Paulinho da Força será o relator do projeto de lei da anistia na Câmara dos Deputados
Paulinho da Força como relator do projeto de anistia é aquela ducha de água fria nos patriotas. Reportagem do Globo dá o tom: “Relator do PL da Anistia se reúne com Aécio Neves e Temer, em São Paulo, e foco do texto será reduzir penas do 8 de Janeiro”. O subtítulo acrescenta: “Paulinho da Força, escolhido para redigir o projeto de lei, busca uma alternativa que não confronte o Judiciário”.
Diz a reportagem: “A escolha do parlamentar, anunciada pela manhã por Hugo Motta, foi bem recebida por ministros do STF. A avaliação é que ele tem perfil moderado e trânsito político suficiente para construir uma proposta que evite radicalismos e contribua para a pacificação institucional”.
Em sua primeira entrevista, o relator disse que será um projeto que não agrade nem a extrema esquerda, nem a extrema direita. Não sei quem ele chama de extrema esquerda, mas imagino que a extrema direita seja a turma bolsonarista. Ou seja, o projeto da anistia vai desagradar todos os patriotas cansados de tanta injustiça. Até porque contará com a participação dos próprios ministros supremos…
Se o Centrão acredita que isso trará “pacificação” ao país, está redondamente enganado. Afinal, não interrompe a caça às bruxas nem um milímetro. No fundo, eis a sensação que fica: as condenações draconianas aos manifestantes do 8 de janeiro já cumpriram sua missão, de preparar o terreno das narrativas para condenar Jair Bolsonaro a quase 30 anos de prisão. Agora podem aliviar na dosimetria para esses presos políticos, mas sem mexer na essência da coisa.
O cenário ideal para o Centrão é manter Bolsonaro afastado da vida política, para que tenham seus votos, mas sem levar junto o ex-presidente. Querem Bolsonaro de cabo eleitoral, querem seus eleitores, mas não querem ele próprio, que seria “tóxico” demais – e talvez honesto demais? Um projeto de “anistia” desconfigurado que reduzisse as penas sem abalar a narrativa oficial seria o ideal para muita gente ali.
Resta, claro, combinar com os “russos”, no caso, com os eleitores de Bolsonaro. E também com Donald Trump, claro, que já disse que o regime precisa parar com a caça às bruxas a Bolsonaro, citado nominalmente pelo presidente americano.
Após manobra regimental, Câmara reincorporou votação secreta na PEC da Imunidade. Veja como cada deputado votou
Okay, precisamos admitir: a PEC da blindagem ou da imunidade, assim chamada, é um projeto controverso, para dizer o mínimo. O ideal era acabar com o foro privilegiado, mas a PEC estende para líderes partidários o privilégio, por exemplo. Há outros problemas, apontados por gente séria como Deltan Dallagnol. Não é um projeto maravilhoso.
Mas, em política, raramente temos o ideal. E aqui mora o problema: hoje vivemos um estado de exceção em que um dos poderes, o Judiciário, atropela diariamente outro, o Legislativo. Logo, aprovar uma PEC que proteja de certa forma os parlamentares se tornou questão de sobrevivência da democracia.
Com todos os seus problemas – e são vários! – o Congresso é o poder que representa o povo. Por meio do voto, podemos “demitir” deputados e senadores, enquanto ministros supremos ficam blindados, por mais abusos que cometam. Analisar a PEC sem levar em conta esse contexto é um absurdo.
Tenho, ainda, um critério infalível: quando diante de algo polêmico, procuro ver como a turma que sempre esteve do lado errado está pensando. Ora, eis o pessoal que tem feito um escarcéu diante da PEC, condenando sua aprovação: PT, PSOL, Globo, Renan Calheiros, Caetano Veloso e Anitta. Precisa dizer mais alguma coisa?
Renan Calheiros chegou a dizer que a PEC pode transformar o Congresso em “refúgio de criminosos”. Sim, eles chegaram a esse nível de cara de pau! E eis o grande problema para todos que alertam para os riscos de impunidade com tal projeto: aponte um só político preso por corrupção! Esqueceram que até Sergio Cabral está solto?!
