RODRIGO CONSTANTINO

ELE INCOMODA MUITA GENTE

Será mesmo que acreditam que Eduardo Bolsonaro vem dando munição para a campanha de Lula?

Deu na coluna da Bela Megale no Globo: “Eduardo Bolsonaro é alvo de ironia e críticas em jantar na casa de Alexandre de Moraes”. Pelo que consta, havia até “bolsonaristas” presentes. E todos debochavam do esforço de Eduardo, o “melhor cabo eleitoral” de Lula.

Leandro Ruschel comentou sobre o tema: “Barroso jura que não há abusos no Brasil. Mas como explicar o juiz relator de um processo contra Eduardo Bolsonaro organizar um jantar com políticos e ministros que poderão julgá-lo – onde, segundo O Globo, o deputado foi achincalhado? Se houvesse Estado de Direito, só isso já anularia todos esses processos”.

Verdade. Mas quero focar em outro aspecto: será mesmo que eles acreditam que Eduardo Bolsonaro vem dando munição para a campanha de Lula? Afinal, essa “tese” se espalha em veículos da velha imprensa e mesmo alguns liberais “sofisticados” acreditam nela. Eduardo, ao articular com o governo Trump sanções para ministros supremos, estaria levantando a bola para Lula cortar?

Se depender do Globo, devemos todos acreditar nisso. Diz uma manchete: “Valdemar diz que Eduardo Bolsonaro não tem votos e não respeita o pai”. Diz outra: “Divisão da direita opõe clã Bolsonaro e Centrão e afeta definição para 2026”. Uma terceira diz ainda: “A maior preocupação de Bolsonaro com os ataques de Eduardo nas redes”.

Ao julgar pelas “reportagens”, portanto, Eduardo causa enorme estrago na direita e até seu pai estaria preocupado. Mas quando foi que essa turma publicou coisas verdadeiras sobre a direita? Não é justamente a militância que deseja o pior para os conservadores? Ora, se Eduardo Bolsonaro é tão tóxico assim para a direita e ajuda Lula, então melhor deixá-lo como articulador de sanções, não é mesmo? Lula vai ganhar no primeiro turno…

Parece claro que, no fundo, é o contrário. O sistema está incomodado com as sanções e Alexandre de Moraes, se pudesse, já teria prendido Eduardo Bolsonaro. Não cola esse papo de que ele estaria ajudando a campanha lulista e prejudicando a própria direita. Só finge acreditar nisso quem quer a volta da “direita permitida”, uma turma tucana que deseja os votos bolsonaristas sem nada de bolsonarismo.

Eduardo já afirmou várias vezes que não está fazendo o que está fazendo de olho em eleições, mas mesmo assim o fruto de seu trabalho de articulação beneficia a verdadeira direita, pois coloca pressão no sistema podre e carcomido. Paulo Figueiredo ironizou: “Tranquilo. O Alexandre também tem sido alvo de ironias nos jantares na casa do Eduardo Bolsonaro. A diferença é que o Eduardo não está sancionado”.

O Departamento de Justiça dos EUA solicitou informações sobre o acordo de leniência da Odebrecht com o governo americano para avaliar se houve omissão e inconsistências na aplicação de políticas do DOJ. Esta revisão pode levar à reabertura do caso Odebrecht, se provadas omissões. Mais pressão para cima do consórcio PT-STF. Mas para certa ala da “direita”, isso deve ser ruim, pois dá “munição” ao Lula…

Entre a desonra e a guerra, escolhestes a desonra, e terás a guerra. O alerta de Churchill segue atual para a turma do “apaziguamento”. Eduardo Bolsonaro entendeu que é necessário partir para o combate, para o tudo ou nada. Quem quer focar apenas nas eleições de 2026 como se estivéssemos numa democracia normal faz o jogo do sistema. Eduardo incomoda tanta gente ruim justamente porque está fazendo um excelente trabalho!

RODRIGO CONSTANTINO

A ESTRANHA OBSESSÃO COM A DESIGUALDADE

Ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR) diz que governo vai lutar para aprovar taxação de “bilionários” este ano

Se antes eu andava de bicicleta e meu vizinho a pé, e agora eu ando de carro e ele de bicicleta, essa pequena comunidade avançou ou regrediu? Parece óbvio que houve progresso, mas para a esquerda, obcecada com a “desigualdade”, as coisas pioraram, pois o “gap” agora é maior entre nós.

