RODRIGO CONSTANTINO

FINALMENTE OS ESTADOS UNIDOS PRIORIZAM O SUL

trump testes nucleares

Secretário de defesa dos EUA, Pete Hegseth, ao lado do presidente Donald Trump

Reportagem de John Lucas na Gazeta do Povo resume bem a importante notícia desta quinta: Governo Trump lança operação para eliminar narcotráfico na América Latina. A questão das drogas virou tema central para o governo Trump, pois centenas de milhares de jovens dos Estados Unidos têm tido suas vidas destruídas. A resposta foi declarar guerra aos traficantes do continente:

O secretário da Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou nesta quinta-feira (13) a chamada Operação Southern Spear (Lança do Sul), uma ofensiva militar lançada sob ordem do presidente Donald Trump para combater o narcotráfico e o terrorismo transnacional na América Latina.

Segundo Hegseth, a missão, que será conduzida pelo Comando Sul dos EUA (Southcom), tem como objetivo “defender o território americano, eliminar narcoterroristas do nosso hemisfério e proteger nossa pátria das drogas que estão matando nosso povo”. O secretário, no entanto, não detalhou como as ofensivas militares serão executadas nem quais países estarão diretamente envolvidos nas operações.

A operação marca uma ampliação das ações militares dos Estados Unidos na região, onde os americanos já mobilizam cerca de 12 mil marinheiros e fuzileiros navais e quase uma dúzia de navios de guerra, incluindo o gigante porta-aviões USS Gerald R. Ford, o mais importante dos EUA, que chegou recentemente ao Caribe para reforçar as operações.

Segundo a Associated Press, a campanha militar dos EUA em curso na América Latina já resultou em pelo menos 19 ataques contra embarcações ligadas ao tráfico de drogas, que deixaram ao menos 76 mortos.

Isso, pelo visto, é só o começo. “O Hemisfério Ocidental é a vizinhança da América – e nós o protegeremos”, afirmou o secretário Hegseth durante seu anúncio no X. Nicolás Maduro está com seus dias contados, pelo visto. A gestão Trump compreendeu que o Foro de SP vinha espalhando narcoestados pela região, e que a aliança nefasta entre comunismo e tráfico de drogas representa enorme ameaça ao continente.

O Congresso dos Estados Unidos deu uma espécie de carta branca para Trump, que tem tido ampla margem de manobra para ataques cirúrgicos. Mas uma operação militar maior contra o regime de Maduro não está descartada.

No início de outubro, Hegseth anunciou que o Pentágono formou uma nova força-tarefa conjunta antinarcóticos, a fim de “esmagar” os cartéis de drogas no Mar do Caribe. A administração Trump construiu uma presença militar massiva na área, enviando navios de guerra, aviões de combate F-35, aviões espiões e outros meios militares, à medida que aumenta a pressão contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro, a quem caracterizam como um “líder ilegítimo”.

Os EUA adicionaram mais poder de fogo na região esta semana com a chegada do USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, e seu grupo de ataque ao Southcom na terça-feira. O porta-aviões, que tem mais de 4.000 marinheiros, transporta aviões de combate F/A-18 Super Hornets e mísseis Tomahawk de longo alcance. Os americanos não estão de brincadeira…

O Ministério da Defesa da Venezuela disse esta semana que cerca de 200.000 soldados foram mobilizados para um exercício de dois dias para se preparar para a ameaça representada pelos militares dos EUA. Entretanto, Maduro adotou um tom desafiador num discurso televisivo na quarta-feira, no qual acusou os EUA de inventarem “uma narrativa bizarra” e a chegada do USS Gerald R Ford à região aumentará as especulações sobre se os EUA tentarão forçar uma mudança de regime.

