CNN acaba de informar que na próxima semana pessoas do entorno de Lula e Janja perderão o visto para os EUA E QUE A MAGNITSKY SERÁ APLICADA A MINISTROS DO STF.pic.twitter.com/U7FWIXDd97
— Petropolis Conservador 🇧🇷 (@petroConservado) July 26, 2025
CNN acaba de informar que na próxima semana pessoas do entorno de Lula e Janja perderão o visto para os EUA E QUE A MAGNITSKY SERÁ APLICADA A MINISTROS DO STF.pic.twitter.com/U7FWIXDd97
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Editorial Gazeta do Povo
“Ele não quer conversar. Se ele quisesse conversar, ele pegava o telefone e me ligava”, afirmou o presidente Lula na quinta-feira, durante evento em Minas Gerais, em referência ao norte-americano Donald Trump, que anunciou, no último dia 9, a imposição de tarifas de 50% aos produtos brasileiros importados pelos EUA, e que devem entrar em vigor em 1.º de agosto. Uma declaração bastante típica da megalomania do petista: enquanto o mundo inteiro procura os Estados Unidos para negociar a redução das tarifas impostas a vários países, é Trump quem tem de telefonar para Lula, e não o contrário.
Enquanto o setor produtivo brasileiro se desespera com a possibilidade de enormes perdas devido ao tarifaço, levando parlamentares e governadores a tentarem abrir os próprios canais de negociação, outros países, fazendo aquilo que Lula se recusa a fazer, já colheram resultados. Vietnã, Indonésia, Japão e Filipinas estão entre os países que obtiveram reduções nas tarifas. O Reino Unido havia acertado um acordo quando do primeiro tarifaço, em abril. A Argentina já vinha negociando com os Estados Unidos desde antes da vitória eleitoral de Trump, em novembro do ano passado, e intensificou os esforços nos últimos meses. União Europeia e China continuam dialogando com os norte-americanos.
Lula, no entanto, segue firme na retórica que reduz o mundo a um enorme boteco. Depois de sugerir que poderia resolver a guerra entre Rússia e Ucrânia em uma mesa de bar, usou o jogo de truco para provocar Donald Trump mais uma vez. “Eu não sou mineiro, mas eu sou bom de truco, e se ele estiver trucando, ele vai tomar um seis”, prometeu o petista no mesmo evento, no Vale do Jequitinhonha. Mas Lula é o único a acreditar que tem cartas boas na mão – se é que realmente acredita nisso. O Brasil tem muito mais a perder que os Estados Unidos no caso de uma intensificação da guerra comercial, e é por isso que setores como o de mineração se opõem à aplicação de medidas de reciprocidade, prometida por Lula, afirmando que elas só trariam mais prejuízos.
Difícil imaginar que esses argumentos, por mais sensatos que sejam, sensibilizem o petista. Sua aversão ao setor produtivo como um todo é notória, especialmente quando as empresas insistem em buscar o que é melhor para elas e seus clientes, em vez de “estar de acordo com aquilo que é o pensamento de desenvolvimento do governo brasileiro”, como disse Lula no começo de 2024. O tarifaço de Trump deu um palanque para Lula surfar na onda da “defesa da soberania nacional”, embora estejamos falando de um presidente que não se importa em tomar calotes de colegas ideológicos como Cuba e Venezuela, e que já entregou de mão beijada uma unidade da Petrobras na Bolívia, em 2006. Alguns pontinhos nas pesquisas de popularidade valem muito mais para Lula que a saúde das empresas exportadoras brasileiras.
Trump não irá atrás de Lula porque não é o norte-americano quem está na posição mais frágil. E Lula não quer ir atrás de Trump porque as bravatas e as provocações lhe rendem dividendos em termos de popularidade, e porque ele pode usar o tarifaço como justificativa para jogar de vez o Brasil no colo de russos e chineses. Já o interesse nacional, que exige esforços para abrir o máximo possível de mercados aos produtos brasileiros, fica em último plano, para a agonia de todos – especialmente empresários e trabalhadores – que dependem de uma inserção internacional forte do Brasil.
Recife. Foto de Tarcizo Leite de Vasconcelos
Um dos meus trabalhos profissionais é executar a edição de livros para terceiros. Tenho, como parte do ofício, o cuidado de recomendar aos novatos não dispensar a ajuda de um técnico para as orientações primárias a fim de que se obedeça as regras editoriais.
Conversei há poucos dias com Tarcízio Leite de Vasconcelos e Severino Souto, dois excelentes artistas da fotografia, sobre como se procede à feitura de um livro, porque há certas artimanhas nem sempre observadas pelas gráficas.
E para melhor entendimento, falo em prol daqueles que precisam divulgar suas obras. Já tive dificuldades ao mandar imprimir meu primeiro livro: Um estigma cultural – impresso como Edição do Autor, em 1983. Ou seja, eu era um neófito cheio de sonhos, desejoso de ver seu trabalho circular e ter alguma remuneração. Banquei tudo mas não me senti realizado, Deixei de cumprir certas normas, por desconhecimento.