Logo, a impunidade para corruptos já é realidade em nosso país. Enquanto isso, parlamentares mais conservadores são perseguidos por ministros supremos. É isso que a PEC tenta resolver, ainda que de forma imperfeita. Veja o caso do voto em sigilo: em condições normais isso é um erro, pois queremos transparência dos nossos representantes; mas num estado de exceção pode ser a única maneira de proteger o congressista de retaliações supremas!
Não vivemos numa condição normal. Nossas instituições estão esgarçadas. Somente partindo dessa premissa podemos avaliar esta PEC e outras medidas propostas. E quando estiver na dúvida, lembre de verificar como PT e PSOL estão votando, considerando que estiveram do lado errado em todas as questões importantes até hoje…
Igor Gadelha, em sua coluna no Metrópoles, destacou: “Eventuais novas sanções de Trump levarão Bolsonaro direto para a Papuda”. Em sua chamada, consta: “Segundo aliados, Alexandre de Moraes enviará Bolsonaro para o regime fechado se Trump aplicar novas sanções contra autoridades brasileiras”. Se isso for verdade, é um escândalo! Mais um…
A juiza Ludmila Lins Grillo comentou: “Em democracias, a sociedade se escandalizaria com um juiz cometendo CHANTAGEM JUDICIAL, condicionando uma decisão sua a um acontecimento político, futuro e incerto, sobre a sua própria pessoa ou aliados. Tudo ainda se torna mais escandaloso quando a chantagem/ameaça é divulgada sem pudores pela imprensa, como algo normal que um juiz pudesse mesmo fazer. Mas, como eu disse, apenas em democracias isso seria tratado como um escândalo, como algo inadmissível a um juiz”.
O professor e Procurador de Justiça Marcelo Rocha Monteiro também comentou, espantado: “Ainda estudante de Direito, aprendi que Justiça é uma coisa, vingança é outra. Aprendi também que o juiz manda o réu para a prisão quando o réu é culpado, e não quando o juiz não gosta do réu. Percebo agora que esses conceitos são ultrapassados no Brasil de 2025. Deve ser o tal ‘neoconstitucionalismo’.”
O advogado do Rumble, Martin De Luca, comparou a fala com discurso de sequestrador e acrescentou: “Esta ação transforma a Justiça em uma ferramenta de política externa e retaliação política. Qualquer noção de imparcialidade desaparece se a punição pode ser intensificada (ou suavizada) com base no que governos estrangeiros dizem ou fazem”. O advogado disse ainda:
Definição de tomada de reféns segundo a Convenção da ONU de 1979: Apreender ou deter uma pessoa e ameaçar matá-la, feri-la ou continuar a detê-la para compelir um terceiro (um Estado, organização ou pessoa) a agir ou se abster de agir como condição para sua libertação. É por isso que as ações de Alexandre de Moraes são um exemplo clássico de tomada de reféns. Se a punição está vinculada não às ações do réu, mas às escolhas de governos estrangeiros, o estado de direito está morrendo rapidamente.
A imprensa também divulgou que Gilmar Mendes teria dito que o STF não vai aceitar impeachment de ministro. Ora bolas! O deputado Nikolas Ferreira reagiu: “O Senado pode, pela Constituição, julgar crime de responsabilidade de ministro do STF, que resulta na perda do cargo. Está na Constituição Federal. Sendo assim, ele está dizendo que não aceita a constituição e nem o Senado – que representa o povo”.
Marcelo Rocha Monteiro questionou: “O impeachment de ministros do STF está expressamente previsto na Constituição Federal. O que se faz quando um ministro do STF declara publicamente que não vai aceitar a Constituição?” Flávio Gordon resumiu bem: “Só essa declaração já seria motivo para o impeachment desse sujeito”.
O advogado André Marsiglia explicou: “1) A Constituição prevê impeachment de ministro (art.52,II) e o regula pela lei 1.079/50 2) A Constituição e a Lei da Magistratura vedam que ministros se manifestem sobre casos a serem julgados no futuro, como impeachment. Gilmar ignora a lei no ponto 1 e a afronta no 2”. O jurista acrescentou: “Depois não sabe porque se quer impeachment de ministros do STF. Eles não respeitam a lei”.
