DEU NO JORNAL

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

A UM LIVRO – Florbela Espanca

No silêncio de cinzas do meu Ser
Agita-se uma sombra de cipreste,
Sombra roubada ao livro que ando a ler,
A esse livro de mágoas que me deste.

Estranho livro aquele que escreveste,
Artista da saudade e do sofrer!
Estranho livro aquele em que puseste
Tudo o que eu sinto, sem poder dizer!

Leio-o, e folheio, assim, toda a minh’alma!
O livro que me deste é meu, e salma
As orações que choro e rio e canto! …

Poeta igual a mim, ai que me dera
Dizer o que tu dizes! … Quem soubera
Velar a minha Dor desse teu manto! …

Florbela Espanca, Vila Viçosa, Portugal (1894-1930)

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO X

DEU NO JORNAL

A ÚLTIMA

Em seu melhor estilo ‘sem noção’, Lula fez declaração condescendente com traficantes de drogas, considerando-os “vítimas dos usuários”, durante coletiva na Indonésia, país que mantém uma das legislações antidrogas mais severas do mundo.

A lei local prevê pena de morte por fuzilamento para tráfico, produção, importação ou exportação de drogas.

Com base nessa legislação, dois brasileiros já foram condenados e executados, e um terceiro enfrenta atualmente o risco de pena capital.

Naquele país, desrespeitado pelas declarações do presidente brasileiro, “tolerância zero” contra drogas é aplicável a indonésios e estrangeiros.

* * *

O prisidenteiro defendendo traficantes num país onde eles são fuzilados…

Isso é cagado e cuspido a cara da republiqueta banânica dos dias de hoje.

A expressão “sem noção”, se referindo às declarações do Descondenado, são uma definição perfeita do palavreado que ele excreta ininterruptamente.

Cada vez que abre a boca, enche o mundo de tolôtes.

É um fedor arretado!

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GASTANÇA MILIONÁRIA

Em apenas nove meses, a conta dos cartões de pagamento do governo Lula (PT), os “cartões corporativos”, já passou de R$ 77,2 milhões.

Dados do Portal da Transparência apontam que apenas os onze cartões da Presidência da República torraram mais de R$ 4,8 milhões este ano.

Já os 924 cartões corporativos registrados no Ministério do Planejamento, por exemplo, gastaram cerca de R$ 7 milhões no mesmo período.

Uma conta de R$ 24,5 mil foi paga mês passado com um dos cartões do Gabinete de Segurança Institucional de Lula. Sem detalhes.

Os detalhes de todas as despesas dos cartões da Presidência de Lula são protegidos por sigilo. Detalhes só para outros órgãos.

Funcionário de agência do IBGE em Tefé (AM), Tassio Souza realizou 272 saques de até R$ 1.000 entre janeiro e setembro. Total: R$ 263.860.

* * *

E quem paga a conta?

Hein?

Pois é.

Você acertou, prezado leitor.

E se prepare pra pagarmos mais até o final do ano.

CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

OS NETOS DE PEDRO ERNESTO

Em 17 de junho de 1962 o Brasil tornou-se Bicampeão Mundial de Futebol derrotando a Tchecoslováquia por 3 x 1 no Chile. Nesse mesmo dia, nasceu o primeiro filho homem de Pedro Ernesto. O comerciante tomou um porre homérico e deu-lhe o nome de Amarildo, homenageando o grande jogador da Copa 1962. Afinal nasceu um homem, depois de duas meninas. Amarildo foi crescendo e deu preocupação ao pai, era um menino diferente. Não gostava de futebol, nem das brincadeiras de meninos na Praça do Centenário, onde moravam numa bela casa. Pedro Ernesto proprietário de dois supermercados, trabalhador, dava conforto e educação para a família. Mas, tinha um desgosto, Amarildo não gostar de futebol e de outras brincadeiras masculinas.

Na verdade Pedro Ernesto tinha um pavor que o filho fosse “viado”, ficava triste com essa possibilidade. Adolescente, Amarildo andava de bicicleta pelas ruas do Farol com os amigos, contudo, era um rapaz bem comportado, falava pouco, não se gabava de namoradas e mulheres. Até que um dia Pedro Ernesto chegou em casa depois do trabalho e encontrou Laurinha, sua esposa, chorando. Quando ela contou que havia flagrado Luzia, a empregada, transando no quartinho dos fundos com seu jovem filho, Amarildo, Pedro Ernesto deu um pulo de alegria, disse para mulher que deixasse de besteira e foi comemorar com amigos no botequim da esquina, ganhou alma nova. O fantasma da “viadagem” do filho que o atormentava há anos, desapareceu

Amarildo cresceu, sem fazer alarde era um “come quieto”. Não tinha namoradinha, gostava era de perambular, conquistando as jovens empregadinhas que vinham do interior atrás de melhorar de vida.

Ainda era estudante na Faculdade de Economia quando foi ajudar seu pai na administração dos Supermercados. Tornou-se um excelente comerciante. Pedro Ernesto tinha maior orgulho do filho. Certo dia, Amarildo encontrou-se com Fátima, uma colega da Faculdade, saiu com a amiga algumas vezes, até que veio a notícia, ela estava grávida. Fátima era divorciada com um filho, não quis casar. Nasceu o Amarildinho, Pedro Ernesto ficou orgulhoso com o primeiro neto. Amarildo fazia visitas esporádicas ao filho, aproveitava dormia com a amiga, sempre discreto, aquilo só interessava a ele.