O que deveríamos observar é o nível geral de pobreza. Queremos a maré mais alta para todos, mas não deveria importar tanto assim a relação entre “ricos” e “pobres”. Quando o foco fica só na desigualdade, alimenta-se a ideologia da inveja, cujo outro nome é simplesmente “socialismo”.

Uma reportagem da Folha hoje cai justamente nessa falácia: “Desigualdade e pobreza atingem mínima nas metrópoles; rico ganha 15,5 vezes a renda do pobre”. Diz o texto: “A queda dos indicadores, contudo, não significa que os contrastes tenham desaparecido dos grandes centros urbanos do país. Sinal disso é que, em 2024, os 10% mais ricos ainda ganhavam o equivalente a 15,5 vezes o rendimento dos 40% mais pobres nas regiões metropolitanas. Os valores foram estimados em R$ 10,4 mil e R$ 670 per capita (por pessoa), respectivamente”.

O primeiro grande erro desse tipo de análise é considerar os 10% mais ricos como um grupo estanque, fixo. Mas isso não é verdade. Há mobilidade social. Aquele que está entre os mais ricos hoje pode não estar amanhã, e vice-versa. Em países com mais liberdade econômica, isso tende a ser mais verdadeiro ainda. O grupo dos mais ricos, portanto, não existe: é um “grupo” variável, que muda o tempo todo.

Mas cabe perguntar novamente: o foco não deveria estar nos níveis absolutos de pobreza? Afinal, é isso que deveria incomodar uma alma sensível, com empatia pelo próximo. Se houver mais desigualdade num país rico, em que os mais pobres podem levar uma vida decente, isso é pior do que todos mais pobres, mas com menor diferença entre “ricos” e “pobres”?

Margareth Thatcher alfinetava a esquerda: “Enquanto a diferença for menor, eles preferem que os pobres sejam mais pobres”. Já ela preferia mais milionários e mais bancarrotas, pois entendia que isso produzia aumento no nível geral de riqueza. Não custa lembrar que os “pobres” num país mais capitalista como os Estados Unidos seriam considerados classe média ou mesmo alta em países mais pobres e socialistas como o Brasil…

A economia não é um jogo de soma zero, onde João fica rico porque Pedro ficou pobre. Todos podem enriquecer juntos. Elon Musk acaba de chegar a US$ 500 bilhões de fortuna, e cada bilhão desses, obtido por seu empreendedorismo, não tornou ninguém mais pobre no processo. Quem tem tara por taxar “fortunas” no fundo quer só punir quem gera riqueza. É, repito, a ideologia da inveja. É socialismo.

RODRIGO CONSTANTINO

MILITARES CAPAZES: UMA IDEIA RADICAL?

O Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, com o presidente dos EUA, Donald Trump, em cerimônia no Pentágono

“Chega de meses da identidade, escritórios de diversidade, homens usando vestidos. Chega de adoração às mudanças climáticas. Chega de divisão, distração ou ilusões de gênero, chega de lixo”, disse Pete Hegseth, secretário de Guerra do governo Donald Trump.

Ele acrescentou: “Se as mulheres conseguem, excelente. Se não, é o que é. Isto também significará que os homens fracos não se qualificarão, porque não estamos a jogar. Isto é combate. Isto é vida ou morte”.

A fala de Hegseth provocou uma celeuma nas hostes esquerdistas, mas é puro bom senso. O fato de que o óbvio ululante precise ser dito, e ainda cause espanto numa ala da sociedade, mostra como a ideologia woke avançou de forma preocupante.

Ora, quando o país entra em guerra, tudo que importa é que sua máquina bélica seja eficaz, que seus soldados sejam os mais eficientes. A obsessão por “diversidade” é apenas uma perigosa distração, uma ideologia sem sentido.

O mesmo vale para outras áreas: quando entramos num avião, queremos os melhores pilotos, os mais experientes, não aqueles que atingem cotas de “minorias”; quando entregamos nosso corpo para uma cirurgia, buscamos o melhor cirurgião, não alguém que avançou na carreira por sua “diversidade”.

