A matéria de Malu Gaspar é demolidora ao mostrar as relações de Moraes e Vocaro. Moraes atuava para blindá-lo, segundo a explosiva exposição d’O Globo. O Xandão está sendo chamado de Careca do Máster. O STF não tem condições de descer mais baixo; chegou ao fundo do poço. pic.twitter.com/chpnb1kINb
— Adriano Soares da Costa (@asc_adriano) March 6, 2026
Quebra de sigilos fiscal e bancário de Lulinha geraram confusão e acusações de fraude. Parlamentar vê tentativa de blindagem
O Metrópoles e O Globo já divulgaram contas bancárias de Lulinha antes mesmo que a CPMI recebesse o que foi solicitado, votado e aprovado: a quebra do sigilo bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva. Nos últimos quatro anos, a movimentação foi de R$ 19 milhões. Diz aqui: “recebidos créditos de R$ 9,66 milhões. O maior volume ocorreu no ano de 2024, com R$ 7,2 milhões. No ano de 2025, o valor baixou para R$ 3,3 milhões e, em janeiro deste ano, a movimentação foi de R$ 205 mil”.
Isso confirma o que meu amigo tem dito: “Lulinha não vai deixar rastro. Tem de pegar a Roberta Luchsinger, que é o elo entre Lulinha e o ‘careca do INSS’”. Há uma tensão muito grande no Senado, porque o ministro Flávio Dino passou por cima do relator da ação sobre o roubo e desvio de aposentados e pensionistas do INSS; o juiz natural é André Mendonça, e não Dino. O mandado de segurança deveria ter ido para Mendonça, mas a defesa de Roberta Luchsinger certamente apostou em Dino, e não sei como a ação chegou até ele.
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Dino exige individualização que o STF desprezou no 8 de janeiro
Dino usou um pretexto que é o oposto do que o Supremo praticou para os manifestantes do 8 de janeiro. O Supremo condenou coletivamente, por atacado. Dino disse que isso viola o devido processo legal, que deve haver a individualização de cada caso. Os senadores e deputados da CPMI alegam que houve, sim, individualização; a votação foi em bloco para todos os pedidos, mas em cada requerimento havia a justificativa individualizada. Os parlamentares estão danados da vida com Dino por esses dois motivos.
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Mensagens de Vorcaro indicam guerra entre banqueiros
Anthony Garotinho, ex-governador do Rio de Janeiro, que foi preso e condendado, tem contatos e experiência política. Ele foi uma das pessoas que apontaram André Esteves como o responsável por muitas informações do Banco Master e Daniel Vorcaro, porque ele pretendia tirar Vorcaro do jogo e comprar o Banco Master pelo valor simbólico de R$ 1, assumindo todos o ônus do banco, mas Vorcaro não quis. Diz Garotinho que, usando infiltrados dentro do Master, Esteves conseguiu o contrato de R$ 129 milhões com o escritório da esposa de Alexandre de Moraes, além de muitas outras coisas. Sendo verdade isso ou não, agora estamos vendo, nas mensagens divulgadas, Vorcaro se queixando de duas pessoas: André Esteves, que estaria fazendo campanha contra ele, e Jair Bolsonaro, chamado de “idiota” e “beócio”.
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EUA estão preocupados com operações chinesas no Brasil
Muita gente pergunta se é verdade que a China tem bases militares na Bahia. Não é exatamente isso, segundo documentos de uma comissão do Congresso norte-americano. Eles estão preocupados com o quintal dos Estados Unidos, ou seja, a América Latina; a maior potência do mundo está em nosso continente, e aí é como a lei da gravidade: a massa maior atrai a menor, a Terra atrai a Lua. Os americanos informam que há, na Paraíba e na Bahia, em parceria entre brasileiros e chineses, observatórios com capacidade de monitorar o espaço, e que poderiam ser usadas para vigiar operações dos Estados Unidos. Não é exatamente uma base militar com soldado, fuzil, canhão ou míssil.
O Brasil estava em uma situação parecida antes da decisão de entrar na Segunda Guerra Mundial. Os americanos tinham interesse na base de Parnamirim, perto de Natal, que virou o “Trampolim da Vitória”. Os brasileiros sabiam desse interesse e também estavam preocupados com o nosso litoral, frequentado por submarinos do Eixo que afundavam navios brasileiros, matando gente e prejudicando o transporte de cargas, inclusive de cabotagem. Getúlio Vargas, aconselhado por Oswaldo Aranha, disse aos americanos que o Brasil precisava se armar, que nosso exército estava quase desarmado; os EUA poderiam fazer isso, e o Brasil emprestaria a base no Rio Grande do Norte. E foi o que aconteceu. Agora, o Brasil poderia aproveitar para negociar alguma coisa envolvendo essas duas bases chinesas.
