DEU NO JORNAL

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO JORNAL

Ô POVO FÊI !!!

O silêncio de Milton Cavalo não impediu a CPMI do roubo bilionário no INSS de expor as entranhas do Sindnapi, sindicato descrito pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), como “organização criminosa familiar” que tomou dinheiro de aposentados e pensionistas.

E não foram poucos.

A Controladoria Geral da União (CGU), que a CPMI acusa de omissão, apontou que 254.401 (ou 96,8% do total) aposentados não autorizaram o desconto para o Sindnapi, que embolsou R$ 1,2 bilhão

Alfredo Gaspar mostrou também inúmeras mensagens de aposentados ou seus familiares ao sindicato denunciando o roubo em curso.

O relator exibiu documentos sobre como a organização criminosa dividia o dinheiro entre familiares da dupla João Feio e Milton Cavalo.

Gaspar revelou que a CMW Corretora e o banco BTG foram envolvidos no esquema investindo dezenas e até centenas de milhões de reais.

Milton Baptista, vulgo “Milton Cavalo” cedeu a vice do Sindnapi a Frei Chico, irmão de Lula, após assumir a chefia com a morte de “João Feio”.

* * *

Milton Cavalo e João Feio.

Embora a ladroagem não tenha nada de engraçado, os nomes dos picaretas dão uma definição jocosa do bando que roubou dinheiro de aposentados e pensionistas.

E o fato do Cavalo ser do time de Frei Chico, irmão do Descondenado que atualmente desgoverna nossa republiqueta, não causa surpresa a ninguém.

Normal, normal, normal.

Ô povo fêi !!!

ALEXANDRE GARCIA

EUA CONVIDAM CHANCELER BRASILEIRO PARA DISCUTIR TARIFAS

marco rubio donald trump

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o presidente Donald Trump

O Departamento de Estado norte-americano ligou para o Itamaraty nesta quinta-feira com o convite do secretário de Estado Marco Rubio – que é o equivalente a um ministro de Relações Exteriores dos Estados Unidos – para que o chanceler de jure do Brasil, Mauro Vieira, vá a Washington para um encontro sobre as tarifas. Como Donald Trump já deixou bem claro, a base da negociação será a necessidade de o Brasil reabilitar a liberdade de expressão e o Estado de Direito; os norte-americanos sabem que perdemos isso graças à ação do STF e a omissões do presidente da República, que jurou perante o Congresso Nacional defender a Constituição.

* * *

Câmara barra mais um aumento de impostos, mas governo não vai desistir

Parece que há uma combinação entre os presidentes dos três poderes para que tudo seja mantido, para que não venha de novo nenhum governo maluco que corte benesses, privilégios, a doce vida do mundo estatal. Digo isso porque a carga de impostos é insuportável, e a mídia, que deveria servir a sua audiência, acaba servindo a quem a sustenta com propagandas desnecessárias. Aumento de impostos, nessa imprensa, vira “equilíbrio fiscal”; déficit vira “evento de desequilíbrio”; e só se fala em “arrecadação”, não em cobrança de mais imposto – cobrança, aliás, que os deputados derrubaram nesta última tentativa do governo de cobrar mais R$ 17 bilhões do brasileiro. Eles representaram condignamente os seus mandantes, pagadores oprimidos pelos impostos.

* * *

Putin reconhece que defesa russa derrubou avião de passageiros do Azerbaijão

Na quinta-feira houve um encontro entre Vladimir Putin e o presidente do Azerbaijão. Putin, desculpando-se, revelou que foi a defesa antiaérea aérea russa que derrubou um avião da empresa Azerbaijan Airlines em dezembro do ano passado, matando 38 pessoas; a aeronave caiu sobre o território do Cazaquistão. Não foi um impacto direto, mas dois mísseis explodiram a alguns metros do avião, tanto que o piloto disse ter havido uma colisão com uma revoada de pássaros. Na verdade, havia ocorrido uma autodestruição do míssil para que não caísse em algum lugar do território russo, mas os estilhaços atingiram e perfuraram a fuselagem. O piloto ainda tentou um pouso de emergência, mas não conseguiu. Morreram 38 pessoas e sobreviveram 29. Putin pediu desculpas, disse que vai indenizar as famílias e a companhia aérea, e se justificou dizendo que os mísseis teriam sido disparados porque havia a suspeita de presença de drones da Ucrânia.

