JOSÉ PAULO CAVALCANTI - PENSO, LOGO INSISTO

JK? DE NOVO? (2 de 2)

Seguimos no exame do caso JK que, segundo Comissão nomeada pelo atual governo do Brasil, teria sido assassinado. Eleições são capazes de tudo. Começo dizendo que era domingo e JK voltava, para casa, já quase escuro. As colisões dos veículos ocorreram numa reta próxima de Resende (Rio). Primeiro, entre o Opala de JK e um Ônibus da Viação Cometa (com quem se chocaria, inicialmente), indo na direção SP/Rio; enquanto na outra pista em direção contrária, Rio/SP, vinha um caminhão SCANIA carregado com 30 toneladas de gesso. Foi ele o responsável pelas mortes de JK e seu motorista, Geraldo Ribeiro, numa segunda colisão.

Era plana, gramada e sem guard-rails, a área de separação entre as duas pistas. E também planos os acostamentos e as áreas adjacentes (mais de um quilômetro), em ambos os lados. Certo que, fosse mesmo um atentado, certamente o local escolhido para isso iria ser outro. Provavelmente uma curva, junto a precipício.

E, para quem planeja um atentado, último veículo do mundo que se utilizaria para provocá-lo seria um ônibus. Lento. Em velocidade menor que a do Opala. E cheio de passageiros (40), testemunhas oculares da tragédia. O acidente se deu com o Opala de JK invadindo a faixa da esquerda, por onde trafegava o ônibus (há fotos com marcas das tintas, provando essa batida). Talvez um cochilo do motorista. No chão ficaram as marcas dos pneus, prova inequívoca do desvio que teve o veículo da sua rota normal. Basta ver as fotos.

Dito Opala, dirigido pelo motorista Geraldo Ribeiro, se desgovernou após esse primeiro abalroamento. Ultrapassou o canteiro central e avançou pela pista contrária. Dali, em situação normal, seguiria em frente, em uma área plana e de mato baixo.

Mas o que ocorreu?, eis a questão. Provavelmente deu-se que seu motorista, passado o breve instante de torpor com o abalroamento no ônibus, terá reagido virando à direita. Para impedir que o veículo entrasse naquele mato. Com risco de furar um pneu. E no desejo de retomar sua viagem, normalmente. Passaria à esquerda do caminhão pelo acostamento, assim pensou, e voltaria depois à sua pista. Era o que desejava. Só que por azar, muito azar, chocaram-se, a parte frontal direita de seu Opala, com a parte frontal direita da carreta Scania, que vinha em sentido contrário. Por pouco, muito pouco, não conseguiu. É pena.

Já envenenamentos não produzem efeitos repentinamente. Caso ocorresse, o motorista começaria a passar mal e teria parado. Já a versão de um tiro de precisão, na cabeça do motorista de JK não se sustenta.

Primeiro, porque o crânio de Geraldo Ribeiro, se vê nas fotos da época (apresentadas no Laudo), não tinha qualquer lesão. Segundo porque, caso tivesse o motorista sido atingido por uma bala no crânio, e jamais poderia ter depois alterado conscientemente a trajetória do veículo em que estava. Como fez. Quem tiver maior interesse no caso basta acessar, pela internet, o site da CNV, com a íntegra do Laudo e seus anexos.

A história tem suas tramas. Seus designíos. E seus mistérios. Claro que o Regime Militar ficaria feliz em ver morto JK. Um risco a menos. Mas é como se o destino, esse “Deus sem nome” como queria Fernando Pessoa (carta a Henry More), tivesse agido antes. E, no fim, tudo se resumiu a só um acidente automobilístico. Às vésperas ou não de eleições, essa é a verdade.

P.S. Minha seleção seria o time inteiro do Náutico (ver o último 6 x 2). Acostumado a ser HEXA.