A contaminação ideológica da diplomacia no governo Lula (PT) não se limita ao alinhamento a ditaduras corruptas e cruéis: nivela diplomatas por baixo.
Caso do telegrama ao Itamaraty da encarregada de negócios em Burkina Faso, Claudia Assaf, sobre assinar livro de condolências pelo “martírio” do “líder supremo” Ali Khamenei, ditador cujo regime matou dezenas de milhares de opositores semanas antes do ataque dos EUA e da “potência ocupante”.
A ativista se recusa a escrever o nome de Israel.
Pior é que a “embaixadora interina” afirma no papelório que assinaria o livro de condolências “em nome do governo e do povo brasileiro”.
Na internet, ela elogia a “candura” de Khamenei, cujo regime persegue, mata ou prende e mulheres, como a Nobel da Paz Narges Mohammadi.
A diplomata ativista, não por acaso, já respondeu até a processo por antissemitismo, caracterizado o crime de racismo, por ataques a Israel.
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Essa depromata zisquerdóide tá no gunverno certo.
Uma militante descerebrada atuando na administração luleira.
Na feira municipal de Nova-Cruz (RN), que acontecia às segundas-feiras, entre várias pessoas e situações hilárias, havia também o “homem da cobra”. O apelido não era porque ele falasse muito, como falava o homem da “cobra” ou da cobrança, de antigamente, mas, simplesmente, porque ele chegava à feira portando uma mala, que era o cativeiro de uma cobra. Essa cobra era o seu ganha-pão. Dela ele tirava o seu sustento e o da sua família. Tratava-se de uma Jiboia, de pouco mais de um metro de comprimento.
Ao chegar à feira, ele tirava a Jiboia da mala, exibia aos feirantes, falando alto, e chamando a atenção de todos para a sua coragem, diante daquela serpente perigosa. Enrolava a cobra no pescoço, segurando-a pelos dois extremos, a cabeça e o rabo. Depois, enrolava a cobra nas pernas, e dava um verdadeiro “show” circense.
Enquanto isso, o seu ajudante passava o chapéu e recebia alguns trocados da plateia, que se deliciava com o perigo que o homem da cobra corria. Não se sabe se a plateia torcia pela cobra ou pelo seu dono. A exibição da Jiboia era sempre um sucesso.
Para comover e provocar a caridade pública, o homem da cobra contava, em voz alta, o seu infortúnio. Dizia ter perdido a esposa, de parto, tendo em casa seis filhos menores para alimentar.
Essa narrativa emocionava os feirantes, que procuravam ajudá-lo com algum dinheiro.
A Jiboia era asquerosa e causava medo. O local onde o seu dono a exibia ficava distante do armazém do nosso pai, Francisco Bezerra.
Mesmo não sendo venenosa, a Jiboia é uma serpente perigosa, por matar por constrição, envolvendo e esmagando sua presa. Mata por asfixia ou sufocamento. Alimenta-se de pequenos roedores, como camundongos e ratazanas jovens. Quando maiores, a Jiboia pode ser alimentadas de coelhos, lebres, ratazanas adultas e aves (frangos). Facilmente, pode ser encontrada no Brasil e pode ser criada em cativeiro.
Os trocados recebidos da plateia garantiam ao homem da cobra a compra de mantimentos para sua família. No final da feira, o chapéu estava cheio de “trocados”, e ele saía com o seu ajudante em direção a um caminhão velho, onde o motorista os aguardava.
Num certo dia, durante a exibição, a cobra escapuliu das mãos do seu dono e fugiu. Deu-se, então, o pânico entre os curiosos, que assistiam àquele espetáculo. O homem da cobra, que parecia um artista de circo, ficou desesperado.
Como sempre, aparece um “salvador da pátria”. Um feirante apontou para o lado para onde a cobra tinha se encaminhado. O dono, seu ajudante e outros homens, mais que depressa, correram ao seu encalço. Finalmente, viram quando a cobra entrou no quintal da nossa residência. Por sorte, estávamos todos no armazém. Em casa estava, apenas, a nossa fiel escudeira, Carmelita, que se encontrava na cozinha preparando o jantar. A mulher teve uma crise histérica, chegando a dar um “chilique”, quando ouviu o alvoroço dos homens na calçada, querendo entrar no nosso quintal à procura da cobra.