Gilmar Mendes também resolveu atropelar suas funções e comentar publicamente o voto de seu colega Luiz Fux, citando supostas “incoerências” e “contradições”. O Brasil virou Várzea total com essa postura politizada e criminosa dos ministros supremos. Só censurando o debate mesmo para impedir críticas embasadas, tratadas sempre como “ataques à instituição”. Aliás, cabe sempre perguntar: quantas vozes foram caladas pelo STF no total?
Manifestantes exibem bandeiras e foto de Charlie Kirk durante o ato Unite the Kingdom, em Londres, neste sábado (13)
Quem matou Charlie Kirk provavelmente desejava calar sua voz, mas o tiro saiu pela culatra. O assassinato bárbaro gerou tanta comoção que muito mais gente está vendo vídeos antigos do conservador e entrando em contato com sua visão de mundo. Quando mais e mais gente faz isso, percebe o quanto o rótulo de “extremista” é descabido. Kirk era um moderado defensor dos valores tradicionais do Ocidente. O problema é que cada vez mais esquerdistas radicais são ensinados a odiar esse legado.
Num belo texto chamado “Who killed Charlie Kirk”, Liel Leibovitz mostra como essa guerra cultural promovida pelos “progressistas” tem produzido um ambiente propício a mais jovens se tornarem assassinos. “Charlie Kirk foi baleado porque grandes forças passaram décadas reformulando normas sociais e instituições, criando vastos grupos de americanos prontos para cometer grande violência contra qualquer um que fossem levados a acreditar ser seu inimigo”, explica o autor.
Tem método! A ideologia woke, o movimento transgênero, a “reforma criminal” que solta marginais perigosos (vide o caso de Decarlos Brown Jr, que matou a ucraniana Iryna Zarutska e tinha 14 passagens pela polícia), tudo isso vem esgarçando o tecido social no país. A inversão de valores segue a todo vapor. Leibovitz explica:
Vamos ser claros: Nenhum membro progressista do Congresso, líder sindical ou professor assistente de antropologia em qualquer lugar jamais disse a alguém para ir em frente e atirar em Charlie Kirk, Donald Trump ou qualquer outra pessoa. Mas o ponto central é que eles não precisavam dizer a parte silenciosa em voz alta. Tudo o que precisavam fazer era construir uma sociedade repleta de jovens homens e mulheres doutrinados que odeiam a si mesmos, odeiam os corpos em que nasceram, odeiam sua nação, sua fé e suas famílias, e seguem instruções de uma infraestrutura política de cima para baixo que lhes diz o que pensar e quando. É exatamente o tipo de ambiente que facilmente gera atiradores.
Finalmente está havendo uma reação mais forte dos cidadãos normais, daqueles cansados de tanta inversão. E há medidas disponíveis para reagir, para defender o legado de nossa civilização. A administração Trump vem fazendo justamente isso, com os instrumentos disponíveis, como o corte de fundos federais para universidades que se deixaram levar pela ideologia woke. Trump mencionou também George Soros, um dos principais financiadores deste radicalismo.
A morte de Charlie Kirk não será em vão. Muitos jovens se reaproximam da igreja, vários democratas percebem finalmente o nível de loucura que tomou conta da base do partido, e os insanos que justificam o assassinato de um jovem pai de família por discordar de suas ideias políticas estão expostos em praça pública. Se Deus quiser haverá um fortalecimento dos valores que Kirk defendia. Nossa civilização depende deles.
Jair Bolsonaro condenado a mais de 27 anos de prisão, ou seja, por ter mais de 70 anos de idade, trata-se na prática de prisão perpétua para o ex-presidente. Tudo isso pelo “crime” de não ter se corrompido, não ter se lambuzado no sistema. À exceção do voto técnico de Luiz Fux, o que se viu foi um show trial, o espetáculo medonho, um circo de horrores.
Crime: o réu se reuniu com embaixadores! Evidência de culpa: não comparecer na troca de comando da Marinha! Tudo não passava de narrativa fajuta. O golpe sem empenho de arma, a menos que um extintor de incêndio usado para quebrar um relógio seja considerado uso de arma…
No dia anterior ao voto de Cármen Lúcia, escrevi no meu X: “Não é preciso ter bola de cristal para antecipar o voto de Cármen Lúcia: eivado de frases de efeito, de palavras de ordem e de retórica feminista, não vai rebater um só argumento jurídico do colega Fux, o juiz da turma. E será reverenciada pela velha imprensa por isso…” Acertei até a cartada feminista, mas não vou me gabar: era previsível demais!
