O pessoal da limpeza de São Bernardo do campo é ovacionado pelo povo! Olha o desfile!
Nós vamos tirar o 51 da presidência. pic.twitter.com/Dqeiwc2IQa
— Freu Rodrigues (@freu_rodrigues) September 1, 2026
O pessoal da limpeza de São Bernardo do campo é ovacionado pelo povo! Olha o desfile!
Nós vamos tirar o 51 da presidência. pic.twitter.com/Dqeiwc2IQa
— Freu Rodrigues (@freu_rodrigues) September 1, 2026
A quebra de sigilo da investigação da Polícia Federal, nesta terça (1º), que revelou com riqueza de detalhes a constrangedora relação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com Alexandre de Moraes, provocou uma crise sem precedentes no Supremo Tribunal Federal (STF).
Ministros agora discutem maneiras de convencer Moraes a desistir da presidência da Casa, com posse para daqui a um ano, como forma de preservar a instituição e evitar que outros colegas sejam arrastados para a crise.
Ao menos um ministro, que se queixa das “descortesias” do colega, acha que Moraes deveria renunciar, poupando o STF e encerrando a crise.
O temor dos ministros é que pode vir mais: o relatório de 247 páginas da PF se baseia na quebra de sigilo de um dos 8 celulares de Vorcaro.
Indignada, a oposição quer impeachment, ação por tráfico de influência, corrupção etc. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu sua prisão.
Para colegas, Alexandre de Moraes teria chance efetiva de “lutar para a preservação do cargo” se ele desistisse da presidência.
* * *
A expressão “crise sem precedentes”, se referindo ao órgão máximo da nossa justiça, está escrita logo no primeiro parágrafo dessa nota aí de cima.
Enfim, algo de bom para a banda decente deste país.
Tem togado se queixando de “descortesias” do colega prepotente.
Imagine os não-togados que sofreram abusos e injustiças…
A esperança volta a brilhar nos ares!
Eu tenho falado aqui do peso moral de uma autoridade quando ela se esvazia. Há um vácuo de autoridade quando há um vácuo de moral. É o caso de Dias Toffoli, que recuou na decisão contra Renan Santos, coincidentemente no mesmo dia em que a Polícia Federal mostrou provas de uma ligação muito íntima entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. O ministro do STF aparece como consultor, conselheiro, até quase um advogado de Vorcaro, que dá R$ 300 mil em cartão de crédito para cada filho de Moraes, negocia jatinhos com a mulher de Moraes, faz um contrato de mais de R$ 130 milhões, revisado no computador de Moraes. Apareceu até o procurador-geral da República dizendo que estava com saudades de Vorcaro!
Felizmente, apareceu também uma referência de legalidade no Supremo: o ministro André Mendonça. Com base na Constituição, ele diz que o Supremo é o tribunal que julga por crimes comuns os ministros da corte, que há indícios fortíssimos, que é preciso investigar, que a Constituição exige moralidade e publicidade, e que por isso ele precisa pôr tudo às claras. Agora, o Supremo vai ter de tomar uma atitude – e o Senado também.
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Algumas escolhas de Flávio Bolsonaro estão confundindo os apoiadores
Está causando estranheza em muitos dos seguidores de Flávio Bolsonaro esse anúncio de prováveis ministros que já apoiaram Lula. Primeiro foi o ministro da Saúde, Cláudio Lottenberg, diretor do Hospital Albert Einstein, o que não agradou a uma grande parte dos seguidores de Flávio. Agora, diz o noticiário que Flávio teve um jantar com banqueiros, e o anfitrião foi um banqueiro que, na última eleição, apoiou Lula e criticou muito o pai de Flávio, Jair Bolsonaro: é Marcelo Kayath, de uma dessas financeiras que administram fundos. Ele foi apresentado a Flávio como indicação para ser ministro da Fazenda; estavam lá Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco; Milton Maluhy Filho, do Itaú; Gilson Finkelsztain, do Santander; Roberto Campos Neto, do Nubank; Richard Gerdau, da Gerdau; e João Camargo, do Esfera Brasil.
