Arquivo diários:18 de janeiro de 2025
DEU NO JORNAL
DEU NO JORNAL
O 7 A 1 DE NIKOLAS FERREIRA NA COMUNICAÇÃO DO GOVERNO LULA
Guilherme Macalossi

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG)
Não é preciso concordar com a visão de mundo ou com os métodos do deputado Nikolas Ferreira para reconhecer que possuí excelente habilidade retórica e que é uma estrela em ascensão na direita política brasileira. Se vai se transformar em uma liderança nacional, capaz de herdar o eleitorado bolsonarista nas eleições vindouras, é algo que só o futuro poderá responder. O fato é que o vídeo que Nikolas Ferreira gravou sobre a instrução normativa da Receita Federal alterando o monitoramento das transações por Pix ajudou a causar um impacto devastador sobre o governo Lula, furando bolhas ideológicas e sendo visualizado centenas de milhões de vezes.
Foi um verdadeiro 7 a 1, e bem na estreia do novo ministro da Secretaria de Comunicação, o marqueteiro Sidônio Palmeira. Zonzo com a reação pública e sem capacidade de articular qualquer resposta, o governo foi obrigado a simplesmente revogar o texto. Mas não sem chiadeira, não sem adicionar novas camadas de desgaste político e não sem explicitar algumas das características que contribuem decisivamente para que os seus indicadores de aprovação continuem em queda, ligando sinal de alerta para 2026.
“Pessoas inescrupulosas distorceram e manipularam o ato normativo da Receita Federal, prejudicando milhões de pessoas no Brasil e causando pânico e desacreditando um meio de pagamento muito importante na vida das pessoas”, disse Robinson Barreirinhas, secretário da Receita Federal que deveria ter sido sumariamente demitido após o episódio.
Ainda que a desinformação tenha de fato se espalhado nas redes sociais (e eventuais crimes devem ser apurados e punidos), houve muita gente que rejeitou a instrução exatamente por entender perfeitamente o que se pretendia com ela. Nenhuma tributação nova seria gerada a partir do Pix, mas os critérios de monitoramento buscavam apertar o cerco aos que o governo considera como “sonegadores” com o objetivo de, na ponta, arrecadar pela via do Imposto de Renda.
Ao excluir a hipótese de que as pessoas criticaram o governo porque não gostaram da nova política da Receita, Barreirinhas subestima a inteligência do público, além de ignorar o fato óbvio de que ninguém gosta de pagar impostos. O governo Lula é incapaz de reconhecer qualquer erro, mesmo que os comenta às pencas.
A revogação da instrução e sua substituição por uma medida provisória garantindo que o Pix não será tributado atenuaram a sangria, mas não a estancaram. E haverá, por óbvio, a exploração política também dessa decisão. “Se não queria taxar, por que revogou?”, será a pergunta de agora em diante. Além do estrago político, que pode ser precificado na próxima eleição, o governo conseguiu também dar holofote para Nikolas Ferreira, que se projetou nacionalmente sem nem mesmo usar uma peruca loira para isso.
RODRIGO CONSTANTINO
JORNALISTAS ESTATIZADOS

Fernando Haddad disse que desacreditar políticas públicas seria crime – e fala foi replicada pelos “jornalistas estatizados”
“Você desacreditar, atacar medidas públicas, é crime”, disse Eliane Cantanhede na Globo News, repetindo a fala do ministro Fernando Haddad. Foi assim que, ao menos na bancada da Globo News, o Brasil saiu de uma democracia para uma ditadura totalitária estilo Coreia do Norte da noite para o dia, sem sequer passar por um estágio intermediário.
“Lula, o governo e os jornalistas estatizados que correram mais uma vez em seu socorro não vão convencer ninguém de que foram vítimas de mentiras da internet. A maioria da população fica convencida, isto sim, de que quem está mentindo são eles”, comentou o jornalista, agora sim, J.R. Guzzo.
Jornalistas estatizados é uma ótima expressão para definir esses militantes petistas disfarçados. Afinal, que tipo de jornalista prega censura, repete sem qualquer crítica o que vem do governo como se fosse assessoria de imprensa e criminaliza análises e opiniões sobre medidas públicas? É preciso abandonar todo e qualquer ensinamento sobre o básico do jornalismo para agir de forma tão vergonhosa.