A urna é sacrossanta, é do POVO, diz Cármen Lúcia; ironicamente, boa parcela do POVO desconfia da urna. Mas são 213 milhões de pequenos tiranos, irrelevantes para a democracia. Todo o truque supremo consiste em deliberadamente confundir crítica com ataque às instituições. Mas repare na contradição: não são as instituições sendo julgadas, mas as pessoas, diz Cármen Lúcia. Curiosamente, se você critica pessoas do STF, você esta “atacando a instituição”…
Após o voto técnico do juiz Fux, os quatro sofistas sentiram, e ficaram todos trocando figurinhas para excluir o colega, para rebatê-lo com indiretas; só não conseguem rebater seus argumentos técnicos. Isso ficou faltando. Mas teve até voto do advogado do Lula! Ninguém ali é suspeito, nem o ex-ministro lulista que comparou Bolsonaro ao demônio…
Barroso apareceu na Corte para gozar com os colegas: “Derrotamos o bolsonarismo!”. Alexandre de Moraes condenou Bolsonaro a 27 anos de prisão pelo “crime” inventado de golpe de Estado. O país está todo invertido. É o faroeste à brasileira. É um exercício hercúleo manter a esperança no Brasil. Mas a esperança é a última que morre…
Temos a expectativa de que a cavalaria americana fará alguma coisa. O secretário Marco Rubio se manifestou com firmeza: “As perseguições políticas pelo abusador de direitos humanos sancionado Alexandre de Moraes continuam, pois ele e outros na Suprema Corte do Brasil decidiram injustamente prender o ex-presidente Jair Bolsonaro. Os Estados Unidos responderão adequadamente a essa caça às bruxas”.
Enquanto condenavam homens decentes a quase 30 anos de prisão por crimes inventados, os ministros faziam piadinhas uns com os outros. A cara do Brasil podre! As pontuações de Fux na dosimetria serviram para escancarar que estão condenando homens inocentes. Mas não importa: o importante é a vingança do sistema!
“Nunca vi um juiz decretar punições em julgamentos criminais feliz”, disse Flávio Dino. Ora bolas! Estavam todos eles rindo, felizes da vida. Condenamos inocentes a quase 30 anos, mas vamos fazer piadinhas futebolísticas… Eis o resumo da ópera bufa: “Nós derrotamos o bolsonarismo”.
O editorial da Gazeta do Povo resumiu bem o dia triste desta quinta: “Trata-se da etapa final da institucionalização da violação do devido processo legal no Brasil. É o ápice da transformação de um tribunal, que deveria ser guardião das garantias fundamentais, em mero palco de justiçamento político”.
Charlie Kirk foi o fundador da Turning Point USA, organização conservadora presente em mais 3, 5 mil instituições de ensino americanas
Bastou Luiz Fux dar um voto eminentemente técnico, que defendeu a anulação de todo o processo do suposto golpe e a absolvição de Jair Bolsonaro, para que começassem ataques pessoais contra o ministro. Até o antissemitismo entrou na lista, pois o importante é substituir a falta de argumentos pelo excesso de xingamentos.
Infelizmente, a velha imprensa alimenta essa postura ao promover ataques e servir de palco para recadinhos dos seus colegas. Fux teria dado um voto “lamentável”, teria gerado “perplexidade” e até mesmo se mostrado “maluco”. Se você ousa remar contra as narrativas oficiais, será massacrado pela máquina de assassinato de reputação.
Eventualmente o assassinato será literal. Foi o caso de Charlie Kirk, fundador do Turning Point USA, movimento para atrair por meio de debates respeitosos os jovens para a política. Ele foi assassinado em Utah esta quarta, justamente quando tentava debater com a plateia. No Globo, ele foi chamado de “extremista de direita” e “defensor da invasão do Capitólio”.