Daniela Marques também estava presente; quando disseram que ela seria um bom nome para a Casa Civil, que gerencia a ligação entre o presidente e os ministérios, houve aplausos, segundo o noticiário. O anfitrião Kayath diz que já recebeu lá, em outros tempos, Ronaldo Caiado, ACM Neto, Fernando Haddad, Guilherme Boulos. Ele é um violonista clássico e formado em Business (o que seria Negócios, ou Economia) em Stanford, nos Estados Unidos.
Essas coisas dão o que falar porque há determinadas aspirações entre os eleitores de Flávio. E essa é a grande questão da necessidade de reformas políticas no Brasil: aproximar mais o eleitor, o cidadão, o pagador de impostos dos seus representantes. Ontem eu estava cortando o cabelo e, na cadeira ao lado, dois homens, o barbeiro e o cliente, só falavam em futebol. Fiquei pensando que o pessoal no Congresso Nacional deve estar muito satisfeito quando os eleitores não saem de um estádio de futebol, porque assim eles podem fazer o que querem, mesmo não sendo os mandantes. Os mandantes estão no estádio, esperando um gol, mas o gol não vai mudar nada no dia seguinte, enquanto um voto no Congresso muda a vida dos filhos e netos desses torcedores. Precisamos de politização, de informação, porque vejo que 30 milhões a 40 milhões de eleitores não devem participar da eleição, não estão interessados. E eles são decisivos. Os que têm mais de 70 anos, e os que têm 16 e 17 anos, que não precisam votar, deveriam votar. Não deixem que os outros escolham o futuro de vocês.
— Visão Ancap (@CentralAncap) August 31, 2026
Comentário sobre a postagem A REVOLTA DOS GARIS
João Francisco:
Não é de hoje que eu digo que se existe uma profissão que atinge desde a classe AAA até a E, é a do lixeiro.
Não tem na área urbana quem não se beneficie dela, juízes, professores, policiais, trabalhadores; até o desocupado precisa do lixeiro.
O atual governo já f*deu com a vida deles ao proibir que eles permaneçam nos estribos traseiros dos caminhões enquanto não estão pegando lixo. Isso mais que dobrou a distância que eles correm ao dia, que é mais que 30 km.
Pensa, mais de 30 km ao dia. Eu não conheço nenhuma mulher que faça esta tarefa.
Fora o que trabalham dia e noite, com chuva, com sol, com frio, em ruas não asfaltadas, cachorros de rua correm atrás.
Quando o saco rasga, eles têm que fazer a catação, há sacos com vidros que cortam as luvas, com resíduos hospitalares de pessoas que se tratam em casa (seringas, gaze, panos), toneladas de bosta de cachorro e gatos são coletados.
Aí vem o Bocudo e fala que é uma profissão vergonhosa?
Logo Elle, que nunca trabalhou na vida?
Editorial Gazeta do Povo
As novas informações que vieram à luz nesta terça-feira, com a divulgação de mensagens enviadas por Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes, mostram um relacionamento turvo, polpudo e indecente – mas não surpreendente. Os brasileiros de bem já sabem há muito tempo quem é Moraes: muito antes de haver Vorcaro e o Banco Master, já havia o abuso de autoridade, as decisões inconstitucionais, a perseguição a desafetos, as violações do devido processo legal, os múltiplos papéis em processos. Mas as novidades desta terça-feira não apenas confirmam o que muitos já sabiam; elas jogam a verdade inescapável diante de todos os demais brasileiros, os que não sabiam ou não queriam saber. E tornam ainda mais urgente aquilo de que o Brasil precisa há um bom tempo: o afastamento definitivo do ministro de suas funções no STF.
Quando o Brasil inteiro soube do contrato completamente imoral de R$ 129 milhões celebrado pelo Banco Master com o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, sem qualquer fundamento ou contrapartida proporcional, o mínimo que se poderia esperar, e que a Gazeta do Povo e outras vozes influentes pediram, era a abertura de uma investigação corajosa sobre o tema, seguida do inevitável impeachment. A existência do contrato tinha sido confirmada, ao menos R$ 80 milhões foram pagos, e Moraes tomou decisões em ao menos em um caso de interesse de Vorcaro. Os elementos para um impeachment já estavam presentes. No entanto, inúmeras forças convergiram em uma “operação abafa” – forças poderosas, como um presidente do Senado covarde e conivente, um procurador-geral da República cúmplice, e elementos da Polícia Federal dispostos a deixar o assunto na sombra, para que esfriasse.
