DEU NO JORNAL

RAPIDINHO: LEVOU SÓ 8 MESES PRA REAGIR

Lula (PT) levou quase oito meses para aplicar um tardio “princípio da reciprocidade”, cancelando o visto de um assessor do governo dos EUA que monitora fatos do Brasil que possam interessar ao seu país. Ficou claro que o petista apenas tenta criar fato político que faça parar sua curva declinante e a curva ascendente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas.

Lula anunciou o cancelamento do visto do americano no palanque eleitoral em que transformou inauguração de ala hospitalar.

Além de demorar a reagir ao cancelamento do visto do seu ministro da Saúde, Lula ainda equiparou o auxiliar ao sub do sub de Donald Trump.

Em discurso com fala agitada, disse que o assessor de Trump teria o visto de volta quando Alexandre Padilha recuperasse o seu.

A valentia de Lula faria sentido se o visto cancelado fosse do secretário da Saúde de Trump, Robert Kennedy Jr, não de assessor de 5º escalão.

A bravata de Lula nasceu do botão de pânico acionado no governo. À falta de ideia melhor, mandaram Lula insistir na lorota da “soberania”.

* * *

As expressões “curva declinante” e “curva ascendente”, se referindo às situaçãos de Lula e de Flávio Bolsonaro, e que estão no primeiro parágrafo dessa nota aí de cima, são um resumo perfeito do quadro eleitoral atual.

Excelente motivo para deixar satisfeita a banda decente deste avacalhado país.

Já a criatividade da expressão “botão de pânico”, no último parágrafo, é um bom motivo para alegrar este início do nosso final de semana.

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

SORRIR E CANTAR – Rogaciano Bezerra Leite

Quando falas porque vivo rindo
Também falas por viver cantando
Se a vida é bela e esse mundo é lindo
Não há razões pra viver chorando.

Cantar é sempre o que a fazer eu ando
Sorrir é sempre o meu prazer infindo
Se canto e rio, é porque vivo amando
Se amo e canto, é porque vivo rindo.

Se o pranto morre quando nasce o canto
Eu canto e rio pra matar o pranto
E gosto muito de quem canta e ri.

Logo bem vês por esses dotes meus
Que quando canto estou pensando em Deus
E quando rio estou pensando em ti.

Almanaque de História: Quem é Rogaciano Leite.

Rogaciano Bezerra Leite, São José do Egito-PE, (1920-1969)

DEU NO X

COMENTÁRIO DO LEITOR

ONDE ESTAVAM AS FEMINISTAS?

Comentário sobre a postagem UM MACHO BAITOLA

Sergio Rieffel:

Seria até uma sacanagem alguém aparecer e dizer “eu avisei”, mas não faltaram alertas que essa escalada dos trans nos espaços femininos iria dar problema!

E o que aconteceu?

Em vez de ouvirem os alertas, mulheres em postos-chave sempre passaram pano para o que estava acontecendo (principalmente nos esportes)!

Onde estavam as feministas histéricas que não saíram em defesa das mulheres?

Boa parte do movimento feminista proferiu aderir a uma agenda woke sem se importar com o futuro!

Agora o trans humilha, desrespeita e debocha diariamente das mulheres que vêm chorar o leite derramado!

Obs.: Antes que eu esqueça, só mesmo alguém muito descerebrado e idiota iria acreditar que essa Erika Hilton é uma defensora das mulheres e suas causas!

Ela sempre foi e sempre será defensora das causas LGBT (mais aquele monte de letras baboseiras)!!!

RODRIGO CONSTANTINO

IMPRENSA SOB ATAQUE… FAZ TEMPO!

Associações de imprensa e entidades da categoria dos jornalistas divulgaram nesta quinta-feira (12) notas públicas em que criticam a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar uma operação contra um jornalista maranhense.

As entidades declararam ver risco de um “precedente preocupante” no exercício da profissão, com “intimidação” à prática profissional do jornalismo e ao princípio constitucional do sigilo de fonte. Luís Pablo Almeida, autor do blog do Luís Pablo, teve celulares e um notebook apreendidos na terça-feira (10) em uma operação de busca e apreensão em sua casa, após reportagens em que informou sobre um suposto uso irregular de veículo oficial do TJ-MA pelo ministro do STF Flávio Dino.

