RODRIGO CONSTANTINO

ATÉ LULA SENTIU QUE O POVO GOSTOU DA OPERAÇÃO NO RIO

Lula adota tom cauteleso e evita embate direto com governador do Rio

Cínico, sem dúvida, e oportunista como sempre, Lula resolveu se manifestar finalmente sobre a operação policial no Rio. O importante é que até o presidente, que considera traficantes vítimas dos usuários, percebeu que a operação que culminou na morte de mais de uma centena de marginais foi bem recebida pelo povo carioca. Disse Lula:

Não podemos aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias, oprimindo moradores e espalhando drogas e violência pelas cidades. Precisamos de um trabalho coordenado que atinja a espinha dorsal do tráfico sem colocar policiais, crianças e famílias inocentes em risco.

Claro que, na prática, Lula não quer resolver nada. Tanto que concluiu sua postagem com uma propaganda da PEC da Segurança, que é uma porcaria e levaria apenas a uma centralização maior no governo federal, enquanto são justamente os estados que podem combater melhor o crime: “Com a aprovação da PEC da Segurança, que encaminhamos ao Congresso Nacional, vamos garantir que as diferentes forças policiais atuem de maneira conjunta no enfrentamento às facções criminosas”.

O deputado Marcel van Hattem não deu moleza para Lula: “Não é o traficante que é vítima do usuário de drogas? Você é parte do problema, cinismo descarado! Leva um dia e meio para dizer alguma coisa e não pede desculpas por não ter apoiado o governo do RJ quando pediu nem se solidariza com a família dos policiais mortos. Cúmplice!”.

Tanto é assim que o governo federal insiste em não classificar o crime organizado como terrorista. Mas a própria imprensa mostra o grau de terror imposto por esses marginais em seus territórios dominados: “Decisão que embasou Operação Contenção cita rotina de tortura e controle armado no Complexo da Penha”. A Folha continua: “Documento cita vídeos, mensagens e fotos que mostram práticas de tortura e domínio armado sobre moradores”.

Se isso não é terrorismo, é o que então? Esses bandidos possuem drones armados com granadas! O que fazem nos territórios que dominam é um atentado contra o Estado de Direito, mas o governo federal prefere considerar a Débora, com seu batom, uma ameaça maior à democracia. É uma piada de mau gosto!

Nesse contexto, é fundamental que os governadores de centro-direita mostrem união e apoio ao governo do Rio. Muitos o fizeram, mas a postura do governador Tarcísio de Freitas foi a mais errática. Ele decidiu não comparecer ao encontro dos governadores. Tarcísio está se mostrando covarde. Ele precisa apoiar politicamente o governador do Rio e demonstrar união dos governadores de centro-direita. Não pode se curvar à turma global.

Até porque a própria turma da Globo vem dando uma leve guinada na narrativa, ao perceber, como Lula fez, que a operação no Rio foi popular. O povo cansou da bandidolatria, e clama por um Bukele da vida para enfrentar os marginais. Quem titubear ou condenar os “excessos” da polícia nesse momento será atropelado pela opinião pública.

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO X

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

PRINCE CHARMANT – Florbela Espanca

No lânguido esmaecer das amorosas
Tardes que morrem voluptuosamente
Procurei-O no meio de toda a gente.
Procurei-O em horas silenciosas

Das noites da minh’alma tenebrosas!
Boca sangrando beijos, flor que sente…
Olhos postos num sonho, humildemente…
Mãos cheias de violetas e de rosas…

E nunca O encontrei!… Prince Charmant
Como audaz cavaleiro em velhas lendas
Virá, talvez, nas névoas da manhã!

Ah! Toda a nossa vida anda a quimera
Tecendo em frágeis dedos frágeis rendas…
– Nunca se encontra Aquele que se espera!…

Florbela Espanca, Vila Viçosa, Portugal (1894-1930)

DEU NO X

DEU NO X

PROMOÇÕES E EVENTOS

DEU NO JORNAL

CONFORME O ESPERADO

É zero o número de governadores da esquerda que ofereceram ajuda a Cláudio Castro (PL) no enfrentamento ao crime organizado no Rio de Janeiro.

Ao menos sete outros, todos de direita, foram solidários.

