VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

O coice é o movimento natural de defesa dos quadrúpedes, especialmente equinos (cavalos, burros e mulas), que consiste em golpear com as patas traseiras.

Certa vez, espalhou-se em Nova-Cruz (RN), a notícia de que um conhecido fazendeiro matara com um tiro de revólver seu cavalo de estimação, Maltino, depois de ter recebido dele um coice, que, por um triz, não foi fatal.

A cidade se revoltou contra a violência do fazendeiro, por ter tirado a vida do animal. O ato foi encarado como pura perversidade contra um animal irracional.

Está provado que o animal só ataca para se defender.

A vingança do fazendeiro contra o cavalo de sua suposta estimação, dando-lhe um tiro de revólver por causa de um coice, foi puro ódio e covardia. Poderia o fazendeiro ter se livrado do seu cavalo de outra forma, jamais matando-o. Uma doação, um “presente” ou uma comercialização teria resolvido o problema.

Irracionais que são, os animais só atacam para se defender. Foi o caso do Maltino, que atacou seu dono com um coice, para se defender de alguma agressão, com certeza, recebida naquela hora.

Nos dias atuais, a perversidade satânica está espalhada e a maldade é contagiante. A compaixão por pessoas inválidas ou por animais indefesos não existe mais.

Também há muitos humanos “desumanos”, que são mais violentos do que certos animais. Vivem a dar “coices” em pessoas honestas, tentando destruir reputações e denegrindo imagens.

Essas pessoas que agem assim, mais cedo ou mais tarde, colherão seus frutos. Esses “coices” dos humanos visam destruir a vida e a saúde de pessoas honestas.

Repisando, o coice é a arma de defesa dos equinos, quando são agredidos.

Também há humanos que vivem dando “coices” diferentes, e chegam a matar o próximo, por mera perversidade.

A atitude violenta do fazendeiro não passou de pura perversidade e covardia, diante de um animal irracional.

Evocando a inteligência de George Bernard Shaw, dramaturgo e escritor irlandês (26/Jul/1856 – 2/Nov/1950):

“Quando o homem mata o tigre, é esporte. Mas quando o tigre mata o homem, é ferocidade”.

A frase é uma famosa crítica social sobre a hipocrisia humana e frequentemente aparece em provas de interpretação de texto.

O dramaturgo e escritor irlandês George Bernard Shaw foi vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1925. É amplamente reconhecido por suas obras satíricas e críticas sociais, como Pigmalião.

Nos dias atuais, a perversidade satânica está espalhada e a maldade é contagiante. Está provado que o coice é a arma de defesa dos equinos (cavalos, burros e mulas), que consiste em golpear com as patas traseiras quem lhe causa mal.

Já o humano, às vezes, além de não ter compaixão de um animal, chegando a matá-lo, com facilidade chega a matar outro humano, por inveja, ódio ou vingança.

O caso do fazendeiro que matou seu cavalo de estimação, depois de ter levado um coice, não passa de instinto de perversidade, ódio e covardia.

Repito que está provado, que os animais só atacam para se defender.

Um comentário em “O COICE

  1. Violante, antes de chegar para ler esta sua reflexiva publicação, li e quero parabenizar pela “doação” para o JBF, independente de ter certeza que Chupicleide vai tomar banho de cachaça no mercado de Casa Amarela. É a vida dela!
    E a reflexão me leva (o obriga) a confundir os coices da vida com a atual situação e preferência de moçoilas e rapazes que, nos fins das tardes, “encolerizam” (de botar fantasias e róseas coleiras nos dogs, e não de provocar “cólera”) os cães e cadelas e saem aos passeios nas praças públicas – mas, dão coices nos pais, mandando-os sem coleiras para os asilos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *