A quebra de sigilo da investigação da Polícia Federal, nesta terça (1º), que revelou com riqueza de detalhes a constrangedora relação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com Alexandre de Moraes, provocou uma crise sem precedentes no Supremo Tribunal Federal (STF).
Ministros agora discutem maneiras de convencer Moraes a desistir da presidência da Casa, com posse para daqui a um ano, como forma de preservar a instituição e evitar que outros colegas sejam arrastados para a crise.
Ao menos um ministro, que se queixa das “descortesias” do colega, acha que Moraes deveria renunciar, poupando o STF e encerrando a crise.
O temor dos ministros é que pode vir mais: o relatório de 247 páginas da PF se baseia na quebra de sigilo de um dos 8 celulares de Vorcaro.
Indignada, a oposição quer impeachment, ação por tráfico de influência, corrupção etc. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu sua prisão.
Para colegas, Alexandre de Moraes teria chance efetiva de “lutar para a preservação do cargo” se ele desistisse da presidência.
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A expressão “crise sem precedentes”, se referindo ao órgão máximo da nossa justiça, está escrita logo no primeiro parágrafo dessa nota aí de cima.
Enfim, algo de bom para a banda decente deste país.
Tem togado se queixando de “descortesias” do colega prepotente.
Imagine os não-togados que sofreram abusos e injustiças…
A esperança volta a brilhar nos ares!
Sem precedentes foi a abertura em março de 2019, do Inquérito 4781, conhecido como “Inquérito das fake news”, e também “Inquérito sem fim”. Aberto sem provocação da PGR (não era o Gonet na época), sem crime definido, sem prazo e com a entrega ao Alexandre de Moraes sem sorteio pelo então presidente Tófoli, que estava sendo apertado pela Lava-jato.
Depois disso o STF resolveu acabar com Bolsonaro (declaração do Barroso), só que não deu certo. Tiraram ele da vida pública, prenderam, sequestraram, só que o povo não esqueceu. Agora deu m*rda.