CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

NOTÍCIAS GUARIBADAS

Plantação de cannabis

ERVITA MACONALIS – A polícia caiu de pá em cima de portentoso agricultor de Salgueiro-PE, que mantinha uma sementeira recheada de pés de maconha de excelente qualidade visual, em seu próprio jardim mansônico, cujo sombreamento, de fato, impressionava.

ALGEMAS CINTILANTES – Surpreendido com as cintilantes algemas da polícia, que respeitosamente tocou a campainha de sua porta, alegou que as ervas eram só para servir de enfeite floral do seu belo jardim, e ao mesmo tempo, fornecer sombra abundante na parte da frente de sua mansão.

TERRENO BALDIO – Complementou informando aos agentes da lei, que a “outra parte” – aliás, indisfarçável – foi realmente um deslize; coisa sem maldade, pois, sem querer correr os risco das penas da lei, desejou, com aquelas inocentes plantinhas, apenas preencher um terreno de sua propriedade, que estava há tempo sem serventia.

INOCENTES CANABIS – A fachada pecaminosa realmente era uma “senhora plantação” de inocentes canabis. Mas o vivaldino teve que doar a plantação para o setor de Satanás abastecer o fogo do inferno. O “ilustre”agricultor saiu de sua mansonete algemadinho da silva.

VALORES IMPERECÍVEIS – No ano de 2002, além das notas que publiquei em 2003, que a Prefeitura do Paulista (PE) montaria espetáculo teatral sob o título: “Invasão Holandesa”.

PAU AMARELO – A epopéia histórica ocorreu entre o Forte de Pau Amarelo e a praia de Enseadinha. Trata-se de magistral iniciativa, porque é sobretudo, didática. Trata-se de um novo modelo para se reafirmar os valores imperecíveis dos nossos heróis, que conseguiram expulsar os exércitos batavos após quase 20 anos chumbo grosso nos lombos dos pernambucanos.

PIMENTA MALAGUETA – Cabe acrescentar que já nos dias finais da invasão, não previram que as bravas “Mulheres de Tejucupapo”, residentes alí pertinho de Goiana, fossem usar como armas para expulsar os invasores, apenas pimenta malagueta nos olhos dos soldados, vencendo-os facilmente. Fugiram estrebuchando e vendo a coisa preta; ou seja com os olhos inutilizados. Mas isso é outra história…

BURACO FUNDO – O tamanho buraco de ozônio bate recorde, chegando a 28 milhões de quilômetros quadrados, quase o equivalente a área geográfica da África e tem superfície superior aos territórios dos Estado Unidos, Canadá e México, juntos. Isso, enquanto se pensava que “o buraco era mais embaixo.” Todavia, está lá em cima. Poder-se-á até dizer: “Que buraco fundo danado!”

LUCIANA IMPOTENTE – A Prefeita de Olinda solicita ajuda do Governo do Estado, via DETRAN, a fim de barrar a circulação dos “kombeiros” (tipo de transporte público precário) modelo, aliás, há muito combatido por não haver regulamentação. É que, com o isolamento do Recife para a circulação das kombis, Olinda ficou no sufoco e não tem como resolver, pois a Prefeitura, “já viu”, como sempre sem verbas e por isso,impotente!

OPOSIÇÃO ATENTA – A chamada “Oposição Técnica”, sempre atenta, divulgou que para cada Real gasto pelo Governo de Luizinho, em 2003, R$ 0,75 foram consumidos até (setembro de 2003) com Despesas de Viagens, nada menos que R$ 168.708, 45, até agosto. Ah se o povão soubesse ler direitinho o Portal da Transparência!!!

SIAF EMPENHADO – Mas isto não é nada! Segundo despesas informadas pelo SIAF – Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal, já estão empenhadas, para as viagens programadas, um total de R$ 56.190.013,09. Mal se imaginava que passados mais de 20 anos a rubrica contábil evoluiria vertiginosamente. Semelhante as acontecências nossos dias.

FURO BRASILIENSE – Uma gazeta da Capital Federal informa – que um certo graduado da Casa Civil telefonou para os ministros retransmitindo recomendação do Presidente Luizinho para boicotarem solenidade a ser realizada pelo Supremo Tribunal Federal. Nada como recordar!

CRIME RELIGIOSO – O Frade Luciano foi abatido em Goiana. Diz o relatório policial que foi empurrado de uma janela do 1º andar do convento cuja altura é de mais de 6 metros. Foi encontrado nu e tendo ao lado um roupão. Há indícios de que esperava alguém. Crime passional?

REQUINTADA CRUELDADE – Já em Barra de Jangada outro religioso foi morto na mesma semana. Dessa vez com requintada crueldade, pois a morte ocorreu a tiros e pauladas. Era homosexual e umbandista. A massa encefálica ficou exposta. Não apareceu uma única alma para ajudá-lo.