De tão evidente que é isto, temos de perguntar: como foi que chegamos até aqui? Onde foi que fechamos os olhos para tanto absurdo, permitindo que a política identitária tomasse conta de tudo, matando a meritocracia?

Hegseth quer que o bom exemplo venha de cima: “É inaceitável ver generais gordos”. Todos terão de atingir os padrões de altura e peso, e fazer testes duas vezes por ano. Não há mais espaço para os devaneios ideológicos da esquerda.

Ou seja, a cultura woke será varrida das Forças Armadas dos EUA, para o bem dos militares e de toda a nação. Acabou a palhaçada! Isso trará melhorias nas Forças Armadas, e chororô na esquerda, que odeia o mérito individual. Mas na hora de uma guerra contra o inimigo, até os canhotos querem a melhor equipe possível em sua defesa, não uma equipe “diversificada”.

RODRIGO CONSTANTINO

O RADICAL

Mais discreto não quer dizer mais moderado. Pode significar apenas o mesmo nível de radicalismo sem cair no radar, sem confissões. Barroso era um pavão supremo e gostava de se gabar por ter “derrotado o bolsonarismo” ou enterrado a “PEC do atraso”. Ele confessava os crimes. Edson Fachin é mais discreto, sem dúvida. Mas isso quer dizer menos ideológico?

Não! Fachin foi garoto-propaganda de Dilma Rousseff. É um simpatizante do MST, grupo criminoso que promove invasões no campo. Foi ele que decidiu aquela ADPF que vetou uso de helicópteros em operações nas favelas do Rio. E foi seu malabarismo com base no CEP que levou à soltura de Lula, que foi recolocado na cena do crime depois, como diria seu vice Geraldo Alckmin.

Fachin, portanto, é perigoso. Vem dos quadros radicais da esquerda gaúcha. Basta ver como a militância está animada com sua chegada à presidência do STF. Miriam Leitão, talvez a maior porta-voz do regime hoje, comemorou o compromisso de Fachin com a “democracia”, ou seja, com as “minorias”. Diz a jornalista do Globo:

O ministro Fachin é normalmente discreto e contido, por isso se espera uma presidência com menos conflito. Contudo, o que ficou claro ontem, é que não haverá transigência diante de ameaças à democracia. Muitas questões ligadas a grupos discriminados, principalmente aos indígenas, devem ser enfrentadas pelo STF nos próximos dois anos. O recado é de que o Supremo não quer criar conflitos, mas não fugirá deles, quando for preciso.

A CNN Brasil fala em “perfil técnico”, mas será que isso se configura um perfil técnico: “Na faculdade, conheci um professor que me fez ver o mundo com outros olhos, era um homem progressista, ligado ao Partido Comunista”?

Essa turma aplaude quando o STF resolve legislar. Afinal, é bem mais fácil ter seis ministros militantes impondo sua agenda “progressista” do que convencer centenas de parlamentares. “Ao Direito o que é do Direito, à política o que é da política”, disse Edson Fachin. Mas como acreditar? O STF vem se metendo na política faz tempo, e isso não deve mudar com Fachin na presidência.

Quem espera dele uma autocontenção pode se decepcionar bastante, quebrar a cara. Fachin tem fala mansa, mas isso apenas esconde suas opiniões extremistas. Sai Barroso, aquele que queria “empurrar a história”, e entra Fachin, aquele que enxerga no MST um movimento de “justiça social”. Estamos lascados mesmo!

RODRIGO CONSTANTINO

DÊ-ME NORMALIDADE INSTITUCIONAL, MAS NÃO AGORA!

Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes

Em seu editorial neste fim de semana, a Folha de SP fez como Santo Agostinho, que pediu castidade, mas não naquele momento. O jornal de esquerda admite que houve ativismo, heterodoxias e excessos no STF, e que agora era preciso buscar a autocontenção e abandonar tais práticas. Ou seja, para punir Bolsonaro, tudo bem praticar “ativismo, heterodoxias e excessos”, mas agora é hora de voltar à normalidade.

