Comentário sobre a postagem A URNA “PILILI”
Maurino Júnior:
Na era da Idiocracia, não basta simplificar: é preciso infantilizar. A realidade já não deve ser compreendida — deve ser mascoteada, colorida, domesticada até caber no recreio da superficialidade.
Surge então “Pilili”, não como símbolo cívico, mas como sintoma clínico e cínico: a política reduzida à pelúcia e o voto transformado em brinquedo pedagógico para adultos que desaprenderam a ser adultos.
Aplaude-se não a ideia, mas o alívio de não precisar pensar. A complexidade democrática, que exige consciência, responsabilidade e maturidade, é trocada por uma caricatura simpática — porque refletir cansa, mas sorrir para bonecos é confortável.
Eis o triunfo da estética sobre a substância, do afago sobre o argumento.
A Idiocracia não se impõe com violência; ela seduz com fofura. E, quando percebemos, já estamos debatendo mascotes enquanto o essencial escorre silenciosamente pelos dedos.
No fim, não é “Pilili” que nos representa — é o aplauso acrítico que a consagra.
Esse é o país do futuro.
Como existe gente cretina no mundo.
E me parece, que 99,9% deles, estão aqui nesta terra infeliz.
* * *

Estão gozando dos eleitores que acreditam no processo de votação petista do TSE. É um escracho total contra a idiotice dos políticos que nada fizeram para impor o “voto impresso” no país.
Roleta que só premia o “vermelho e seus cumparsas”.
Para mim, as urnas eletrônicas continuam as mesmas. Continuo não acreditando nelas!
O nordestino tem uma palavra que define majestosamente o eleitor brasileiro: abestado.