Todos os latino-americanos que prezam a liberdade esperam que sim, e não aguentam mais de tanta ansiedade. Finalmente os Estados Unidos estão priorizando o sul, e isso pode significar mudanças importantes na região. Alguns países estão conseguindo abandonar o socialismo democraticamente, como Argentina e Bolívia, mas o caso venezuelano é bem mais complicado, pois já virou um narcoestado. Sem a ajuda externa dos militares americanos não haveria esperança para os venezuelanos…

RODRIGO CONSTANTINO

BBC: JORNALISMO EM CRISE

Tim Davie BBC discurso Trump

Tim Davie, que assumiu o comando da BBC em 2020, deixa a emissora num contexto de queda de audiência e aumento das disputas sobre independência jornalística

O jornalismo está numa crise e tanto, e Donald Trump tem muito a ver com isso. O presidente americano é odiado pela imensa maioria dos jornalistas, e eles se consideram numa cruzada moral pela “democracia”. Imbuídos de uma visão “progressista” de mundo, muitos acreditam que sacrificar as boas práticas jornalísticas para “derrubar” Trump se justifica. E é aí que morre o jornalismo. O caso mais recente que ilustra bem isso é a BBC. O diretor geral Tim Davie e a CEO de Notícias pediram demissão após o Telegraph mostrar como a BBC fez uma cobertura enviesada e seletiva para pintar a imagem de que Trump tinha incitado a revolta no Capitólio no 6 de janeiro.

Num anúncio que causou choque dentro da corporação, Davie disse que a sua saída foi “decisão inteiramente minha” e ocorre num momento em que a BBC se prepara para pedir desculpas pela forma como editou um discurso de Trump.

Duas falas de Trump proferidas em momentos distintos do discurso de 2021 foram juntadas na edição da BBC para sugerir que o presidente teria incentivado a invasão do Capitólio. “Nós vamos marchar até o Capitólio e eu estarei lá com vocês […]. E nós lutaremos. Nós lutaremos à beça”, diz o trecho. A edição da BBC também não incluiu um trecho em que Trump dizia a apoiadores que queria que eles protestassem de forma “pacífica e patriótica”.

Trump publicou na sua plataforma Truth Social que “pessoas muito desonestas” tinham “tentado subir na balança de uma eleição presidencial”, acrescentando: “Acima de tudo, são de um país estrangeiro, que muitos consideram o nosso aliado número um. Que coisa terrível para a democracia!”

Não é a primeira vez que algum veículo importante é pego fazendo edições seletivas para prejudicar Trump. O programa 60 Minutes da CBS News editou fortemente uma entrevista com Donald Trump. Trump conversou com a correspondente Norah O’Donnell por 90 minutos, mas apenas cerca de 28 minutos foram transmitidos. A emissora fechou um acordo milionário com Trump.

Quando os jornalistas se enxergam como “salvadores da democracia”, passam a encarar os métodos do bom jornalismo como descartáveis. Afinal, possuem uma “causa mais nobre”. Neste momento, passam a sacrificar o jornalismo em nome da militância. Qualquer semelhança com o que ocorre no Brasil com Bolsonaro e a velha imprensa não é mera coincidência…

RODRIGO CONSTANTINO

A BANCADA CRISTÃ É MUITO BEM-VINDA

Frentes Parlamentares Católica e Evangélica articulam criação da Bancada Cristã

O cristianismo não leva a uma única filosofia política, e é possível termos cristãos com diferentes vieses ideológicos. Dito isso, lembro sempre da minha própria esposa que, antes de se definir como conservadora, sempre diz ser uma católica. É dessa visão que partem todas as suas conclusões sobre os principais temas políticos. E sim, acaba que ela se mostra uma sólida conservadora.

Não é para menos: o “progressismo” tenta usurpar a mensagem cristã para sua revolução “social”. Os comunistas e os cristãos não se misturam, mas isso não impede a turma comuna de tentar forçar um casamento entre Marx e Cristo, com 99% do revolucionário e um verniz de Jesus. Comunistas devem ser excomungados da Igreja!

