Achei bacana encontrar nesta roda de glosas um timaço de estilistas da poesia popular CELEBRANDO a literatura de cordel não apenas como entretenimento, mas como uma forma de trabalho amoroso.
Eles transformam o ato de fazer poesia em algo palpável — ora fio, ora semente, ora oração — mas sempre movido pelo binômio amor e paixão, que garante a sobrevivência dessa arte no tempo.
Gostei de tudo, com destaque para a poesia de Jesus de Ritinha na qual o poeta introduz uma ideia diferente, uma metáfora da poesia como cultivo, plantação e colheita.
Falar em “agricultar poesia” passa a ideia de que o poeta prepara/cultiva a terra (no caso, a mente), planta a semente (a ideia) e colhe os frutos (os versos primorosos), reforçando a ligação intrínseca entre o homem do campo e a literatura de cordel.
Na era da Idiocracia, não basta simplificar: é preciso infantilizar. A realidade já não deve ser compreendida — deve ser mascoteada, colorida, domesticada até caber no recreio da superficialidade.
Surge então “Pilili”, não como símbolo cívico, mas como sintoma clínico e cínico: a política reduzida à pelúcia e o voto transformado em brinquedo pedagógico para adultos que desaprenderam a ser adultos.
Aplaude-se não a ideia, mas o alívio de não precisar pensar. A complexidade democrática, que exige consciência, responsabilidade e maturidade, é trocada por uma caricatura simpática — porque refletir cansa, mas sorrir para bonecos é confortável.
Eis o triunfo da estética sobre a substância, do afago sobre o argumento.
A Idiocracia não se impõe com violência; ela seduz com fofura. E, quando percebemos, já estamos debatendo mascotes enquanto o essencial escorre silenciosamente pelos dedos.
No fim, não é “Pilili” que nos representa — é o aplauso acrítico que a consagra.
Esse é o país do futuro.
Como existe gente cretina no mundo.
E me parece, que 99,9% deles, estão aqui nesta terra infeliz.
Soraya deve aproveitar bem os seus dias até 01/02/2027 quando deixa de vez o senado.
Ela foi uma anomalia, assim como a Joice, o Frota, Dória e tantos outros que surfaram em 2018 na onda Bolsonaro e que hoje estão na masmorra do esquecimento.
– Ah João, quer dizer que agora em 2027 não teremos outros políticos como estes a enganar os eleitores como se fossem de direita e a favor do país, chorariam os emocionados de sempre?
Sim, ainda haverá outros políticos a nos enganar, porém a população está atenta.
Um sinal é a votação de ontem, onde 44 senadores (mais outros ausentes) que sentiram a pressão das urnas que estão chegando e rejeitaram o Messias em votação inédita em mais de 100 anos do golpe da república.
Desde Floriano Peixoto que isso não acontecia.
Há mudanças e uma eu já posso cravar, o atual governo já era.
Já fiz meu comentário ontem sobre a coluna do Consta. Ele continua a atacar a família Bolsonaro.
Consta não tem o direito de cobrar nada do Flávio, uma vez que, se fosse por ele, este não seria o candidato à presidência pela direita. Quem bancou esta candidatura, contra tudo e todos do sistema foram basicamente Eduardo e Carlos, seus irmãos.
Aí entra a questão; seria nepotismo se Flávio nomeasse algum de seus irmãos a cargos em um eventual governo seu?
Eu entendo que não.
– Ah João, mas nomear irmão para cargo no governo é um claro nepotismo, diria algum emocionado.
Sim, se este irmão ou parente não tivesse brilho próprio, o que não é o caso dos irmãos citados. Os mesmos emocionados dizem que Jair Bolsonaro colocou a família toda para mamar na vida pública.
Eu digo que não foi Jair que os colocou, foram os eleitores. Uma vez, ainda vá lá, mas todos eles já passaram pelo escrutínio público pelo menos umas 4 vezes. Sempre com votação massiva.
Vejam o caso do Belzebu de Caetés; uma vez o filho mais velho, aquele que ele adotou da Marisa, tentou ser vereador por S. B. Campo – SP pelo PT. Usou o nome e teve todo apoio do pai. Não se elegeu. A tal da Lurien também fica pendurada em cargos de pequena monta e não se arrisca a sair como Deputada.
Então, se Flávio quiser ter seus irmãos como auxiliares de um eventual governo, não só pode, como deve usar de seu apoio. Ainda tem o pai, que também seria um baita reforço.
Quanto ao Consta, gostaria que ele tivesse que engolir mais essa.
Este inútil tenta soar grandioso, mas cada palavra denuncia o óbvio: por trás do barulho, só existe um raciocínio caquético, cambaleante e ridiculamente ultrapassado.
É curioso como alguém pode falar tanto e, ainda assim, revelar apenas um pensamento seco, gasto e completamente inútil.
Não é arrogância, é desespero: quem sustenta ideias vazias costuma gritar alto para ver se o eco disfarça a própria ignorância.
Ele não argumenta, ele agoniza, porque, cada frase é o espasmo de uma mente doentia tentando parecer viva.
Há algo quase “comovente” em vê-lo insistir no absurdo: um monumento patético erguido sobre a própria ignorância.
Se opinião fosse combustível, a dele não moveria nem um fósforo — é obtusa, rarefeita e já nasceu falida.
Entre 2001 e 2015, o BNDES financiou cerca de US$8 bilhões em valores ajustados) para obras na Venezuela, executadas principalmente pela Odebrecht e Andrade Gutierrez.
Projetos incluem a ampliação do Metrô de Caracas/Los Teques, siderúrgicas e estaleiros. O país vizinho inadimpliu os pagamentos, gerando um calote que supera R$ 10 bilhões, impactando o Tesouro Nacional.
Principais Obras Financiadas (BNDES/Governo Brasileiro):
Metrô de Caracas e Los Teques: Linha 4 e expansões. Usina Siderúrgica Nacional: Liderada pela Andrade Gutierrez. Ponte sobre o Rio Orinoco: Financiada em grande parte pelo Brasil. Estaleiro e Obras de Saneamento: Projetos no Rio Tuy.
Contexto e Impacto:
Financiamento: O BNDES pagava as construtoras brasileiras, e a Venezuela deveria quitar o empréstimo, o que não ocorreu a partir de 2016-2018.
Situação Atual:
A dívida da Venezuela ultrapassa R$ 10 bilhões (2025/2026), com pouca perspectiva de pagamento, sendo coberta pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE) brasileiro.
Essa crônica do Xico Bizerra é um exercício de filosofia de boteco da melhor qualidade.
Trata-se de um texto leve, cheio de brasilidade e catilogência aplicada de quem sabe que a vida não precisa ser complicada.
O tratamento que ele dá ao dilema profundo do “Biu” Shakespeare é a prova de que, no Brasil, a gente não tem muita paciência para dramas existenciais profundos; a gente prefere mandar o cara “deixar de onda e ficar na sua”.
É o nosso modo peculiar de ser: a gente simplifica o que é complexo no grito e na galhofa.
O autor foi preciso na autocrítica. Ele preferiu “escrevinhar” a ver o programa do Ratinho, que sem dúvida é um exercício cruel mesmo.
Hoje em dia, entre encarar na TV o programa do Ratinho ou um jogo do Santos Futebol Clube ou da seleção da CBF, a gente fica até tonto com tanta bobagem junta.
É um teste de paciência que nem o “Biu” Shakespeare aguentaria!