Cabe-me, agora, orientar os que estão desejando ver seus trabalhos ampliados, chegando às livrarias, obtendo remuneração, ultrapassando divisas de estado e fronteiras de país.
A ação se inicia com a primeira leitura do que os escritores e as escritoras preparam e os fotógrafos selecionam. Geralmente u’a maçaroca com mais de 100 páginas. Menos do que isso, dizia Gilberto Freyre: “É uma caderneta!”.
Deve o editor ter o entendimento do que se trata. Se um livro de fotografias, só de texto ou as duas coisas. Mas não é assunto dos clientes. A eles cabe entregar a maçaroca de letras e imagens impressas.
Cabe-me, de início, atenção com a parte gráfica e ortográfica. Para isto preciso me concentrar alguns dias no emaranhado de números, letras, sinais, espaços, fotos, legendas, gráficos, datas, parágrafos, entrelinhas, apóstrofos, parêntesis, cortinas de títulos, término de capítulos e notas de pé de página.
Durante a leitura preciso que meus olhos façam papel semelhante à lupa de um ourives, que identifica bem escondidinho o espaço que correu entre palavras, a vírgula que se transformou em ponto e vírgula, os travessões, as abreviaturas e os acentos, detalhes que desafiam escritores e supervisores.
Entrevistei, há anos, Nely Carvalho, Editora de Textos dos jornais da Tv Globo Nordeste e tive uma aula sobre a procura de erros e omissões. Fiquei ainda mais atento. A entrevista transformada em aula, melhorou muito o texto do livro de minha autoria: Dr. Romero Carvalho – Um homem e sua história.
Seguindo com as definições, sugiro serem observadas as seguintes normas editoriais: a descrição do Expediente, aquela página que se localiza no verso da Folha de Rosto, onde se indica a propriedade do livro, os técnicos participantes, o Direito Autoral das fotos e recortes, as ressalvas, as datas, os nomes completos, as abreviaturas de identidades, o endereço dos autores, etcetera.
E tem mais, nesse verdadeiro trabalho de garimpo, a parte inicial das folhas devem ter trato de identificação muito cuidadosa. Um alerta para as tipografias: a exigência de se integrar no livro a Folha de Guarda, aquela página em branco, muito necessária, pois é ali que ocorrem as oferendas com autógrafos.
Em seguida, as páginas com homenagens, conceitos e agradecimentos. Depois o sumário (ou índice), e as seguintes com o Prefácio, a Introdução e outras “guloseimas”.
Em seguida, ao Técnico em Edição, vem a orientação sobre os Registros Legais: o ISBN (International Standard Book Number), que em português se entende por: Número Internacional Padronizado para Livros, sendo este a defesa do copyright, que é outra coisinha pouco conhecida.
Eis, agora, um alerta importante: se não for publicado o copyright, que geralmente aparece na parte superior da página do Expediente de qualquer obra, é se eximir do Direito de Exclusividade concedido ao autor.
O copyright existe para controlar o uso e a reprodução da criação intelectual. No Brasil, a proteção aos direitos autorais é garantida pela Lei nº 9.610/98, conhecida como Lei dos Direitos Autorais, que visa proteger obras artísticas, literárias, e científicas, conferindo ao autor os direitos morais e patrimoniais.
Falamos sobre best-seller, um termo inglês, frequentemente usado em português, que se refere a um livro, produto ou qualquer outro item que alcançou grande sucesso comercial, figurando em listas de mais vendidos. E quem não obedece às normas nunca sentirá o gosto de ter seu trabalho reconhecido como notável.
Outra coisa importante: o Depósito Legal de um livro, que é a obrigação legal de enviar um ou mais exemplares de qualquer obra publicada no país para um órgão específico, geralmente a Biblioteca Nacional, com o objetivo de preservar o patrimônio cultural e a memória bibliográfica. Este trâmite é gratuito, mas a sua não realização pode acarretar multas e impedir o acesso a financiamentos públicos para a obra.
O Depósito Legal é definido pelo envio obrigatório de no mínimo um exemplar de todas as publicações produzidas em território nacional, por qualquer meio.
Planejadas e executadas estas partes principais deve-se definir as capas – sempre produzidas por arte finalista competente – a exigência de orelhas, onde se deverá publicar uma foto do autor e breve legenda, o posfácio, o colofão e a arte da 4a. capa.
E se os caros leitores – candidatos a ver suas obras como best-seller – deixarem a cargo de amadores a produção editorial de seu livro, correndo tudo “na banguela”, seu trabalho se tornará desconhecido da cultura do País e do estrangeiro.
Como se vê, além da obra oferecida do leitor em si, um livro é um produto cheio de artimanhas.