O foco no indivíduo, a salvação da alma (e não da sociedade), a vida sagrada feita à imagem e semelhança de Deus, os principais ensinamentos cristãos certamente ajudam a criar uma sociedade com valores robustos, que dispensa as pautas pagãs da era moderna. Família como centro, respeito aos pais, mandamentos básicos: é difícil ser um cristão e abraçar a agenda Woke!

Por isso vejo com bons olhos o esforço de se criar uma Bancada Cristã. A proposta é apoiada por integrantes das frentes evangélica e católica, que reúnem mais de 300 deputados e que conseguiram articular, nesta quarta-feira (5), a derrubada de uma resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) que facilita o aborto em crianças e adolescentes.

Os grupos religiosos argumentam que buscam um direito semelhante ao das bancadas feminina e negra, que já participam do Colégio de Líderes com status de liderança. “Mais de 80% da população brasileira é cristã. A Constituição nos garante liberdade da manifestação da fé de todas as formas”, explica o deputado Luiz Gastão.

A esquerda tenta se aproximar os cristãos somente em época de eleição, mas está claro que enxerga no cristianismo um obstáculo ao seu projeto “social”. O sonho dessa esquerda é diluir o Cristianismo a uma afetação pessoal guardada para dentro de casa, como se não tivesse ligação com as pautas debatidas pelo Congresso.

Mas o povo cristão cansou de ser tratado assim, e quer seus representantes dando voz aos principais valores cristãos no Parlamento. É impossível discutir aborto, por exemplo, sem falar da premissa da vida humana sagrada desde a sua concepção. Por isso julgo tão importante a criação dessa bancada.

RODRIGO CONSTANTINO

ATÉ LULA SENTIU QUE O POVO GOSTOU DA OPERAÇÃO NO RIO

Lula adota tom cauteleso e evita embate direto com governador do Rio

Cínico, sem dúvida, e oportunista como sempre, Lula resolveu se manifestar finalmente sobre a operação policial no Rio. O importante é que até o presidente, que considera traficantes vítimas dos usuários, percebeu que a operação que culminou na morte de mais de uma centena de marginais foi bem recebida pelo povo carioca. Disse Lula:

Não podemos aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias, oprimindo moradores e espalhando drogas e violência pelas cidades. Precisamos de um trabalho coordenado que atinja a espinha dorsal do tráfico sem colocar policiais, crianças e famílias inocentes em risco.

Claro que, na prática, Lula não quer resolver nada. Tanto que concluiu sua postagem com uma propaganda da PEC da Segurança, que é uma porcaria e levaria apenas a uma centralização maior no governo federal, enquanto são justamente os estados que podem combater melhor o crime: “Com a aprovação da PEC da Segurança, que encaminhamos ao Congresso Nacional, vamos garantir que as diferentes forças policiais atuem de maneira conjunta no enfrentamento às facções criminosas”.

O deputado Marcel van Hattem não deu moleza para Lula: “Não é o traficante que é vítima do usuário de drogas? Você é parte do problema, cinismo descarado! Leva um dia e meio para dizer alguma coisa e não pede desculpas por não ter apoiado o governo do RJ quando pediu nem se solidariza com a família dos policiais mortos. Cúmplice!”.

Tanto é assim que o governo federal insiste em não classificar o crime organizado como terrorista. Mas a própria imprensa mostra o grau de terror imposto por esses marginais em seus territórios dominados: “Decisão que embasou Operação Contenção cita rotina de tortura e controle armado no Complexo da Penha”. A Folha continua: “Documento cita vídeos, mensagens e fotos que mostram práticas de tortura e domínio armado sobre moradores”.

Se isso não é terrorismo, é o que então? Esses bandidos possuem drones armados com granadas! O que fazem nos territórios que dominam é um atentado contra o Estado de Direito, mas o governo federal prefere considerar a Débora, com seu batom, uma ameaça maior à democracia. É uma piada de mau gosto!