É com esse tipo de postura, que busca desumanizar os conservadores, que a mídia acaba contribuindo para esse clima de violência política. Logo após sua morte, estudantes foram questionados sobre o que sentiam, e muitos responderam que “nada” ou justificaram sua morte. Afinal, tratava-se de um “misógino”. Nem é preciso conhecer suas ideias a fundo ou vê-lo como um jovem pai de duas crianças: basta um rótulo e sua morte acaba banalizada.
Trump, que era amigo de Charlie Kirk, gravou um vídeo lamentando a perda e afirmando que sua voz será ampliada agora. O presidente também prometeu ir atrás de quem financia essa perseguição aos conservadores, lembrando que recentemente ele mencionou George Soros e seu filho Alex como responsáveis por campanhas contra os valores americanos.
Até Obama se manifestou: “Ainda não sabemos o que motivou a pessoa que atirou e matou Charlie Kirk, mas este tipo de violência desprezível não tem lugar na nossa democracia. Michelle e eu oraremos pela família de Charlie esta noite, especialmente por sua esposa Erika e seus dois filhos pequenos”.
Mas a esquerda democrata, infelizmente, vem alimentando um discurso de ódio contra a direita faz tempo, comparando suas lideranças a nazistas. Essa demonização tem feito com que cada vez mais conservadores sejam alvos de ataques, como aconteceu com Charlie Kirk. No Brasil, não foram poucos os que desejaram destino semelhante para Nikolas Ferreira. A esquerda fala muito em discurso de ódio, mas os alvos reais do ódio são, em sua maioria, os conservadores.
“Não é possível discutir racionalmente com alguém que prefere matar-nos a ser convencido pelos nossos argumentos”, disse Karl Popper. Ao promover verdadeira desumanização dos conservadores, a esquerda radical, em conluio com a velha imprensa, acaba colhendo aquilo que tem plantado: mais violência. É seu intuito nivelar tudo por baixo. Perdem todos os defensores da civilização…
Luiz Fux, o único juiz de carreira no STF, uma vez que Flávio Dino optou por abandonar a magistratura para se tornar político, votou de acordo com a técnica, dando uma aula aos demais. “Não cabe ao Supremo realizar um juízo político”, disse na abertura. Em seguida, votou pela nulidade de todo o processo pela incompetência de foro.
A advogada Fabiana Barroso comentou: “Fux está lembrando que um processo penal inteiro foi anulado por incompetência relativa (processo de Lula), nesse caso a incompetência é absoluta, sustenta”. Não cabe à primeira turma julgar o caso, que deveria ir a plenário.
O deputado Marcel van Hattem comemorou: “Fux, em seu voto, afirma que julgamento de Bolsonaro ‘ofende ao princípio do juiz natural e da segurança jurídica’ e defende a ‘nulidade de todos os atos por incompetência absoluta’. É o óbvio diante de toda essa farsa, mas o óbvio hoje precisa ser ressaltado e saudado”.
Fux acompanhou os advogados de defesa ao constatar que houve “dumping de dados”, ou um “tsunami”, com setenta terabites de informações para pouco tempo de análise, o que se configura “cerceamento da defesa”. O juiz comparou com o julgamento do mensalão, que teve bem mais tempo para as defesas.
O advogado Emerson Grigollette resumiu: “Não houve respeito a ampla defesa e ao contraditório, violação do Estatuto da OAB e Súmula 14 STF, e cerceamento de defesa, logo evidente nulidade absoluta, como não apenas falamos mas lutamos na OAB e fomos ignorados pela últimas duas direções, que arquivou todos nossos pedidos de providências para defender nossas prerrogativas. Nas denúncias da OEA que temos feito desde 2019 já ressaltamos isso. O volume de defeitos insanáveis é incomensurável. O Supremo está sendo censurado pela própria Turma. Esse é o nível de ilegalidade desse feito. Não há outra saída ao STF a não ser reconhecer a nulidade absoluta desses absurdos. Se Zanin tiver um mínimo de respeito à advocacia que ele já exerceu, deveria fazer o mesmo”.
Leandro Ruschel festejou: “Fux está se redimindo, hoje. Poderá entrar para história como o ministro que resolveu se levantar contra o regime de censura e perseguição política implementado nos últimos anos”. É verdade que Fux votou pela condenação de réus sem foro de prerrogativa do 8 de janeiro, mas ele mesmo admitiu que o juiz pode “evoluir”. Antes tarde do que nunca!
