CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

XICO BIZERRA – JABOATÃO DOS GUARARAPES-PE

NATAL MATUTO

Que o natal seja grandioso
Com Jesus a circular
Muitas luzes a brilhar
Futuro mais que frondoso
Um ano novo mimoso
Como o riso de criança
Noite serena e mansa
Alegria no porvir
Que o bem nos faça seguir
No caminho da esperança

Nos galhos perto do chão
Vou pendurar mil carinhos
Pra iluminar os caminhos
Do povo do meu sertão
Acima, ao alcance da mão
Mais um verso especial
Sem nada artificial
Ao lixo, a hipocrisia
Que as luzes da poesia
Acendam o nosso Natal

* * *

PEQUENÍSSIMA CRONIQUETA DE NATAL

Minha ‘croniqueta’ de hoje é curtinha, menor ainda que as que costumo escrever, mas nem por isso menos sincera. Aos que gostam de mim, um FELIZ NATAL; aos que não gostam, um NATAL FELIZ.

Que seria do mundo se não existissem sonhadores Poetas e Anjos serenos que fazem desenhos das sombras e, dos sonhos, azulejos coloridos? Os ‘normais’ jamais agem assim. E o mundo precisa de Anjos e Poetas que enxerguem um pouco além do que se vê. Que estes, sonhadores e serenos, sadios e sãos, belos e sorridentes, estejam sempre presentes em nossas vidas neste Natal e nos outros que estão por vir.

É o que desejo a todos: que sejamos felizes.

XICO BIZERRA, de Havaianas nos pés, aplaudindo a ganhadora do Oscar em filme sobre Ditaduras e abominando a dicotomia idiota e imbecil entre esquerda e direita.

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CARLOS EDUARDO SANTOS – RECIFE-PE

Aos caros colegas colunistas e leitores do JBF.

PRESENTES E AUSENTES

O nascimento de Jesus, conforme descrevem as letras antigas, motivou os reis magos, vindos do oriente, a trazerem presentes para o recém-nascido: Jesus.

O ouro – simbolo de poder e da sabedoria; o incenso – que simboliza a oração, chegando até Deus em forma de fumaça; e a mirra – que representa a imortalidade.

Este era o costume para se comemorar o nascimento de Jesus, e como de costume, eram oferecidos tais presentes quando nascia um grande profeta.

Dai entendemos a causa da milenar tradição de presentear as pessoas e confraternizar, comemorando festivamente a época dezembrina.

Todavia, interpretando os dias correntes, sabemos que esta tradição foi desvirtuada, tornando-se um estímulo à comercialização dos mais diversos objetos, com os quais demonstramos nossos afetos, durante a Noite de Natal.

Mas, é preciso lembrar, que em eras outras, se afirmou ter o significado da palavra “presente”, oriundo da iniciativa de um soldado, de antigas batalhas romana, quando deixava com sua esposa uma flor, de forma que representasse a sua presença durante os dias de ausência nas batalhas.

Como se dissesse: antes que a flor murche nos veremos novamente!

Ou seja, o “presente” representava o ausente.

E pensando em transmitir o sentimento do profundo bem querer, mando-lhes o mais nobre pensamento, almejando Boas Festas, desejando que estas palavras sejam consideradas um presente espiritual diante de minha momentânea ausência.

Nada é mais representativo para esta época em que se afloram os sentimentos de bondade mais efusivos, do que uma afirmativa de que estou presente – embora distante – desejando o melhor que o Supremo Arquiteto do Universo haja escrito na aura de cada um de nós, para os próximos dias de suas vidas.

Desta maneira desejo estar presente, mesmo ausente, às muitas confraternizações natalinas, abraçando a todos, e assim reforçando nossas amizades, desejando que perdurem até os últimos dias de vida de todos nós.

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SCHIRLEY – CURITIBA-PR

Domingo.

Filhos que não honrarem pai e mãe não são bons exemplos.

Lastimável o que ocorreu no SBT. Não existe justificativa plausível para a presença de AM no evento de inauguração do SBT News.

Nem do Mula.

Silvio manteve durante anos a emissora no alto. Em questão de minutos as filhas derrubaram tudo.

A única que não participou da palhaçada foi a Sílvia.

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TERESA PAIVA DE OLIVEIRA – NATAL-RN

Caríssimos leitores,

Tão somente após compreender ser o direito de retratação uma via de mão dulpa da qual jamais devemos esquecer que existe. Um povo sem o exercício da autocorreção e da misericórdia no futuro, inevitavelmente, torrnar-se-á uma sociedade em uma crise civilizatória cronificada.