Nesse contexto, é fundamental que os governadores de centro-direita mostrem união e apoio ao governo do Rio. Muitos o fizeram, mas a postura do governador Tarcísio de Freitas foi a mais errática. Ele decidiu não comparecer ao encontro dos governadores. Tarcísio está se mostrando covarde. Ele precisa apoiar politicamente o governador do Rio e demonstrar união dos governadores de centro-direita. Não pode se curvar à turma global.

Até porque a própria turma da Globo vem dando uma leve guinada na narrativa, ao perceber, como Lula fez, que a operação no Rio foi popular. O povo cansou da bandidolatria, e clama por um Bukele da vida para enfrentar os marginais. Quem titubear ou condenar os “excessos” da polícia nesse momento será atropelado pela opinião pública.

RODRIGO CONSTANTINO

ABISMO ENTRE VISÃO ESQUERDISTA E POPULAR

Oposição criticou Lula por não enquadrar facções como grupos terroristas

O Comando Vermelho já foi a Falange Vermelha, uma facção criada no presídio da Ilha Grande, no estado do Rio, quando militares misturaram presos ideológicos com presos comuns. Aqueles que sequestravam e roubavam bancos para financiar a revolução comunista se juntaram aos que roubavam e matavam sem pretexto político, e ali nascera o CV. Desde então a esquerda radical sempre dá um jeito de defender os marginais comuns.

O resultado da mega operação desta terça no Rio ilustra bem o abismo que se criou entre esquerdistas e população em geral. O foco da esquerda é na “letalidade policial”, e sua linguagem remete à dos próprios bandidos, quando fala em “chacina”. Já para o povo, atormentado pela violência do CV, bandido morto é “CPF cancelado com sucesso”.

Com o avanço e a ousadia cada vez maiores da bandidolatria no estado, cada vez mais gente clama por uma solução no estilo Bukele. Alega-se que El Salvador é pequeno, do tamanho do Rio. Ora, então seria um ótimo lugar para tal experimento, até porque o Rio está dominado pelo crime organizado.

A esquerda fala em combater a marginalidade “sem dar tiros”, o que chega a ser comovente. Adota o mesmo linguajar dos bandidos: por trás do fuzil há um ser humano, ignorando que na frente do ser humano há um fuzil letal, que espalha o caos e tira a vida de policiais heróis. Enquanto a polícia for recebida com armamento pesado, terá de reagir, e é aí que surge a tal “letalidade”. Culpa dos marginais.

O Rio já é um narcoestado, e se nada for feito, em breve o Brasil todo será um. Lula chama traficantes de vítimas dos usuários, a esquerda quer combater esses bandidos com “políticas sociais”, e a impunidade campeia, representando um convite ao crime. O povo quer uma saída diferente, o confronto, e aplaude operações como a desta terça. Se Bukele fosse candidato a governador no estado, venceria fácil. É esse o abismo entre esquerda e povo.

RODRIGO CONSTANTINO

CAOS E CENA DE GUERRA NO RIO

Operação contra o Comando Vermelho já é a mais letal da história do Rio de Janeiro

De vez em quando sou forçado a lembrar do principal motivo pelo qual decidi, há uma década, sair do Rio e morar na Flórida. O Rio é um experimento social fracassado, de Brizola a Fachin, passando pelos artistas e Lula, todos dão um jeito de transformar marginal em vítima da sociedade. O resultado está aí.

Dezenas de mortos (de preferência bandidos, mas há policiais entre eles), quase uma centena de fuzis apreendidos e até drones no Comando Vermelho lançando bombas! Várias vias importantes do Rio fechadas, os acessos ao aeroporto, tudo para mostrar quem manda na cidade: o crime organizado.

O STF impede operações aéreas da polícia desde a pandemia. Lula diz que traficantes são vítimas dos usuários, enquanto coloca boné do CPX. As imagens são chocantes e a população é totalmente refém da bandidolatria. A impunidade é o maior convite ao crime.

Enquanto isso, Lula se oferece a Trump para agir como mediador com Nicolás Maduro, como se a Venezuela não fosse um narcoestado defendido pelo companheiro petista. Ainda apela para o relativismo: quem vai decidir onde intervir nessa polarização entre “bem e mal”?

