Arquivo diários:2 de outubro de 2025
DEU NO X
DEU NO JORNAL
IRMÃOS UNIDOS
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
GRIP VOANDO COM METANOL
DEU NO X
BAITOLÃO
— Lord Carreteiro (@travequeiro24) October 1, 2025
RODRIGO CONSTANTINO
A ESTRANHA OBSESSÃO COM A DESIGUALDADE

Ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR) diz que governo vai lutar para aprovar taxação de “bilionários” este ano
Se antes eu andava de bicicleta e meu vizinho a pé, e agora eu ando de carro e ele de bicicleta, essa pequena comunidade avançou ou regrediu? Parece óbvio que houve progresso, mas para a esquerda, obcecada com a “desigualdade”, as coisas pioraram, pois o “gap” agora é maior entre nós.
O que deveríamos observar é o nível geral de pobreza. Queremos a maré mais alta para todos, mas não deveria importar tanto assim a relação entre “ricos” e “pobres”. Quando o foco fica só na desigualdade, alimenta-se a ideologia da inveja, cujo outro nome é simplesmente “socialismo”.
Uma reportagem da Folha hoje cai justamente nessa falácia: “Desigualdade e pobreza atingem mínima nas metrópoles; rico ganha 15,5 vezes a renda do pobre”. Diz o texto: “A queda dos indicadores, contudo, não significa que os contrastes tenham desaparecido dos grandes centros urbanos do país. Sinal disso é que, em 2024, os 10% mais ricos ainda ganhavam o equivalente a 15,5 vezes o rendimento dos 40% mais pobres nas regiões metropolitanas. Os valores foram estimados em R$ 10,4 mil e R$ 670 per capita (por pessoa), respectivamente”.
O primeiro grande erro desse tipo de análise é considerar os 10% mais ricos como um grupo estanque, fixo. Mas isso não é verdade. Há mobilidade social. Aquele que está entre os mais ricos hoje pode não estar amanhã, e vice-versa. Em países com mais liberdade econômica, isso tende a ser mais verdadeiro ainda. O grupo dos mais ricos, portanto, não existe: é um “grupo” variável, que muda o tempo todo.
Mas cabe perguntar novamente: o foco não deveria estar nos níveis absolutos de pobreza? Afinal, é isso que deveria incomodar uma alma sensível, com empatia pelo próximo. Se houver mais desigualdade num país rico, em que os mais pobres podem levar uma vida decente, isso é pior do que todos mais pobres, mas com menor diferença entre “ricos” e “pobres”?
Margareth Thatcher alfinetava a esquerda: “Enquanto a diferença for menor, eles preferem que os pobres sejam mais pobres”. Já ela preferia mais milionários e mais bancarrotas, pois entendia que isso produzia aumento no nível geral de riqueza. Não custa lembrar que os “pobres” num país mais capitalista como os Estados Unidos seriam considerados classe média ou mesmo alta em países mais pobres e socialistas como o Brasil…
A economia não é um jogo de soma zero, onde João fica rico porque Pedro ficou pobre. Todos podem enriquecer juntos. Elon Musk acaba de chegar a US$ 500 bilhões de fortuna, e cada bilhão desses, obtido por seu empreendedorismo, não tornou ninguém mais pobre no processo. Quem tem tara por taxar “fortunas” no fundo quer só punir quem gera riqueza. É, repito, a ideologia da inveja. É socialismo.
DEU NO X
AINDA TEM GENTE QUE SE SURPREENDE?
DEU NO JORNAL
OS DOTÔ VERMÊIOS
A Justiça atendeu pedido do vereador do Recife Thiago Medina (PL-PE) e suspendeu a turma de medicina que a Universidade Federal de Pernambuco criou exclusivamente para a turma do MST.
* * *
A justiça podia deixar do jeito que os descerebrados da federal pernambucana inventaram: uma turma pra fomar dotôres procedentes do grupo terrorista.
E estabeler o seguinte: os dotô médi-cus formados na turma do MST só iriam atender esquerdistas e eleitores lulo-petralhas.
Uma medida justa.
DEU NO X
O AMOR VOLTOU !!!
DEU NO JORNAL
CARTA A UM BRASILEIRO QUE ESPERA A ANISTIA
Paulo Briguet

