Filhinho de papai é assim… Era óbvio que Lula jamais deixaria uma investigação chegar perto do seu filho.
Lula e os petistas fizeram de tudo para atrapalhar a CPMI do INSS, principalmente com foco em livrar o Lulinha. No último dia da Comissão, a gota d’água da hipocrisia… pic.twitter.com/wMiIMZlSq8
Neste Domingo de Ramos, para os que não possuem fé no Homão, envio algumas mensagens remetidas do Além para os povos de todos os cantos do mundo, mormente agora quando guerras genocidas são travadas, destruindo pessoas inocentes que apenas viviam em paz. Que algumas delas sirvam para a implantação de uma FUS – Fraternidade Universal Solidária, onde todos sejam um só no Criador do Todo. Ei-las:
1. Se você está sentindo o fim de um ciclo em um determinado lugar, não tenha medo do novo, não tenha medo de se reinventar. Você está divinamente amparado, pode confiar na intuição.
2. Tente não se comparar aos outros e nem aos que eles estão fazendo. As coisas vão acontecer e fluir para você na hora certa. Confie nisso. Você vai chegar lá em breve.
3. 3. Você tem uma alma incrível. Pare de se arrepender de ser uma pessoa boa. Quem quer que tenha passado pela sua vida precisava de sua luz naquele momento. Você permanece gentil e comprometido com seu próprio amor social. Não ouse duvidar do seu valor ou da beleza da sua verdade. Apenas continue brilhando como sempre faz.
Confesso, hoje, a minha felicidade em ter um montão de amigos judeus pelos quatro cantos do Brasil, alguns até do outro lado do Atlântico e uma meia dúzia nos Estados Unidos, sempre enviando notas e análises sobre as trumpalhadas de um emperucado que almeja uma dinastia presidencial, mesmo desprezando um clima democrático que se prepara para não decepcionar o ideário deixado pelo inesquecível Martin Luther King, aquele que pronunciou o muitas vezes por mim lido Eu Tive um Sonho.
E de todos os judeus, sem exceção, guardo uma característica, a de um humor inteligente, muitas vezes até voltado contra si mesmos. De um deles, o Jacozinho, folião que nem eu do carnavalesco Bloco da Saudade, quando tínhamos resistências musculares para os desfiles momescos, nunca mais esqueci. Ele sempre costumava repetir o que tinha lido num livro que me presenteou no ano anterior: “Se alguém te diz ‘és um burro’, não dês importância. Mas se duas pessoas te disserem a mesma coisa, atrela-te a uma carroça”.
Profissionalmente altamente qualificado na área tecnológica, Jacozinho possuía uma programação de leituras de textos humanísticos nacionais e estrangeiros, ostentando um sólido nível cultural, que o fazia indispensável em todas as reuniões sociais que participava.
Nós dois detestávamos hipócritas, fingidos, babaovistas, boçais, farofeiros e merdálicos, aqueles que nunca se imaginam inseridos nos interiores fétidos do mundo.
O último livro presenteado pelo Jacozinho foi Do Éden ao Divã: Humor Judaico, Companhia Das Letras, organizado por Moacyr Scliar, Patrícia Finzi e Eliahu Toker, contendo deliciosas historietas, pejadas de um humor notavelmente inteligente.
Para gregos e troianos, com ou crença, uma Semana Santa muito arretada de ótima!!
Nesta última sexta-feira (27), Lulinha foi indiciado por quatro crimes na CPMI do INSS. O relator da comissão, Alfredo Gaspar, um deputado técnico que carrega anos de experiência em investigações, leu o relatório final da investigação. Isso ocorreu logo após o Supremo Tribunal Federal (STF), por 8 votos a 2, enterrar de vez a prorrogação da CPMI, que havia sido garantida pelo ministro André Mendonça na semana passada.
Agora, o filho do presidente Lula está formalmente indiciado por tráfico de influência, lavagem ou ocultação de bens, organização criminosa e participação em corrupção passiva. O Palácio do Planalto está tremendo. A CPMI acabou, mas as investigações e ações continuam no âmbito da Justiça — no STF, mas também longe do seu alcance, na primeira instância.
