RODRIGO CONSTANTINO

TAGLIAFERRO E O SILÊNCIO REVELADOR DA GLOBO

Depoimento de Eduardo Tagliaferro via videoconferência na Comissão de Segurança Pública da Câmara

Ao entrar na página principal de O Globo agora, contei cinco “reportagens” sobre o “julgamento” de Jair Bolsonaro em destaque e mais uma sobre a anistia. Não há absolutamente nada sobre o depoimento de Eduardo Tagliaferro nesta terça no Senado. Nada, nadinha! É como se não tivesse qualquer relevância a grave acusação feita pelo ex-assessor de Moraes no TSE.

O experiente jornalista Silvio Navarro questionou: “Um perito que trabalhava para Alexandre de Moraes diz que documentos foram forjados. Isso é grave demais. Será que o Brasil e parte da imprensa vão seguir anestesiados? Ninguém vai investigar?” Eis a questão. Mas antes de investigar, a imprensa poderia ao menos dar a notícia. Nem isso fez o grupo Globo…

Evandro Rathunde comentou: “O fato da Globo esconder as denúncias do Tagliafero diz muito sobre o papel da emissora no consórcio que tomou o poder. Esse é o verdadeiro golpe na democracia”. De fato, a Globo veste a carapuça de emissora oficial do regime lulista ao procurar deliberadamente esconder algo tão bombástico.

Tagliaferro, afinal, disse que Moraes cometeu fraude processual, ao retroagir para validar medidas tomadas unicamente com base numa “matéria” de Guilherme Amado contra empresários. Numa lista grande de abusos, essa perseguição a um grupo seleto de grandes empresários foi uma das coisas mais abjetas, claramente para intimidar quem ousasse financiar a campanha de Bolsonaro.

André Marsiglia elencou os crimes cometidos por Moraes no caso: “Se confirmadas as acusações de Tagliaferro, o gabinete cometeu os crimes de: (1) falsidade ideológica, (2) falsificação de documento público, (3) uso de documento falso, (4) prevaricação e (5) crime de responsabilidade, que pode resultar em impeachment de ministro”. Será que isso não merece uma notinha ao menos no jornal O Globo?

O Globo não tomou conhecimento do depoimento do Tagliaferro na Comissão do Senado. É um espanto! Eles mataram o jornalismo para salvar um regime corrupto. William Bonner vai se aposentar do Jornal Nacional agora, e será para sempre lembrado por sua fala direcionada a Lula durante a campanha eleitoral: “O senhor não deve mais nada à Justiça”. É triste constatar que o jornalismo global foi sacrificado para dar lugar às narrativas falsas…

RODRIGO CONSTANTINO

MUNDOS DISTANTES

“Julgamento” de Bolsonaro no STF: narrativa vazia e perseguição política. Enquanto isso, o Brasil segue dividido entre silêncio e indignação

Hoje começou o “julgamento” de Jair Bolsonaro e outros réus do suposto golpe. No STF, Alexandre de Moraes apresentou um resumo de sua relatoria, e em seguida o PGR trouxe sua denúncia. Uma peça de ficção que força um elo entre o ex-presidente e a baderna do 8 de janeiro. Uma ladainha conhecida, uma narrativa vazia e desprovida de embasamento.

Do outro lado da praça, a Comissão de Segurança Pública do Senado recebia virtualmente Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Moraes. O presidente da Comissão é Flavio Bolsonaro, filho do ex-presidente. Tagliaferro apresentou fatos que comprovam a criação de um gabinete paralelo, uma verdadeira milícia montada para perseguir conservadores durante a eleição.

São universos paralelos, mundos distantes que não se comunicam. De um lado, a turma que quer tirar Bolsonaro da cena política custe o que custar e, para isso, finge que há algo concreto na denúncia do suposto golpe. Do outro, aqueles que ainda respeitam os fatos e que querem punição para Moraes por instaurar no país o “crime de opinião”.

No meio, contra a “polarização”, estão os “isentões” que não gostam nem de Lula nem de Bolsonaro, mas parecem dispostos a fechar os olhos para a forma como o regime lulista vem agindo para derrotar Bolsonaro. Para essa gente “morna”, um lugar nada agradável está reservado no inferno.

