DEU NO JORNAL

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO JORNAL

SAUDAÇÃO TERRORISTA

Para Márcio Bittar (PL-AC), preocupa a saudação do grupo terrorista Hezbollah à vitória de Lula.

E diz que terroristas celebrando “vitória” não é orgulho nenhum:

“Diga-me com quem andas e eu te direi quem tu és”.

* * *

Besteira, sinhô Bittar.

Não fique bravo: tá tudo dentro dos conformes.

A saudação dos terrorista escancara os fatos.

Pra saber quem é uma determinada figura, é só perguntar de quem ela recebe elogios.

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

À MERETRIZ – Patativa do Assaré

Se alguém te chama de perdida e louca
Não acredites, pois não é verdade,
Há quem procure cheio de ansiedade
A graça e o riso que tu tens na boca.

Foste menina, já usaste touca,
Foste donzela, tinhas virgindade,
Tudo é fugaz e tudo é brevidade
De qualquer forma, a nossa vida é pouca.

Nunca lamentes teu viver de puta,
Entre os pomares tu também és fruta,
Alguém te estima e com fervor te quer.

No chão, na cama ou dentro de uma rede
Tu és a fonte de matar a sede
Do desgraçado que não tem mulher.

Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, Assaré-CE (1909-2002)

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MARIA LUIZA GALVÃO – JUIZ DE FORA-MG

Uma história que me contaram.

E que repasso pro meu querido jornal:

Um homem acidentalmente cutuca o seio de uma mulher com o cotovelo enquanto ela está de pé atrás dele no saguão de um hotel…

O homem se desculpa profusamente e diz:

– Se o seu coração for tão macio quanto os seus seios, sei que você vai me perdoar.

Ao que a mulher respondeu:

– Se o seu pênis for tão duro quanto o seu cotovelo, eu estou no quarto 318.

DEU NO JORNAL

COMENTÁRIO DO LEITOR

DEU NO JORNAL

NOS CONFORMES

Lula disse que Flávio Bolsonaro deveria ficar no País e “provar a sua inocência”, mas mantém Lulinha em seu exílio dourado, apesar de responder a três inquéritos por corrupção e tráfico de influência.

* * *

Não há motivo pra espantos.

Tá tudo dentro dos conformes lulo-petêlhos.

DEU NO X

XICO COM X, BIZERRA COM I

A NOBRE MISSÃO DE ESCREVER PARA GENTE MIÚDA

É bom escrever. Para criança, melhor ainda. Dá-me a sensação de estar contribuindo, de alguma forma, para a formação intelectual e moral de um pequeno ser que tem algum escrito meu nas mãos. Na verdade, isto mais aumenta a responsabilidade de quem escreve para esse nicho do mercado. Disso, tenho consciência.

Mas para mim, que brinco com letras e palavras, gratifica sobremaneira saber que a relevância de um livro infantil transcende os limites da simples contemplação de um bonito trabalho gráfico de capa ou de belas ilustrações internas. Ela não se exaure aí. Vai muito além e se expande em importância quando o adulto faz a leitura para seus filhos, netos ou alunos, fazendo das histórias contadas algo permanente pelo resto da vida, na cabecinha de quem as escutou. Quem de nós não lembra das histórias de Cinderela, Chapeuzinho Vermelho ou Joãozinho e o Pé de Feijão ouvidas quando éramos pequeninos? Como esquecer Monteiro Lobato, Ruth Rocha, José Mauro de Vasconcelos e Maria Clara Machado, precursores de todos aqueles que hoje desenvolvem a nobre missão de usar letras e palavras para encantar inocentes juízos.

Uma pena que o acesso a esse tipo de leitura enfrente tantos entraves, impedindo que bons livros dedicados ao público infantil cheguem às mãos de potenciais leitores. O próprio sistema que habita nosso mundo moderno de hoje, com seus computadores, internets e estímulos a outros tipos de atividades que não a leitura, contribuem para que a atividade seja enfraquecida, no dia a dia.

O que falta para a expansão da Literatura Infantil? O que desincentiva autores e editoras a investir neste mercado? Várias respostas podem ser oferecidas, de problemas de distribuição a pouco acesso aos editais de aquisição pública, do elevado custo de publicação ao desestímulo de bons autores em decorrência dos problemas a que nos aludimos. Além da falta de uma política pública com objetivos mais amplos, que tenha por tema e fim a formação de leitores, a disseminação da leitura entre as crianças.

Seria injustiça, por outro lado, não reconhecer o esforço federal em contribuir com a difusão e a viabilidade econômica dos produtores de livros infantis, a exemplo do Programa Nacional do Livro e do Material Didático PNLD. Talvez precise apenas de alguns ajustes, aperfeiçoamentos, de uma desburocratização que permita às pequenas editoras participarem efetivamente do Programa. É pouco.

Há iniciativas isoladas, louváveis, mas pouco representativas do ponto de vista conjuntural e efetividade prática. Conheço uma amiga aqui no Recife, Psicóloga infantil, Dra. Eliane Maria Fernandes Campos, que mantém em seu consultório uma espécie de biblioteca, onde disponibiliza, por empréstimo, livros infantis para seus pacientes mirins.

Louve-se, também, a iniciativa de algumas pequenas editoras regionais, a exemplo da Pó de Estrelas, a IMPEH e a Vacatussa, que, nadando contra a correnteza, continuam na boa batalha de cuidar de publicações para os pequenos, inobstante todas as dificuldades.

De minhas parte, que além de escrever para gente grande em Blogs e Jornais diversos e em mídias sociais, também me insiro no rol de escritores para os miúdos, já tendo registrado a publicação de alguns títulos da espécie, 12 no total, continuarei a missão de ‘formiguinha’, pelo simples prazer de ver meus netos, ao terem acesso a um livro meu, se contagiarem de alegria, floreando sorrisos no meu olhar de avô. Tomara que outras crianças também desfrutem desse sentimento. Para mim, isso basta.

(Texto escrito para a REVISTA ARAÇÁ, Edição nº 18, de 27.08.26)