Antes de falar mais dos crimes, teve um barraco: logo após a apresentação do relatório, o deputado petista Lindbergh Farias, mais conhecido nos arquivos de propina da Odebrecht como “Lindinho”, teve a pachorra de xingar Alfredo Gaspar de estuprador. É uma acusação sem qualquer fundamento, em mostra pública da baixaria de um PT feliz da vida porque a CPMI terminou. Gaspar respondeu a Lindbergh na lata, como ele merece: “Eu estuprei corruptos iguais a você, que roubam o Brasil. Ladrão, lave sua boca, bandido.”
Não deixa de ser irônico ver alguém como Lindinho soltar um xingamento mentiroso desses contra um homem honrado como Alfredo Gaspar em plena sessão final da CPMI. De um lado, ele, Lindbergh Farias, o Lindinho, velho conhecido das planilhas de propina da Odebrecht; do outro, Alfredo Gaspar, um ex-promotor de Justiça, ex-chefe do Ministério Público por duas vezes, advogado e ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas, que combatia o crime organizado que Lindinho considera “vítima da sociedade”.
Em uma entrevista coletiva depois da confusão, Gaspar terminou de enterrar o Lindinho: “É um criminoso, um usuário de drogas! Você nasceu no pó! Seu lugar é na prisão! Seu cafetão, usuário de drogas! Seu ladrão! Se ponha no seu lugar!” A confusão expôs o desespero da esquerda diante de um relatório devastador e de um deputado que não se cala diante de ataques covardes e nem teme os abusos dos poderosos.
Depois da confusão, a bomba: o relatório afirma que Lulinha, “valendo-se de seu prestígio familiar e de sua capacidade de trânsito em instâncias governamentais, teria atuado como facilitador de acesso e possível sócio oculto” de esquemas no Ministério da Saúde e na Anvisa, recebendo “vultuosos repasses financeiros” via a empresária e lobista petista Roberta Luchsinger. Lulinha teria vendido o prestígio do sobrenome do pai para facilitar esquemas criminosos em troca de dinheiro.
E o relatório se baseia “nos elementos probatórios colhidos ao longo dos trabalhos desta CPMI, bem como nas informações constantes da decisão proferida pelo ministro André Mendonça, do STF”. Mais uma vez, as decisões de André Mendonça serviram de fundamento para responsabilização de envolvidos em corrupção. O ministro que muitos subestimaram continua fornecendo as bases jurídicas para as investigações avançarem.
Mas não é só Lulinha. O relatório pediu o indiciamento de duzentas e dezesseis pessoas no total, incluindo o banqueiro Daniel Vorcaro, o senador Weverton Rocha (PDT-MA), o deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), Roberta Luchsinger, o Careca do INSS e até a ex-marqueteira do PT Danielle Fonteles. A escala do esquema impressiona. Roubaram velhinhos do INSS de forma sistemática, organizada, em múltiplas frentes. Pediu-se ainda a investigação de ministros do STF.
Que bom que a investigação não terminou em pizza. Mesmo com todas as tentativas de obstrução, mesmo com o STF barrando a prorrogação, a CPMI cumpriu seu papel e entregou um relatório robusto pedindo o indiciamento de Lulinha. E, como Lulinha não tem foro privilegiado e há investigações em várias instâncias, esse relatório agora deverá ser enviado para o Ministério Público Federal de primeiro grau, onde os procuradores não deixarão pedra sobre pedra.
A investigação pode atingir não só Lulinha e os demais envolvidos nos roubos dos velhinhos do INSS, mas também ministros — e fora do controle do STF. Afinal, procuradores podem conduzir investigações contra quem tem foro privilegiado em primeira instância quando há improbidade administrativa. Isso abre a porta para que apurações avancem sobre ministros — o que depende, é claro, da coragem de procuradores num ambiente hostil, mas conheci numerosos colegas que cumpririam seu dever com honra.
O deputado Alfredo Gaspar merece reconhecimento. Enfrentou pressão política, ataques pessoais baixos e tentativas de desqualificação, e entregou um relatório técnico e fundamentado. Mostrou que é possível investigar com seriedade mesmo quando o alvo é o filho do presidente da República. Lindbergh pode xingar, o PT pode fazer barraco, o Palácio pode tremer. O relatório está entregue, as provas estão documentadas, e a Justiça vai seguir seu curso.
Esta é a diferença entre quem trabalha com seriedade e quem trabalha com gritaria. Gaspar apresentou provas. Lindbergh apresentou xingamentos. Gaspar cumpriu seu dever constitucional. Lindbergh fez teatro. E, no final, ficou registrado para a história quem estava do lado da lei e quem estava do lado da baixaria.