Felizmente, não esfriou. A terça-feira começou com a notícia de que o ministro havia editado o fabuloso (e ainda hoje muito mal explicado) contrato – cujo valor, sabe-se agora, era de R$ 131 milhões, e não R$ 129 milhões – entre o Master e Viviane Barci de Moraes. O próprio escritório confirmou a informação, demonstrando que Moraes sabia muito bem da negociação e parecia não se incomodar com o fato de o escritório de sua família ser contratado por valores muito superiores aos recebidos pelas melhores bancas da capital federal. Mas ainda havia muito mais, graças à determinação, ao espírito cívico e à coragem do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo.
Mendonça havia solicitado à Procuradoria-Geral da República informações sobre uma mensagem enviada por Vorcaro a um contato identificado como sendo Moraes, pedindo que o ministro intercedesse junto ao procurador-geral Paulo Gonet e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para “não deixar ninguém de baixo fazer uma sacanagem”. Em outras palavras, Vorcaro pedia proteção. A repercussão foi tão grande que Mendonça levantou o sigilo da ação, e mais conversas surgiram. Ao longo dos diálogos, Vorcaro deixa subentendido que tem informações sobre as investigações contra ele, e pergunta a Moraes, em 15 de novembro de 2025: “acha que segunda já tenho que estar fora?”. Não se sabe o que o ministro respondeu, mas o fato é que, coincidência ou não, em 17 de novembro, a primeira segunda-feira depois daquele pedido de aconselhamento, Vorcaro foi preso no aeroporto de Guarulhos, enquanto tentava sair do país.
As novas mensagens – porque o Brasil já conhecia algumas outras, trocadas inclusive no dia da prisão do banqueiro – só reforçam um tipo de relacionamento que vai muito além do aceitável, entre um membro da mais alta corte do Judiciário brasileiro e uma pessoa que estava sob investigação por uma gigantesca fraude financeira. Um relacionamento de proximidade e confiança, no qual Vorcaro pede socorro e blindagem a um ministro do STF cuja esposa recebe dezenas de milhões de reais do banco de propriedade desse mesmo investigado – por meio de um contrato, sabe-se agora, que tem o dedo de Moraes. A pergunta óbvia é: como é possível que Vorcaro se sentisse livre para enviar a Moraes pedidos de proteção e perguntas sobre o andamento das investigações sem temer uma ordem de prisão por obstrução de Justiça? A resposta também nos parece bastante óbvia.
Ao longo do dia, avolumaram-se os pedidos para que Moraes tome a iniciativa de deixar a corte, ou que ao menos o Supremo costure internamente algum tipo de afastamento temporário. Nada disso, no entanto, basta. É ao Senado que cabe a mais urgente atitude capaz de iniciar um retorno à normalidade, depois de anos de ditadura do Judiciário: o impeachment de Moraes. Impeachment já, sem atrasos, sem justificativas inaceitáveis.
O Congresso está reunido na sua última semana de “esforço concentrado” antes das eleições, priorizando temas que nem de longe são aqueles realmente importantes para o país, ou que exigem um tempo mais alongado de reflexão e deliberação. Se os senadores querem fazer jus ao papel histórico que têm, se querem fazer desta semana uma semana realmente valiosa para o país, um único tema merece seu empenho: a abertura do processo de impeachment de Moraes.
A lei do impeachment diz que um ministro do Supremo comete crime de responsabilidade quando “proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções”. Quando um ministro tem esse tipo de conversa com alguém como Vorcaro, na situação em que ele estava, podemos ter certeza completa de que a honra, a dignidade e o decoro já foram jogados no lixo há muito tempo. Moraes fez sua escolha, e agora é a vez dos senadores: que eles sejam honrados, tenham consciência do seu papel histórico, acabem com esta ditadura infame que mantém encolhidos milhares e milhões de cidadãos. Em resumo: que façam o seu papel.