DOMINGO ILEGAL – O programa de tv “Domingo Legal” ficou fora do mar por bom tempo. É que o Produtor foi acusado de veicular entrevistas com falsos integrantes de uma facção indesejável fazendo ameaças a celebridades nacionais. De fato, um Domingo Ilegal!

PECADO MORTAL – Cinco sacripantas (um deles soldado da “Briosa”) , um comerciante e duas adolescentes foram flagrados num quarto do Motel Solaris, durante filmagem altamente erótica. A polícia constatou que já havia cenas gravadas em celular, com as meninas chupando os “instrumentos” da “companheirada” e “levando ferro” com mais de um tarado, ao mesmo tempo. Todos em pecado mortal!

PREFEITO IMPERFEITO – A justiça de Uberaba – MG – enquadrou um prefeitinho sabido pra cachorro, tornando-o inabilitado a 10 anos fora das eleições. Motivo: uso indevido de avião oficial para o transporte de seus eleitores. Mais barato teria sido haver pago tal mordomia em voos turísticos de carreira.

OPORTUNO LEMBRETE – As notas aqui publicadas foram prospectadas dos meus arquivos jornalísticos do ano de 2003, tempo em que o colunista era Repórter de Setor, as quais aqui foram devidamente “guaribadas”.

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CARANGUEJOS SEQUESTRADOS

Um dos caranguejos sequestrados

CHICO DA BODEGA – Uma “corda” de caranguejos adaptados às praias, (e não aos mangues) pescados por Chico da Bodega, após exaustos labores na ilha, foi “sequestrada” em Fernando de Noronha.

REVOLTA CARANGUEJAL – Os infelizes animais deixaram as margens do Atlântico, sob revolta, querendo até beliscar os novos donos, enquanto o pescador ficou a “ver jangadas”, entristecido com os compradores, face ao baixo preço do suposto confisco.

PRISMAS INUSITADOS – O fato teve prismas interessantes. Os compradores, comportando-se como “otoridades”, deram uma carteirada em Chico, informando que aquele tipo de pesca era proibido. E levaram a “corda” toda, que estava pronta para ser negociada na feira local.

CORDA LAVADA – Diante do “chororô” os “fiscais de pesca” lhe gratificaram com certo valor. “Quebrou o galho! A corda foi lavada na cozinha do hotel e acondicionada em isopor, com gelo para ser transportada, com todo luxo, por via aérea, para o Recife, pela saudosa Aerovias Brasil.

INIGUALÁVEIS CASQUINHOS – Na Capital Maurícia, graduado iatista-presidente, nascido em plagas espanholas e radicado com velas e barcos em alto prédio perto do Capibaribe, marcou para o sábado um almoço aniversarial, precedido de “casquinhos de caranguejos” importados de Noronha. O maior esparro!

PROIBIÇÃO CONTINENTAL – Sendo caranguejos típicos daquela ilha é proibido o consumo no continente. Em função disso, surgiu o confisco depois que a Oposição à Diretoria do aquático clube da Torre, “abriu o bico” e a notícia vazou para a Imprensa.

Sendo assistente de colunista social naqueles passados anos, noticiei como se um furo fosse:

Sábado o Iate comemora o aniversário de Plácido Heron Domingo com iguaria importada da Ilha de Fernando de Noronha, preparada por Rosinha do Coco: ‘Casquinhos de Caranguejo.

CONFISCO OFICIAL – Na sexta-feira, porém, duas reais autoridades do IBAMA, diante do furo jornalístico, compareceu ao clube e confiscou a “corda” toda, que ainda estava num dos freezes da instituição iatista da Torre, para tristeza geral e irrestrita dos 135 candidatos a comensais.

DÚVIDA ATROZ – O pirão do sr. Domingo foi cancelado por ausência do atrativo. Adeus “casquinhos de caranguejo de Noronha!” Porém,numa “arrumação inteligente”, pra quebrar o galho, caranguejos da feira de Afogados, do Recife, se tornaram os substitutos. A dúvida, porém, permaneceu: teriam os “ibamistas” entregue à sua Repartição a cixa de isopor cheia caranguejos” congelados ou “passaram nos peitos a famosa iguaria?

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GARDEL, TANGOS E SAUDADES

Carlos Gardel – Capa do livro de José Lino Grunewald

Para superar os tumultuados dias geopolíticos que hoje estamos vivendo, só nos restam duas saídas, a fim de aliviar as tensões psicológicas: as orações e as músicas.

Nós, da faixa dos 80 anos, jamais esqueceremos o quanto a Argentina nos legou, através das vozes dos seus cantores, a poesia dos seus autores e os ritmos mais representativos daquela nação.

As artes portenhas nos enlevaram, educando nossa juventude, orientando-a no sentido de apreciar o que havia de mais puro nas artes musicais da década de 1930.