O jurista André Marsiglia explica o óbvio ululante: “O vídeo do Nikolas Ferreira é uma análise. Análise não é desinformar. Desinformar é jornalista reproduzir versão oficial do governo sem refletir ou grupo de advogados dizer que criticar governo é ilícito”.
O cientista político Fernando Schuller também colocou os pingos nos is: “Criticar uma politica pública não é e não pode ser crime, em uma democracia. E o governo não pode usar a máquina política do Estado, que é de todos, para perseguir quem lhe faz oposição. A criminalização da opinião é uma marca do autoritarismo, não da democracia”.
Chegamos a um ponto muito crítico de nossa história, e nunca antes vimos esse grau de subserviência de importantes veículos de comunicação apoiando abertamente a criminalização da opinião. O abuso de poder supremo jamais teria ido tão longe não fosse a “validação” que ele recebe de supostos jornalistas trabalhando em corporações midiáticas que recebem milhões em publicidade do próprio governo.
DEU NO X
RESPOSTA CERTA!
DEU NO JORNAL
LULA NEWS SEGUE PROMOVENDO A CRIMINALIZAÇÃO DE QUALQUER OPOSIÇÃO
Leandro Ruschel
A militância de redação da Lula News, atuando como porta-voz do regime, insiste na balela de “ação coordenada” da oposição.
A extrema-esquerda tenta emplacar essa narrativa pelo menos desde 2018. Quem não se lembra daquela matéria da Folha, entre o primeiro e o segundo turno, que atribuía a liderança de Bolsonaro na corrida eleitoral a “fake news disparadas em massa por WhatsApp”?
Nem foram originais… Foi a mesma coisa que a esquerda globalista fez para justificar o Brexit e a eleição de Trump. Nos EUA, o regime cozinhou por dois anos a MENTIRA de que Trump só foi eleito por conta de uma campanha de desinformação em massa nas redes, promovida por agentes russos. Ao final, ficou claro que se tratava de uma perseguição baseada em um dossiê falso da campanha de Hillary Clinton, levado adiante pelo FBI de forma fraudulenta.
A verdade é que a esquerda NÃO CONTA COM APOIO POPULAR e precisa justificar seu fracasso com a tese de manipulação do público. “Como os pobres não querem ser ajudados por nós, que buscamos a igualdade e a justiça? Só pode ser manipulação.”
O plano B, então, passou a ser utilizar as instituições aparelhadas pela esquerda nas últimas décadas para censurar e perseguir os opositores, dentro e fora do Estado. O objetivo é claramente totalitário.
No Brasil, o plano funcionou melhor que nos EUA, devido ao nível mais profundo de aparelhamento, além da união entre a esquerda e a velha oligarquia política que manda no país desde sempre, mesmo não sendo necessariamente esquerdista. O interesse de livrar todo mundo da cadeia e blindar a classe política é o que une esses grupos.
A chamada imprensa “profissional” exerce um papel fundamental nesse processo, ao promover a inversão da realidade: quem saqueou o país e promove censura e perseguição política está, na verdade, “defendendo a democracia”. Já aqueles que defendem direitos fundamentais, como a liberdade de expressão, são os “golpistas”.
Para o regime totalitário brasileiro se manter de pé, é preciso expandir a repressão, ainda mais em meio a uma crise econômica que deve explodir nos próximos meses. Por isso, a retórica cada vez mais agressiva, tanto de autoridades quanto de seus militantes de redação, Lula News à frente.
DEU NO JORNAL
O INIMIGO DO PT É A VERDADE
Marcel van Hattem
Mais de 300 milhões de visualizações: o vídeo de Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre o monitoramento do Pix furou a bolha e teve mais views do que toda a população brasileira somada. O governo Lula, desnorteado, fez o que pôde para descredibilizar o mensageiro: acusou o deputado de espalhar fake news, de desinformação (ou de disseminar “desordem informacional”), de irresponsável e inescrupuloso. No entanto, a brilhante peça produzida pelo mineiro nocauteou o governo por outro motivo: por que expôs as intenções de Lula e do PT à população brasileira. Ou seja: foi competente em contar a verdade.