Daniel Soares do Nascimento foi condenado a 16 anos e meio de prisão por participar nos atos de 8 de janeiro
Daniel,
O seu nome vem do hebraico Dannyel e quer dizer “Deus é o meu juiz”. O primeiro Daniel, do Antigo Testamento, foi jogado numa cova de leões e de lá saiu ileso. Eu pergunto: quando você sairá? Quando terminará esse pesadelo? Quantas feridas terá no corpo e na alma?
Hoje eu escrevo para lhe contar que ouvi sua história, e que essa história não se cala dentro de mim.
Há alguns anos, eu perdi minha mãe para o câncer, mas pude cuidar dela até o fim. Pude segurar sua mão, limpar seu rosto, escutar suas palavras mesmo quando já vinham misturadas com o silêncio. Pensei em você, Daniel, sendo impedido de fazer isso; em sua mãe morrendo a chamá-lo no leito do hospital; em você no chão da cela, desenhando com os olhos molhados.
E me doeu.
Você foi condenado a dezesseis anos de prisão por ter estado em um lugar errado, numa hora errada, com os aliados errados. Mas sua mãe era certa. Seu cuidado com ela era certo. Seu coração era certo.
A única coisa diferente que você fez no 8 de janeiro foi recolher os cacos de vidro no chão do palácio para que as pessoas não machucassem os pés. Esse ficou sendo o seu crime.
Ontem alguém me disse que você é a pessoa mais gentil e educada que já foi presa no Brasil. Que, desde muito novo, você cuidava de sua mãe doente e era o arrimo da família.
Mas não houve clemência. Quando pediram sua liberdade para cuidar dela no fim da vida, o pedido foi negado por “falta de justificativas”. Como se o laço entre mãe e filho fosse um documento que pudesse ser perdido. Dona Inês não pedia mais nada. Só chamava seu nome.
Ela morreu sem ver você. E isso é uma sentença que ninguém escreveu no papel. Mas eu escrevo, Daniel. O que posso fazer além de escrever?
Alguns heróis fizeram mais: lutaram por você. Diante dos tiranos indiferentes, eles foram seus defensores voluntários. Houve quem saísse de casa de madrugada, quem gastasse o que não tinha, quem deixasse de viver a própria vida para cuidar da sua.
Não sei se você sabe, mas ainda existem advogados que rezam com os pés descalços. Mulheres que sustentam causas como uma missão dada por Deus. Gente que não esquece, que não desiste, que reconhece a sua pureza, Daniel.
No fim, esses anjos conseguiram que você visse sua mãe pela última vez, ainda que com restrições, pressa e escolta. Depois de muita insistência, você a encontrou — um corpo já sem vida.
Soube que você gosta de desenhar, Daniel, e que tem desenhado a vista de sua cela. Você até escreveu embaixo do desenho: “Vista de um dos buracos de ventilação de um corredor aqui. A liberdade está próxima”.

Desenho de Daniel Soares do Nascimento, preso na penitenciária de Limeira (SP) desde junho de 2024
Em que hora do dia você gosta de desenhar? Você reza antes ou depois? Qual é a parte da prisão que você vê? Qual é a parte da liberdade que você imagina?
Por trás de seus desenhos, eu vejo homens arrancados do convívio familiar. Batalhadores que sustentavam a casa, cuidavam de mães, esposas, filhos. Indivíduos jogados em celas sem rosto, enquanto seus nomes eram riscados das certidões de humanidade.
Eles são os Daniéis deste país: filhos, trabalhadores, devotos. Gente comum, com fé simples, coração ferido e mãos calejadas. Reféns de um drama que a história ainda não registrou. Joguetes de uma justiça sem piedade. Personagens de um país sem perdão.
A sua história é a deles, Daniel. E a deles é a sua.
Enquanto não houver misericórdia, o país continuará sendo uma imensa cela, onde o crime sem castigo determina o castigo sem crime.
Esta carta-crônica, escrita com o coração nas mãos, é o que posso lhe entregar por enquanto no lugar da liberdade. Para que você saiba, Daniel: nós estamos ouvindo.
Ainda que a sua prisão tenha sido uma espécie de morte, espero que a anistia permita cumprir o que já está escrito no seu nome: Nascimento.
Que você nasça de novo, Daniel. Seus anjos não desistirão de libertá-lo — e este cronista de sete leitores também não.
PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA
ÚLTIMA VISIO – Augusto dos Anjos
Quando o homem resgatado da cegueira
Vir Deus num simples grão de argila errante,
Terá nascido nesse mesmo instante
A mineralogia derradeira!
A impérvia escuridão obnubilante
Há de cessar! Em sua glória inteira
Deus resplandecerá dentro da poeira
Como um gasofiláceo de diamante!
Nessa última visão já subterrânea,
Um movimento universal de insânia
Arrancará da insciência o homem precito…
A Verdade virá das pedras mortas
E o homem compreenderá todas as portas
Que ele ainda tem de abrir para o Infinito!

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos, Cruz do Espírito Santo-PB (1884-1914)



