DEU NO X

COMENTÁRIO DO LEITOR

XICO COM X, BIZERRA COM I

ORIGAMIS AZUIS

Minha cor preferida era o verde até Bernardo me confessar que sua cor predileta é o azul. Então vi como estava errado: claro que o azul é a cor mais bonita, muito mais bonita que o verde. A partir dessa constatação, minha cor preferida passou a ser o azul, não importa se o claro ou o escuro, se o marinho ou o da Pérsia, mas o azul, qualquer que seja o tom. Não há como discordar da sabedoria de Bernardo.

Meu barquinho azul hoje navega no mar tão azul quanto ele e as estrelas azuis povoam o azul do céu. E nós, eu e Bernardo, conseguimos vislumbrar barquinhos e estrelas ainda que o azul do céu e do mar não tenha a tonalidade do azul que desejamos. Nossos olhos veem o que queremos ver. Doce e singelamente.

Hoje, todos os meus lápis de cor são de uma cor só que eu não posso revelar. Ganha um presente azul quem descobrir a cor dos meus lápis azuis. São tão coloridos quanto os lápis azuis de Bernardo e os origamis que a avó, a mãe e a tia fazem para ele. Todos azuis. Viva o azul!

DEU NO JORNAL

A ÚLTIMA DOS MENTIROSOS: BRASIL, MAIS DEMOCRÁTICO QUE OS ESTADOS UNIDOS

Luís Ernesto Lacombe

brasil mais democrático que estados unidos

Então um pesquisador crítico de Trump e bancado por Soros concluiu que os Estados Unidos são menos democráticos que o Brasil? Quem diria…

“O Brasil é mais democrático que os Estados Unidos”… A afirmação é absolutamente risível, mas tomou o noticiário do Grupo Globo. A imprensa fajuta, já faz tempo, acha que pode dizer qualquer coisa, partindo do seguinte: “Um estudo revela…” A Folha de S.Paulo costuma ir além e não se cansa de apostar num estratagema anedótico baseado em “diz leitor”… Quase nada dessa turma se sustenta, e é um desalento reconhecer que ainda existem leitores, ouvintes e espectadores dispostos a acreditar em narrativas tortas, enviesadas, mentirosas.

Não é jornalista aquele que abre mão da curiosidade, da desconfiança, das perguntas, de uma apuração profunda. Exibir um mapa múndi colorido conforme o grau de democracia de cada país, a partir de uma “pesquisa” totalmente obscura, chega a ser atitude criminosa. Não faz o menor sentido inventar uma gradação de cores como fez um instituto ligado à Universidade de Gotemburgo, na Suécia, para “indicar” o nível de liberdade de cada nação, se os “parâmetros” usados não têm qualquer base na realidade, nos fatos.

Quanto mais intenso o vermelho usado no mapa, menos livre o país seria. Quanto mais forte o tom de azul, mais democrático. O Brasil foi pintado com um azul que indicaria um nível apenas abaixo da “democracia plena”. Os Estados Unidos receberam um cinza mais para o claro… E isso certamente se deu a partir de um desejo do responsável pelo “estudo”, Staffan Lindberg. Em 2024, esse enganador afirmou que os Estados Unidos não sobreviveriam a um segundo mandato de Donald Trump…

Uma simples verificação dos financiadores da tal “pesquisa” ligada à universidade sueca seria suficiente para levantar sobre ela suspeitas graves: Banco Mundial, Open Society, do bilionário George Soros, apoiador do que há de pior neste mundo, empresários ligados ao globalismo, a pautas identitárias, ao ecoterrorismo. E as tentativas de entender a metodologia do “estudo” dão em nada. Não há informações sobre isso. O que se sabe é que foram entrevistados “especialistas”… Quais? Impossível descobrir. É tudo sigiloso.

Só mesmo aqueles que dividem a humanidade, que chamam homem de mulher, que anunciam o fim do mundo para depois de amanhã, que acham que é preciso rasgar as leis para “salvar um país” podem dizer que o Brasil é mais democrático que os Estados Unidos. O totalitarismo woke age dessa forma, com base em mentiras, em narrativas insustentáveis. Infelizmente, do outro lado, ninguém faz nada… Podemos ter os nossos próprios estudos, feitos por gente séria, seguindo os métodos corretos? Podemos ter pesquisas apegadas ao mundo real? Quando os empresários, os bilionários conservadores vão entender que é primordial vencer a guerra cultural?

PENINHA - DICA MUSICAL

ORQUESTRA JONICLER REAL & SILVER ROCKS

Esta semana quero homenagear um sujeito muito bacana que conheci sábado passado.

Jonicler Real é o Maestro da Orquestra Jonicler Real da cidade de Sorocaba-SP.

Quando ele me disse que tinha alguns vídeos da orquestra no youtube eu disse que iria apresentá-lo ao Brasil e aos brasileiros pelo nosso Jornal da Besta Fubana.

Aí está!

Smoke on the Water

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

PASSADO, PRESENTE E FUTURO (A esperança perdida)

Eu era um “menino véi buchudo” e acompanhava meu pai acompanhando o noticiário sobre a Eleição Indireta para Presidente do Brasil. O ano era 1985.

Quando o repórter anunciou que Tancredo Neves não sofria mais nenhuma possibilidade de derrota, papai pulou da cadeira com os braços para o alto. Eu pulei junto. Gritamos de alegria.

Comemorávamos a vitória do mineiro; de braços dados com a Democracia, filha legítima da Liberdade.

Tínhamos, papai e eu, uma esperança sem igual no futuro que se abria à nossa frente.

Hoje, papai não acompanha mais nada. O Alzheimer não lhe permite entendimento algum, alegria alguma. Só há como um vazio na tristeza dos seus olhos de pálpebras caídas; talvez porque os tempos passados foram apagados para ele na mesma velocidade que se apaga o presente, logo após acontecer. Já não sonha com um futuro de bons augúrios, o meu pai, pobre pai que, anos antes daquela comemoração, havia me ensinado uma música cuja letra previa “esse é um país que vai pra frente”; mas que parece nunca foi. Nem irá?

Aquela esperança de braços levantados sob a égide da alegria, em 1985, foi se definhando em par com as memórias de papai.

Outro dia eu me fiz de doido e, sentado à sua frente, narrei os acontecimentos nacionais do tempo presente para papai. Não me importei se ele compreendia, ou não. Queria me iludir que estava ali a consciência impecável do homem que me serviu de norte moral, sendo o alicerce para os meus princípios políticos. Falei da corrupção, das decisões questionáveis e quando já narrava o terceiro escândalo, dando os nomes e os cargos dos envolvidos, por trás de uma nuvem de contemplação de algo inexistente no espaço entre nós dois, ele disse “sempre foi assim”. Seus olhos estavam parados, como ficam a maior parte do tempo, olhando no vácuo dos anos apagados.

Meu pai já não controla sequer o presente. É um homem sem esperança.

E eu, seu filho, não tenho certeza alguma sobre o futuro do nosso país. Embora ainda haja, em mim, uma réstia dela. Digo. De esperança.

Hoje eu tenho mais idade que papai tinha naquele 1985. E me pego divagando se o nosso futuro, traçado naquele passado, não teria sido mais auspicioso se tivéssemos, papai e eu, chorado a derrota de Tancredo. Quem saberá?

Afinal, o futuro é incerto em todas as direções.

Porém, o passado, que arrima o presente, esse ninguém pode apagar em mim.

Nem o Alzheimer de papai.

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO X