RODRIGO CONSTANTINO

Depoimento de Eduardo Tagliaferro via videoconferência na Comissão de Segurança Pública da Câmara

Ao entrar na página principal de O Globo agora, contei cinco “reportagens” sobre o “julgamento” de Jair Bolsonaro em destaque e mais uma sobre a anistia. Não há absolutamente nada sobre o depoimento de Eduardo Tagliaferro nesta terça no Senado. Nada, nadinha! É como se não tivesse qualquer relevância a grave acusação feita pelo ex-assessor de Moraes no TSE.

O experiente jornalista Silvio Navarro questionou: “Um perito que trabalhava para Alexandre de Moraes diz que documentos foram forjados. Isso é grave demais. Será que o Brasil e parte da imprensa vão seguir anestesiados? Ninguém vai investigar?” Eis a questão. Mas antes de investigar, a imprensa poderia ao menos dar a notícia. Nem isso fez o grupo Globo…

Evandro Rathunde comentou: “O fato da Globo esconder as denúncias do Tagliafero diz muito sobre o papel da emissora no consórcio que tomou o poder. Esse é o verdadeiro golpe na democracia”. De fato, a Globo veste a carapuça de emissora oficial do regime lulista ao procurar deliberadamente esconder algo tão bombástico.

Tagliaferro, afinal, disse que Moraes cometeu fraude processual, ao retroagir para validar medidas tomadas unicamente com base numa “matéria” de Guilherme Amado contra empresários. Numa lista grande de abusos, essa perseguição a um grupo seleto de grandes empresários foi uma das coisas mais abjetas, claramente para intimidar quem ousasse financiar a campanha de Bolsonaro.

André Marsiglia elencou os crimes cometidos por Moraes no caso: “Se confirmadas as acusações de Tagliaferro, o gabinete cometeu os crimes de: (1) falsidade ideológica, (2) falsificação de documento público, (3) uso de documento falso, (4) prevaricação e (5) crime de responsabilidade, que pode resultar em impeachment de ministro”. Será que isso não merece uma notinha ao menos no jornal O Globo?

O Globo não tomou conhecimento do depoimento do Tagliaferro na Comissão do Senado. É um espanto! Eles mataram o jornalismo para salvar um regime corrupto. William Bonner vai se aposentar do Jornal Nacional agora, e será para sempre lembrado por sua fala direcionada a Lula durante a campanha eleitoral: “O senhor não deve mais nada à Justiça”. É triste constatar que o jornalismo global foi sacrificado para dar lugar às narrativas falsas…

5 pensou em “TAGLIAFERRO E O SILÊNCIO REVELADOR DA GLOBO

  1. Maurino Júnior, 03 de setembro de 2025 – A Prostituição Suprema: o STF, a Imprensa e o Consórcio da Vergonha (Parte 1)

    O Brasil vive, sem exagero, um dos capítulos mais vergonhosos de sua história republicana. Não é o Congresso submisso, não é apenas o Executivo carcomido pela corrupção e pela incompetência, mas sobretudo a prostituição institucional de um Supremo Tribunal Federal que se presta a ser verdugo de um lado e escudo de outro. A isto se soma a degenerescência da imprensa, que, outrora, fingia ser o “quarto poder” fiscalizador, mas que hoje se reduz a um reles balcão de anúncios do regime lulopetista. E o caso Tagliaferro é a prova viva dessa conjunção espúria.

    Um perito que trabalhou no coração do sistema judicial denuncia: documentos forjados, manipulação de provas, fraude processual. A acusação não vem de um panfleto partidário, mas de alguém que esteve dentro do mecanismo. Em qualquer democracia minimamente séria, manchetes estrondosas tomariam as primeiras páginas, editoriais exigiriam apuração, investigações seriam abertas. No Brasil? Silêncio. O Globo, a “grande” emissora, a auto-intitulada guardiã da verdade, fecha os olhos e abafa o escândalo.

    Eis a prostituição da imprensa: ela não vende mais notícias, vende versões; não informa, manipula; não vigia, acoberta. O silêncio sobre Tagliaferro não é omissão inocente, é cumplicidade criminosa. Não se trata de jornalismo, mas de propaganda disfarçada de jornalismo, servindo ao consórcio que sequestrou a democracia brasileira.

    E o Supremo? O templo da lei, convertido em balcão de conveniências políticas. Alexandre de Moraes, figura central deste teatro de horrores, aparece acusado de fraude processual: retroagir medidas, usar reportagens de colunistas militantes como se fossem peças probatórias, perseguir empresários pelo simples “crime” de apoiar financeiramente a oposição. Isso não é apenas abuso de autoridade; é corrupção da própria ideia de Justiça.

    Marsiglia apontou os crimes: falsidade ideológica, falsificação de documento público, uso de documento falso, prevaricação, crime de responsabilidade. É um inventário de horrores digno de regimes autoritários, e não de uma Corte Suprema de uma república. Mas, ao invés de manchetes, silêncio; ao invés de investigação, blindagem; ao invés de repúdio, aplausos servis.

    E onde está o jornalismo? Está morto, prostituído, vendido. Está no Jornal Nacional, onde William Bonner, já em sua aposentadoria, carregará para sempre a marca da frase infame: “O senhor não deve mais nada à Justiça”. Ali, em rede nacional, o âncora que se pretendia árbitro da verdade ajoelhou-se diante do poder político, absolveu sem julgamento e sacramentou a submissão do jornalismo ao lulismo.

