CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MAGNOVALDO SANTOS – PALM COAST – ESTADOS UNIDOS

CUIDADO COM AS PRAIAS DA FLORIDA!

O que faz um velho Engenheiro aposentado cuja atividade mais eletrizante é ficar olhando a unha do dedão do pé crescer? Pois eu lhe digo: engendrando elucubrações fuleiras sobre besteiras para sextas-feiras.

Mas, em todo o caso, algumas delas podem ser úteis para você, homem ou mulher raiz, ou mesmo se é, por assim dizer, adepto(a)(e) da sociedade LGBTPQPICMS?++.

Continuemos.

Se você é boa de bunda e gosta de expor suas qualidades anatômicas, um conselho: não é hora de propagandear tal atributo nas praias da Florida hoje em dia.

Explico.

Temos hoje aqui no Império um governo bastante conservador, tanto a nível federal como estadual, sendo que alguns estados como California, Nova York e outros, ainda sejam dominados por um pessoal mais eclético, que aceitam conceitos mais liberais. O Governador da Flórida, Ron DeSantis, grande aliado do Presidente Trump, reforçou a determinação da Polícia da Flórida para coibir a “exposição indevida do corpo nas praias do Estado”.

Que significa isso?

Bem, uma lei do tempo dos Afonsinhos diz que seios e nádegas só podem ser mostrados em trajes de banho nas praias públicas se estiverem cobertos em pelo menos 75% da superfície, tanto peital como bundal – a primeira superfície evidentemente pertencente a uma pessoa do belo sexo. E, em nenhuma hipótese, as partes pudendas poderão ser expostas de forma libidinosa. Esta última afirmação inclui também as “sungas” (ou “tangas”) masculinas, se bem que a exposição, mesmo implícita, da rola, como Fernando Gabeira costumava mostrar nas praias do Rio de Janeiro, não sejam exatamente objeto de admiração por estas bandas de cá (ou será que esse conceito mudou?).

Os policiais, ao se depararem com essa situação, pedem para que as pessoas se “vistam adequadamente” e, se não forem atendidos, podem multar e algemar as moçoilas, além de “convidá-las” para ter um papo-cabeça na delegacia mais próxima.

Eu entendi perfeitamente a mensagem das autoridades, mas um lampejo de dúvida me assolou o bestunto.

Como calcular a área de um seio de mulher? E da bunda?

Como engenheiro, aprendi que áreas curvas devem ser calculadas com precisão através de equações que envolvem fórmulas baseadas em cálculo diferencial e integral. Para tanto, antes de mais nada, é necessário definir os contornos das áreas envolvidas. E aí surge a primeira pergunta: onde começam e onde terminam os seios? E, no caso das bundas (que meu irmão, exímio conhecedor das leis femininas, garante que as das mulheres têm vida própria), até onde vai tal limite, já que provavelmente se encontra obliterado pelos glúteos?

Mesmo resolvendo tais dúvidas anatomo-geométricas, não me consta que os policiais da Flórida tiveram aulas de cálculo diferencial e integral e muito menos possuem aparelhos, eletrônicos ou mecânicos, para chegarem a tal número de polegadas quadradas. Vão inventar um dispositivo quântico-holográfico para tal cálculo? Ou vão usar algum método manual espolegatório? Ou recorrer à opinião de exegetas nesse assunto, como o gurú Luiz Berto?

Por via das dúvidas – vai que têm policiais-engenheiros hoje em dia – é aconselhável que nossas beldades brasileiras se contenham em propagandear seus atributos pelas terras tupinambais mesmo.

Melhor prevenir. E usar seu dinheirinho para compras na Macy’s.

DEU NO JORNAL

SENILIDADE

Desde o início do ano, Lula (PT) não recebeu um único deputado federal ou senador para despacho privado, como é próprio na relação institucional.

Parlamentares, inclusive petistas, reclamam que o Lula alheio do terceiro mandato, com sinais de desinteresse ou cansaço, nem de longe lembra aquele dos governos anteriores.

A agenda de audiências de 2025 piorou em relação a 2024, indicando sinais de inapetência: recebeu 4 deputados e 5 senadores durante o ano todo.

A conduta de Lula, que para o senador Sergio Moro (União-PR) indica “senilidade”, coincide com a perda de relevância dentro e fora do País.

Os deputados que Lula recebeu em 2024 são todos do PT, à exceção de Arthur Lira (PP-AL), que era o presidente da Câmara.

Lula não está nem aí até para os governadores aliados. Só recebeu Helder Barbalho (MDB-PA), em abril, talvez em razão da COP30.

Ladra condenada, a ex-presidente argentina Cristina Kirchner teve mais tempo privado com Lula este ano do que os congressistas brasileiros.

* * *

Segundo apurou o serviço de inteligência desta gazeta escrota, o descondenado não tem recebido ninguém por determinação de sua cuidadora.

Ela é quem organiza a agenda do marido, dá as ordens, cuida de tudo e manda em tudo.

Já quanto à “senilidade” que é citada nesta nota aí de cima, este é evidente, escancarada.

A cada nova excretada oral, a senilidade do pinguço fica escancarada.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SCHIRLEY – CURITIBA-PR

Há muito tempo atrás…

Um bairro distante do outro. Todos se aprontavam cedo entravam na Mercury 51 verde clara e partiam. Muitas coisas para serem vistas pelas crianças que tinham a alegria estampada no rosto. Metade do caminho indo pela Marechal Floriano Peixoto ficava o “Hospício” (um hospital psiquiátrico).