Ora, que tal quem tenta combater de fato o tráfico, em vez de manter diálogos cabulosos com o crime organizado? Lula sequer aceita considerar o PCC e o CV grupos terroristas, o que daria mais margem de manobra para os americanos. No fundo é defesa da bandidolatria mesmo.

O carioca, enquanto isso, vai se adaptando ao absurdo no Rio, normalizando o surreal, buscando viver como se cenários de caos e guerra fossem apenas parte do seu cotidiano. Não deveria ser. O problema é que o Rio pode ser o Brasil amanhã. A tendência parece ser essa, infelizmente…

RODRIGO CONSTANTINO

VITÓRIA IMPORTANTE DE MILEI

Javier Milei, fotografado durante discurso no Paraguai em setembro: presidente roqueiro.

A esquerda brasileira ficou eufórica neste domingo com o encontro entre Lula e Trump na Malásia, basicamente porque o presidente brasileiro não foi humilhado pelo presidente americano, que ainda fez uns elogios a Lula. Para o complexo de vira-latas da nossa esquerda isso bastou para tanta euforia, mas, de concreto mesmo, nada. Ficou acertada mais uma reunião…

Um erro grosseiro de tradução da CNN adicionou gasolina na euforia canhota: Trump disse que gostava de Bolsonaro e o considerava honesto, e a jornalista da Globo News quis saber se esse assunto seria tratado na reunião. Trump disse: “Não é da sua conta”. Por algum motivo bizarro a legenda da CNN colocou Trump dizendo que Bolsonaro não era assunto seu!

Lula ainda se ofereceu para ser mediador entre Estados Unidos e Venezuela, no momento gafe do encontro. Ora, Trump e Marco Rubio sabem muito bem que Lula tem lado nessa disputa: o lado errado. O presidente brasileiro defende o indefensável ditador comunista, que transformou o país num narcoestado. Zero credibilidade para intermediar qualquer coisa, portanto.

Enquanto isso… Javier Milei teve uma vitória importante na eleição argentina, conseguindo mais de 40% dos votos legislativos. Isso se compara a 30% quando ele venceu em 2023. Os peronistas não chegaram nem a 25%, e ainda perderam a província de Buenos Aires, o que não acontecia desde a redemocratização em 1983. Um feito histórico, como se conservadores vencessem no Nordeste brasileiro.

Milei, mesmo atravessando crises, mostrou que tem o apoio da população para suas reformas liberais. Alinhado com Trump, o presidente argentino oferece um foco de resistência aos comunistas do Foro de SP na região, mostrando um caminho alternativo bem-sucedido. O secretário do Tesouro americano, para demonstrar confiança, comprou pesos argentinos e acertou um swap de US$ 20 bilhões.

Quando Milei venceu as eleições, a imprensa brasileira falou em “radical”, “ultradireita” e “incertezas”. Hoje o país vem colhendo os frutos do maior ajuste fiscal da história do país. Já o Brasil vai mal, muito mal, com um governo radical de esquerda totalmente irresponsável e perdulário. A Argentina é um fardo para as narrativas oficiais que tentam blindar Lula de críticas merecidas…

RODRIGO CONSTANTINO

QUEM QUER TRABALHAR?

Indústrias acumulam milhares de vagas de emprego que não conseguem ser preenchidas

Compare essas duas reportagens relacionadas a trabalho:

1) Por que empresas de tecnologia estão adotando jornadas de 72 horas semanais? À medida que a corrida pela liderança em inteligência artificial se intensifica, as startups do Vale do Silício estão promovendo culturas radicais como a ’996′. […] A cultura do trabalho árduo que deu origem a grandes empresas de tecnologia, como Google e Amazon, está de volta. À medida que a corrida pela inteligência artificial se intensifica, muitas startups no Vale do Silício e em Nova York estão promovendo a cultura do trabalho árduo como um estilo de vida, ultrapassando os limites das horas de trabalho e exigindo que os funcionários trabalhem rapidamente para serem os primeiros no mercado.

