DEU NO JORNAL

TUDO CERTO

Ágil para convocar nesta sexta (18) sessão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que referendou a tornozeleira eletrônica imposta ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministro Cristiano Zanin, que preside o colegiado, defendeu que o Estado não poderia obrigar Lula, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, a usar o aparelho.

Em 2019, ainda advogado do petista, Zanin declarou à Folha: “Na minha visão, Lula tem o direito de recusar a usar tornozeleira”.

Zanin chegou a dizer que Lula considerava a tornozeleira “negativa para a dignidade” e, portanto, não poderia ser obrigado a usar.

Como advogado de Lula, Zanin dizia que o uso da tornozeleira era uma tentativa dos procuradores de “impor uma nova humilhação” ao petista.

Na 1ª Turma, o agora ministro Zanin se apressou para votar apoiando a medida contra Bolsonaro. Precisou de pouco tempo até registrar o voto.

* * *

Não há motivos para espanto.

Tá tudo dentro dos conformes.

O ministro agiu corretamente.

DEU NO JORNAL

NA IMPOSSIBILIDADE DE NOS VENCER, A ESQUERDA QUER NOS ELIMINAR

Nikolas Ferreira

No último dia 8 de julho, o Ministério Público Eleitoral pediu a suspensão dos meus direitos políticos. Será que o motivo seria porque eu teria feito rachadinha, colocado dinheiro na cueca ou desviado recursos públicos? Claro que não.

A justificativa é porque eu fiz uma denúncia a respeito de um livro pornográfico de autoria do o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, durante as eleições de 2024. Enquanto alguns seguem fazendo o que querem, outros são cada vez mais perseguidos.

Uma das coisas que mais surpreende (ou não), é o duplo padrão utilizado para tudo. Quando a verdade é utilizada para expor ou rebater as mentiras da esquerda, eles tentam levantar a narrativa de que se trata de fake news, mas quando são eles propagando notícias falsas em níveis absurdos, absolutamente nada acontece.

Sempre vale destacar figuras já conhecidas por promover ataques utilizando informações sabidamente falsas — alguns admitindo ter feito isso em período eleitoral, como André Janones — e passar impune. Somente contra mim já foram vários e até agora não vi nenhum pedido de suspensão dos direitos políticos do parlamentar que é base do governo Lula.

Aliás, não foi só isso que ele confessou ter feito. No episódio da rachadinha, Janones admitiu a prática e fez um acordo com pagamento de multa para evitar ser processado.

Ele continua exercendo suas funções parlamentares normalmente, mesmo que eu tenha o visto pouquíssimas vezes presencialmente na Câmara. Inclusive, teve seu mandato suspenso por 90 dias, a partir desta semana, por causa de mais um ataque a mim enquanto eu fazia o meu discurso.

Por falar em suspensão, somente na OAB ele conseguiu quatro destes feitos, mas tudo isso ainda é muito pouco considerando todo o seu histórico.

Também não vi nenhuma movimentação semelhante à que estão tentando fazer comigo ser direcionada à Erika Hilton, que, segundo divulgado pela mídia, destinou R$ 1,5 milhão em emendas parlamentares a uma ONG que presta assessoria a ela mesma e contratou dois maquiadores como assessores, com salários pagos pela Câmara. Para piorar, ex-funcionários da parlamentar admitiram à imprensa que os maquiadores não exerciam funções parlamentares no gabinete.

A esquerda sempre fez de tudo para revirar toda a minha vida, sem conseguir achar qualquer coisa que me iguala a eles.

As inúmeras tentativas de me desgastar acabam tendo o efeito contrário. Coincidentemente, na mesma semana em que a decisão do MP veio a público, mais um dos meus vídeos alcançou milhões de visualizações e foi divulgada uma nova pesquisa em que meu nome aparece em terceiro lugar entre as personalidades mais influentes do Brasil — sendo o único político entre os 20 primeiros colocados.

O medo e a intenção dos progressistas são evidentes. Conforme falei em um dos meus discursos no plenário, governar buscando eliminar cada vez mais opositores é muito fácil. Se tirarmos todos os 7 gols da Alemanha na partida contra o Brasil, poderíamos falar que a nossa Seleção ganhou de 1 x 0. Mas isso seria justo?

Dilma sofreu impeachment, mas não teve seus direitos políticos cassados; Sérgio Cabral foi condenado a 400 anos de prisão, está livre e virou influencer; José Dirceu teve suas condenações anuladas. Como explicar esse absurdo?

Vários ministros, com gestões desastrosas, foram substituídos — um deles, inclusive, acusado de assédio contra outra ministra — e outros mal conseguem justificar os dados negativos relacionados às suas pastas.

Haddad está perdido e obcecado por mais impostos, enquanto Marina Silva sequer admite críticas, mesmo com queimadas e desmatamento batendo recordes.

No fim, a esquerda sabe que, com eleições justas, liberdade de expressão e uma Justiça imparcial, acumulará uma série de derrotas. Mas não basta sermos movidos apenas por eleições — ainda mais quando já não há garantias de que serão respeitadas —, e sim por gerações capazes de transformar os rumos do nosso país.