Não é perdoável ficar indiferente diante do que vem acontecendo com o Brasil. Moraes destruiu os pilares do Estado de Direito, e qualquer leigo pode constatar isso. Portanto, quem finge que se trata de um julgamento sério é parte do problema e tem sido cúmplice de um esquema montado para perseguir de forma implacável a direita.

Barroso sequer conseguiu se conter e, mais uma vez, falou pelos cotovelos ao afirmar que, em breve, “vamos empurrar o extremismo para a margem da história”. É o mesmo que disse em um convescote de comunistas da UNE: “Nós derrotamos o Bolsonarismo”. Também disse “perdeu, mané”.

A militância desses políticos disfarçados de ministros supremos salta aos olhos, e o mundo todo enxerga. Inclusive, e principalmente, o governo Trump. Por isso, novas sanções devem ser impostas.

O presidente americano exigiu o fim da caça às bruxas, mas ela segue a todo vapor. Que todos os responsáveis por esse circo sejam punidos! E que o Senado brasileiro faça também sua parte. É o que se espera.

RODRIGO CONSTANTINO

MILITÂNCIA LEVA À IRRACIONALIDADE NO JORNALISMO

imprensa alexandre de moraes

Jornalismo sofre perda de credibilidade, com muita ideologia e militância e pouco apreço pelos fatos

O jornalista sério da “velha guarda”, Carlos Alberto Di Franco, escreveu, em sua coluna de hoje, sobre a crise do jornalismo moderno, com muita ideologia e militância e pouco apreço pelos fatos. O resultado é a perda de credibilidade perante o público, algo difícil de reverter.

Di Franco comenta:

A sociedade está exausta do clima de militância que contaminou a agenda pública. Sobra opinião; falta informação. A notícia foi engolida pelo achismo. Os leitores estão perdidos em meio a afirmações categóricas, declarações de “especialistas” de ocasião e uma avalanche de colunismo militante. O denominador comum? Radicalização e politização. Uma distorção que fragiliza a credibilidade da imprensa, alimenta o ceticismo das novas gerações e abre espaço para teorias conspiratórias. A informação, que deveria ser um bem público, confiável e transparente, converteu-se – em muitos casos – numa trincheira ideológica.

Basta ver a cobertura do “julgamento” de Jair Bolsonaro para verificar isso. É uma escancarada militância disfarçada de jornalismo, e qualquer pessoa minimamente atenta pode perceber. Para pintar Bolsonaro como golpista vale tudo, inclusive ignorar o bom senso. Os “especialistas” são escolhidos a dedo, como o jurista Miguel Reale Jr. que concedeu uma entrevista à Folha de São Paulo hoje, rasgando seu conhecimento de Direito para vestir o boné de militante que votou em Lula por ódio a Bolsonaro. O típico tucano.

Ódio comparável ao que nossa imprensa sente por Bolsonaro só mesmo aquele nutrido contra Trump. O presidente americano precisa ser retratado como o Diabo na Terra. A mesma Folha de São Paulo usou uma manchete que só a ideologia impede de constatar o absurdo, o ridículo mesmo da chamada: “Em nova investida contra sistema eleitoral, Trump diz que exigirá identificação de eleitor para voto”. Oi?

Então exigir identificação é uma “investida contra sistema eleitoral”? O simples ato de comprovar que quem vota é mesmo aquele eleitor, isso fere como exatamente o sistema eleitoral? A Folha não explica, nem tenta. Até porque o jornal parece ter virado “golpista” por sua própria ótica: o Brasil exige identificação do eleitor! Seria o Brasil “racista” por isso?

Esse caso é apenas um entre tantos, mas ilustra bem o grau de insanidade a que chegou a velha imprensa. No afã de atacar Trump, a Folha condena algo básico que qualquer pessoa com um pingo de bom senso concordaria: é preciso saber quem vota, ponto. Evitar fraude eleitoral deveria ser uma meta de todos, não? Mas quando vem de Trump a proposta, o jornal não consegue se conter e parte para o ataque.

Di Franco critica o afastamento da imprensa de seu público em geral: “Com frequência, passou a falar para si mesma, para suas bolhas cognitivas, esquecendo o cidadão comum – o leitor silencioso, mas atento. Esse leitor – homem ou mulher, jovem ou adulto – deseja ser informado com seriedade, não catequizado por ativismos ideológicos”.