Quem de nós não se lembra dos tangos tão difíceis de dançar; das letras emocionantes de Alfredo Le Pera, Julian Aguirre, Alberto Williams ou Gustavo Santaolalla!

Mas, de todos os compositores e cantores, um nome permanecerá para sempre: Carlos Gardel.

O amigo José Eduardo Sanches, a meu pedido, enviou o link abaixo, a fim de permitir aos leitores uma audição precisa da voz do grande Gardel: “Por una cabeza”.

Esta canção que é uma das jóias de seu notável patrimônio de colecionador emérito de músicas de todos os tempos.

E teve, ainda, a gentileza de juntar à encomenda, o interessante comentário:

“Caro amigo, abaixo segue o link do vídeo de Carlos Gardel interpretando o tango “Por una cabeza ” de autoria do próprio Gardel e de Alfredo Le Pera.

Uma curiosidade: Alfredo Le Pera nasceu na Rua Major Diogo no tradicional Bairro do Bixiga, em São Paulo, no dia 07 de junho de 1900 e, em 1926, naturalizou-se argentino, perdendo assim, sua nacionalidade brasileira, por meio de decreto do então Presidente Artur Bernardes.

Vêm-me, agora, à memória, um filme com ele, rodado em Hollywood e lançado em New York, que assisti no Cine Eldorado, aos 16 anos de idade.

Percebi no protagonista o tipo do artista que de imediato, oferecia a todos o seu mais profundo afeto: no riso franco, na vestimenta elegante no canto sem igual, conforme declarações de Charles Chaplin.

Quando estive na Argentina o guia de turismo nos levou a visitar uma Casa de Tango onde se apresentaram além dos casais dançarinos, um bom cantor da música tradicional daquele ritmo.

No dia seguinte, fomos ao mausoléu do artista. Lá, vimos um grande público, notadamente de mulheres. Vi uma senhora, que após uma oração de joelhos, respeitosamente atirou pétalas de flores em sua estátua.

Diante de minha admiração, fez questão de me dizer que era a sua maneira de acariciá-lo, de agradece-lo por seus enlevos.

No Brasil não se pode esquecer que a voz de Dalva de Oliveira o eternizou em nosso país, ao interpretar “Seus olhos se fecharam”, de Alfredo Le Pera, em versão de Ghiaroni.

Mas o grande êxito, para mim, foi a canção de David Nasser e Herivelto Martins, que entregaram a Nelson Gonçalves, para gravar, a música que see tornou um dos seus maiores sucessos: o tango “Carlos Gardel”.

Tango, bandoneon, uma guitarra que chora
Num ritmo de amor desesperado
Um cabaré que fecha suas portas
Uma rua de amor e de pecado

Um guarda que vigia numa esquina
Um casal que anda a procura de um hotel
Um resto de melodia, um assobio
Uma saudade imortal, Carlos Gardel

Carlos Gardel
Buenos Aires cantava no teu canto
Buenos Aires chorava no teu pranto
E vibrava em tua voz, Carlos Gardel

O teu canto era a batuta de um maestro
Que fazia pulsar os corações
Na amargura das tuas melodias

Carlos Gardel
Se cantavas a tragédia das perdidas
Compreendendo suas vidas
Perdoavam seu papel

Por isso enquanto houver um tango triste
Um otário, um cabaré, uma guitarra
Tu viverás também, Carlos Gardel

Carlos Gardel
Buenos Aires cantava no teu canto
Buenos Aires chorava no teu pranto
E vibrava em tua voz, Carlos Gardel

O teu canto era a batuta de um maestro
Que fazia pulsar os corações
Na amargura das tuas melodias

Carlos Gardel
Se cantavas a tragédia das perdidas
Compreendendo suas vidas
Perdoavas seu papel

Por isso enquanto houver um tango triste
Um otário, um cabaré, uma guitarra
Tu viverás também, Carlos Gardel.

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

O PALAVRÃO E O DEDO DO CÃO

Ministro reage à vaia

O etnógrafo Mário Souto Maior, ao ouvir comentários sobre a naturalidade com que os palavrões estavam proliferando soltos, até na alta sociedade, complementou sob a ótica científica:

Quando bem dito, desejando expressar algo quase nobre, é de certo modo, aceitável, tanto que já está nos verbetes dos dicionários da Língua Portuguesa do Brasil.

Sendo homem de ciência, Mário pesquisou e catalogou o assunto, trazendo aos leitores do seu Dicionário de Palavrões e termos afins, informações ligadas a essas palavras e também a certos gestos obscenos que se tornaram comuns em várias partes do mundo.

Sabe-se que interjeições são palavras invariáveis ou sintagmas que formam ou abreviam frases capazes de exprimir emoções fortes.

Diz-se também que se trata de uma sensação, ou um meio, a fim de se forçar um interlocutor a ser mais rapidamente ouvido. Em suma para representar veemência.