* * *

Show de drones na China termina em chuva de fogo

Falando em drones, preocupam-me essas coisas chinesas. Na cidade de Liuyang, famosa por demonstrações de fogos de artifício, estava ocorrendo um espetáculo daqueles em que drones fazem desenhos maravilhosos no céu. Mas os drones começaram a pegar fogo e caíram sobre o povo que estava assistindo. Não há registro de mortes, mas não sabemos se houve feridos, queimados, pequenos incêndios etc. Era como se uma chuva de meteoros estivesse caindo sobre o povo. A China tem feito maravilhas tecnológicas e arquitetônicas, construindo rapidamente pontes, aeroportos, mas às vezes dá errado, como nessa destruição dos drones pelo fogo, como se tivesse dado um curto-circuito neles.

COMENTÁRIO DO LEITOR

EXCELENTE TIME DE FILÓSOFOS DE BOTEQUIM

Comentário sobre a postagem QUANDO A INTELIGÊNCIA NÃO GARANTE O CARÁTER

Jesus de Ritinha de Miúdo:

Não pelos princípios políticos desse povo; mas pelo óbvio que denotam em “suas pregações”.

Viva eu que nunca dei trela às filosofias de sinonímia, as copiadas sorrateiramente formando exemplos em falas agradáveis, que geram lucro de palestras repetitivas, lançadas para um público sedento por ouvir o que lhe convém.

Sou muito mais as filosofias de botequins, de Nego Ciço, de Paulo Doido, de Zé de Pereirinha, de Núbia Resto de Feira, de Zé do Café, de Rola Cigano, de Doquinha Sibite e de tantos outros pensadores com quem aprendi sobre a vida.

DEU NO JORNAL

JOSÉ PAULO CAVALCANTI - PENSO, LOGO INSISTO

O QUARTO DE FERNANDO PESSOA

Lisboa. Semana passada falei do amigo Fernando Pessoa. E como estamos na sua cidade, para ele só “uma eterna verdade vazia e perfeita” (Lisbon Revisited I), já digo que, durante os 10 anos que consumi escrevendo as 800 páginas de Fernando Pessoa, uma quase autobiografia, fui a Lisboa (exatamente) 30 vezes.

Nada a reclamar, ao contrário. Foi sempre bom. E trata-se do livro, sobre Pessoa, mais vendido e mais traduzido no mundo (12 países). Digo só para me gabar, deve ser a idade.

Nessas idas e vindas, deram-se fatos pitorescos. Relato aqui só um, entre muitos. Quando pretendi visitar o quarto em que viveu, ainda criança, no Largo de São Carlos.

O endereço do apartamento era número 4 de polícia, assim se diz ainda hoje, quarto andar esquerdo (de quem sai do elevador ou da escada). O edifício pertencia, então, à Fidelidade Mundial Seguros. Cheguei na portaria, mostrei os rascunhos do livro e pedi para subir. O porteiro, Fernando José da Costa Araújo, respondeu sem nenhuma simpatia

‒ Não tenho autorização para deixar o sr. dr. subir.

‒ Por favor, gostaria de falar com o diretor da empresa ou sua secretária.

‒ O sr. dr. deve se dirigir à Sede.

‒ Por favor, informe o telefone.

‒ Não tenho autorização para isso.

‒ Pode emprestar (apontei) as Páginas Amarelas?

‒ Não.

Ocorre que, precisamente após sua última frase, abriu a porta do elevador. Bem na minha frente. Então lhe disse

– Por favor chame a polícia para me prender que, sem sua autorização, estou subindo ao quarto andar.

E subi mesmo. Para ver o Tejo brilhando em duas janelas de seu quarto. E o sino da minha aldeia tocando, em frente, no outro lado da Rua Serpa Pinto. Pessoa lembra dele em poema famoso (sem título, sem data):

‒ Ó sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro da minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.

Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho.
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.

Nenhuma dúvida de ser aquele mesmo. “O sino da minha aldeia é o da Igreja dos Mártires, ali no Chiado” (Pessoa, carta de 11/12/1931 para Gaspar Simões, amigo e depois biógrafo). Única que conheço onde os sinos ficam não à frente, mas nos fundos. Ao sair do elevador, na volta, o segurança estava com cara de poucos amigos

‒ O sr. dr. subiu sem minha autorização?

‒ Foi.

‒ E agora, o que hei de fazer?

‒ O sr. chama a polícia, vou sentar, esperamos e ela decide se me prende. Ou o senhor me deixa ir.

‒ Não sei, sr. dr.

‒ Eu sei.

Dito isto, lhe dei boa tarde e fui embora. Deu tudo certo. Graças. Adeus.

DEU NO X