DEU NO JORNAL

ACERTOU

Condenado e depois livrado pelo STF, Lula classificou a Lava Jato, maior operação de combate à corrupção da História, como a “grande mentira do século XXI”.

E chamou Sergio Moro e Deltan Dallagnol de “monstros”.

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Ele tá certo. É isso mesmo.

Como é do conhecimento de todos, nosso valoroso presidente só fala verdades.

Não mente nunca!

ALEXANDRE GARCIA

PROXIMIDADE COM DEOLANE É PROBLEMA PARA CAMPANHA

Influenciadora é suspeita de participar de ocultação de patrimônio por meio de empresas de fachada.

Influenciadora é suspeita de participar de ocultação de patrimônio por meio de empresas de fachada

O ministro Flávio Dino, ante um pedido da defesa, manteve a prisão da Deolane Bezerra, que tirou muitas fotos com Lula e Janja e foi recebida com festa e esteve até na posse do presidente. No momento em que se fala de Vorcaro e Flávio, temos a Deolane e o Lula.

A polícia encontrou com o PCC máquina de contar dinheiro para Dona Deolane. Ela, que já disse no passado gostar de lidar com bandido, tem mesmo muito dinheiro. É uma figura que aparece em plena campanha eleitoral também para atrapalhar um dos candidatos. Assim como Flávio se atrapalhou com Vorcaro, agora tem a Deolane com Lula.

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Ida de Flávio à Casa Branca é um erro

É um erro atrás do outro. Flávio indo à Casa Branca levanta a possibilidade de, por exemplo, o PSOL entrar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dizendo: “Olha, isso aí é apoio e interferência de governo estrangeiro em eleição brasileira”. Corre esse risco, caso ele vá mesmo.

O outro risco é de queimar literalmente queimar o filme. Divulgaram o trailer para tentar abafar aquela questão toda, mas isso prejudica o filme. Não sei quem é o estrategista que está pensando nessas coisas quando deveria explicitar em qual tempo houve aquela conversa. Foi um tempo em que todo mundo pegava patrocínio do Vorcaro para festas de uísque em Londres com ministros do Supremo, eventos jurídicos em Lisboa e em Nova York, entre outros. Tudo tinha um patrocínio do Vorcaro.

Mas há o último telefonema na véspera da prisão de Vorcaro que atrapalha Flávio, ao dizer “meu irmão, estou com você hoje e sempre”, coisa e tal. Enfim, vai ter que resolver isso porque a pesquisa Datafolha está mostrando que seus próprios eleitores não gostaram e a rejeição dele subiu. O Lula era o mais rejeitado. Agora, Flávio está acima da rejeição de Lula.

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Lula nunca esquece os seus amigos

Evo Morales, ex-presidente da Bolívia, nunca deixou de ser amigo de Lula. E olha que na última eleição era proibido falar nos amigos de Lula. No entanto, eles continuaram amigos. A prova disso é Morales, que recebeu uma ordem de prisão, condenado por tráfico de crianças com fins sexuais, pedofilia, uma coisa horrorosa. E a reação dele foi mandar fechar as estradas, pedindo que os caminhoneiros bloqueassem. E qual foi a resposta de Lula?

Um grupo de países latino-americanos se reuniu para alertar sobre o risco de Morales querer dar um golpe. Assinaram o alerta Argentina, Chile, Costa Rica, Equador, Guatemala, Panamá e Paraguai. O Brasil, não: o governo se absteve junto com México e Colômbia.

Veja só os amigos de Lula. Agora mesmo na Espanha está lá outro amigo dele sob pressão. O povo espanhol está na rua pedindo para tirá-lo do governo, porque ninguém mais aguenta. Passei duas semanas na Espanha ouvindo críticas contra o presidente do governo, como se chama lá, amigo do Lula.

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Família é mais importante que Estado

Outra questão é essa história da punição ao ensino em casa. Essa é a consequência do Gramsci também nos cursos de direito, formando essa gente que depois vira juiz. Sinto muito, pode ser preconceito, mas quando vi a foto do juiz de Jales (SP), pensei: Meu Deus, isso é cara de juiz?