Para a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), a operação contra Luís Pablo “coloca não apenas o repórter sob risco, mas todos os jornalistas brasileiros”. A Abraji considerou a ação “insuficientemente fundamentada” e disse que a decisão de Moraes não teve “indicação de erro factual nas reportagens”. A Abraji conclui dizendo que a apreensão de bens viola o sigilo de fonte e se coloca à disposição do jornalista.

A dúvida que surge é por onde andava essa turma nos últimos sete anos. Afinal, os abusos supremos contra jornalistas não começaram agora, nesse caso bizarro do Maranhão, mas vêm se arrastando faz tempo. Várias foram as vítimas do arbítrio de Moraes, e parece que justamente as categorias ligadas ao jornalismo não foram capazes de enxergar.

O advogado André Marsiglia comentou: “A imprensa está sob ataque há 7 anos, desde o início do inquérito das Fake News, mas as associações de imprensa descobriram só agora, quando os ataques passaram a sair no Jornal Nacional”. Ele chega a questionar para que servem essas associações nesse contexto.

A publicação de Vera Magalhães resume bem a postura de boa parte da imprensa antes. A jornalista postou um desenho de um juiz careca segurando a Constituição e os dizeres “vigiar e punir, gostoso demais”. Essa gente achou que a água do autoritarismo nunca bateria em seus bumbuns? Seu colega, o “liberal” Pedro Doria, chegou a escrever: “Fechar o X é uma tragédia, mas Moraes não tinha escolha”. Oi?

Não podemos esquecer que muitos desses jornalistas foram cúmplices de Moraes até aqui. Só agora parecem preocupados. Leandro Ruschel resgatou vários casos de jornalistas e influenciadores perseguidos, que passaram despercebidos pela nossa velha imprensa. A lista é grande: Guilherme Fiuza, Paulo Figueiredo, Alexandre Garcia, eu mesmo, entre tantos outros. Onde estavam esses jornalistas que agora temem os abusos supremos? Hibernando?

Antes tarde do que nunca, diz o ditado. Mas seria recomendável que ao menos esses jornalistas e suas associações fizessem um mea culpa, reconhecessem em público que erraram, que ajudaram a alimentar um monstro. O problema é que, ao fazer isso, eles jogariam por água abaixo aquela narrativa patética de que Moraes e seus comparsas estavam “salvando a democracia” ao mirar em “blogueiros bolsonaristas”…

DEU NO X

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

ERMÄCHTIGUNGSGESETZ

Estamos todos nós – brasileiros do bem – a cada dia mais pressionados pelas leis vigentes, pois são discutidas, alteradas, emendadas e reinventadas com a maior desfaçatez.

Muitas deixaram de, efetivamente, ter seus termos respeitados por certas “otoridades” da República.

Temos que dar uma pincelada irônica, naqueles que, sendo magistrados da corte superior ou eleitos pelo povo, repetidas vezes ultrapassam os limites de cada parágrafo, capítulo, inciso e artigos, como se fosse natural “emendar as emendas”.

Quase tudo ao sabor de seus próprios interesses, geralmente escusos.

Meu avô paterno, Pacífico dos Santos, (que tem seu nome em placa de rua no bairro do Paissandu), tendo sido jornalista e magistrado, disse a meu pai, certa feita, que a lei foi instituída para proteger o cidadão e que, enquanto ele obedecesse os seus termos, estaria protegido.

Mas, em nossos dias, as angústias se ampliam porque vemos, escancaradamente, as leis serem ultrajadas, o que representa ofensa muito grave à honra da população, afetando, impiedosamente, todo o povo.

Ninguém escapa!

Mas – há de se perguntar – se tanto vemos mutilados os termos das leis e regulamentos, porque não declaramos logo que vivemos sob a tutela da conhecida “Lei de Plenos Poderes”, que levou Hitler à ditadura: a Ermächtigungsgesetz?