    Eis a verdade nua e crua: o STF rasga a Constituição, a imprensa rasga sua própria história, e juntos erguem um consórcio vagabundo que governa pela mentira e pela censura. Não há democracia sem imprensa livre, mas tampouco há democracia com um Supremo convertido em partido político de toga. Hoje, ambos se prostituem na mesma cama imunda, dividindo os lençóis da vergonha nacional.

    Tagliaferro não é apenas um nome; é um sintoma. Seu depoimento não é apenas uma acusação; é a prova de que o sistema inteiro está contaminado. O Globo, ao esconder o fato, revela o que já se sabe: que seu compromisso não é com a verdade, mas com a narrativa. E o STF, ao ser blindado por esse silêncio cúmplice, mostra que não é mais guardião da Constituição, mas coveiro da liberdade.

    O Brasil está anestesiado, como disse Navarro. Mas a anestesia não dura para sempre. A verdade tem a teimosa mania de reaparecer, mesmo quando soterrada pela lama do jornalismo prostituído e pela toga prostituída. O que se vê hoje é um regime que se alimenta do silêncio e da omissão; mas o silêncio é o mais frágil dos alicerces, e a omissão é o mais covarde dos crimes.

    Enquanto a imprensa vender sua alma e o Supremo vender a lei, o país continuará a ser governado por um consórcio que trai a democracia todos os dias. Mas que fique registrado: o silêncio diante de Tagliaferro será lembrado como o epitáfio do jornalismo global e o atestado de óbito moral do STF.

  2. Maurino Júnior, 03 de setembro de 2025 – Sodoma de Toga e Babilônia de Papel: a Prostituição Suprema do STF e da Imprensa (Parte 2)

    Há épocas na história em que as nações se perdem em seus próprios vícios, entregues à prostituição das instituições que deveriam sustentá-las. O Brasil, neste momento, é exemplo acabado disso. Vivemos a Sodoma de toga e a Babilônia de papel. O Supremo Tribunal Federal, que deveria ser o templo inviolável da Constituição, tornou-se alcova de interesses políticos; e a imprensa, outrora guardiã da verdade, reduziu-se a prostituta de esquina, vendendo manchetes ao melhor freguês, beijando os pés do poder para manter intacta sua cota de privilégios.

    O caso Tagliaferro é a prova escandalosa dessa degradação. Um ex-assessor, perito no coração do Tribunal Superior Eleitoral, denuncia: documentos forjados, fraudes processuais, retroação ilegal de medidas, perseguição a empresários por “crime” de opinião. É como se, nos subterrâneos da República, uma tipografia da mentira fosse erguida dentro do próprio Judiciário. E o que faz a imprensa? Cala-se. O Globo, em especial, age como Babilônia decadente: sua pena não escreve mais a história, apenas fabrica pergaminhos de propaganda.

    Não se trata de descuido, mas de método. O silêncio absoluto não é jornalismo; é censura voluntária, prostituição consentida. O jornal que já se gabou de “informar sem medo” hoje pratica a amputação deliberada da realidade. Para O Globo, a denúncia de fraude no coração do sistema judicial não existe. Como se a verdade pudesse ser assassinada pelo silêncio.

    Eis a grande ironia: a Corte Suprema, cuja função seria zelar pela lei, hoje a viola com o despudor de quem se sabe impune. Alexandre de Moraes, personagem central deste teatro grotesco, aparece acusado de crimes que fariam corar regimes autoritários: falsidade ideológica, falsificação de documento público, uso de documento falso, prevaricação, crime de responsabilidade. É o inventário da decadência, o epitáfio da Justiça brasileira.

    Na Antiguidade, a prostituição dos templos era um rito de degradação espiritual: corpos usados como moeda de troca para agradar deuses falsos. Hoje, vemos a prostituição da toga e da pena: ministros e jornalistas oferecendo sua dignidade em holocausto ao ídolo da ideologia. O STF converte-se em Sodoma togada, onde a lei é estuprada diariamente; e a imprensa em Babilônia de papel, onde a mentira é erguida como muralha contra a verdade.

    William Bonner, com sua frase infame — “O senhor não deve mais nada à Justiça” —, selou o pacto de prostituição. Ali não estava apenas um jornalista, mas um sacerdote de Babilônia, absolvendo um réu em nome de um poder político. Aquele instante será lembrado como o momento em que o jornalismo global deixou de ser imprensa e tornou-se catecismo do regime.

    E o que dizer de uma sociedade que aceita tal degradação? Está anestesiada, como bem notou Navarro. Anestesiada pelo bombardeio de manchetes contra Bolsonaro, enquanto os crimes potenciais de uma toga são varridos para debaixo do tapete. Anestesiada pelo consórcio da vergonha: Supremo, Executivo, imprensa — todos de mãos dadas, todos prostituídos na mesma cama imunda.

    Mas a história é impiedosa. Sodoma foi consumida pelo fogo, Babilônia foi reduzida a pó. Nenhum império da mentira resiste ao juízo do tempo. O silêncio cúmplice da imprensa será lembrado como o epitáfio de sua credibilidade. E o STF, ao trocar a Constituição por conveniência política, não será lembrado como Corte Suprema, mas como coveiro da liberdade.

    A prostituição institucional não dura para sempre. A verdade é sempre o incêndio que queima os prostíbulos da mentira. Que se registrem, pois, os nomes e os silêncios: o STF que se fez Sodoma, a Globo que se fez Babilônia. Ambos perecerão na mesma fogueira moral que consome os regimes construídos sobre fraude e silêncio.

  3. Maurino, seu último parágrafo desnuda de vez toda a hipocrisia da Rede Globo em relação ao cortejo fúnebre de nossa democracia ,espero que, num futuro próximo, esses pulhas e lacaios do sistema paguem caro por seus crimes.

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