As crianças olhavam para o outro lado de medo que algum louco pulasse os muros altos. Dali em diante apenas casas. Algumas de alvenaria, outras de madeira. Gramados, muitas bicicletas e poucos carros. Entravam na rua Anne Frank e o frio na barriga aumentava.

Depois de algumas quadras a rua era de saibro e mais estreita do que é hoje em dia. O bairro cresceu muito de lá pra cá. Vila Hauer. Um gramado bem cuidado, um muro baixo e o portão de pessoas e o de carro.

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DEU NO JORNAL

A VOLTA DO “NÓS CONTRA ELES”

Editorial Gazeta do Povo

Para derrotar Jair Bolsonaro em 2022, Lula arregimentou à sua volta uma “frente ampla” recrutada com promessas de responsabilidade fiscal e um governo para todos os brasileiros, superando as feridas da polarização política. Antes mesmo da posse, economistas que “fizeram o L” já estavam pulando do barco, e forças políticas fora da esquerda tiveram de se contentar com alguns prêmios de consolação na formação do ministério. Quem ainda hoje se dá ao trabalho de recordar que Lula foi eleito graças ao apoio dessa “frente ampla”, e que sua votação se deveu mais a uma rejeição a Bolsonaro que ao entusiasmo com o petista, nada mais faz que passar recibo de sua ingenuidade: Lula e o PT nunca deixaram de ver esses apoiadores de 2022 como inocentes úteis (na mais benigna das hipóteses) para ajudá-los a chegar ao poder, mas não para ajudá-los a governar.

Que “união e reconstrução” era só um slogan vazio já se sabia há muito tempo, mas agora Lula resolveu acabar de vez com o fingimento e ressuscitar o bom e velho “nós contra eles”. Pressionado pela queda na popularidade e enfrentando no Congresso Nacional uma oposição muito mais vigorosa que nos seus mandatos anteriores (até porque hoje sabemos muito bem como o apoio parlamentar era conquistado naquele período), a ponto de ter sofrido um tipo de derrota que um presidente da República não amargava desde 1992, Lula partiu de vez para o ataque.

Em seu desespero para conseguir as dezenas de bilhões de reais de que precisa para cumprir uma medíocre meta fiscal, o PT publicou nas mídias sociais um vídeo mostrando o “povo” carregando sacos enormes nas costas, enquanto os “ricos” levam sacos bem menores, em referência ao peso que a tributação tem sobre a renda de quem ganha mais. Que proporcionalmente os mais pobres pagam mais impostos que os mais ricos até é verdadeiro, graças à estrutura tributária regressiva brasileira, que onera demais a produção e o consumo – algo que a reforma tributária, aprovada com apoio do PT, não mudou. Mas o discurso contido no vídeo é o clássico exemplo do discurso petista que acirra a hostilidade de uns grupos contra outros.

O vídeo não faz referência à controvérsia recente sobre o IOF – o único imposto nominalmente mencionado na peça é o Imposto de Renda, com a proposta lulista de isentar quem ganha até R$ 5 mil mensais. Mesmo assim, é impossível indissociar uma coisa de outra, até porque o vídeo defende a “taxação BBB: bilionários, bancos e bets” e, na briga pelo IOF, petistas graúdos como os ministros Fernando Haddad e Gleisi Hoffmann insistiam que a mudança das alíquotas só pegaria “donos de coberturas” ou o “andar de cima”. Não era verdade, evidentemente: o IOF maior encareceria o crédito como um todo, atrapalhando investimentos e sendo repassado para o consumidor final de produtos e serviços quando fosse o caso. Os mais pobres teriam mais peso para carregar.

Antes mesmo do vídeo, Lula já havia atacado os empresários que se queixavam da estratégia de seguir gastando como nunca e aumentando impostos à medida que o buraco fiscal crescia. No último dia 25 de junho, o presidente disse que os empresários tinham que deixar “interesses individuais de lado” e se perguntou onde estava o “espírito cristão” de quem reclamava dos aumentos de impostos – aproveitando para tentar capturar outro público que tem alta rejeição a Lula, o dos evangélicos. A mensagem, portanto, está posta: quem reclama dos altos impostos não pensa no Brasil, mas apenas em si mesmo – ainda que gere emprego e renda por meio do empreendedorismo –, e deseja que o povo mais pobre continue sendo esfolado. Em resumo, os marqueteiros do petismo querem convencer os brasileiros de que brigar contra a sanha arrecadatória de Lula é se colocar contra o país.

“Quem alimenta o nós contra eles acaba governando contra todos”, advertiu na segunda-feira o presidente da Câmara, Hugo Motta. Lula já conseguiu hostilizar grande parte do Congresso, e agora hostiliza também o setor produtivo em geral (o agronegócio já estava na mira do petista desde sempre). E é improvável que o novo discurso belicoso sirva para conquistar o apoio da população, cuja realidade é menos a da luta de classes e mais a da luta para contornar a inflação persistente. Segundo informações de bastidores, o ministro-marqueteiro Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação da Presidência, está pensando em abandonar de vez o “união e reconstrução” e adotar um novo slogan. O novo bordão provavelmente será tão enganoso quanto o atual, mas de fato Lula não está reconstruindo nem unindo nada.

PENINHA - DICA MUSICAL