O Direito do Fato, não do Indivíduo: Fux lembrou, com base em juristas renomados, que não importa a visão moral do juiz, se ele julga o réu um “patife” ou um “canalha”, mas sim o que se enquadra na Lei. Isso, aliás, serve para considerar os dois primeiros votos como suspeitos. Flávio Dino, o senhor comparou o réu Bolsonaro ao demônio? Então é um juiz suspeito. Assunto encerrado.
O voto de Fux abre uma cratera na narrativa do sistema. Julgamentos teatrais, como os “show trials soviéticos”, precisam de unanimidade para manter as aparências. Fux, ao divergir das premissas de seus pares, e por ser o mais preparado como juiz de carreira ali, coloca água no chope de Moraes. Fica escancarada a perseguição a Jair Bolsonaro, dando mais trabalho para a velha imprensa. A farsa está exposta.
“Ninguém aguenta mais essa tirania de ministros como Moraes”, disse o governador Tarcísio de Freitas na manifestação do 7 de setembro. A fala caiu como uma bomba para o sistema. Se você quer ser aceito como candidato “normal” pelo regime atual, então é preciso partir da falsa premissa de que há normalidade institucional no país, que o STF pode até ter cometido um ou outro “excesso”, mas que representa o guardião da Constituição e da própria democracia.
Em seu editorial de hoje, O Globo partiu para o ataque: “Tarcísio agride democracia com radicalismo”. Diz o subtítulo: “Ao aderir à anistia e radicalizar discurso, ele perde eleitor moderado, de que depende para vencer em 2026”. Esse foi o tom na velha imprensa toda. O Globo também publicou uma “reportagem” que mostra o “preço da escalada”: “Ataque de Tarcísio a Moraes gera indignação no STF e põe em xeque aproximação com a Corte”.
Míriam Leitão, no mesmo jornal, avaliou: “Quando o cálculo pode dar errado”. Para a jornalista tucanopetista, “Os cálculos de Tarcísio podem dar errado. Ele assustou o centro que precisa atrair e tentou agradar à extrema direita, que votaria nele contra Lula”. O “liberal” Pedro Doria, também no Globo, escreveu: “Tarcísio demonstra desconhecer a História”. Na chamada, acrescentou: “Ele acha que é esperto politicamente e não tem ideia do perigo que desperta”.
O tucano Merval Pereira foi na mesma linha: “Tarcísio erra na estratégia de radicalização”. Diz ele: “Tarcísio está errando na dose; pode estar ganhando apoio do bolsonarismo mais radical, mas perdendo o do eleitorado antipetista”. Para os tucanos, postura adequada é a do governador Eduardo Leite, que não faz oposição ao regime.
No Estadão, temos: “Tarcísio arrisca perder eleitor de centro ao adular Bolsonaro e virar o antagonista de Lula”. O editorial do Estadão foi na mesma linha: “Tarcísio cruzou o Rubicão”. Diz o subtítulo: “O cálculo feito pelo governador de SP no Sete de Setembro pode lhe custar caro: ao atacar o STF de forma tão virulenta, Tarcísio tisnou o verniz de moderação que o distinguia de Bolsonaro”.
Para o jornal tucano, a moderação era “o capital político mais valioso de Tarcísio por seu potencial de reunir forças de oposição ao lulopetismo”. Ele deveria ter alegado algum impedimento médico para faltar ao evento “golpista”, sugere o jornal. Mas ele optou pela “via incendiária” de “atacar” o STF. Em sua análise no mesmo jornal, Carolina Brígido diz: “Tarcísio implode de vez o diálogo com a Corte”. Segundo ela, Tarcísio deixou claro no domingo que prefere os votos dos eleitores de Bolsonaro ao diálogo com os ministros.
Na Folha, o editorial diz: “Tarcísio toma caminho perigoso ao afrontar Judiciário”. Diz o subtítulo: “No feriado da Independência, governador paulista emulou bravatas e ataques de matriz autoritária de seu padrinho, Jair Bolsonaro, responsáveis por mergulhar o país em quatro anos de tensão institucional”. Num toque comovente pela ingenuidade, o editorial conclui: “Os problemas na operação da cúpula do Judiciário, como o retrocesso na defesa da livre expressão, se corrigem na democracia pelo reformismo responsável, não com bravatas e ataques de integrantes de um Poder contra os de outros”.