De fato. Mas cá entre nós: está bem difícil encontrar jornalismo sério na velha imprensa!

RODRIGO CONSTANTINO

COMPARAR O NACIONALISMO DE TRUMP COM “MODELO CHINÊS” É MÁ-FÉ

Trump pressiona algumas empresas a investir no próprio país, dentro de sua visão

Trump tem certamente uma pegada nacionalista. Ele tem usado as tarifas para suas negociações comerciais, o que gera alguma dúvida nos mais desatentos de que ele não passa de um protecionista. Ele pressiona algumas empresas a investir no próprio país, dentro de sua visão geopolítica, o que pode suscitar a desconfiança de que pretende controlar decisões empresariais. Mas daí a concluir que o modelo em mente é o chinês vai uma longa distância…

Aquela que separa analistas sérios do Estadão, um jornal tucano que simplesmente odeia Trump. Em seu editorial de hoje, o jornal usa o liberal Hayek já no título, para alertar que os Estados Unidos seguem no “caminho da servidão”. Nesta quinta-feira, o mesmo Estadão reproduziu com orgulho a “reportagem” da The Economist que conclui que o Brasil alexandrino dá lições democráticas aos Estados Unidos, uma piada pronta!

Diz o jornal: “À luz das evidências históricas, as políticas comerciais e industriais de Trump só podem ser descritas como uma espécie de masoquismo econômico. A crença de que tarifas protegem empregos foi desmoralizada repetidas vezes. Elas encarecem insumos, corroem margens de lucro e destroem mais postos de trabalho do que geram. A ilusão de que o governo pode cultivar indústrias ‘estratégicas’ com subsídios e participação acionária já produziu fiascos memoráveis, de fábricas fantasmas a empresas zumbis sustentadas apenas por favores políticos”.

Quem ainda não entendeu que Trump não quer subir tarifas em geral, mas sim utilizar a ameaça de maiores tarifas para conseguir justamente um mundo mais livre e justo, precisa reavaliar suas análises à luz dos fatos, não da ideologia ou do ódio. Mas o Estadão não consegue fazer isso quando se trata de Trump, pois o odeia quase tanto quanto Jair Bolsonaro. Daí que a conclusão do jornal é que Trump é uma mistura de Bernie Sanders com Xi Jinping! É rir para não chorar…

Enquanto isso, alheio a todos os alertas catastrofistas do jornal tucano, o mercado financeiro segue otimista, e o S&P 500 está simplesmemte em seu “all time high”, ou seja, na máxima histórica. O jornal pode ganhar muito dinheiro se colocar suas ações onde estão suas palavras e apostar contra tudo e todos. É só vender América e partir para o abraço quando tudo desmoronar…

Ou então o jornal pode, se sua previsão continuar a se mostrar equivocada, admitir o erro da análise e concluir de uma vez por todas que sofre da Trump Derengement Syndrome, aquela patologia que acomete nove em cada dez tucanos.

RODRIGO CONSTANTINO

ÓDIO CONTRA CATÓLICOS: POR QUE ESTAO ESCONDENDO O PERFIL DO ATIRADOR DE MINNEAPOLIS

Ataque a tiros em igreja/escola católicas em Minneapolis chocou os Estados Unidos nesta quarta-feira (27)

Duas crianças, uma de 8 anos e outra de 10 anos, morreram num atentado numa escola católica em Minneapolis, nos Estados Unidos. O atirador morreu no local e deixou seu “manifesto”. Era trans, antissemita, odiava Trump e católicos. O pacote completo. Mas, ao ler a “reportagem” do Globo, ninguém saberia de nada disso!

Não há uma só palavra sobre o perfil do atirador, nem mesmo de que se tratava de uma pessoa trans. Podemos apenas imaginar como seria a repercussão se fosse o contrário: um conservador cristão atirando em pessoas trans. A velha imprensa está no negócio de narrativas, não jornalismo, e se os fatos não se encaixam na ideologia, pior para os fatos.