DEU NO JORNAL

A PRISÃO DA CUMPANHÊRA

A oposição está mais convencida que nunca de que Lula age para proteger a organização criminosa PCC da classificação de “terrorista”, como deseja o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A prisão da influenciadora lulista Deolane Bezerra, ontem (21), acusada pelo Ministério Publico e a Polícia Civil de ser caixa do PCC e lavar dinheiro sujo, reforçou essa suspeita: “Esse desgoverno é omisso por conveniência”, acusa o deputado Messias Donato (União-ES).

“A prisão escancarou o que muitos já sabiam: aliada direta do presidente, envolvida com lavagem de dinheiro do PCC”, destacou Messias.

“Olha a proximidade do crime organizado com a República”, apontou estarrecido o deputado e ex-promotor de Justiça Alfredo Gaspar (PL-AL).

O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) também reagiu à prisão da amiga de Lula: “Deolane virou símbolo da normalização do absurdo”.

Para Evair de Melo (Rep-ES), a prisão “escancara a podridão que tomou conta do país”. “E Lula ainda se recusa a tratar facção como terrorismo.

Deolane, presa pela polícia civil, posa com Lula e Janja

* * *

Num sei mesmo porque todo esse espanto.

Normal, normal, normal.

Quem enxerga as coisas direitinho e vê o Brasil atual do jeito que ele é, já sabe que tá tudo dentro dos conformes lulo-petralha.

Isso é cagado e cuspido o retrato da republiqueta banânica na atualidade!

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

O COICE

O coice é o movimento natural de defesa dos quadrúpedes, especialmente equinos (cavalos, burros e mulas), que consiste em golpear com as patas traseiras.

Certa vez, espalhou-se em Nova-Cruz (RN), a notícia de que um conhecido fazendeiro matara com um tiro de revólver seu cavalo de estimação, Maltino, depois de ter recebido dele um coice, que, por um triz, não foi fatal.

A cidade se revoltou contra a violência do fazendeiro, por ter tirado a vida do animal. O ato foi encarado como pura perversidade contra um animal irracional.

Está provado que o animal só ataca para se defender.

A vingança do fazendeiro contra o cavalo de sua suposta estimação, dando-lhe um tiro de revólver por causa de um coice, foi puro ódio e covardia. Poderia o fazendeiro ter se livrado do seu cavalo de outra forma, jamais matando-o. Uma doação, um “presente” ou uma comercialização teria resolvido o problema.

Irracionais que são, os animais só atacam para se defender. Foi o caso do Maltino, que atacou seu dono com um coice, para se defender de alguma agressão, com certeza, recebida naquela hora.

Nos dias atuais, a perversidade satânica está espalhada e a maldade é contagiante. A compaixão por pessoas inválidas ou por animais indefesos não existe mais.

Também há muitos humanos “desumanos”, que são mais violentos do que certos animais. Vivem a dar “coices” em pessoas honestas, tentando destruir reputações e denegrindo imagens.

Essas pessoas que agem assim, mais cedo ou mais tarde, colherão seus frutos. Esses “coices” dos humanos visam destruir a vida e a saúde de pessoas honestas.

Repisando, o coice é a arma de defesa dos equinos, quando são agredidos.

Também há humanos que vivem dando “coices” diferentes, e chegam a matar o próximo, por mera perversidade.

A atitude violenta do fazendeiro não passou de pura perversidade e covardia, diante de um animal irracional.

Evocando a inteligência de George Bernard Shaw, dramaturgo e escritor irlandês (26/Jul/1856 – 2/Nov/1950):

“Quando o homem mata o tigre, é esporte. Mas quando o tigre mata o homem, é ferocidade”.

A frase é uma famosa crítica social sobre a hipocrisia humana e frequentemente aparece em provas de interpretação de texto.

O dramaturgo e escritor irlandês George Bernard Shaw foi vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1925. É amplamente reconhecido por suas obras satíricas e críticas sociais, como Pigmalião.

Nos dias atuais, a perversidade satânica está espalhada e a maldade é contagiante. Está provado que o coice é a arma de defesa dos equinos (cavalos, burros e mulas), que consiste em golpear com as patas traseiras quem lhe causa mal.

Já o humano, às vezes, além de não ter compaixão de um animal, chegando a matá-lo, com facilidade chega a matar outro humano, por inveja, ódio ou vingança.