Em meus tempos de Assessor do Presidente, Dr. José Paes de Andrade, no Clube Internacional do Recife, presenciei pequeno incidente em que um garçom descuidado derramou whisky no vestido de uma senhora, ilustre dama, esposa de um usineiro e dela ouvi, com espanto:

– Puta que pariu!… Oh, meu caro!… O senhor acaba de me dar um banho da bebida preferida do Churchill! Ainda bem que foi whisky.

Nesse caso Mário tinha razão. Havia de ser aplicada uma interjeição forte, a fim de exprimir a indignação da magnânima senhora, coitada, que havia deixado em casa, toda a sua classe de tempos coloniais dos engenhos banguês.

O tema veio à tona porque está em moda, nova maneira de se transmitir palavras e imagens, a fim de estruturar o sistema linguístico de natureza visual e motora, beneficiando as comunidades de pessoas surdas.

Professora de Libras salientando a ação de dois dedos

O idioma Libras caracteriza a beleza de uma nova linguagem. E não, a maneira de um certo alguém, supostamente cultor do Direito, mandar todas as pessoas que superlotavam um estádio de futebol em São Paulo, para o “Fodam-se!”

Bem mais inteligente teria sido agradecer à vaia, soltando baixinho um “Puta que partiu, não agradei!” Porém, erguer seu dedão para os alegres espectadores, foi divulgar para o mundo seu comportamento anti social, acionando seu “Dedo do Cão”.

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O LIVRO DE JÔ

Jô: 25 anos idealizando programas de Tv. Foto de Nicoli Mazzarolo

Otávio Moraes, Sociólogo e Mestre em Administração, comentando matéria contida no livro Mude o conceito, disse que Jô Mazzarolo foi muito feliz ao orientar as pessoas quando e como se deve arregaçar as mangas e agir, diante uma situação que pode ser melhorada e até um pedaço do mundo possa vir a ser mudada.

Ela foi uma visionária. Transformou a Globo Nordeste, ampliou a audiência, o valor dos patrocínios, integrou estados, elevando o jornalismo profissional a um novo patamar.

Criou notáveis programas, valorizou situações e provou que a responsabilidade social não é um custo, mas um investimento em consciência, marcas e resultados.

Jô é uma mulher que acredita no poder da ação. Seu livro é um manual prático de liderança!

O livro de Jô Mazzarolo

O colunista conheceu Jô durante um cerimonioso aperto de mão no jardim da Academia Pernambucana de Letras, quando celebravamos a posse de mais um membro da “Casa de Carneiro Vilela”.

Pouco conversamos. Notei que era viva, prática, audaz, contava os minutos de cada ação. Passei-lhe meu cartão-de-visitas e meses depois, de surpresa, recebi sua comunicação. Estava na hora de finalmente publicar seu livro e desejava me contratar para projetá-lo.

Em breve prosa na cafeteria da Livraria Jaqueira, logo observei que mergulharia em sua grande história, desde a vinda do Rio Grande, até se tornar uma de nós, do círculo das notícias e das iniciativas culturais nordestinas.

Chegou carregando os dois bruguelos nos braços, enquanto os outros ficaram com o maridão, até ele obtivesse transferência para a UFPE

A ladeira do Morro do Peludo era o único caminho para chegar aos estúdios da Globo e cumprir o incômodo cotidiano inicial. Sendo mulher, teria que chefiar uma equipe já competente e desconhecida, instalada em local de difícil acesso.

Certo dia, ela até se deparou com uma jiboia tranquilona, que se esparramava na ladeira em que ela vinha subindo, mais parecendo um bicho preguiça. Esperou que o animal se deslocasse vagarosamente, para depois seguir. E contando o fato alguns ficaram surpresos.

Durante vários momentos de trabalho, nos debruçamos no alinhamento do livro. Selecionamos centenas de fotografias, preparamos títulos, capítulos e legendas. Ouvi atento algumas de suas histórias, sempre travando batalhas para realizar inovações, brandindo sua espada para obter a mudança de conceitos.

Seria “Cidadã do Recife” e de muitas outras cidades do Nordeste. Receberia medalhas, diplomas e certificados de várias instituições, que no livro, assinalamos para que seus méritos não fiquem esquecidos.

Jô imaginou, realizou e deixou com seus colegas, após sofrida despedida, uma herança afortunada em termos de ideias sobre como facilitar a mudança da emissora para a Rua da Aurora, cujo projeto de arquitetura lembra um televisor. Quebrou assim, paradigmas alterando até minúsculas estruturas de pensamento para dar reviravoltas em determinadas situações.

Sede da Rede Globo Pernambuco, na Rua da Aurora, 1027

Jô Mazzarolo mudou conceitos através das grandezas do seu espírito, despertando valores desconhecidos, em cidades pouco lembradas, com o fim de despertar iniciativas culturais, de responsabilidade esquecida dos administradores públicos.