Pois bem, no momento presente e usando de um espaço perfeitamente adequado para o exercício deste DEVER, a saber, no jornal do intelectual pernambucano Luiz Berto, escritor conhecido e reconhecido Brasil adentro e afora, a quem, de pronto, agradeço a gentileza de sempre. Reitero a honra de, neste instante, estar sendo mais uma vez editada pelo melhor e maior romancista da atualidade. No momento em que Berto cede espaço a esta escritora, minhas esmeraldas (ilustres personagens) dividem a bancada com ninguém menos que Alexandre Garcia, Jessier Quirino, Jesus de Ritinha de Miúdo, Rodrigo Constantino. Generosidade e partilha! Isso sim nos leva a crer em na humanidade mais uma vez.

Em 2024, assinei a autoria de uma obra com a vida de vinte médicos anônimos e devotados ao Sistema Único de Saúde Brasileiro. Intitulou-se Esmeraldas ao Vento.

Contrariando as recomendações dos Professores Francisco Nunes, Misael Dourado, Rafael Rosas, Irami Araújo Filho, Ariano José de Oliveira, Isabel Pinheiro de Almeida, André Luiz de Oliveira e dos para sempre queridos personagens mais jovens Marina Rêgo, Ubitatan Wagner e Wender Batista, deixei de incluir no meio dos colegas homenageados, penso eu que senão a maior, mas uma das melhores e maiores referências de todos aqui citados e fonte inesgotável de inspiração para aqueles que com ele aprenderam a essência verdadeira da excelência, da técnica e da responsabilidade com a metodologia científica aplicada aos casos concretos.

O Professor Dr. Abires Arruda Júnior é o cirurgião que, por falta de atenção ou insistência desta escritora, esteve à margem da publicação, mesmo estando imerso no coração dos seus.

Preâmbulo à parte, segue o texto que deveria ter sido ao Dr. Abires dedicado foi escrito da mesma forma pela qual fizemos o do Professor Francisco Nunes, no eu lírico dele.

Lá vai:

* * *

Adentro o centro cirúrgico como quem atravessa um templo silencioso, carrego nos olhos a calma de quem conhece o corpo humano como um sacrário inviolável, por assim dizer. Há rumores afirmando a precisão de minhas mãos, a segurança de minhas condutas. Não sei! Apenas tenho consciência dos meus anos de estudo, alguns poucos reconhecimentos e uma habilidade um tanto peculiar: a de enxergar antes de toda e qualquer incisão, um coração acelerado a clamar por abrigo uma uma alma desnudada para além do corpo diante de minhas limitações e genialidades. O avesso no concreto e no abstrato, literalmente!

O Professor Francisco Nunes, certa feita, disse em publico que seria eu um remomado cirurgião em minha área de atuação, todavia, malgrado sentir-me lisonjeado por tamanha deferência, peço a Deus que vaidades fugazes sejam menores que a magnitude da técnica e da tática, irrelevantes perante à humanidade presente em meus gestos, invisíveis disnte da certeza de minha humanidade e do reconhecimento de minha impotência.

O medo faz tremer o corpo, acelera a frequência respiratória. As fragilidades aparecem em cada paciente, em cada familiar, aparecem também em mim. Sou humano!

Nessas horas, aprendi com os antigos ser comum oferecer um copo de água comaçúcar, mas prefiro oferecer palavras convertidas em versos, sonoridade materializada nas rimas, poesias simples falando de manhãs claras, de rios que seguem apesar das pedras, de gente especialista em se refazer.

A ansiedade, aos poucos, encontra um ritmo mais lento, embala-se na cadência de minha voz que jamais ordena, acolhe. A poesia, ali, não é adorno — é anestesia da alma.

E assim, entre bisturis e metáforas, costuro mais do que tecidos: teço confiança. Em cada cirurgia, um encontro comigo mesmo e com o ofício que escolhi exercer até o final dos meus dias, em cada poema, a certeza de que a ciência pode até querer ser exata, mas não tem o direito de ser desumana.

Em cada alta assinada, meu paciente leva cicatrizes no corpo. Isso é fato! Mas a relevância maior de tudo isso é algo imenso e intenso tanto no mundo visível quando no invisível — a lembrança de ter sido cuidado por inteiro e a marca de minha alma para senpre tatuada naquela sutura que, para além de minha assinatura, é também minha história construída e escrita no corpo de todos aqueles que a mim confiaram não apenas suas vidas e seus corpos, mas, sobretudo, suas esperanças.

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