Para a Folha de SP, “não há mais motivos para manter medidas que deveriam ser excepcionais”. Admitindo o período de anormalidade do Supremo, o jornal pede: “Espera-se que agora seja trilhado o caminho de volta à normalidade”. A Folha cita como exemplo algumas medidas:

Entre elas estão, em especial, os intermináveis e opacos inquéritos a cargo do ministro Alexandre de Moraes — como o das milícias digitais, aberto em 2021 e destinado a vigorar em 2026. Neles se acumulam investigações sem objetivo claramente definido, decisões de inclinação censória e arbitrariedades como ordens monocráticas sigilosas.

Além de tomar para si tarefas que em circunstâncias regulares caberiam à Procuradoria-Geral da República (PGR), o Supremo também invadiu nos últimos anos competências do Legislativo, como quando se arvorou a modificar o Marco Civil da Internet prejudicando a liberdade de expressão e a segurança jurídica.

Ou seja, o STF suspendeu o respeito à Constituição e partiu para o arbítrio, o abuso de poder, mas como o alvo era o bolsonarismo, então tudo bem. Agora que “derrotamos o bolsonarismo” é preciso retornar ao seu quadrado, para dar mais normalidade institucional ao país. E a Folha escreve isso na maior tranquilidade!

É por isso que, na prática, é tão difícil pacificar o Brasil. Quase metade do povo aplaude o abuso de poder, pois odeia Bolsonaro, e isso é a morte do império das leis. Em seu editorial de hoje, a Gazeta do Povo analisa essa questão:

Eis aqui o problema: se por acaso a anistia – e não uma simples redução de penas – fosse aprovada amanhã pelo Congresso, continuaria a haver uma metade feliz com a decisão dos parlamentares, mas outra metade não mudaria de opinião em um passe de mágica; ela estaria enfurecida com o resultado. Se a anistia fosse rechaçada no Congresso, ocorreria exatamente o mesmo. E, por mais que os defensores de uma mera redução de penas também digam estar atrás de um meio termo que “pacifique” o país, o mais provável seria que a aprovação de uma “dosimetria” indignasse ambos os grupos: uns considerariam que reduzir penas não é suficiente e que a injustiça se perpetua; outros achariam que os réus e condenados não mereciam tamanha “misericórdia”. Em qualquer dos casos, isso está muito longe de representar qualquer pacificação.

Segundo a Gazeta, há uma parcela radical que quer “meter uma bala na nuca” dos conservadores, mas não são apenas esses que rejeitam a anistia: Há “uma multidão de pessoas de índole genuinamente democrática, que defendem o cumprimento da Constituição, e que de fato julgam que respeitá-la, neste caso específico, significaria punir com o maior rigor possível aqueles que consideram ‘golpistas’ – sejam os manifestantes do 8 de janeiro, sejam os réus e condenados do dito ‘processo do golpe’. Esta multidão, sim, é imprescindível a qualquer esforço de pacificação digno do nome”.

Para pacificar o país, portanto, será preciso persuadir quem pensa como o editorial da Folha de SP, mostrando o perigo de aplaudir ações anormais pois o alvo era o bolsonarismo. É essa mentalidade que está por trás de toda tirania, quando uma parcela do povo abre mão dos limites das leis para perseguir seus opositores políticos, com a máxima de que seus “nobres” fins justificam quaisquer meios.

Que o STF mergulhou no arbítrio até o jornal esquerdista admite. O problema maior é que ele, como muitos de seus leitores, justifica os abusos e pede a volta à normalidade somente agora que Bolsonaro foi condenado. A pacificação não vai vir enquanto essa for a mentalidade dominante, mas sim quando quem aplaude hoje o arbítrio entender os riscos dessa postura. Como diz a Gazeta:

Só pode haver pacificação real, portanto, quando vier à tona tudo o que foi escondido do Brasil a respeito do aparato de persecução montado e executado ao arrepio da lei, e quando os brasileiros finalmente perceberem que haviam sido enganados; que os reais defensores da democracia, da Constituição e do devido processo legal não eram a PGR e o STF, mas todos os que vinham apontando por anos a erosão dos direitos e garantias constitucionais promovida pelas instituições. Quando enfim a verdade completa surgir e for reconhecida como tal, o Brasil estará pronto para a pacificação.