Até que conheceu Elizabeth, bela jovem, estagiária no escritório do advogado da empresa. Com um ano de namoro e muita paixão, ela engravidou. Elizabeth outra mãe solteira, mas com toda assistência financeira e sexual do pai. Maior orgulho de Pedro Ernesto era falar de seus dois netos. Ele gostava também de se gabar que havia ganho dinheiro à custa de seu trabalho honesto, nunca havia feito negociatas com políticos e cofres públicos. Amarildo solteirão, continuou com dois vícios: correr pela manhã e, vez em quando, sair com uma jovem, era um irresistível mulherengo, sem alarde, discreto.

Quando o Pedro Ernesto completou 80 anos, Dona Laurinha preparou uma festa com a família e amigos mais íntimos. Dona Laurinha quis fazer uma surpresa e conseguiu levar todos os netos para o aniversário. A família homenageou Pedro Ernesto. Estavam reunidos quatro filhos de Amarildo. Pedro Ernesto com maior orgulho dos netos. Fátima apareceu acompanhada do filho, Amarildinho, e uma jovem em vestido simplório. Quando Pedro Ernesto fez um discurso à família, falou do orgulho que tinha dos quatro netos.

Foi quando Fátima interrompeu.

– Quatro não, são cinco, tem um menino no bucho dessa jovem, minha empregada, ela afirma que o filho é de Amarildo. Peço fazer DNA quando a criança nascer para confirmar a paternidade. Esclareço que essa jovem é empregada doméstica, dorme em minha casa.

Pedro Ernesto ficou alegre. Meio bêbado repetia, feliz, para todos convidados: São cinco netos. Cinco netos. Posso morrer tranquilo. Viva Amarildo!!!!!!!

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CORREIOS DESPEJADOS POR FALTA DE PAGAMENTO DE ALUGUEL

Marcel van Hattem

Prejuízo bilionário dos Correios expõe a velha fórmula petista: gastos inchados, má gestão e ineficiência pagos pelo contribuinte

A defesa da privatização de toda e qualquer empresa estatal é, para um liberal, questão de princípio. Ponto. Não deve o Estado intervir nas relações econômicas de mercado e, menos ainda, atuar diretamente por meio de empresas estatais – uma contradição em termos. Empreendimentos dependem da tomada de risco de um indivíduo ou de um grupo de indivíduos para a produção de um bem ou a oferta de um serviço no livre mercado com demanda potencial, porém não garantida. Quando o governo decide abrir um CNPJ, a variável risco desaparece e o lado da demanda, não raro, é distorcido pela ação de governos que criam, até mesmo, obrigações contratuais que forjam demandas artificiais.

Quando um governo irresponsável e antiliberal assume o poder, como é o caso da atual administração federal de Lula, a situação se agrava. Como não há “risco” para o gestor, pois, se a empresa estiver em vias de quebrar, o prejuízo é coberto pelo pagador de impostos, o caminho até o fundo do poço é infinitamente mais longo do que na iniciativa privada. É o que hoje se verifica com as estatais federais sob administração do PT e seus aliados. Os Correios são a maior prova disso.

Antes uma empresa saneada e que passou a ser lucrativa sob o governo Bolsonaro, chegou a registrar lucro recorde de R$ 3,7 bilhões em 2021. Agora, sob o governo Lula, a estatal já acumula mais de R$ 4 bilhões em prejuízo, valor que tende a crescer, inclusive por ser uma empresa obsoleta em tempos de e-mails, celulares e redes sociais.

Na última semana, vieram a público situações vexatórias para a antes poderosa “empresa pública”: foram noticiados, em centenas de cidades do Brasil, os despejos de agências locais por locadores de seus espaços físicos. Motivo? Falta de pagamento de aluguel. É uma vergonha tão grande que não tem como ser escondida: caminhões retirando os equipamentos, móveis, cadeiras, balcões, computadores, escaninhos e levando-os para algum depósito regional, no aguardo de alguma solução.

E quais as soluções buscadas para a crise? Claro: mais Estado. No microgerenciamento, as prefeituras têm relatado o recebimento de indecorosos pedidos para ceder espaços valiosos de suas administrações locais, usados para atendimento dos cidadãos na área da saúde ou da educação, para que sejam cedidos aos Correios. É uma vergonha – não bastasse o prejuízo ao governo federal, querem ainda repassar parte da conta da incompetência para municípios pagarem. Inaceitável.

Já na questão global de suas contas, a estatal anunciou que tem a intenção de buscar R$ 20 bilhões em empréstimos subsidiados em bancos públicos, mais uma vez cabendo ao cidadão pagar a conta. E, mais uma vez, demonstra-se com clareza por que também bancos públicos devem ser privatizados: são nada mais do que parte dessa engrenagem política que retroalimenta a incompetência, a ineficiência e a corrupção no setor público.

Passa da hora de o Estado parar de interferir na iniciativa privada e deixar de administrar o que não é da sua competência. Enquanto vão mal a saúde, a segurança e a educação, desperdiça-se dinheiro a rodo em empresas estatais em todo o país – não só no governo federal. Os Correios já são praticamente um caso perdido: antes uma estatal valiosa, hoje está sucateada, quebrada financeiramente e possui cada vez menos valor de mercado.

Que o despejo por falta de pagamento de aluguel, uma das mais vergonhosas consequências de qualquer péssima administração financeira, sirva de recado claro para os que resistem em concordar com a irrefutável teoria liberal: na prática, toda estatal está fadada ao mesmo destino dos Correios. Privatizar, conceder, liquidar estatais é obrigação de qualquer gestor público que queira priorizar a liberdade econômica de sua população e o foco na oferta de serviços básicos indispensáveis, a começar pela segurança pública, hoje tão precária no nosso país.

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