Mas suas criações permanecerão, a exemplo: haver criado as campanhas: “O pernambucano do século”; Os Calendários de Cobrança aos prefeitos, por deficiências de suas cidades; trouxe o maestro Isaac Karabtchevsky, de São Paulo, para reger uma apresentação dos caboclinhos de Pernambuco. Nada igual!

Criou novos cenários nos estúdios, alterou para melhor as posições de cada um dos apresentadores em cena, que assim deixaram suas bancadas e tiraram suas gravatas, para se moverem como se num teatro estivessem, Respeitosamente vestidos, porém, mais à vontade diante dos espectadores.

Obteve a glória maior: ver várias de suas iniciativas mudando conceitos em várias emissoras-sedes e afiliadas da Globo, que adotaram as novas maneiras de fazer televisão estimulando iniciativas culturais e melhorando o comportamento das cidades, a fim de beneficiar os seres humanos.

Sinto-me orgulhoso em ter colaborado com sua obra Mude o conceito; e como como diria o filósofo: a fim de melhorar o mundo. Ao caro leitor, sugiro: mude conceitos!

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O BARATO DA BARATA

Bomba de flit: o Flaitox, da Esso

Cenário: Ano de 1950, segunda-feira, 21 horas, noite normal de ressaca. Parte da família está na sala apreciando novela mexicana, na Tv.

Jorginho, na cozinha, “na moita”, dando um “chega pra cá” na empregada doméstica, que, ladina, finge não notar que ele está roçando seu “negócio” nas das partes glúteas dela.

E de tanto “esfrega esfrega” a pobre, inadvertidamente, expeliu uma flatulência, digna de ronco da moto Honda. O rapazola logo se escafedeu e, desconfiadíssimo, retornou à sala.

No divã, a mãe segura o braço do pai, que parece estar na cena apenas como “figurante”, pois tomba a cabeça, de vez em quando, com alguns cochilos, dignos de um trabalhador em relaxamento.

Maria do Rosário, no terraço que rodeia a casa, procura se esconder dos olhos e ouvidos da família, porque está se ajeitando para facilitar o noivo a introduzir o “instrumento” em seu orifício virginalizado.

Nisso, atenta, a vovozinha que tricota do outro lado do terraço, fazendo o papel de Fiscal-de-virgindades”, escuta o murmúrio do noivo, Alessandro, que iludindo a moça promete só botar a “cabecinha”.

Mas a Vovó Tancredina grita: “Cuidado, minha filha, essa cabeça não tem ombro!”

Ve-se uma cena muda. O casal treloso volta apenas a se beijar, enquanto a mão do noivo, vadeia, procurando novidades por baixo da saia de “Rosário”. Na maior mutreta, ambos desejam enganar a véia que está de plantão. Silêncio sepulcral.

Marietinha, de 8 anos, está vidrada na cena da novela, exatamente porque o ex-galã do cinema-mudo, está querendo insistentemente aquilo que a namorada só pode dar depois de casada.

A menina, que vem de educação dos anos 1940, inocente toda, indaga:

– Mãe, porque ela não dá, logo o que ele quer?

– Cala a boca, menina. Não perturba a novela!

Xolinha, a cadela, deitada no tapete que forra grande parte da sala, sonha com a “picanha prometida”, de súbito, dá um grunhido. É um alerta.

No auge da cena pornô, eis que Jorginho, retornando do roça-roça com a Empregada, um tanto desconfiado, chega à sala e vê saindo por trás do quadro de D. Severino Pamparra, uma “senhora” barata e fica como estátua: paradão, estatelado. Imagina a tragédia que se avizinha e grita, interrompendo a novela:

– Pai, uma barata, ali, na parede! E tá saindo outra. Meu Deus, são duas, pai!

Todos os que estavam acomodados no sofá, levantam os pés, em atitude de fuga e voltam os olhos para as “atacantes”. Começa o desespero, diante do possível ataque dos desprezíveis insetos.

Têka Pimenta, uma sobrinha, inicia um “sermão” para acalmar todos que estavam na sala, apavorados como se as baratas fossem onças:

– Minha gente, que medo besta é esse?!… As baratas pertencem à ordem das Blattodeas. Elas são da superordem de insetos Dictyoptera. Fazem parte da cadeia alimentar, nada mais. Elas à noite procuram comida.

– Cala a boca, a gente neste apavoramento todo e você desejando nos dar aula!

– Gente, as baratas não fazem mal aos humanos! São inofensivas. A História diz que elas apareceram há mais de 300 milhões de anos e, atualmente, há mais de 5.000 espécies no mundo. Não há registro policial de que elas tenham atacado ninguém. Esta zoadeira toda de vocês é só “frescura”.

Vem a vovó-fiscal lá do terraço e completa:

– Minha gente, no meu tempo, era só dar uma bombatinha de “Flaytox”, aquele produto da Esso e elas logo tombavam. Volto a lembrar dos meus tempos de infância quando o fuzuê lá em casa também era aterrador, quando se via uma barata. Depois ficávamos todos rindo muito, pois o “barato” eram as baratas.