No mesmo jornal, Hélio Schwartsman questiona: “Tarcísio é um bolsonarista moderado?” Ele conclui que não após uma comparação com nazistas, e diz: “O problema de Tarcísio não é um de aferição de moderação, mas de erro material mesmo. Ao negar a legitimidade do STF para julgar Bolsonaro, ele se afasta do respeito à institucionalidade, que, como aprendemos no governo passado, é característica indispensável para quem pretende comandar o país”.
Numa “reportagem”, temos: “Tarcísio radicalizado divide centro-direita, e Ratinho Jr. vê brecha para ganhar tração”. Em outra, com recadinho dos ministros, temos: “Ministros do STF esperam retratação de Tarcísio depois de escalada no 7/9”. Em outra, consta: “Para ministros do STF, Tarcísio se assumiu como ‘sósia’ de Bolsonaro”.
A reação do sistema à fala contundente do governador Tarcísio só mostra que ele deveria ter subido o tom faz tempo, dado o peso que tem a opinião do governador do estado mais importante do país. Antes tarde do que nunca!
O sistema ficou em polvorosa, como se pode ver, mandando recados e fazendo ameaças: ou Tarcísio aceita a premissa de que Bolsonaro é golpista, o STF age dentro da normalidade institucional e Lula é um presidente como qualquer outro, ou será atacado por todos o tempo todo e perseguido pela máquina estatal. É prova de que ele precisa se posicionar com firmeza contra esse estado de exceção criado pelo consórcio PT-STF-mídia.
Milhares de manifestantes de direita se reúnem na Avenida Paulista, em São Paulo, neste 7 de setembro
Feriado de 7 de setembro, o mais importante da Pátria, pois celebra sua Independência, e o povo foi em peso às ruas de todo país gritar por anistia. O povo fez sua parte, lotando a Avenida Paulista, Copacabana e outras cidades país afora. O contraste com o festejo oficial do governo Lula, totalmente esvaziado, e com o “grito dos excluídos”, organizado pela esquerda radical, mostrou que a direita tem a hegemonia das ruas.
Vários cartazes pediam Anistia Já, impeachment de Alexandre de Moraes e Fora Lula. As pautas giram em torno do mesmo tema: o desejo de resgatar a democracia perdida em nosso Brasil. Temos presos políticos, caça às bruxas, censura, e Moraes virou o grande ícone desse estado de exceção, dos abusos supremos.
Bandeiras americanas mostraram a gratidão do povo pela pressão que tem feito o governo Trump contra tais abusos. De Tabata Amaral e Ricardo Noblat, a esquerda tentou ver contradição nisso, já que a direita grita que nossa bandeira jamais será vermelha. Confundem a paixão da própria esquerda pelo comunismo, querendo substituir a bandeira verde e amarela pela vermelha, com uma singela homenagem aos americanos. E são os mesmos que ostentam bandeiras palestinas em seus protestos!
Os discursos das lideranças que subiram nos carros de som foram firmes na defesa das liberdades. O governador Tarcísio de Freitas chamou a atenção por seu tom mais contundente, e foi a primeira vez em que mencionou diretamente o ministro supremo: “Ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como Moraes”. Tarcísio cruzou o Rubicão e já está sendo atacado pela turma elite por isso, mas merece aplausos. Até “ontem” ele estava apostando no diálogo, mas sabemos que dialogar com Moraes é pedir para ser atropelado por abusos constantes.
Michelle Bolsonaro, por sua vez, fez o discurso mais comovente, às lágrimas, mostrando o grau de humilhação que sua família precisa enfrentar todos os dias. Sua filha Laura, de 14 anos, sempre que vai à escola passa por revista no carro para ver se seu pai não está escondido para fugir. Bolsonaro não cometeu qualquer crime, sequer foi condenado pelo suposto golpe nesse julgamento farsesco, mas o sistema impõe um grau de humilhação que expõe o sadismo dos envolvidos.