No último parágrafo, o Globo ainda coloca a questão das armas, como se um objeto inanimado tivesse vontade própria: “O ataque desta quarta-feira é o mais recente de uma série de incidentes com armas de fogo em menos de 24 horas na cidade. Na tarde de terça-feira, uma pessoa morreu e outras seis ficaram feridas em um tiroteio em frente a uma escola de ensino médio em Minneapolis. Horas depois, duas outras pessoas morreram em dois tiroteios distintos na cidade”. Culpa das armas!

Compare esse tipo de “jornalismo” com aquele da Gazeta do Povo, único jornal sério da velha guarda. Na reportagem de Fábio Galão, a chamada já vai no cerne da questão, como deve ser: “Ataque em Minneapolis expõe violência contra igrejas nos EUA: casos aumentaram 730%”. A reportagem mostra como Trump está disposto a reagir contra isso:

O presidente americano, Donald Trump, se declarou disposto a reagir aos ataques ao cristianismo nos Estados Unidos: em fevereiro, ele assinou uma ordem executiva que determinou a criação de uma força-tarefa para “erradicar o preconceito anticristão” dentro do governo federal americano.

“Minha administração não tolerará a instrumentalização anticristã do governo ou conduta ilegal visando cristãos. A lei protege a liberdade dos americanos e grupos de americanos de praticar sua fé em paz, e minha administração aplicará a lei e protegerá essas liberdades”, disse Trump.

Em outra reportagem da Gazeta do Povo, de John Lucas, temos as informações relevantes já conhecidas sobre o atentado divulgadas logo nos primeiros parágrafos, aquelas que foram deliberadamente omitidas pelo Globo:

Noem confirmou também que o criminoso deixou mensagens escritas em um carregador de munição de fuzil, entre elas: “Pelas crianças”, “Onde está o seu Deus?” e “Mate Donald Trump”. Em sua declaração, a secretária classificou o autor do massacre como um “monstro perturbado” que atacou “nossos mais vulneráveis: crianças pequenas rezando eA secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, confirmou em publicação no X, nesta quarta-feira (27), que o autor do massacre na Annunciation Catholic Church, em Minneapolis (Minnesota), era um transgênero de 23 anos. O ataque ocorreu durante a primeira missa do ano letivo da escola da igreja e deixou duas crianças mortas, bem como outras 17 pessoas feridas, a maioria menores.m sua primeira missa da manhã do ano escolar”.

Precisamos falar sobre o problema real sem medo da patrulha politicamente correta. A esquerda insiste em focar nas armas, principalmente quando não consegue encaixar os fatos em sua narrativa ideológica que coloca o homem branco ocidental sempre como vilão.

Mas está claro que o discurso de ódio vem aumentando na esquerda. Se Trump é Hitler, então um maluco que matasse o presidente estaria “salvando a democracia”. E se minorias são sempre vítimas, então não há como culpar um homem trans que abre fogo contra crianças católicas. Essa postura chega a ser perversa!

RODRIGO CONSTANTINO

SEGUE O LÍDER: SE DERAM UM JEITO NO FLAMENGO, ENTÃO O BRASIL TAMBÉM TEM SOLUÇÃO

O Flamengo fatura hoje mais de um bilhão de reais por ano, e fechou com a Betano um patrocínio de R$ 260 milhões

Embalado pelo massacre de oito a zero do Flamengo contra o Vitória nesta segunda-feira, resolvi falar sobre futebol hoje. Quando um grupo de empresários que eram sócios proprietários do time e resolveram disputar seu comando lá atrás, falei com meu pai: se derem jeito no Mengo, então o Brasil tem jeito! Afinal, o Flamengo era um microcosmo do país, com seu “centrão fisiológico” e tudo.

Até então, o time aturava muito desaforo na gestão. Ele era usado como vaca leiteira para interesses particulares, que não colocavam o time como prioridade. Exatamente como ocorre com o Brasil. O grau de desonestidade era alto, e a gestão estava longe de ser profissional e transparente. Tudo isso mudou desde então.

O resultado não demorou a aparecer. O Flamengo fatura hoje mais de um bilhão de reais por ano, e fechou com a Betano um patrocínio de R$ 260 milhões, muito superior ao segundo maior patrocínio no futebol brasileiro. Claro, uma torcida enorme de cerca de 40-50 milhões de torcedores ajuda muito. Mas não fosse a reforma estrutural interna, isso não seria possível.