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FILHA DE GATA

Maria Rita, filha de Elis: 100 mil discos vendidos

Desta vez trago notícias quase esquecidas em meus arquivos, assinalando temas que vieram a público em 2003, devidamente “guaribados”, para os leitores fazerem comparações com os dias atuais.

FAIXA PRÓPRIA – A cantora e compositora, Maria Rita, filha de Elis Regina e do pianista César Camargo Mariano, comemora, com seu álbum de estreia: 100 mil cópias vendidas sendo homenageada com um “Disco de Ouro”. Merecidamente, brilhou em faixa própria. Afinal, filha de gata é gatinha. Miau!

SEM LENÇOS – Cerca de 30 famílias invadiram um casarão na Tamarineira, que estava com placa de “Aluga-se”. Deputado Estadual disse que não se pode confundir o ato com iniciativa de “latifúndio urbano”. Os “desamparados” são ativistas da trinca do grupo de Trabalhadores Sem Teto, sem documentos e sem lenços, pelo que se noticiou.

TROPICALÍSSIMO BAMBUSAL – Pernambuco torna-se pioneiro no uso industrial da tropicalíssima bambu, plantinha que é renovável, se reproduz de maneira rápida, sem necessidade de replantio. Cai do céu. Viva o Agro!

SEQUESTRANDO CARBONO – Apresentando grande potencial agrícola, pois serve de matéria “prima legítima” para o fabrico de papel e celulose, além de ser excelente “sequestrador de carbono”. Eis, vitorioso, nosso bambu!

CACIQUE PERERÊ – O velho cacique, da tribo Xupapau, de Belo Monte, disse à reportagem que desde menino usava produtos do bambuzal, principalmente para canos destinados ao transporte de água dos rios.

BANDA LARGA – O Hotel Costeiro, de Olinda, inova. Está oferecendo espaço para acessar a Internet. Criou uma sala que dispõe de computador em Banda Larga, Banda Estreita e vários programas, para hóspedes, convidados, visitantes, passantes e aderentes que vão visitar a tradicional hospedaria.

CAROS ALÔ – As teles estão perdendo R$ 10 milhões por dia devido à contestação do reajuste da Telefonia Fixa, injustiçada por juiz de “feito e lavrado”, que “deu no gogó”. A partir de ontem, ninguém dá um alô sem pagar, ao invés dos olhos da cara, os “buracos dos ouvidos.”

FORMOSO RIO – Interessante telegrama nacional de Prefeito pernambucano, há 100 anos-luz; lá “patrasmente”: “Convidamos governador et assessores inauguração solene iluminação álcool vg dia 13 corrente pt haverá cervejada pt Adolfo Wanderley vg Prefeito Rio Formoso.

BANCO DEFENESTRADO – Procurador Federal L. F. vai ser interpelado judicialmente pela Comissão Parlamentar de Inquérito do Banestado – Banco do Estado do Paraná. E o pior é que mais de 400 políticos estão com o “rabo preso” na fraude. Parece fato recente, mas isto foi em fevereiro de 2003. De lá pra cá a sabotagem só se ampliou. Cada dia mais fraude e menos vergonha.

PRIMEIRA DAMA – D. Risoleta Neves está internada em na CTI de hospital do Rio, por causa de uma diverticulite, a mesma doença do extinto marido, o Presidente Tancredo de Almeida Neves, que nem chegou a tomar posse. Aquilo é que era Primeira Dama,e não essas “segundonas” inquilinas de nossos palácios brasilienses!

LUCROS AMPLIADOS – A pobreza está felicíssima com o novo “meio circulante”, o “meio de endividamento”. Presidente populista mandou os Bancos dar uma canja e aumentar seus lucros, oferecendo Empréstimos Consignados. Mas a fórmula é do tempo do onça.

AMIGO DO PEITO – Há mais de 40 anos que funcionários do Banco do Brasil dispõem, através de sua Caixa de Previdência, de igual facilidade, cujo título contábil é “Empréstimo Simples”, a juros quase zero, modelo que foi apelidado de “Amigo do Peito”.

POBRE AVALISTA – Para os Bancos, a iniciativa eleitoral do “populário”, é “maravilha”, porque não haverá inadimplência. Mas se o devedor for dispensado do seu empreguinho, deu-se a “desgraça fecal”. Por isso, já se estuda que haja vinculação com o FGTS, que será o avalista.

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

ALTAS MUTRETAGENS

Recordando meu saudoso amigo Fernando da Cruz Gouveia, dos bons tempos no Diário de Pernambuco, que em sua coluna de recordações do passado, selecionei notas que publiquei há mais de 20 anos.