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Se é pra agir dentro da ética e da moralidade, não se pode mesmo esperar nada que preste da turma de esquerdóides.

Eles procederam conforme o esperado e obedecendo ao regulamento do bando.

Normal, normal, normal.

DEU NO X

ALEXANDRE GARCIA

STF PEDE EXPLICAÇÕES SOBRE OPERAÇÃO POLICIAL, E RIO RECEBE APOIO DE GOVERNADORES

rio de janeiro operação policial

Policiais do Rio de Janeiro levam suspeitos presos durante operação contra o Comando Vermelho

Começou a discussão sobre as responsabilidades na operação policial no Rio de Janeiro. O ministro Alexandre de Moraes mandou que o governador Cláudio Castro e os secretários da Polícia Civil e da Polícia Militar deem explicações. Com que autoridade?, alguém pode perguntar. Moraes está relatando aquele pedido do hoje ex-deputado Alessandro Molon, que resultou em uma liminar do ministro Edson Fachin que impediu a polícia de subir o morro – e aí a bandidagem cresceu. Depois, o STF confirmou a liminar. Mas Fachin, que era o relator e autor da liminar, virou presidente do Supremo, e passou a relatoria para Moraes.

Nesta quinta-feira os governadores vão prestar solidariedade a Cláudio Castro, e isso significa que a federação é forte. Vejam como é nos Estados Unidos, que beleza, a união de estados. Eles são uma federação, e o Brasil também. Deve haver autonomia para os governos estaduais, que estão mais perto do seu povo. O presidente da República está em Brasília, no Distrito Federal, perto de Goiás, de uma parte de Minas, mas longe do Amapá, de Roraima, do Rio Grande do Sul, do Paraná, de Santa Catarina, de São Paulo, do Amazonas, do Nordeste. Longe do sentimento popular e da responsabilidade.

A Constituição diz que os governadores são responsáveis, sim, pela segurança pública. O governo federal é responsável pelas fronteiras terrestres e marítimas. E é por elas que entram fuzis modernos, metralhadoras pesadas, drones ucranianos feitos para defender a Ucrânia dos russos, e drogas que são feitas para destruir jovens e famílias, enfraquecendo o país. Isso se chama narcoterrorismo. E essa gente, além de tudo, agride a soberania do país, porque toma conta de grandes áreas, fala-se em 9 milhões de metros quadrados do Rio de Janeiro sob comando das facções, por exemplo. Sem falar da Amazônia, que é muito importante e onde esse mesmo Comando Vermelho controla a entrada do Rio Solimões, que depois vira Amazonas – e na foz do Amazonas ainda teremos uma COP para defender o meio ambiente, e não as pessoas. O PCC está forte em Coari (AM), aliado a piratas colombianos dentro da Amazônia. Isso é soberania nacional?

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Quatro policiais deram a vida, mas não receberão o reconhecimento merecido

As Forças Armadas existem para a defesa da pátria, ou seja, defesa da soberania também contra o inimigo interno. Mas não emprestaram nem sequer blindados, porque a AGU de Jorge Messias deu um parecer contrário. A Polícia Federal foi convidada, mas não quis entrar. Então, ficou tudo para o estado do Rio de Janeiro, com as brilhantes e competentes Polícia Militar (a polícia ostensiva) e Polícia Civil (que é a Polícia Judiciária, que faz as investigações) dando a vida. Quatro policiais foram mortos; em um país sério, eles receberiam post mortem a maior comenda nacional, porque deram sangue em defesa da paz, das famílias, das pessoas, dos pagadores de impostos, das empresas e, sobretudo, da soberania nacional, do território nacional e das leis do país.

Mas, enquanto isso, o novo ministro Guilherme Boulos, lá no Palácio do Planalto, pediu um minuto de silêncio para todos os mortos. E o ministro Ricardo Lewandowski revelou que Lula está “estarrecido”. Combate-se o crime, neutralizam-se criminosos e o presidente fica estarrecido. Isso serve para sabermos de que lado as pessoas estão.

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No Pará, são os trabalhadores que apanham do governo federal

Uma curiosidade: parece que a polícia do Pará também participou dessa operação. É nesse estado que helicópteros e forças do governo federal estão lá, batendo em brasileiros que estão produzindo, plantando, colhendo, criando, e não são bandidos. Que preferência é essa?