O caso do fazendeiro que matou seu cavalo de estimação, depois de ter levado um coice, não passa de instinto de perversidade, ódio e covardia.

Repito que está provado, que os animais só atacam para se defender.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

UMA TARDE INESPERADA

– Seu Vicente, como vai? Está lembrado de mim?

Laurinha falou sorridente saindo do Shopping. Ele a olhou, reconheceu a bonita senhora, não sabia de onde, para acabar a dúvida gentilmente perguntou.

– Claro que recordo, a idade atrapalha pormenores, de onde mesmo que lhe conheço, menina?

– Obrigada pelo menina. Sou a Laurinha, fui professora de reforço escolar de sua filha mais nova, a Cacilda, por um ano. Lembra? Como vão os netos? O senhor era apegado com ao mais velho, o Francisco, deve estar um rapaz. Estou morando em São Paulo há oito anos.

– Laurinha, você está uma mulher bonita, vejo que o clima de São Paulo faz bem à saúde e à beleza.

– O senhor sempre gentil. Não é o clima, é a oportunidade de ganhar melhor. Tenho um emprego bom, ensino numa boa escola, por isso me trato, vou à academia e uso outras artimanhas das mulheres.

Nessa altura, os dois chegaram ao estacionamento, Vicente, acercou-se do carro, perguntou o destino de Laurinha. Ela pegaria um ônibus para o Prado, estava hospedada na casa da irmã. Vicente gentil, e certamente com outras intenções, ofereceu-se para levá-la. Laurinha recusou, não precisava se incomodar. Vicente insistiu, estava à toa na vida, sem ter o que fazer, aposentou-se há pouco tempo, tornou-se o vagabundo das tardes.

Ela colocou os embrulhos no banco traseiro, sentou-se à vontade, a saia encurtou mostrando ainda ser uma mulher desejável, o tempo não foi tão cruel com Laurinha. Ele deu a partida, o carro rolava maciamente no asfalto, olhou de banda para ela, gostou do que viu. Laurinha foi a primeira a retornar conversa.

– E Dona Celina, como vai? Ainda gosta de jogar cartas com as amigas toda tarde?

– Sim, tem a compulsão pelo jogo.

– Para compensar seu vício. Desculpe a franqueza, o senhor ainda gosta de garotas? Lembro uma vez que chegou em casa com a camisa suja de batom, que maldade de sua amiga. Dona Celina fez escândalo.

– Ainda tenho esse vício, entretanto, nunca deixei meus deveres matrimoniais. Os filhos cresceram, são independentes, hoje vivo para os netos. O Francisco tem 15 anos, a Adriana 13, e o Dudu 8 aninhos. Sou um avô babaca, esse é o melhor termo, faço tudo que eles pedem. E você? Conte sua vida, quero saber o que fez em São Paulo para se tornar uma mulher tão bonita. Naquela época eu tive uma atração enorme por você, era uma jovem atraente, mas, tinha receio de confusão em casa. Estou fascinado, a mulher de hoje é mais bonita do que a jovem de ontem.

– Eu notava seus olhares Seu Vicente, vou confessar um segredo, eu também tinha atração pelo senhor, era um homem bonito, charmoso, aliás, ainda é. Já tem 60 anos?

– Tenho mais minha querida, Laurinha, somos dois adultos, não precisamos muito de conversa jogada fora, vou lhe fazer uma proposta. Há muitos anos nos conhecemos, descobrimos que numa época nos desejamos, não deu. Por isso pergunto: Vamos passar a tarde num motel, em busca do tempo perdido e fazer tudo que der vontade?

– Por que não? Respondeu calma Laurinha. Ao entrar no apartamento os dois se abraçaram, se amaram, se beijaram, como dois seres maduros cheios de desejos. Uma tarde gloriosa de amor. Inesquecível.

Os dois conversaram lembrando fatos da vida passada, muita história. Nunca mais havia passado momentos tão agradáveis, afinal, felicidade é momento, aquele foi marcante.