Espera-se que mais e mais gente, ao ler um editorial como o da Folha de SP, tenha noção de que não é aceitável normalizar o absurdo só porque Bolsonaro foi o alvo. Ler o editorial da Gazeta é um contraste saudável, pois fica claro que devemos defender o império das leis sempre, não importa quem seja vítima dos abusos. São os abusos em si que merecem condenação.

RODRIGO CONSTANTINO

O LEGADO DE BARROSO

Filho de Barroso decide não voltar aos EUA após medida de Trump

“Diminuir pena por uma tecnicalidade é uma coisa completamente diferente de anistia”, disse Luís Roberto Barroso no Roda Viva

Luís Roberto Barroso chega ao término de sua gestão como presidente do Supremo Tribunal Federal. Como já virou “tradição”, Barroso cantou samba na festa de despedida. Talvez o ministro seja um cantor frustrado. Isso seria o de menos. O pior mesmo é que ele provavelmente é um revolucionário frustrado…

Qual a marca que fica de sua presidência? Impossível esquecer sua fala, num convescote de comunistas da UNE: “Nós derrotamos o bolsonarismo”. O ativismo político, portanto, será sua maior marca deixada. Barroso já confessou seu desejo de “empurrar a história”. Para ele, ser o guardião da Constituição é pouco.

Claro que Barroso não está sozinho nessa. Vários outros ministros assumem postura ativista, incondizente com o papel de juiz da Corte Suprema. Mas Barroso simboliza esta conduta como nenhum outro. Nem mesmo Alexandre de Moraes, chamado de “herói” por Gilmar Mendes, representa tão bem a politização do STF. “Perdeu, mané, não amola”.

Barroso já se gabou de ter enterrado a “PEC do atraso”, referindo-se ao voto impresso. O ministro age como se realmente falasse em nome do povo, fosse a democracia incorporada num indivíduo. Para Tabata Amaral, num evento nos Estados Unidos, disse que o “bem” derrotaria as forças do mal.

Nosso Rousseau de Vassouras não mede esforços para “salvar a democracia”. Ele quer nada menos do que “recivilizar” o país. Barroso deve olhar no espelho e enxergar um grande ser iluminado, cuja missão é resgatar o Brasil das trevas. E certamente não tem um amigo com coragem para lhe tocar a real…

Ele se julga alguém numa cruzada contra a “mentira”, enquanto espalha a mentira de que não há censura no país. “Ó, Liberdade, quantas vítimas feitas em seu nome!” O desabafo de Madame Rolland na Revolução Francesa seria adequado ao nosso Robespierre tupiniquim.

E agora o comando do STF vai para Edson Fachin. Barroso diz que é muita sorte do Brasil. Será? Fachin foi garoto-propaganda de Dilma Rousseff e um simpatizante do MST. Ele também foi o responsável pelo malabarismo que levou à soltura e elegibilidade de Lula. Com uma “sorte” dessas, o país estará totalmente desgraçado em mais dois anos. Mas ao menos “derrotamos o bolsonarismo”…

RODRIGO CONSTANTINO

OS DEMOCRATAS DE ARAQUE

lula democracia reuniao onu

O presidente Lula durante o evento “Em defesa da democracia, combatendo extremismos”, realizado na ONU paralelamente à Assembleia Geral

Lula, que fundou o Foro de SP com Fidel Castro, fez um discurso na reunião dos “democratas” na ONU, questionando onde a esquerda errou ao dar tanto espaço para a “extrema direita”. O presidente reclamou que a esquerda vence, mas precisa ceder a pressões da imprensa, do mercado e do Congresso.

A concepção de democracia do Lula é um tanto esquisita: para o petista, não pode haver concessões a outras forças políticas na busca pela governabilidade. O ideal “democrata” de Lula seria vencer e poder ignorar o “mercado”, e atender apenas aos anseios da base esquerdista radical.

Para Lula, quando a “extrema direita” vence, não há mais democracia. Ou seja, dentro da visão peculiar lulista, alternância de poder não faz parte da democracia. Só há democracia real quando vence a esquerda! É o monopólio das virtudes, para não ter de discutir os melhores meios para fins nobres.