Futebol é um negócio diferente, pois a existência de um “cliente fanático” permite abusos constantes por parte dos gestores. Mas há um limite para desaforo. E quando se ajeita a casa, começa a sobrar recurso, que pode ser investido na compra de bons jogadores, e tudo passa a melhorar num círculo virtuoso. O Flamengo liderou pelo exemplo e hoje outros times correm atrás do prejuízo.

Qualquer pessoa imparcial deveria reconhecer isso, mas aqui vem outra característica típica do país: o “mimimi” dos perdedores, a inveja de quem ficou para trás. O sucesso não é admirado no Brasil. Por isso vem a ladainha de que foi a Globo quem fez o sucesso flamenguista, ou o estado, ou sei lá mais quem. É preciso retirar dos próprios gestores seu mérito, pois ele imputa aos demais o fardo de suas próprias derrotas.

Conheço bem gente de dentro da gestão e posso atestar: são profissionais sérios e muito competentes, e isso fez toda a diferença nesse choque de gestão. O Flamengo virou um clube profissional, com “deep pockets”, permitindo a contratação de craques que sentam até no banco de reserva. O resultado é uma série de conquistas importantes que enchem de alegria o torcedor, que por sua vez lota os estádios e compra as camisas do time.

Se deram jeito no Flamengo, então o Brasil tem jeito! Mas não é fácil. É preciso enfrentar a picaretagem interna, os grupos de interesses. Com seriedade, profissionalismo e transparência, isso é possível. E o resultado não demora a aparecer. O choro e os ataques dos demais devem ser ignorados, pois o foco é na busca da excelência, ponto. Quem quiser que corra atrás do bom exemplo. Segue o líder!

RODRIGO CONSTANTINO

A TARA DA IMPRENSA

Se um gringo chegasse ao Brasil hoje e desse uma varrida nos principais jornais, poderia jurar que Jair Bolsonaro é o presidente do país. Afinal, parte importante do trabalho jornalístico é esmiuçar os trabalhos do governo e lançar luz sobre aquilo que os poderosos gostariam de manter na sombra. E a velha imprensa só fala de Bolsonaro!

O estrangeiro teria dificuldades de saber que Lula é o presidente, na verdade. Parece que o petista é poupado pela mídia. Nem mesmo sua fala abjeta de que colocaram alguém sem dente e “ainda negro” na foto oficial repercutiu na imprensa. Lula é protegido, blindado, enquanto há verdadeira obsessão em atacar Bolsonaro.

E assim estamos há quase três anos! É como se os jornalistas não tivessem assimilado que temos outro governo, e com problemas se acumulando como uma bola de neve na avalanche. Crise fiscal, fuga de cérebros, prejuízos nas estatais, recorde de recuperações judiciais: o governo vai mal, muito mal, mas a imprensa só fala “dele”…

É o cartão da vacina, as joias, as movimentações de dinheiro, a importunação da baleia, a tentativa de golpe: você escolhe a bola da vez, mas são anos de pura tara contra Jair Bolsonaro. Talvez renda boa audiência, talvez seja patológico mesmo; mas o fato é inegável: essa turma não consegue deixar Bolsonaro em paz!

No afã de desgastá-lo, acabam por mantê-lo em evidência, e como o povo não gosta de injustiça, o tiro sai pela culatra: a morte do bolsonarismo, anunciada por Barroso, mostrou-se muito precoce. Bolsonaro segue não só vivo politicamente, como representa o maior cabo eleitoral do país.

O centrão pode desejar descartá-lo, mas não pode abrir mão dos votos que ele carrega. Muita gente quer os votos bolsonaristas sem ter de levar Bolsonaro junto. Sonham com uma chapa “tucana”, palatável para o sistema, que não ofereça perigo ao STF ativista. Resta combinar com os russos, ou, no caso, com os patriotas que respeitam Bolsonaro, mas não respeitam quem se nega a criticar os abusos supremos.