Ao levar Laurinha para casa, propôs novo encontro, que bom ela ter aparecido. Perguntou quando poderia vê-la. Ela o olhou nos olhos.

– Retorno a São Paulo amanhã, tenho um filho, sem marido. Quem sabe um dia?

Beijou-lhe o rosto. Antes de entrar na casa da irmã, olhou para Vicente, sorriu. Estava feliz.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

LULA AINDA QUER MESSIAS NO STF

Editorial Gazeta do Povo

Inconformado por entrar para a história como o primeiro presidente da República desde Floriano Peixoto a ver uma indicação para o STF rejeitada pelo Senado, Lula estaria disposto a repetir a aposta e submeter novamente o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, segundo informações de bastidores dos jornais Folha de S.Paulo e O Globo, que ouviram aliados de Lula. O repeteco da nomeação esbarra em questões regimentais, mas, se ocorrer, a arrogância de Lula e o desprezo com que trata o Poder Legislativo colocará o Senado diante de um novo teste, que poderá fortalecê-lo de vez ou desmoralizá-lo completamente.

O empecilho regimental a uma nova indicação de Messias está em um ato da Mesa Diretora do Senado, de 2010, que proíbe “a apreciação, na mesma sessão legislativa, de indicação de autoridade rejeitada pelo Senado Federal”; o texto é inspirado no artigo 67 da Constituição, pelo qual “a matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos membros de qualquer das Casas do Congresso Nacional” – por “sessão legislativa” entende-se “o período de atividade normal do Congresso a cada ano”, segundo o site do Senado. Por analogia, portanto, a mesma regra constitucional para os projetos de lei se aplica também, por decisão do próprio Senado, ao processo de indicação não apenas de ministros do STF, mas outras autoridades como o procurador-geral da República, e o presidente e diretores do Banco Central. Se Lula quiser indicar Messias outra vez ao Supremo, que vença a eleição e espere 2027.

Por isso, se o presidente da República insistir em indicar o advogado-geral ainda este ano – contrariando parte de seus aliados, também de acordo com as informações de bastidores –, só existe uma resposta possível por parte dos senadores: recusar-se a analisar a nomeação, devolvendo-a ao governo. E isso, ressalte-se, continuaria valendo ainda que Messias tivesse aproveitado as semanas que se passaram desde a rejeição histórica para se tornar um jurista eminente e nacionalmente reconhecido, para limpar sua reputação de subordinação ao petismo, e para abandonar o abortismo e a censura que marcam sua passagem pela AGU – coisas que ele, evidentemente, não fez, continuando tão desqualificado para o cargo quanto o era em abril.

À completa inadequação do indicado de Lula se soma, então, a atitude arrogante do presidente da República, incapaz de aceitar uma decisão soberana de outro poder, convencido de que Legislativo e Judiciário só existem para se curvar ao Executivo. E, diante de uma postura dessas, apenas a devolução de uma eventual segunda indicação de Messias preservaria a dignidade institucional do Senado (dignidade essa que, convenhamos, tem sido prejudicada por omissões de seu presidente). Aceitar uma repetição do processo de indicação, com parecer, sabatina e voto em plenário, seria péssimo ainda que terminasse em nova rejeição, pois sinalizaria a disposição em ignorar regras para cumprir caprichos presidenciais; uma aprovação do nome de Messias, revertendo o que os mesmos senadores decidiram em abril, seria ainda pior: a consagração do Senado como uma casa de covardes, de capachos venais do Palácio do Planalto.

Se Lula quer terminar seu terceiro mandato emplacando um indicado ao Supremo, precisará deixar de lado a teimosia, e tampouco ceder a identitarismos. Que indique um jurista renomado, referência em sua área, sem nenhum laço presente ou passado com o governo, de trajetória marcada pela defesa intransigente das liberdades; se fizer isso, terá mais chances de ver seu escolhido aprovado pelo Senado. Mas, ao que tudo indica, este Lula ressentido e vingativo do terceiro mandato não terá essa grandeza de espírito, tão convicto está de merecer a vassalagem dos parlamentares.

PENINHA - DICA MUSICAL

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