Esperar o que de quem se diz democrata, mas adora bajular as piores tiranias do mundo? Lula é um “democrata” de araque mesmo: sempre idolatrou o regime cubano, defendeu a ditadura venezuelana e tentou aproximar o Brasil do modelo chinês. São “democratas” da boca para fora.

Mas palavras o vento leva. Até a Coreia do Norte se diz uma “república democrática”, como fazia a Alemanha Oriental, que ergueu um muro para impedir a saída do próprio povo. Esses autoritários acreditam que, ao repetirem mil vezes a mentira de que são pela democracia, isso se tornará verdade – ao menos para o público. É puro engodo.

No mais, como defende Jacques Maritain em Christianity and Democracy, só há democracia de verdade quando os valores cristãos são respeitados, quando partimos da premissa de que cada um foi criado à imagem e semelhança de Deus. “Não apenas o estado de espírito democrático provém da inspiração do Evangelho, mas ele não pode existir sem ela”, diz o filósofo.

Comunistas nunca podem ser democratas de verdade: “Vejo no comunismo o estágio final da destruição interna do princípio democrático devido à rejeição do princípio cristão. […] O comunismo não é apenas um sistema econômico, mas uma filosofia de vida baseada na rejeição coerente e absoluta da transcendência divina, uma disciplina de vida e uma mística do materialismo revolucionário integral”.

Democracia e comunismo são como água e óleo: não se misturam. Não por acaso a democracia sempre morreu onde os comunistas lograram êxito em seu projeto de poder. Lula, ao lado de outros comunistas, tem tanta moral para defender a democracia quanto um alcoólatra de falar de abstinência. Democrata fã de Fidel Castro é uma bizarrice que só mesmo a velha imprensa finge acreditar…

RODRIGO CONSTANTINO

LULA QUER O CAOS

Brasil responde aos EUA e nega práticas desleais de comércio

Lula e Trump conversaram brevemente durante a abertura da Assembleia da ONU

Ao ver a reação da esquerda ao comentário feito por Donald Trump, de que rolou uma “química” entre ele e Lula nos vinte segundos em que se abraçaram, lembrei imediatamente da cena final do filme O advogado do Diabo, em que Al Pacino, o Diabo, diz: “Vaidade, o meu pecado favorito”.

Aqueles que consideram Trump um “nazista” deixaram seu complexo de vira-latas falar mais alto e ficaram “derretidos” com esse “elogio” do presidente americano, ignorando que Trump já elogiou até Putin e Kim Jong-un. O presidente americano sabe que a vaidade é barata, e a utiliza como ferramenta de negociação.

Toda a essência da fala de Trump foi contra a postura brasileira hoje. Trump foi claro ao afirmar que o país vai mal, e que só tem salvação se voltar a se aproximar dos valores ocidentais. O presidente americano também detonou a agenda climática, expondo a hipocrisia de seus arautos, enquanto Lula depositou suas fichas no evento da COP 30.

Trump falou dos terroristas, dos narcoestados, enquanto Lula saiu em defesa de Cuba, da Venezuela e fez questão de traçar uma linha dividindo criminalidade de terrorismo, para poupar o PCC de ações militares americanas, como temos visto no caso de Maduro. Trump ainda denunciou com todas as letras a instrumentalização da Justiça para perseguir opositores políticos.

Não obstante o abismo que separou a fala de ambos, a esquerda petista considerou uma grande vitória o fato de Trump ter “acenado” a Lula e dito que ambos marcaram um encontro para a próxima semana – para espanto do próprio Lula. Não demorou muito e o petista já arrumou uma desculpa para fugir.

Nas redes sociais, a hashtag LulaArregou ganhou volume. Lula foi pego na mentira também, pois afirmara que não tinha conseguido marcar uma conversa com Trump. No fundo, Lula sabe que seria humilhado num encontro público, como foi o presidente da África do Sul.

Daí a desculpa esfarrapada de que possui agenda muito ocupada. O que pode ser mais prioritário do que encontrar o presidente mais poderoso do mundo que meteu tarifas nos produtos brasileiros? Claro que não é uma questão de agenda…

O senador Marcio Bittar resumiu bem: “Lula não ‘arregou’. Ele fugiu da negociação com Trump de propósito. O plano é claro: ele QUER as sanções, ele QUER as tarifas. Para o PT, quanto pior para o Brasil, melhor para o projeto de poder deles. Precisam de um inimigo externo para culpar pela crise que eles mesmos criaram.”

