, beliscava a isca e fechava a arapuca. Uma vibração, uma felicidade, quando a gente via a lata com a tampa fechada e um baita goiamum preso. Cevava, engordava os caranguejos num gradeado. Dias depois nos deliciávamos com uma caranguejada, feita por nossas mães, o caldo do gordo escorria pela boca.
À noite o calçadão da Avenida da Paz se transformava em palco e campo de jogos. Correr brincando “Roubar-Bandeira” era a primeira diversão. Dividia a calçada em dois campos, um para cada equipe de sete ou oito meninos (as), no final de cada campo fixava uma pequena bandeira pregada numa vara. O objetivo da brincadeira era entrar pelo campo adversário e trazer a bandeira fincada para o nosso campo sem ser tocado pelo adversário. Quando alguém era tocado pelo adversário tinha que parar ficar imóvel até um amigo vir e tocar de novo, “soltar” o amigo. Ganhava quem trouxesse primeiro a bandeira do adversário pro seu campo. Jogo de astúcia e velocidade.
Havia outros jogos como ximbra (bola de gude), pião, o vitorioso tinha direito de, com o próprio pião amarrado com a enfieira, tentar com a ponta quebrar o casco do pião adversário. Na época o filme O Cangaceiro fazia sucesso e a Vanja Orico cantava o sucesso: “O meu pião é feito de goiabeira… ele só roda com a ponteira… na palma de minha mão… dança morena. no meio desse salão…requebrando o corpo todo… no ronco desse pião.”
Nosso paraíso não era apenas a praia. Nossos pais gostavam de passear nas lagoas. Embarcávamos numa enorme canoa navegando pelas lagoas até Coqueiro Seco. A meninada sentada no fundo, os mais velhos nos bancos de tábuas na proa e na popa. O canoeiro dava a direção, puxando e molhando a vela conforme a intensidade do vento. Vela enorme colorida em vários matizes marrons, como se fossem manchas. Nós ficávamos extasiados, embevecidos com a beleza da imensidão da lagoa cheia de ilhas, coqueirais e entrecortadas por canais naturais. Enfiávamos a mão dentro da lagoa, deixando a ser acariciada pela água corrente. Tio Béu cantava alto as emboladas e nós acompanhávamos: “Coqueiro Seco do outro lado da lagoa… Se atravessa de canoa… fazer feira no Pilar…” A moçada fazia o coro: “Espingarda, pá, pá, pá, pá, faca de ponta, tá, tá, tá”… A chegada da canoa era uma festa, não havia ancoradouro, era preciso ajudar as mulheres e crianças desembarcarem. Passávamos o dia naquele pequeno povoado, correndo, jogando bola, mergulhando nas águas limpas da lagoa.
Frequentávamos o Clube Fênix Alagoana, onde a elite de Maceió se divertia. Nas noites das segundas-feiras havia cinema no salão nobre numa tela adaptada. Final da fita, nos bancos da Avenida, comentávamos sobre os bons filmes que assistíamos na Fênix. Geralmente filmes de cowboy, Rio Vermelho, com John Wayne, inesquecível. No centro da cidade havia o Cine Arte (São Luiz) quase sempre assistíamos a matiné, depois descíamos caminhando à Avenida da Paz, passando junto ao Arcebispado tomávamos um divino suco de maracujá com pão doce.
Final do ano chegavam as férias, os meninos que estudavam fora retornavam para a vida livre, leve e solta no Paraíso, a praia da Avenida. Adolescentes, tínhamos outros programas: andar de bicicleta batendo a cidade de Maceió e olhar na praia as mulheres de maiôs com intensões pecaminosas.
À noite ficávamos nos bancos da Avenida ou saíamos à cata de namoradas, nas redondezas. Eram namoros à antiga, pegar na mão, em vez em quando um abraço mais quente. A turma dos meninos da Avenida dos anos 50 foi se dispersou no tempo e no espaço. Hoje somos oitentões alegres ou um retrato na parede, cheio de saudade.
Antes do anúncio do crescimento do PIB, ainda havia supostos analistas com previsões catastróficas questionando “o que falta para a economia voltar a crescer?”.
Mas ela já estava crescendo havia um ano…
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Os tais “analistas” tomaram todos bem no meio do olho do furico com as últimas excelentes notícias.
Não restou uma só prega no orifício corrugado de cada um deles.
Eu fiquei com tanta pena dos coitadinhos que chega chorei.