XIXI – A PF está testando mictório portátil. Trata-se de um saco plástico com boca de borracha, que permite aos seus rapazes introduzir o “instrumento” e se aliviar durante Operações Sigilosas, cujas campanas demorem muito. As camisinhas fariam o mesmo, disse à reportagem, um gaiato que soube da “novidade urinária”.

RASTEIRA – Nosso Paulo Coelho, o batedor de récordes, deu mais uma, desta feita no bruxinho “Harry Porter”, com seu “Onze Minutos”, vendendo mais de 120 mil exemplares, só no Brasil. Brinque!…

GAYS – O Grupo Arco-íris levantou a maior bandeira gay da América Latina, durante a “Caminhada Brasil sem Armas”, realizada em Copacabana. Pernambuco deseja imitar. Haja manifestantes!

VEREANÇA – O cantor pernambucano Claudionor Germano deseja ser Vereador do Recife. Vai disputar no gogó e com muito frevo.

ENGORDANDO – Paulista tem projeto para sua orla. Cerca de 2,7 quilômetros de calçadão, pavimentação e engorda de praias. As margens estavam magras demais.

ARRANHA-CÉU – Em Casa Forte está sendo construído o maior prédio do Recife. São 42 andares e cinco elevadores. Neguinho terá que esperar bom tempo pra enfrentar o “coletivo” e e chegar suas casas-de-pombos, se desejarem utilizar o elevador pinga-pinga. Já pensou?!…

MALANDRAGEM – O Ministério Público integrou ação civil de dissolução do Conselho de Moradores de Brasília Teimosa, face ao uso da “máquina”, pelo presidente. Só no “Buraco da Véia” ele seria eleito por gatos e cachorros.

VIOLÊNCIA – Para diminuir a violência futura, a Prefeitura de São Paulo iniciou campanha voltada para o “desarmamento infantil”, com grande estardalhaço no Ibirpuera. A população discorda porque criança não anda armada nem dá sinais de violência. Apenas brinca de tudo quanto pode. No meu tempo de menino, o melhor divertimento era formar grupos de “Bandidos e Polícia”. Nos idos de 1940, nossos revólveres eram improvisados de qualquer pedaço de madeira, feitos em casa. Ninguém deu pra bandido, só mocinhos.
E, conforme sei, completa meu leitor, o artista Halmiro, o melhor exemplo era correr atrás das mocinhas.

RECALL – Cerca de 4 milhões de automóveis brasileiros saíram com defeitos de fábrica e todos foram vendidos em nosso país, sob pretexto de “Promoção de Natal”. As montadoras alegaram haver recebido peças de 2a. classe. Mas há quem atribua foi mutreta. e da braba.

DEPORTADOS – O primeiro lote de carros “Passat Iraque” deu bom passeio de navio, mas ao desembarcar o primeiríssimo “possante” MUSSASHI – Essa fabricante de câmbios e engrenagens para motocicletas vai ampliar sua capacidade de investimentos, em sua unidade de Igarassu, investindo 7 milhões de reais. Entende-se que os motores poderão ultrapassar, em potência e segurança, as antigas NSU, dos “Globos da Morte” que se via nos circos brasileiros.

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

ARQUIVAR, PRA QUE?

Hino Nacional Brasileiro

ARQUIVISTA – Em dias passados, advogado amigo desejou me sondar a fim de organizar os documentos e catalogar livros que seu pai havia juntado desde a sua juventude, incluindo algumas páginas destinadas a crônicas, pois pretendia publicar um livro, quando se aposentasse.

ELEFANTÍASE – Constatando que se tratava de uma “dose pra elefante”, preferi indicar uma professora aposentada para a missão. Ao final, o amigo indagou: “Papai juntou tanta coisa, pra quê?”

LEMBRANÇA – Lembrei-me de antiga norma do Banco do Brasil, quando fazia concursos para a função de Arquivista, sendo parte da equipe, meus colegas Dr. Carlos Emílio Schuler e Mílton Persivo Rios Cunha.

TRANSMISSÃO – Contestei o advogado afirmando que arquivar é guardar comprovações para a História ter base e poder ser transmitida às gerações atuais e futuras.

HINOS – Lá vem história! Quando a Família Real chegou ao Brasil trouxe o “Hino Nacional Patriótico Realista Lusitano”.

REGENTE – Depois, o Príncipe Regente, que embora não fosse maestro entendia de música, instituiu, como imagem de exaltação, o “Hino Imperial Constitucional”.

OXENTE – Anos depois, o Brasil já se preparava para se afirmar como “um país de transformações”. Entraram na História outras influências e legitimaram o “Hino Nacional Português”. Oxente, ficamos com dois hinos?!

SOBRESSALIÊNCIA – Passamos a ter, realmente, dois hinos. Ficamos com um sobressalente. Um estepe para qualquer exaltação. Mas nenhum dos dois veio para ficar.

