
A canetada de Flávio Dino custou mais de R$ 40 bilhões em perda de valor dos bancos negociados em bolsa num só dia
O desabafo do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança é justo: “Antes tínhamos o problema de estar numa ditadura. Agora percebemos que é pior. É um bando de imbecil com poder absoluto”. Naturalmente, ele se refere a esta tentativa do STF de revogar a lei da gravidade. O deputado, sempre tão educado, perdeu a paciência. E não é para menos!
A canetada de Flávio Dino custou mais de R$ 40 bilhões em perda de valor dos bancos negociados em bolsa num só dia. As ações do Banco do Brasil caíram mais de 6% nesta terça-feira (19). O grau de insegurança jurídica atinge patamares assustadores. Até o Estadão tucano resolveu “atacar” o Supremo:
O voluntarismo de Dino mostra como a tentação de usar o STF como espaço de militância política faz mal ao país. A Corte deveria se limitar a ser a última linha de defesa da Constituição, o que já é muita coisa, não uma central de recados político-ideológicos. Ao transformar a ADPF 1.178 em instrumento para blindar Moraes, o ministro instalou um tumulto jurídico e econômico que ninguém no Brasil, ao menos por ora, sabe como resolver.
Segundo a velha imprensa, os ministros que se reuniram com banqueiros não gostaram do que ouviram, e querem “dar um jeito” na situação. Os bancos, por sua vez, pensam em maneiras de “driblar” eventuais canetadas do STF que os obriguem a descumprir a Lei Magnitsky, o que traria consequências drásticas para eles.
O problema de essência, claro, é que permitiram que o abuso de poder dos ministros chegasse a esse patamar insano. Investidos em seus crimes, eles não aceitam recuar nem diante da pressão americana. Preferem dobrar a aposta. Circulou na imprensa que uma das ideias “brilhantes” para retaliar seria ir atrás de ativos de empresas americanas no país. Querem ver o circo pegar fogo!
Se depender de alguns ministros supremos, o Brasil vira logo uma Venezuela. Os banqueiros estão descobrindo agora que essa “brincadeira” pode custar muito caro. Cada vez mais pessoas vão se dar conta de que uma “ditadura de imbecis” não é algo divertido. Resta saber se é tarde demais para reverter a situação…
Os banqueiros até agora não estavam nem aí para o Clesão, a Débora do Batom, Daniel Silveira, Jair Bolsonaro sendo perseguido.
Agora a bigorna bateu onde eles mais sentem; no bolso. E bateu forte.
Eles estão descontrolados, não sabem mais o que fazer.
“Um Bando de Imbecis Com Poderes absolutos” – Maurino Júnior, 21 de agosto de 2025
O Brasil atravessa talvez a fase mais sombria de sua institucionalidade. Não bastasse a já consolidada percepção popular de que vivemos sob uma ditadura togada, assistimos agora ao espetáculo patético de ministros que, travestidos de guardiões da Constituição, se comportam como caudilhos de toga, ridicularizando a ordem econômica, subvertendo a lógica política e debochando do próprio povo que juraram proteger.
O deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança resumiu com precisão cirúrgica esse estado de degradação: “Antes tínhamos o problema de estar numa ditadura. Agora percebemos que é pior. É um bando de imbecil com poder absoluto”. A frase, de dureza rara em sua boca sempre tão comedida, ecoa como grito de indignação nacional: não se trata apenas de autoritarismo, mas de autoritarismo temperado pela mediocridade, pela soberba de quem se crê demiurgo e, no entanto, não passa de um burocrata iluminado apenas pela vaidade.
Eis que surge, então, a cereja podre desse banquete de escárnio: o “ministro” Flávio Dino, velho comunista recauchutado em guardião constitucional, zomba do colapso que ajudou a provocar. Após sua atuação e a reação do mercado — com bancos perdendo R$ 42 bilhões em valor de mercado — o togado tem o desplante de ironizar: “Não sabia que era tão poderoso”. Eis o retrato da República em degradação: um juiz da Corte Suprema rindo do próprio poder destrutivo, como se a derrocada de investimentos, a fuga de capitais e o esfacelamento da confiança internacional fossem motivo de gargalhada.
Dino, em sua cegueira ideológica, chama o desastre de “especulação financeira”, como se a realidade pudesse ser afastada com um slogan de cartilha marxista. Não percebe — ou finge não perceber — que essa insegurança jurídica, fruto da usurpação de poderes pelo STF, é o que corrói as bases da economia e condena milhões de brasileiros ao desemprego, à inflação e ao desalento.
Esses homens, outrora juristas respeitados, transformaram-se em personagens de uma ópera grotesca. Querem legislar, querem governar, querem ser a mão invisível que dita não apenas as leis humanas, mas até mesmo — se lhes fosse possível — as leis da física. Não à toa, a ironia se impõe: tentam “revogar a lei da gravidade”. E, no meio dessa insanidade, revelam a essência do poder absoluto: a embriaguez, a perda de limites, a arrogância de quem acredita que o mundo se curva às suas canetadas.
Não se trata apenas de crise institucional. Trata-se de uma deformação moral, de uma usurpação civilizatória. Enquanto o país anseia por estabilidade, segurança jurídica e previsibilidade, o STF entrega apenas espetáculo, vaidade e arbítrio. A paciência do povo, dos parlamentares e das instituições tem um limite. E quando até vozes serenas, como a de Luiz Philippe, rompem o dique e falam em “bando de imbecis com poder absoluto”, é porque o limite já foi ultrapassado.
O STF de hoje não é a Casa da Constituição; é o laboratório da arbitrariedade. Não é o farol da democracia; é a fornalha onde se incinera a República. Dino, com sua ironia torpe, e seus colegas, com sua ânsia de onipotência, escancaram ao mundo que o Brasil não está sob Estado de Direito, mas sob o jugo de uma tirania judicial que despreza a realidade, a economia e o próprio povo.
A História, que nunca absolve os que se embriagam no poder, reservará a esses ministros um lugar ao lado dos usurpadores, dos déspotas e dos bufões que confundiram toga com trono, Constituição com capricho e Justiça com escárnio.