No próprio vídeo, Nikolas advertia que o ato da receita federal que passaria a escrutinar as contas bancárias de brasileiros que movimentassem mais de 5 mil reais por mês não significava taxação do Pix. Ele mesmo, Nikolas Ferreira, fez questão, portanto, de blindar-se contra potenciais acusações futuras de que estaria dizendo o que efetivamente não disse. Não importou: mesmo assim, muitos petistas e mesmo órgãos de imprensa criaram fake news para sustentar que quem fez fake news foi o deputado. Pode?
Infelizmente, no Brasil atual, pode. O que não pode é expor o governo. É criticar políticas públicas. Na opinião de uma jornalista da Globo News, aliás, fazer oposição é crime. Segundo Eliane Cantanhêde disse no ar no último dia 15 de janeiro, “há uma pressão, que é de partidos políticos, mas que encontra eco no governo, para criminalizar essa posição, essa desqualificação que Nikolas fez”; e acrescenta, sem nenhum constrangimento: “Porque você desacreditar, atacar políticas públicas, é crime”.
Não obstante, o governo preferiu revogar o ato criticado. Era um ato necessário para combater a sonegação, diziam; não haveria taxação do Pix, afirmavam; não tinha nada a ver a crítica de que a medida impactaria milhões de brasileiros trabalhadores. Mesmo assim, preferiram revogá-la e anunciar uma publicação de uma medida provisória em sentido contrário, igualando Pix ao dinheiro físico. Deu pra entender?
Este é o governo que rotula qualquer alerta feito pela oposição como fake news. Dizíamos que Lula iria abraçar Maduro se fosse eleito presidente. Segundo o PT, era Fake News. A Gazeta do Povo, aliás, foi censurada pelo TSE no período eleitoral por reportar jornalisticamente sobre a relação do então candidato petista a Maduro e a Ortega. Era difamação, segundo a corte, e não poderia ser veiculada. Lula manteria o segredo de seus gastos com cartão corporativo: segundo petistas, fake news. Lula iria taxar as blusinhas: fake news. Em vez de cair, o preço da picanha com Lula iria subir: fake news. E a taxação do pix? Bom, por enquanto, também é fake news. Mas, com o histórico desse governo, Nikolas fez o mínimo que a honestidade intelectual exige: disse que não duvidaria se em breve o povo pagasse imposto também sobre essa transação.
O problema, portanto, não está nem na mensagem, nem no mensageiro. Está neste governo, que mente muito e acusa os outros de fazer fake news. Acusa e persegue, como agora prometem mais uma vez fazer a AGU e o MPF aparelhado, ameaçando processar deputados federais e senadores que criticaram a medida governamental. A imunidade parlamentar para opiniões dadas pelos representantes do povo é solenemente desprezada pelos petistas, com apoio de parcela significativa da mídia brasileira que deveria, ao contrário, fazer o que a Gazeta do Povo faz: defender a liberdade de expressão e as garantias constitucionais de todos os brasileiros.
A exposição das falácias do governo tem gerado constante tentativa de silenciar e desacreditar aqueles que ousam criticá-lo. O governo Lula, ao acusar seus opositores de espalharem fake news, não só desvia a atenção dos seus erros – bem como dos ataques que o governo promeve contra os mais pobres –, como ainda ameaça a liberdade de expressão e o debate democrático. Enquanto o governo recua em algumas de suas ações sob pressão, a estratégia de rotular como desinformação qualquer voz discordante é uma prática tirânica, abusiva e antidemocrática, que enfraquece as bases da democracia e enfraquece a confiança da população em suas instituições.
Felizmente, temos as redes sociais para nos manifestarmos. Por enquanto. Vamos continuar batalhando para não perdê-las jamais. Mas dá para entender porque, agora, o governo volta a tratar do tema da regulação das redes sociais e por que, no fundo, quer tanto a censura no país. O PT não quer defender o Brasil das mentiras. Quer, a exemplo do que fez com o vídeo do deputado Nikolas, impedir que você saiba a verdade.
CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA
UVAS ABENÇOADAS
Às vezes meu pensamento volteia pelos dias, locais e fatos da infância e ocorrem interessantes recordações. Nesses retornos, recordo ensinamentos que recebi dos meus pais; recomendações que fortaleceram meu caráter para enfrentar os anos do porvir.
Como papai era Agente de Propaganda de produtos farmacêuticos, passava 25 dias viajando pelo interior de Pernambuco, e mamãe aproveitava para ficar na casa das irmãs, na Boa Vista, exatamente num casarão situado na Rua Rosário da Boa Vista, 136.
Com seis anos, eu era ainda, dos sobrinhos, o mais novo; por isso dominava oterritório. A casa ficava de frente com a Rua do Aragão, que terminava na Praça Maciel Pinheiro, onde havia uma fonte luminosa e às tardes, as primas Yeda e Nicinha, me levavam para passear.
O bairro era formado por compridos casarões. Onde minhas tias moravam, a frente dava para a rua do Rosário e os fundos para a Rua Gervásio Pires. Construídas bem ao estilo colonial: eram casas estreitas, compridas e quintais enormes.
Eram vizinhos, a família do Sr. Hamilton Groley, um inglês muito educado. A parte do quintal, que tinha uns 20 metros de comprimento, um muro alto limitava as duas propriedades. Por ele descia, como que por encanto, uma parreira de uvas, cuja raiz nunca localizei.
Não raro eu colocava um tamborete e subia para tirar deliciosas uvas brancas, um tanto amargosas, porque às vezes eram colhidas ainda verdes.
Naquela idade eu não poderia imaginar seus benefícios. Hoje tenho conhecimento de que, quando maduras, podem ter influência na redução de doenças cardiovasculares.
A ciência provou que a ingestão de seu suco, duas vezes ao dia, por 30 dias, resulta na diminuição da circunferência abdominal e do Índice de massa corporal, com perda de peso e diminuição de medidas.
Certa feita, dominado pela curiosidade normal das crianças, perguntei a uma das minhas tias onde ficava o pé das uvas e ela me disse que era do outro lado do muro; ou seja, no quintal do sr. Hamilton.
Fiquei preocupado porque estava comendo as uvas da casa de minhas tias, mas aquelas maravilhosas bolinhas verdes do vizinho! Lembrei-me dos ensinamentos do meu velho: “Só use o que for seu! O que não for, peça para usar.”
Dias depois, estando os vizinhos em cadeiras na calçada – como se fazia antigamente – aproveitei para falar com o sr. Hamilton:
O senhor deixa eu comer suas uvas?
Admirado e solícito, ele pediu a mamãe para me levar até seu quintal, onde mostrou-me a plantação, deu algumas explicações e tirou um cacho de uvas maduras para me presentear.
Muito obrigado, Sr. Hamilton, mas não vou aceitar porque todas elas que passam por cima do muro e chegam à casa de tia Teresa eu “passo nos peitos”!
O vizinho ficou admirado com a honestidade da criança. Mesmo assim, aceitei, e ao comê-las notei que eram doces. O vizinho me explicou:
É que certamente você deve estar comendo uvas ainda verdes. Estas nossas são doces porque foram colhidas no tempo certo de colheita.
Depois que a conversa se espalhou, houve discretos comentários, ficando em foco minha boa educação.Tia Teresa, então, passou a comprar uvas para mim, no Mercado da Boa Vista, perto do Pátio da Santa Cruz.
Certamente uvas abençoadas!
PENINHA - DICA MUSICAL
ELYMAR SANTOS & ZECA PAGODINHO – Amigo é pra essas coisas
Dedico os vídeos desta semana ao grande acervo de amigos que tenho neste jornal.
Amigos que só conheço pelos comentários que são feitos na coluna.
Amigos que nunca ví ou ouvi pessoalmente mas, que os tenho guardado em meu peito.
Aos amigos colunistas do jornal e ao nosso editor quero mandar um abraço de quebrar costela e aos nossos leitores e ouvintes quero agradecer de coração, pois vocês são a alma deste jornal.
Obrigado!