E ele ainda mudou o nome para ser chamado de Júnior. Gostaria de ter juízes sêniores, mas esse é Júnior e agiu como júnior. O Ministério Público pediu arquivamento e, ainda assim, ele condenou os pais de três meninas que as estavam ensinando em casa.

É a ideologia que acha que o Estado é mais importante que a família. Não! A família é mais importante que o Estado. Foi assim que países arrasados pela guerra, com laços fortes familiares, se reergueram. Os países do eixo, a Alemanha e o Japão, por exemplo.

O Japão com duas bombas atômicas em cima e a Alemanha com política de terra arrasada se ergueram sob a democracia e não mais com absolutismo. Tudo por força das famílias. É a célula base de uma nação. É mais importante que o Estado. O Estado está a serviço da família.

DEU NO X

XICO COM X, BIZERRA COM I

MEU SOL CONTINUA REI

Desde pequeno, tempos do Externato Santa Izabel, dona Silvina Diretora e Dona Luíza professora (naquele tempo não chamávamos de tia) me ensinaram que o sol era uma bola enorme de fogo a brilhar no céu e a iluminar nossos dias. E assim eu o desenhava, soberano, pairando sobre a paisagem, com traços amarelos que nem labaredas arrodeando-o. Igual fazia um cronista que admiro e que andou abordando o tema, recentemente.

Agora vem um fela-da-puta de um cientista maluco, por falta de coisa melhor a fazer, dizer que não, que o Sol nosso de cada dia é apenas uma estrelinha qualquer, menor que a maioria delas e que em algumas das quais caberia até duzentos sóis. Que mania mais besta a desse estudioso de bobagem de querer destruir sonhos infantis. Para mim, ele continua a reinar absoluto no meu céu de criança. Fosse assim tão inexpressivo, como justificar a luz e o calor que dele emana …

Não entendi a razão de querer tornar república besta a monarquia solar tão decantada. Ou não seria o sol o rei do firmamento, como tão bem decantou Wilson Batista, para Nelson cantar: ‘ô, Sol, tu que és o rei dos astros’? Não vou ligar pras baboseiras desse cientista desocupado. Vai ver ele descobre, qualquer dia desses, que o céu é vermelho e que as nuvens são verde cor de capim, antes de querer comê-las. E se ele achar que a lua não é dos namorados?

Apenas por ferir meus princípios morais mais elementares não vou desejar que esse doido e sua absurda tese apodreçam sob o sol quente e cáustico de um deserto árido e inclemente. Mas que ele não invente nada contra dona lua … Aí ele vai ter que se ver comigo!

DEU NO X

DEU NO JORNAL

A CADERNETA DO ABORTO

Editorial Gazeta do Povo

No último dia 12, o Ministério da Saúde lançou uma nova edição de sua Caderneta Brasileira da Gestante, um documento no qual a gestante e os profissionais de saúde que a acompanham registram informações da mulher, histórico médico, dados da gravidez (como ganho de peso) e do pré-natal, e preferências a respeito do parto e do pós-parto. A caderneta ainda tem várias informações sobre cuidados de saúde durante a gestação, como vacinação, alimentação e atividade física, e sobre direitos da gestante – inclusive direitos trabalhistas. Até aí, nada de notável – documentos como esse são interessantes por reunirem em um só lugar todas as informações necessárias, já que nem sempre a gestante será atendida pelos mesmos profissionais ao longo da gravidez; a nova edição tem até uma versão digital, acessada pelo celular. O grande problema está em um conteúdo que, até então, não aparecia na caderneta, e entrega a índole profundamente abortista do governo Lula.