Bolsonaro é alvo de uma perseguição implacável, e a velha imprensa é cúmplice disso. Mesmo quem não gosta muito dele precisa admitir: nunca se viu algo parecido. Tentam destruí-lo de todas as formas, produzem narrativas bizarras, criminalizam coisas banais, como enviar vídeos para seu entorno. Acham que o povo é trouxa a ponto de cair nesse discurso? Descobriremos em 2026…

RODRIGO CONSTANTINO

R$ 40 BILHÕES EM UM DIA: A FATURA DA CANETADA DE DINO

A canetada de Flávio Dino custou mais de R$ 40 bilhões em perda de valor dos bancos negociados em bolsa num só dia

O desabafo do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança é justo: “Antes tínhamos o problema de estar numa ditadura. Agora percebemos que é pior. É um bando de imbecil com poder absoluto”. Naturalmente, ele se refere a esta tentativa do STF de revogar a lei da gravidade. O deputado, sempre tão educado, perdeu a paciência. E não é para menos!

A canetada de Flávio Dino custou mais de R$ 40 bilhões em perda de valor dos bancos negociados em bolsa num só dia. As ações do Banco do Brasil caíram mais de 6% nesta terça-feira (19). O grau de insegurança jurídica atinge patamares assustadores. Até o Estadão tucano resolveu “atacar” o Supremo:

O voluntarismo de Dino mostra como a tentação de usar o STF como espaço de militância política faz mal ao país. A Corte deveria se limitar a ser a última linha de defesa da Constituição, o que já é muita coisa, não uma central de recados político-ideológicos. Ao transformar a ADPF 1.178 em instrumento para blindar Moraes, o ministro instalou um tumulto jurídico e econômico que ninguém no Brasil, ao menos por ora, sabe como resolver.

Segundo a velha imprensa, os ministros que se reuniram com banqueiros não gostaram do que ouviram, e querem “dar um jeito” na situação. Os bancos, por sua vez, pensam em maneiras de “driblar” eventuais canetadas do STF que os obriguem a descumprir a Lei Magnitsky, o que traria consequências drásticas para eles.

O problema de essência, claro, é que permitiram que o abuso de poder dos ministros chegasse a esse patamar insano. Investidos em seus crimes, eles não aceitam recuar nem diante da pressão americana. Preferem dobrar a aposta. Circulou na imprensa que uma das ideias “brilhantes” para retaliar seria ir atrás de ativos de empresas americanas no país. Querem ver o circo pegar fogo!

Se depender de alguns ministros supremos, o Brasil vira logo uma Venezuela. Os banqueiros estão descobrindo agora que essa “brincadeira” pode custar muito caro. Cada vez mais pessoas vão se dar conta de que uma “ditadura de imbecis” não é algo divertido. Resta saber se é tarde demais para reverter a situação…

RODRIGO CONSTANTINO

CENTRÃO CORRE CONTRA O TEMPO

A esquerda deseja cada vez mais que o Brasil seja uma Venezuela

Não podemos confundir nossas bolhas com a população em geral, tampouco achar que todos se informam bem sobre a política ou ligam para valores básicos humanitários. Ainda há, infelizmente, muita gente alienada no Brasil ou sem tanta empatia pelo próximo, mesmo na elite. Gente que mal acompanha o noticiário político e, quando o faz, acaba consumindo mentiras da velha imprensa. Para essa turma, o STF não é golpista e não há um risco iminente de o país virar uma nova Venezuela.

Talvez vivam com menos angústias esses que optam pela alienação. Mas como diria Ayn Rand, você pode ignorar a realidade, mas não pode fugir das consequências de fazê-lo. O Brasil está vivendo tempos estranhos e bastante delicados, e o comunista Flavio Dino deu uma amostra do que essa gente é capaz. Para blindar Moraes e seus cúmplices, os petistas parecem dispostos a incendiar o país, quebrar os bancos, “retaliar” com punições a empresas americanas, bem no estilo venezuelano.

Ao dobrar a aposta diante das medidas adotadas pelo governo Trump, esse grupo tem capacidade de destruir o Brasil no processo. A grande questão que se coloca, portanto, é como os “donos do poder” vão reagir. Afinal, vai ficando cada vez mais claro que o custo de proteger Moraes será alto demais, talvez insustentável para o país. Se não for por princípios, que seja pelo puro senso de sobrevivência desses “monstros do pântano”. Mas algo precisa ser feito para estancar a sangria e entregar a Trump boa parte do que ele exige.