Eis o ponto. Lula quer o caos. Os abutres vivem da carniça alheia. Por isso as sanções individuais contra ministros supremos e seus cúmplices parecem um caminho bem melhor do que o tarifaço nos produtos brasileiros. Que o governo americano siga nesta toada, pois ainda há muita gente a ser sancionada…

RODRIGO CONSTANTINO

TRUMP E A LEI MAGNITSKY

O objetivo da Lei Magnitsky é a asfixia financeira de abusadores dos direitos humanos. Ela foi criada por Obama e ampliada por Trump, inspirada na morte do advogado Sergei Magnitsky, que foi torturado pelo regime russo. O intuito da lei é tornar seu alvo um pária global, incapaz de operar dentro do sistema financeiro mundial.

Ora, todos sabem que Alexandre de Moraes, servidor público há anos, não teria condições de usar o relógio que usa, ou comprar uma mansão por R$ 12 milhões. É o tal do Instituto Lex (Luthor?) que atua como “holding patrimonial”, e investiu, só neste ano, R$ 16 milhões em imóveis.

Além disso, a esposa de Moraes possui mais de 50% das cotas do escritório da família, o Barci de Moraes Advogados, onde trabalham também os filhos do casal. Só no Brasil se acha normal a promiscuidade de cônjuges de ministros supremos com escritórios atuando em causas milionárias ou mesmo bilionárias no STF. Para os americanos, o nome disso é corrupção.

É neste contexto que devemos compreender a extensão da Magnitsky para a esposa de Moraes e o instituto do casal. Se a ideia é sua asfixia financeira, pelos crimes que cometeu, então era evidente que precisava incluir a dona do dinheiro. Moraes teria chamado a medida de “ilegal” e “lamentável”. Ora, como ironizou o advogado Jeffrey Chiquini, basta ele recorrer…

A ironia mostra bem o grau de abuso praticado pelo próprio ministro e seus cúmplices. A choradeira por afetar a família do ministro ignora o que ele próprio já fez.

Vale refrescar a memória:

Quem com ferro fere, com ferro será ferido. Pau que dá em Chico também dá em Francisco. Quem planta vento colhe tempestade. Crie corvos e eles te arrancarão os olhos. Parece que o ministro e seus bajuladores da velha imprensa esqueceram dos sábios alertas desses aforismos.

O secretário do Tesouro americano chegou a comparar Moraes e sua esposa com o famoso casal Bonnie e Clyde, que viajava pelo país cometendo crimes. Ou seja: chamou de quadrilha! Pelo tom das manifestações das autoridades americanas, essas punições são só o começo. E a exigência de Trump continua longe de ser atendida, pois a caça às bruxas ao bolsonarismo segue a todo vapor. O confronto cada vez maior será inevitável, portanto.

Barroso pode ser o próximo da lista da Lei Magnitsky. Em entrevista ao Roda Viva esta segunda, o presidente do STF falou sobre o impacto das ameaças e sanções em sua vida e de sua família. Ele lamenta a falta de “civilidade” no Brasil e a onda de ódio, mas afirma que “não voltaria atrás” em suas decisões. Pergunte para a família do Clezão o que ela acha de sua “civilidade”, ministro. Pergunte para os filhos pequenos da Debora se eles querem ironia suprema.

A verdade é que os ministros supremos plantaram o ódio que colhem agora. E fingem que era tudo para “salvar a democracia”, o que é pior! A reação às sanções ampliadas mostra como essa turma vive em Nárnia, em outro mundo. A nova sanção “representa também a politização e o desvirtuamento na aplicação da lei”, diz trecho da nota do Itamaraty. Comunistas sempre acusam seus inimigos daquilo que eles próprios fazem…

“Como integrante do STF, continuarei a cumprir minha missão constitucional de julgar com independência e imparcialidade”, diz nota de Alexandre de Moraes. Que piada de mau gosto! “No Brasil, a quase totalidade da sociedade reconhece a importância histórica de um julgamento e punição por uma tentativa de golpe de Estado”, diz a nota mentirosa do STF. Quase a totalidade?! É puro escárnio…

