Minha cor preferida era o verde até Bernardo me confessar que sua cor predileta é o azul. Então vi como estava errado: claro que o azul é a cor mais bonita, muito mais bonita que o verde. A partir dessa constatação, minha cor preferida passou a ser o azul, não importa se o claro ou o escuro, se o marinho ou o da Pérsia, mas o azul, qualquer que seja o tom. Não há como discordar da sabedoria de Bernardo.
Meu barquinho azul hoje navega no mar tão azul quanto ele e as estrelas azuis povoam o azul do céu. E nós, eu e Bernardo, conseguimos vislumbrar barquinhos e estrelas ainda que o azul do céu e do mar não tenha a tonalidade do azul que desejamos. Nossos olhos veem o que queremos ver. Doce e singelamente.
Hoje, todos os meus lápis de cor são de uma cor só que eu não posso revelar. Ganha um presente azul quem descobrir a cor dos meus lápis azuis. São tão coloridos quanto os lápis azuis de Bernardo e os origamis que a avó, a mãe e a tia fazem para ele. Todos azuis. Viva o azul!


Faz tempos uma gráfica, a Flamar, decidiu fazer propaganda com as cores. E, a mim, coube o azul de seu neto. Esse Bernardo tem mesmo bom gosto. Escrevi assim:
Em volta da mesma luz
As borboletas azuis
Dos meu tempos de menino
Parecem voltar nos anos
E agora são desenganos
Em volta do meu Destino.
Inspiração azulada.
Parabéns, Dr ZéPaulo.
Nunca duvidei dos que gostam do Azul.
Abraço