Quando a notícia chegou ao armazém do nosso pai, a cobra já havia sido capturada pelo seu dono, que não teve mais condições de voltar à feira.
O espetáculo do homem da cobra, na feira de Nova-Cruz, terminou aí…
Robertinho dirigia feliz da vida seu Gordini vermelho numa noite de sexta-feira. Solteiro, boêmio, 27 anos, iniciava mais um fim-de-semana de alegria. Percorria a estrada do Litoral Norte rumo ao Zinga Bar, de repente sentiu o carro “morrer”, parou no acostamento, abriu o capô, olhou com ajuda de uma lanterna se alguma peça estava solta, não entendia de motor; trancou o carro, travou-o, dia seguinte viria com um mecânico. Ficou na estrada pedindo carona. Por sorte parou uma Kombi, eram amigos, tinham o mesmo destino.
O Zinga Bar era o ponto da juventude bonita de Maceió. Empreendimento arrojado de Cláudio Brabosa, a construção se estendia à praia de Riacho Doce, o grande sucesso da cidade dos anos 60. Aliás, revolucionário para aquela geração que mudou o mundo. As moças casadouras daquela época só saiam à noite acompanhadas dos pais para festas em casa de famílias ou clubes. Depois do Zinga Bar a mulherada não foi mais a mesma, deu um grito de liberdade frequentando aquele Bar-Restaurante-Boate e outros recantos aprazíveis. Foi quando apareceu a pílula. Dava-se início a revolução sexual das jovens. A virgindade deixou de ser tabu. É bom registrar esse marco histórico nos costumes da cidade.
Ao chegar no Zinga Bar tomaram uma mesa ao ar livre, podia-se conversar melhor e ver a lua tremeluzindo o mar de Riacho Doce. Mesa cheia: três amigos, duas belas jovens e uma coroa, risonha, solteirona, quarentona, tia de uma das jovens. Conversa divertida, maior alegria quando a banda iniciou os acordes, “Love is a many splendore thing”. Yolanda, a coroa, convidou Robertinho para dançar. No dancing, bela vista para o mar, juntaram-se o corpo dançando com leveza ao som do sax e clarinete. Ela puxou Robertinho, arrochou, rosto e corpo colocados, mudos, o carinho da mão na nuca, a rigidez nas pernas falava mais que qualquer palavra. A orquestra parou para descanso, o casal retornou à mesa. Bom uísque, tira-gosto, muita conversa, a coroa com os pés descalços por baixo da mesa alisava Robertinho. Certa hora a Banda animou, “Olha pro céu meu amor, veja como ele está lindo, olha pra que balão multicor, como no céu vai sumindo…” Todos levantaram dançando feito quadrilha ao som de músicas juninas de Gonzaga. Cada vez mais Robertinho e Yolanda se atraiam, deu-se o desejo imenso e ânsia louca de beijo na boca.
Ao retornar à mesa, Robertinho cochichou no ouvido do amigo, pediu a Kombi emprestada, voltava logo. O casal se escafedeu, um quilometro a mais, Robertinho encostou a Kombi embaixo de uma árvore, à meia luz de uma lua maravilhosamente prateada tiveram momentos de amor no banco traseiro como apenas os grandes amantes conseguem.
Retornaram com aquele sorriso maroto dos bem amados satisfeitos, de bem com a vida. Os companheiros de mesa perceberam, não houve uma piada, uma recriminação, a juventude mudava o comportamento, fazer amor é necessidade natural como beber um copo d’água para matar a sede. Dançaram, rodaram, beberam até o dia amanhecer, os boêmios desceram à praia foram cumprimentar o dia nascendo, dançando ciranda, pegando o Sol com a mão.
Dia seguinte Robertinho acordou-se por volta de meio dia, telefonou para um amigo, mecânico de automóvel, foram em busca do Gordini quebrado. A grande surpresa, o carro arriado no chão, a jante no asfalto do acostamento, levaram os quatro pneus, no vidro traseiro escrito em batom: “Obrigada pelo presente, um beijo de sua Odete”. O jeito foi arranjar quatro pneus velhos numa borracharia, levar o Gordini para casa. Na segunda-feira nosso boêmio recebeu um telefonema anônimo informando, os quatro pneus “roubados” estavam guardados com o vigia do Zinga Bar. Assim eram as brincadeiras, meio pesadas, da juventude dourada e bem humorada.