Na sétima parte, sobre “condições específicas na gestação”, logo após a descrição do que constitui “gestação não planejada” e “gestação não desejada”, há um item sobre aborto – nunca chamado pelo nome, mas apenas pelo eufemismo “interrupção da gestação”. O texto já começa mal, tratando como direito garantido por lei o que o legislador penal tratou apenas como situação em que há crime, mas não há pena – um equívoco intencional, que já esclarecemos neste espaço, mas infelizmente bastante popularizado no Brasil. Muito pior que isso, no entanto, é a ideia subjacente na estrutura desse capítulo, que trata o aborto como a única opção possível para a mulher (ou “pessoa que gesta”, segundo a novilíngua usada na caderneta) que se vê em uma situação de gravidez indesejada, definida como “aquela em que a pessoa não pretendia engravidar e não deseja a continuidade da gestação” (destaque nosso).

Essa mentalidade é facilmente comprovável quando se verifica que, além da informação incorreta sobre o status legal do aborto em casos de gestação decorrente de estupro, risco de vida para a mãe, e anencefalia, a caderneta não apresenta nenhuma outra opção para a mãe que não deseja ter o filho (por vários motivos, alguns deles bastante compreensíveis), mas também intui que matá-lo no ventre não é uma solução. O documento não informa, por exemplo, que a partir da 22.ª semana de gestação o feto atinge o limiar da viabilidade, tendo já chance de sobreviver fora do útero se receber os devidos cuidados médicos. Tampouco explica sobre programas de encaminhamento dos bebês para adoção (independentemente de o parto ter sido antecipado, ou ocorrer no fim normal da gestação).

A rigor, a própria inclusão de informações sobre aborto na caderneta já é uma forma sutil de incentivo. Como lembrou o obstetra Raphael Câmara, ex-secretário de Atenção Primária do Ministério da Saúde, membro do Conselho Federal de Medicina (CFM) e criador da versão anterior (de 2022) da Caderneta da Gestante, pressupõe-se que a mulher que busca um documento como esse o faz porque tem planos de levar a gestação adiante. A menção ao aborto, ali, representa a inserção de uma possibilidade que a gestante descartou ou nem sequer chegou a considerar. “Começa-se a usar o pré-natal como um momento para se estimular o aborto”, afirmou Câmara.

Informação desnecessária, equivocada do ponto de vista jurídico, e pela metade – nada disso é acidental. O estímulo não é explícito, mas dissimulado: às mulheres desesperadas, vulneráveis por uma gravidez que não desejaram, a caderneta tem uma sugestão: abortar, pois a lei “permite”. Nem é preciso pensar em outras possibilidades. Inclusive, a caderneta faz questão de lembrar que “não é obrigatório registrar boletim de ocorrência”; só não sugeriu que um aborto sob demanda pode ser conseguido com uma alegação falsa de violência sexual, mas talvez isso não seja necessário: a militância sabe o caminho das pedras.

Em 2022, para disfarçar seu abortismo, Lula tentou se esquivar, dizendo, em uma carta aos evangélicos, que esse “não é um tema a ser decidido pelo presidente da República e sim pelo Congresso Nacional”. Era mentira: primeiro, porque os satélites do petismo na esquerda buscaram o Supremo Tribunal Federal para que descriminalizasse o aborto, à revelia do Legislativo; segundo, porque o Poder Executivo tem feito muito ao longo desses quatro anos para incentivar o aborto: revogou e reescreveu normas técnicas; retirou o Brasil de pactos internacionais em defesa da vida nascente; facilitou abortos em supostos casos de gestação decorrente de estupro, retirando exigências como o boletim de ocorrência; e tentou até normalizar a barbárie do aborto tardio, quando a criança já tem chance de sobrevivência fora do útero. A nova Caderneta da Gestante é apenas mais uma dessas ações do governo que buscam aproveitar todo tipo possível de brecha para contornar a vontade do povo, cristalizada na lei penal. Mas, quando a campanha chegar, Lula voltará a dizer que aborto é assunto para o Legislativo, e não para o Executivo. Que o país não caia mais uma vez nesse engano fatal para os seres humanos mais indefesos e inocentes.

PENINHA - DICA MUSICAL