Aos caros colegas colunistas e leitores do JBF.
PRESENTES E AUSENTES
O nascimento de Jesus, conforme descrevem as letras antigas, motivou os reis magos, vindos do oriente, a trazerem presentes para o recém-nascido: Jesus.
O ouro – simbolo de poder e da sabedoria; o incenso – que simboliza a oração, chegando até Deus em forma de fumaça; e a mirra – que representa a imortalidade.
Este era o costume para se comemorar o nascimento de Jesus, e como de costume, eram oferecidos tais presentes quando nascia um grande profeta.
Dai entendemos a causa da milenar tradição de presentear as pessoas e confraternizar, comemorando festivamente a época dezembrina.
Todavia, interpretando os dias correntes, sabemos que esta tradição foi desvirtuada, tornando-se um estímulo à comercialização dos mais diversos objetos, com os quais demonstramos nossos afetos, durante a Noite de Natal.
Mas, é preciso lembrar, que em eras outras, se afirmou ter o significado da palavra “presente”, oriundo da iniciativa de um soldado, de antigas batalhas romana, quando deixava com sua esposa uma flor, de forma que representasse a sua presença durante os dias de ausência nas batalhas.
Como se dissesse: antes que a flor murche nos veremos novamente!
Ou seja, o “presente” representava o ausente.
E pensando em transmitir o sentimento do profundo bem querer, mando-lhes o mais nobre pensamento, almejando Boas Festas, desejando que estas palavras sejam consideradas um presente espiritual diante de minha momentânea ausência.
Nada é mais representativo para esta época em que se afloram os sentimentos de bondade mais efusivos, do que uma afirmativa de que estou presente – embora distante – desejando o melhor que o Supremo Arquiteto do Universo haja escrito na aura de cada um de nós, para os próximos dias de suas vidas.
Desta maneira desejo estar presente, mesmo ausente, às muitas confraternizações natalinas, abraçando a todos, e assim reforçando nossas amizades, desejando que perdurem até os últimos dias de vida de todos nós.
Como eu suspeitava, Carlos Eduardo batia biela coisa nenhuma. Considero um grande presente de fim de ano sua volta ao JBF, jornal que mais leio graças a cronistas do seu calibre. E leio mais 3 jornais diariamente … e nenhum chega perto deste graças aos ótimos talentos literários que enobrecem este jornal. Obrigado Dr Carlos!