Por fim, o editorial do Estadão deste domingo merece menção, por ser o mais infame numa lista grande. Basicamente o jornal tucano admite que o STF foi longe demais, e pede a volta à normalidade institucional – mas somente depois de condenar Bolsonaro. É como Santo Agostinho ao pedir castidade, mas não “agora”. O jornal faz vista grossa a todos os abusos que, no fundo, condena, pois o alvo é o bolsonarismo. Para pegar Jair Bolsonaro, vale tudo!
É justamente contra este tipo de mentalidade que o povo foi às ruas protestar e pedir anistia, pois entende, muito melhor do que os “refinados democratas” do jornal, que é assim que as democracias morrem. A normalidade institucional precisa ser resgatada já, agora mesmo, não amanhã ou depois. E para tanto é preciso anistiar os inocentes condenados pelo Supremo para dar respaldo a uma narrativa fajuta de golpe. Não houve golpe algum, ao menos não por parte de Bolsonaro. O verdadeiro golpe foi dado pelo próprio STF…
Ataque anunciado por Trump é o primeiro desde que os EUA enviaram oito navios de guerra e um submarino nuclear para as águas próximas da Venezuela
O presidente Donald Trump vem acumulando vitórias importantes, como os anúncios de investimentos bilionários das Big Techs no país. Trump reuniu alguns dos principais executivos do setor de tecnologia em um jantar na Casa Branca que serviu como vitrine para promessas bilionárias de investimento em inteligência artificial nos Estados Unidos.
Em um discurso de abertura, Trump abordou uma das maiores preocupações da indústria: a disponibilidade de energia para sustentar o crescimento de data centers que alimentam o boom da IA: “Estamos facilitando muito para vocês em termos de capacidade elétrica e de licenças. Estamos liderando a China por uma margem enorme”.
Mas é na área geopolítica que Trump pode deixar seu maior legado, em especial na América Latina. Sim, existe a guerra da Rússia contra a Ucrânia e o conflito no Oriente Médio, ambos com participação ativa dos americanos. Mas é no quintal ao sul do próprio continente que a coisa pode realmente se transformar para valer.
Diz a manchete da Folha: “EUA enviam caças F-35 e escalam crise com Venezuela”. Diz a matéria: “A crise entre Estados Unidos e Venezuela escalou nesta sexta-feira (5) com a revelação de que Donald Trump ordenou o envio de dez caças avançados F-35 para Porto Rico, território americano no Caribe, para participar do que Washington chama de missão contra o narcotráfico”.
Essa missão coloca em xeque a própria sobrevivência do regime de Maduro, uma vez que os Estados Unidos o rotularam como o chefe do cartel que distribui as drogas. A coisa pode escalar para algo muito maior do que a destruição de um barco com drogas, e o ditador sabe disso, o que explica sua apreensão. Trump chegou a repostar em sua rede Truth Social uma mensagem de Rachel Campos-Duffy, apresentadora da Fox News:
Quando Donald Trump limpar o Hemisfério Ocidental, erradicando cartéis transnacionais, ditadores narco e a influência perniciosa dos comunistas chineses, essa vitória será, sem dúvida, sua MAIOR conquista em política externa até agora. Por quê? Porque esta é a NOSSA vizinhança. Isso afeta diretamente os americanos, nossa segurança nacional. Ao declarar os cartéis como organizações terroristas, ele pode usar o poder do exército dos EUA para erradicá-los, como fez com o ISIS (ele o fez em menos de um mês!). Os povos da América Latina QUEREM que o Presidente Trump faça o que seus próprios líderes incapazes não podem ou não querem fazer – libertá-los do controle e da violência dos cartéis. Eles sabem que ele é um líder que surge um em cada geração e que é agora ou nunca! Ele é o único que pode, de uma vez por todas, derrotar os cartéis e libertar o Hemisfério Ocidental!
De fato, se Trump conseguir derrubar os ditadores ligados ao Foro de SP e seus cartéis aliados, isso será seu maior legado geopolítico. Rachel está certa: o povo latino-americano deseja isso! Por tempo demais aguentou a miséria e a escravidão provenientes do comunismo, e agora enxerga em Trump uma luz no fim do túnel. A chegada da cavalaria americana enche os latinos de esperança. Que Maduro e seus comparsas estejam com seus dias contados, é o que todos desejam…