2) PEC que propõe redução da jornada semanal de trabalho volta à pauta do Senado. Proposta prevê diminuição de 44 para 40 horas semanais sem redução salarial e gera debates sobre impactos econômicos e sociais. De autoria do então senador Paulo Paim (PT-RS), o texto está sob análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e deve passar por audiências públicas com representantes do governo, sindicatos e setor produtivo antes de seguir ao plenário. Embora o tema conte com o apoio de parte dos sindicatos e seja visto como um avanço social, a medida também é apontada como capaz de elevar custos trabalhistas, reduzir a competitividade e exigir reorganização produtiva em setores intensivos em mão de obra, como indústria, comércio e construção civil.

Agora pergunto: como pode o Brasil querer competir no mercado global? Enquanto os americanos ganham pelo que trabalham, sem décimo-terceiro, sem férias remuneradas, sem vale alimentação ou transporte, o Brasil petista quer reduzir jornada sem reduzir salário, ou seja, quer aumentar na marra os salários.

Isso afeta diretamente a produtividade das empresas. Um colega petista certa vez disse que se todas as ideias de Paulo Paim fossem adotadas, elas não caberiam no PIB! Haja demagogia! É a mentalidade marxista de que patrão explora o trabalhador, ignorando que a verdadeira luta de classes se dá entre patrão e trabalhador contra o Estado guloso e os sindicatos malandros.

O trabalhador americano não goza das “conquistas trabalhistas” que nossos trabalhadores brasileiros desfrutam, mas o fluxo é sempre de brasileiros tentando achar oportunidades nos Estados Unidos, ainda que de forma ilegal. Isso porque o trabalhador americano recebe, sem média, cinco vezes mais do que o brasileiro, devido a uma produtividade muito maior.

O americano não teme o trabalho, pois sabe que dele depende seu sucesso na vida. Já o brasileiro aprende que sindicatos e governos criam benesses artificiais, e que é possível ganhar mais com “jeitinho”. O resultado é a baixa produtividade, além do alto desemprego e absurda informalidade. Não existe almoço grátis!

RODRIGO CONSTANTINO

A SACROSSANTA URNA

Fux diverge de Moraes, cita injustiças sobre 8/1 e vota para absolver núcleo 4

Fux divergiu de Moraes, citou “injustiças” nos julgamentos do 8/1 e lamentou críticas baseadas apenas em um “rasgo de militância política”

O ministro Luiz Fux lavou a alma do brasileiro uma vez mais em seu voto nesta terça, absolvendo todos do núcleo 4, ou “núcleo da desinformação”. Como “desinformar” não é crime no Brasil, absolver todos era a única postura aceitável de um juiz. Fux disse certas verdades na cara de seus pares. Ainda que óbvias, em tempos sombrios dizer o óbvio é um ato de coragem.

Fux pediu também para sair da primeira turma. Deve ter cansado de conviver com colegas tão ativistas, dispostos a tudo para pegar Bolsonaro e seu entorno. Esperamos apenas que Fux não pegue um avião tão cedo…

Mas o que gostaria de destacar aqui é a resposta que Fux deu a Alexandre Moraes sobre as urnas eletrônicas. O ministro lembrou que, em 2014, o PSDB, partido do próprio Moraes, entrou com pedido no TSE para fazer uma auditoria nas urnas, e o tribunal, “sabiamente”, concedeu. Os auditores, depois, alegaram que era impossível auditar as urnas.

A lembrança de Fux derruba a narrativa tosca de Moraes sobre a “sacrossanta” urna. Segundo o Moraes de hoje, “atacar” a urna não é liberdade de expressão, mas sim crime. Ele só não aponta qual ou onde isso está definido, claro. Em qualquer democracia, afinal, questionar ou criticar o processo eleitoral é parte inerente do regime de liberdade.