Em sua coluna na Gazeta do Povo sobre o Centrão, o deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança escreve: “No caso do Brasil, com muita frequência me perguntam se os deputados e senadores do Centrão não têm preocupação com o Estado de Direito, com a separação de poderes, com a legalidade, com a obediência ao devido processo legal e efetivamente com a representatividade da população. A resposta é um retumbante NÃO. O Centrão representa a sobrevivência de si próprio como representante”.

Ele está certo e é preciso ser realista quanto ao que move essa ala do Congresso. Adoraríamos que os parlamentares ficassem indignados com a acelerada perda de liberdade do povo, com o atropelo de um poder sobre o outro, com abusos aos direitos humanos, mas nada disso comove o Centrão. São como despachantes dos grupos organizados, e somente seus próprios interesses importam.

Ocorre que é de seu interesse interromper o processo de venezualização do Brasil, pois basta ver o que aconteceu na Venezuela após Chávez e depois Maduro consolidarem todo o poder. Se os comunistas continuarem “peitando” Trump, o resultado será catastrófico para as empresas. Lula não vai lamentar, pois quer ser como Maduro. Mas e o Centrão, como fica? E a elite empresarial, sobrevive nesse cenário?

A resposta é não e a imensa maioria vai naufragar. Daí a esperança de que o Centrão faça a coisa certa: não por princípios, como gostaríamos, mas por senso de sobrevivência. E é bom agir rápido…

RODRIGO CONSTANTINO

A EUROPA QUER MESMO O FIM DA GUERRA NA UCRÂNIA?

Putin e Trump se cumprimentam no Alasca, após reunião na sexta-feira (15)

Trump não gosta de guerras. É um empresário pragmático, e sabe que as guerras custam muito caro, não só em vidas como em recursos. Na reunião com Putin no Alaska, o presidente americano tentou fazer avançar um acordo de paz, e o ditador russo admitiu que não haveria guerra se Trump fosse o presidente antes. Para esse acordo de paz, a Ucrânia teria de ceder territórios, como já fez na época de Obama com a Crimeia.

Agora será a vez de os europeus se encontrarem com Trump. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, defenderam, durante uma coletiva de imprensa conjunta, que não se podem tomar decisões sobre o futuro da Ucrânia sem a participação de Kiev.

Ambos viajarão a Washington para se reunirem com Trump, na Casa Branca, acompanhados pelo chanceler alemão, Friedrich Merz; o presidente francês, Emmanuel Macron; o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer; a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni; o presidente finlandês, Alexander Stubb, assim como o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte.

Olavo de Carvalho, que já pode começar a ser chamado de profeta, tinha previsto que o tabuleiro global seria ocupado por Estados Unidos e Rússia, numa crescente irrelevância europeia. Não é para menos: a Europa vive sua própria crise econômica, social e moral. Pegando carona nos gastos de defesa dos Estados Unidos, os países europeus, mergulhados na crise do welfare state e da imigração, gostam de sinalizar virtudes, mas não entregam bons resultados. O economista Marcelo Pessoa resumiu bem o conflito de interesses da Europa:

A maior ameaça militar à Europa é a Rússia. Com a guerra na Ucrânia, a Rússia se enfraquece economicamente e mantém suas forças armadas ocupadas. Se o conflito terminar, os Estados Unidos, que já declararam não financiar a defesa da Europa, deixarão os europeus desprotegidos. Isso forçaria a Europa a aumentar substancialmente seus gastos com defesa para conter a Rússia. De onde viriam esses recursos? Do welfare state. Isso resultaria numa queda na qualidade de vida dos cidadãos europeus, o que poderia levar à destituição dos líderes atuais. Além disso, o fim do welfare state poderia desencadear conflitos entre nativos e imigrantes, algo comum em cenários de escassez e crise econômica. Falo de convulsões sociais graves. Os líderes europeus estão cientes disso. Por isso, pragmaticamente, têm interesse em manter o moedor de carne humana ucraniano funcionando por tempo indeterminado.

Resta combinar com os russos, claro. E com Trump. Não sabemos ainda se as investidas de Trump vão funcionar, se ele será capaz de costurar um acordo entre Rússia e Ucrânia. Mas não restam dúvidas de que Trump é a maior esperança de paz na região, pois se depender da Europa, essa guerra se estenderá “para sempre”.