REPUBLICANDO – Na República de 1889, tomamos emprestado por inspiração da “Marselhesa”, que é o hino da França, a parte musical. As fanfarras tocavam: “A Marcha Triunfal”, de Francisco Manuel da Silva.

DEODORO – Deodoro da Fonseca, incorporou os notáveis versos de Osório Duque Estrada, assim surgindo o Hino Nacional Brasileiro. Sabiam dessa mutreta?

AUTORIA – Mas, coitados dos compositores! Até nas cerimônias mais solenes se anuncia com o maior entusiasmo nosso hino, sem nenhuma referência aos seus compositores.

BANDA – Daí, creio haver certa razão. Devemos guardar papéis, certidões, fotos e discos, para transmitir cultura aos nossos pósteros. Se perguntamos quem é o autor da marchinha “A Banda”, todo o mundo sabe que é de Chico Buarque. E se divulga de boca cheia.

CULPADOS – Mas, façamos uma enquete para saber quem são os autores do “Hino Nacional Brasileiro”, que a moçada fica embaraçada. Nem mesmo durante as solenidades oficiais os autores do nosso hino são mencionados.

ESQUECIMENTO – Isso talvez seja o resultado do que afirmei ao meu amigo advogado. Se não guardamos certas coisas importantes – como as autorias de nossas obras musicais – não poderemos lembrar dos autores do Hino Nacional do Brasil.

Eis a “razão” para rebater aquele que me indagou: “Guardar pra quê?!”

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

ROLANDO COM OS TEMPOS

Cantora Emilinha Borba

Passadas duas décadas, revejo notas que publiquei no site da uma editora do Recife e agora intercalei com assuntos atuais.

VIVO BELO – Marlúcio Belo, cabra vivo que só a peste, metido a esperto, falsificou documentos e “morreu de mentirinha” para sacar o Pis. O flagra do morto-vivo ocorreu na Caixa Econômica de Afogados, no Recife. Foi em cana vivinho da silva.

AMADA LAFEPE – Nos balcões do Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco, LAFEPE, e nas farmácias, as camisinhas custam apenas R$ 0,25. Dá pra se fazer amor até debaixo d’água! Vale-tudo com garantia!

TAXAÇÃO PERNAMBUCANA – Projeto de Lei do Governo de Pernambuco à Assembléia, aumenta de 2,5% para 4,5% a alíquota de contribuição do funcionalismo para o Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Estado. Sem mais nem menos. Já naqueles tempos, havia ensaios para a “sanha taxadística” do Governo Federal dos nossos tempos.

BLOQUEIO SERGIPANO – Clima tenso em Sergipe. Sem-terra e PM começaram na tapa e sairam à bala. Os invasores bloquearam a SE-260 e seis pessoas saíram cheias de “buracos sangrantes”. Até que hoje os invasores estão mais calmos!…

HINOS VIVOS – Nos tempos de Dom Severino Pamparra os hinos eram cantos sacros. Só muito tempo depois saíram das igrejas para as ruas e poucos compositores se dedicaram a esse estilo de música.

BRASIL-HOLANDÊS – O primeiro hino entoado em terras do Brasil-Holandês, foi Wilhelmus von Nassau Vem, composto por algum puxa-saco, para homenagear nosso saudoso Príncipe Maurício de Nassau, que bem o mereceu. Hoje, até nas escolas, o hino nacional brasileiro está esquecido.

TEMPOS AVACALHADOS – Na época em que eu frequentava a Escola Dom Bosco, no bairro de São José, no Recife, não só cantávamos o Hino Nacional quanto os demais. Eu era vidrado em “Cisne Branco”, uma canção emocionante.

BRANCO CISNE – A música “Cisne Branco” se tornou “A Canção do Marinheiro”, e a um veleiro de nossa Marinha, foi dado o mesmo nome. É um barco que atua como embaixada flutuante e tem representado nosso país em eventos náuticos e culturais através do mundo.

O navio-veleiro “Cisne Branco”

NAVIO VELEIRO – Uma das joias de nossa Marinha de Guerra. Foi construído em 1998, na Holanda, para celebrar os 500 anos do Descobrimento do Brasil.

EMBAIXADA FLUTUANTEQual cisne branco que em noite de lua. Vai deslizando num lago azul. O meu navio também flutua. Nos verdes mares de Norte a Sul. Esta letra e música se harmonizam na canção de Francisco Dias Ribeiro e Antônio Manuel do Espírito Santo, que fez sucesso nos anos de 1950 através do canto de Emilinha.

PREFERIDA EMILINHA – Emília Savana da Silva Borba, cujo nome artístico foi popularizado como Emilinha Borba, a “Rainha do Rádio”, tinha uma ligação especial com a Marinha do Brasil, tanto que através desta música foi homenageada como “A Preferida da Marinha”.

MELODIA INESQUECÍVEL – Ainda hoje bato continência espiritual quando ouço esta canção-hino que, atualizada, continua rolando com os meus tempos.