DEU NO JORNAL

ÚNICO MÉRITO: NÃO TER SIDO TÃO IRRESPONSÁVEL QUANTO O PT GOSTARIA

Editorial Gazeta do Povo

fernando haddad ministerio da fazenda

Fernando Haddad deixará a Fazenda para, a pedido de Lula, disputar o governo de São Paulo

Na terça-feira, dia 10, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que deixará a pasta nos próximos dias. A pedido do presidente Lula, Haddad disputará o governo de São Paulo pelo PT, ainda que preferisse concorrer ao Senado ou coordenar a campanha de reeleição de Lula. A tarefa é ingrata: o atual governador, Tarcísio de Freitas – que derrotou Haddad em 2022 –, é favorito a permanecer no cargo. E, se os petistas querem destacar o lado positivo do quase ex-ministro, em vez de bater em um governador popular, não terão muito o que dizer sobre a passagem de Haddad pela Fazenda, a não ser que poderia ter sido bem pior.

Se Haddad foi descrito, ao longo dos três anos de governo Lula 3, como uma das vozes mais sensatas da equipe econômica – ao lado de uma apagada Simone Tebet – e do entorno do presidente da República, é apenas porque, se dependesse apenas do próprio Lula e de peixes graúdos petistas como os ministros Rui Costa e Gleisi Hoffmann, o Brasil já teria caído em um abismo fiscal muito mais profundo e há muito mais tempo. O ministro da Fazenda não é um entusiasta nem da liberdade econômica, nem da responsabilidade fiscal, tanto que a eficácia das medidas propostas e defendidas por ele se mostra em indicadores como a expansão descontrolada da dívida pública como proporção do PIB – algo bastante previsível, com um arcabouço fiscal que previa aumento real do gasto governamental independentemente do desempenho da economia, e ainda assim foi chamado de “austericídio” por Gleisi, então presidente do PT.

Para fechar as contas, Haddad recorreu a sucessivos aumentos de impostos, a ponto de ter se tornado o assunto de inúmeros memes, que o chamavam, não sem razão, de “Taxxad”. Levantamento realizado em maio de 2025 mostrava que o governo havia instituído ou elevado impostos a um ritmo alucinante: um anúncio a cada 37 dias, em média. Nem todos eles se concretizaram, ou ao menos não da forma originalmente pretendida, é verdade: sem articulação com o Congresso, Haddad fracassou nas tentativas de aumentar o IOF e de reonerar a folha de trabalho, acumulando derrotas no Legislativo – só a mão amiga do Supremo Tribunal Federal foi capaz de socorrer o ministro, ajudando-o a reduzir os déficits primários que marcaram os três primeiros anos da atual gestão.

Mais recentemente, seja porque se cansou de dar murros em ponta de faca (murros que ele já não dava com muita força, de qualquer maneira), seja porque resolveu deixar as aparências de lado, Haddad se jogou de vez no terraplanismo econômico e fiscal. Afirmou que os avisos sobre a crise fiscal são um “delírio que eu preciso entender do ponto de vista psicológico”; disse estar “louco para ver uma ata do Banco Central dizendo que eu estou fazendo um esforço fiscal relevante”; e chamou seu arcabouço de “a legislação mais avançada que já tivemos”.

Sim, Haddad deixa a Fazenda entregando desemprego baixo e um crescimento anual de 3% na média, mas são índices conquistados a um preço altíssimo: a estratégia de superaquecer a economia pelo lado do consumo pressionou a inflação, o que por sua vez levou o Banco Central a elevar os juros, com uma política monetária contracionista que se contrapusesse à política fiscal expansionista, para não deixar a inflação explodir de vez. O Brasil viu esse filme nos anos que antecederam a recessão lulodilmista, e a repetição da estratégia levará ao mesmo resultado se não houver uma mudança de rumos drástica em um futuro próximo. Assim como Guido Mantega criou a crise que estourou no colo de Joaquim Levy, Haddad deixa uma bomba-relógio armada para seu sucessor – e aqui não faz muito sentido discutir quem é a mente por trás do mecanismo explosivo, se o ministro ou seu chefe.

Apenas em termos relativos, e jamais em termos absolutos, se pode dizer que Haddad encerra sua passagem pela Fazenda como um bom ministro. E, por “relativos”, entenda-se apenas na comparação com outros nomes bem piores que Lula poderia ter indicado para a pasta, pois Haddad não se sai bem nem sequer na comparação com vários de seus antecessores que ocuparam o ministério neste século. Um ministro no mínimo complacente com a gastança desenfreada, incapaz de conter a explosão da dívida e os déficits primários, e empenhado em fechar rombos apenas pela via do aumento da arrecadação não tem como sair bem avaliado.

PENINHA - DICA MUSICAL