Não apenas espero, como também serei mais um a lutar para que consigamos sair deste regime ditatorial, que persegue apenas um lado e prejudica o país inteiro — agora sob ameaças de sanções e taxas dignas de nações onde a democracia inexiste. O medo de nos tornarmos uma Cuba ou uma Venezuela já passou. Hoje, são as nações livres que temem se tornar um Brasil.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

O MENINO SAFADINHO

A obra genial de Ziraldo

Sempre tive o desejo de escrever uma história para crianças, porque o livro de “Jeca Tatu” me marcou a infância para sempre. O mestre Monteiro Lobato soube produzir um texto simples, atraente e de fácil compreensão. Ainda mais, educativo.

Um pobre caboclo que morava no mato, numa casinha de sapê. Vivia na maior pobreza, em companhia da mulher, muito magra e feia, pais de vários filhinhos pálidos e tristes.

Releio arquivos dos meus 10 anos de idade e recordo que o personagem fez parte até de propaganda médica. Havia folhetos, distribuidos nos balcões de farmácias, que promoviam a veiculação do “Biotônico Fontoura”.

Mas, cresci e o encanto de certas ideias se perderam no tempo.

Desejei, mas nunca tentei, de fato. Não tive inspiração e capacidade para escrever alguma coisa que atraísse as crianças. Principalmente agora que vivemos (e até sofremos) com a maravilhosa época dos smartphones, que empolgam os pequeninos, ao ponto de haver alterações psicológicas, detectadas pela ciência médica.

Maria Clara, uma bisneta adotiva, de menos de três anos, já manipula um celular de forma que me espanta. E mais, adora as historinhas próprias para crianças.

Teria eu, certamente, perdido meu tempo se houvesse enveredado por essa linha de literatura, porque teria que enfrentar dois cobras.

Pimbinha, de Pedro Bloch

Primeiramente o médico foniatra, Pedro Bloch, que marcou seu tempo com muitos livrinhos, cujos títulos, engraçadíssimos, logo conquistaram os compradores. Assim se tornaram vitoriosos: Pimbinha, Chiquinho Pitomba, Teco-teco, etc.

Era preciso ter peito para topar de frente, também, com o genial Ziraldo Alves Pinho, que manteve a cabecinha da criançada no lugar, com seu primoroso campeão de vendas: O Menino Maluquinho.

Eu teria levado boa rasteira se me aventurasse a concorrer com o mineiro de Caratinga, cidadão que foi cartunista, desenhista, jornalista, cronista, chargista, pintor e dramaturgo brasileiro, além de um dos fundadores da revista humorística “O Pasquim”.

O genial Ziraldo

Por isso, Deus me livre de entrar na seara de Ziraldo ou Dr. Bloch. Todavia, tive a audácia de criar, em 1956, uma historieta para meus bisnetinhos, mas não toquei em frente. Tinha, também, um título atrativo: “O Menino Safadinho.”

DEU NO JORNAL

PRESO POLÍTICO

Marcel van Hattem

Não é preciso desenhar. A operação da Polícia Federal de Lula e de Alexandre de Moraes contra Jair Bolsonaro nesta manhã de sexta-feira (18) é, na prática, a imposição de uma prisão domiciliar contra o ex-presidente da República. Impedido de sair de casa entre 19h e 7h e de sair de Brasília em qualquer horário, monitorado por tornozeleira eletrônica, Bolsonaro perdeu sua liberdade. Também está impedido de usar redes sociais, falar com seu filho Eduardo – que está morando nos Estados Unidos –, e de contatar embaixadores e diplomatas estrangeiros. Em resumo: perdeu sua liberdade.

As restrições – ou, melhor, a prisão que agora ele enfrenta – foram impostas a Jair Bolsonaro sem julgamento. Sem condenação. Exatamente aos moldes do que ocorre em qualquer tirania, o maior opositor político do regime, que lidera as pesquisas de intenção de voto à Presidência nas eleições de 2026, foi primeiro declarado inelegível por seus perseguidores. Agora, Bolsonaro foi censurado e preso.

Não é nenhuma coincidência o timing desta ação: um dia após Lula ter dado entrevista à CNN Internacional e de fazer pronunciamento em rede nacional jurando independência entre os Poderes e acusando seus opositores de “traidores da pátria”. Um dia após, também, o desmoralizado Congresso nacional ter entrado em recesso, impedindo a manifestação da direita na tribuna e nas comissões da Casa Legislativa. É o cerco fechado em torno da cúpula do poder contra quem ousa desafiá-lo.

A direção do Congresso Nacional, Câmara e Senado, tem se omitido diante desta escalada. E nada é mais importante hoje para o país do que solucionar nossa crise institucional. Ou Câmara age para instalar a CPI do Abuso de Autoridade e o Senado abre impeachment de ministros do Supremo, além de aprovar a anistia nas duas casas, ou a situação piorará muito ainda até as eleições de 2026, a última esperança para o Brasil eleger maiorias parlamentares de verdadeira oposição.

Ouço muito, quando sou abordado nas ruas Brasil afora por quem acompanha meu mandato, “não desista”. Devolvo: “Obrigado! E não me abandone!”. É passada hora de o povo se movimentar, como foi feito inúmeras vezes na história brasileira, contra essa ditadura instalada e pressionar o Congresso a se posicionar pela democracia.

A prisão política de Jair Bolsonaro precisa ser o último ato dos tiranos. O verdadeiro soberano no Estado de Direito constitucional é o povo. É, portanto, imperativo que voltemos às ruas para pressionar o Congresso e redemocratizar o Brasil.

PENINHA - DICA MUSICAL