No passado recente, vários “atacaram” as urnas, muitos pela esquerda. Lula, Ciro Gomes, Requião, Flávio Dino e tantos outros já criticaram nosso processo eleitoral opaco, que é uma jabuticaba: basicamente só o Brasil utiliza um modelo tão centralizador e sem voto impresso. Países bem mais desenvolvidos rejeitam tal modelo, e a Corte Suprema da Alemanha rechaça esse método por inviabilizar o escrutínio público do voto.

No Brasil alexandrino, porém, virou crime desconfiar das urnas e externar isso. O PL recebeu multa milionária, com o número de Bolsonaro (R$ 22 milhões) para dar requintes de sadismo, só por contestar o resultado e pedir auditoria. Somos obrigados a sentir orgulho nacional da caixinha “sacrossanta”.

O tema virou tabu. E Moraes já alertou: 2026 vem aí e é melhor ninguém se “engraçar”: fiquemos todos em absoluto silêncio diante da urna mágica. É compreensível Fux querer sair da primeira turma, não é mesmo?

RODRIGO CONSTANTINO

SOCIALISMO CHEGA AO FIM NA BOLIVIA DEPOIS DE 20 ANOS

Rodrigo Paz eleições bolivia

Rodrigo Paz disputou o segundo turno contra o direitista Jorge Quiroga

Candidato mais votado no primeiro turno, Rodrigo Paz, do Partido Democrata Cristão (PDC), foi eleito presidente da Bolívia neste domingo (19). O nome dele foi confirmado após a apuração dos votos do segundo turno, inédito no país, pelas autoridades eleitorais. O vencedor obteve 54,5% dos votos.

Será a primeira vez desde 2006 (a única exceção foi o mandato interino de um ano de Jeanine Áñez, entre 2019 e 2020) que o partido Movimento ao Socialismo (MAS), ligado a Evo Morales, não estará no comando da Bolívia. O slogan de Paz é “capitalismo para todos”, plano que visa a formalização de pequenas empresas e a recuperação da confiança da população na economia.

“Devemos abrir a Bolívia ao mundo e recuperar um papel que perdemos geopolítica e economicamente nas últimas duas décadas”, afirmou, expressando sua gratidão pelas mensagens de felicitações enviadas por vários presidentes da região e pelo apoio expresso pelos Estados Unidos por meio do vice-secretário de Estado, Christopher Landau.

Aos poucos, o mapa da América Latina vai deixando de ser vermelho. Argentina, Paraguai, Bolívia, Peru e Equador já são países que conseguiram se livrar do socialismo, enquanto Chile, Uruguai, Brasil, Colômbia e Venezuela, em graus diferentes, seguem o modelo socialista do Foro de SP.

Os resultados desastrosos são visíveis nestes países, e só não há alternância de poder e derrota da esquerda radical pois esses governos ou apelam para o populismo irresponsável na compra de votos ou porque já não há mais democracia neles, como no caso escancarado da Venezuela.

O socialismo, por onde passa, deixa sempre um rastro de miséria e opressão. Já a direita consegue entregar bons resultados, ainda que seja necessário, no começo, fazer ajustes na economia, o que representa custos elevados muitas vezes. Mas basta ver a Argentina para comprovar como há uma alternativa, e como o caminho da liberdade é muito mais eficaz.

No Brasil, assim como aconteceu com a Bolívia, teremos a chance de virar o jogo em 2026, em que pese o estágio avançado de aparelhamento da esquerda. O TSE tem sido um jogador do lado esquerdista, não um árbitro imparcial. As urnas eletrônicas não gozam da confiança da população. Lula já começou a usar a máquina estatal para sua propaganda, que invade até novelas de Globo.

O jogo será bruto e desleal, mas talvez seja a última chance de reverter o quadro e impedir o destino venezuelano em nosso país. Isso vai exigir união de toda a direita e também pragmatismo para seduzir o centro. O foco deve ser tirar o PT do poder. Caso contrário, o petismo vai acabar de destruir de vez nosso país…