Mas nada como um dia após o outro. Hoje, a família Moraes sofre asfixia financeira pela Lei Magnitsky imposta pelo governo americano. Já eu, alvo dos arbítrios de Moraes nos últimos anos, gozo de todas as proteções que os cidadãos americanos possuem. Dá aquele gostinho de senso de justiça, finalmente…

RODRIGO CONSTANTINO

O MINISTRO E A MICARETA DA ROUANET NA AVENIDA PAULISTA

Para os padrões da esquerda, que perdeu o controle das ruas nos últimos anos, as manifestações deste domingo tiveram um tamanho razoável. É preciso levar em conta que muitos vão pelos shows gratuitos, já que, ao contrário das manifestações dos conservadores, há nelas mais músicas do que discursos políticos.

Mas os olhos não mentem: as manifestações da direita ainda são bem mais numerosas, em que pese a turma da USP forçar um “empate técnico”. Não importa: a velha imprensa e os monstros do pântano enxergam só aquilo que desejam, e é por isso que falam do “recado do povo”. Eles ignoram as manifestações maiores da direita e vida que segue.

Foi o caso de Gilmar Mendes, decano do STF. O ministro resolveu elogiar a micareta da Rouanet e tirar conclusões com base neste “recado do povo”, ignorando não só as manifestações conservadoras como a necessidade de se manter imparcial, sem tomar partido político. Vamos ao que disse o ministro, com meus comentários em seguida:

As manifestações de hoje contra a anistia dos atos golpistas são a prova viva da força do povo brasileiro na defesa da democracia. Em diferentes momentos, registraram-se demonstrações de apoio ao Supremo Tribunal Federal, que esteve, mais uma vez, à altura da sua história, cumprindo com coragem e firmeza a missão de proteger as instituições e responsabilizar exemplarmente os que atentaram contra o Estado Democrático de Direito.

Se essas manifestações são “prova viva da força do povo brasileiro”, então podemos presumir que as manifestações maiores dos patriotas pedindo impeachment de Alexandre de Moraes provam ainda mais força do povo que quer a contenção dos abusos supremos. Mas Gilmar só viu manifestação neste domingo, pois devia estar hibernando no 7 de setembro…

Graças à atuação vigilante do STF e à mobilização da sociedade, o Brasil reafirma que não há espaço para rupturas ou retrocessos. Não por acaso, a bandeira que se estendeu nas ruas foi a do Brasil, símbolo maior da nossa soberania e da unidade nacional.

Houve ruptura quando o STF resolveu soltar Lula e torna-lo elegível. O próprio Gilmar se gaba de que, sem o STF, Lula não seria presidente. Se a bandeira do Brasil é critério para avaliar o patriotismo, então o ministro deveria lembrar que as manifestações bolsonaristas estão sempre lotadas de tais bandeiras, enquanto as de esquerda espalham a cor vermelha do socialismo.

A mensagem é clara: é hora de olhar adiante! Precisamos transformar essa energia democrática em um grande pacto nacional entre Executivo, Legislativo e Judiciário, comprometido com uma agenda de reconstrução e de futuro.

A mensagem é clara: é hora de voltar a respeitar a Constituição, que vem sendo rasgada pelo STF, que deveria ser seu guardião. É preciso soltar os presos políticos, gente como a Debora, condenada a 14 anos por usar um batom numa estátua. Os poderes precisam de independência, pois o Supremo vem atropelando o Legislativo.

O país clama por estabilidade e por avanços concretos em áreas como economia, segurança pública, meio ambiente e justiça social. Somente com unidade e visão de longo prazo construiremos um Brasil mais forte e verdadeiramente democrático para as próximas gerações.

Não sabia que Gilmar Mendes era político, mas o país clama, na verdade, pela retomada da economia com responsabilidade fiscal, o que existia com Paulo Guedes. O povo quer segurança, enquanto a esquerda prega a bandidolatria. Estamos virando um narcoestado e a culpa é justamente dessa turma que encheu a micareta dos artistas decadentes neste domingo. O povo quer justiça, não “justiça social”.

Somente com um Poder Judiciário dentro do seu quadrado construiremos um Brasil mais forte e verdadeiramente democrático para as próximas gerações!