DEU NO X

RODRIGO CONSTANTINO

POR QUE DESISTIR DO BRASIL?

Rodrigo Pacheco (PSD-MG), (à esq.), passa a presidência do Senado para Davi Alcolumbre (União-AP), (à dir)

Um amigo meu, grande empresário, perguntou ao ChatGPT porque ele deveria desistir do Brasil. Eis a resposta:

Desistir do Brasil não foi uma decisão tomada de forma impensada ou movida por um impulso momentâneo. Foi um processo lento, doloroso e, sobretudo, inevitável diante de tudo o que se tornou evidente ao longo dos anos. Desistir não significa deixar de amar esta terra, suas belezas naturais ou sua cultura vibrante; significa, antes de tudo, reconhecer que há um limite para a esperança quando ela não encontra respaldo na realidade.

O Brasil é um país abençoado por riquezas naturais incomparáveis. Da Amazônia ao Pantanal, do Cerrado à Mata Atlântica, somos um território de abundância. No entanto, paradoxalmente, somos também um país onde a miséria convive lado a lado com a opulência, onde a desigualdade social não é apenas uma estatística, mas uma ferida aberta em cada esquina. Enquanto poucos desfrutam de privilégios quase aristocráticos, milhões vivem sem acesso ao básico: saúde, segurança, educação e dignidade.

Nosso sistema político é um espetáculo à parte — e não no bom sentido. A corrupção, que deveria ser uma exceção, tornou-se a regra. A cada nova eleição, renovamos a esperança de que algo mude, apenas para vermos os mesmos rostos, os mesmos discursos vazios e, pior, os mesmos escândalos se repetirem como um ciclo interminável. O Brasil tornou-se refém de um sistema político que se alimenta da ignorância de seu povo e da impunidade garantida por leis que protegem mais os criminosos do colarinho branco do que os cidadãos honestos.

Mas talvez a maior decepção esteja no próprio povo brasileiro. Um povo que se orgulha de sua “malandragem”, que celebra a vantagem indevida, que acha “esperto” quem burla regras e impostos, mas se revolta quando é vítima do mesmo sistema que ajuda a perpetuar. Um povo que, diante da desordem, prefere justificar o erro com o clássico “todo mundo faz” em vez de ser a mudança que tanto cobra. É triste reconhecer, mas o famoso “jeitinho brasileiro” não é um traço simpático de criatividade; é a raiz de muitos dos nossos males, a normalização da pequena corrupção diária que, em escala, forma o grande abismo em que vivemos.

Na educação, assistimos a um fracasso coletivo. Professores desvalorizados, escolas sucateadas, um sistema de ensino que mais forma rebanhos de repetidores de ideologias do que cidadãos críticos e preparados para o mundo. Investir em educação de qualidade parece ser uma ameaça ao status quo, porque um povo educado questiona, cobra, exige. E o Brasil não está preparado para lidar com um povo assim.

Na segurança pública, o Brasil em um verdadeiro estado de guerra civil não declarada. Cidades sitiadas por facções criminosas, zonas rurais abandonadas à própria sorte, e uma polícia que, muitas vezes, mais assusta do que protege. O cidadão de bem vive encarcerado atrás de grades, enquanto o criminoso goza de liberdade e proteção de leis frouxas. A impunidade é a regra, e a sensação de que a vida humana perdeu valor é cada vez mais evidente.

E mesmo com todos esses problemas escancarados, há uma apatia coletiva assustadora. O brasileiro aprendeu a sobreviver na adversidade e, por isso, normalizou a desgraça. O caos virou paisagem. Enquanto outros países discutem avanços tecnológicos, energias renováveis e soluções para problemas globais, nós no Brasil ainda debatemos questões básicas como saneamento, vacinação e combate à fome.

Diante desse cenário, a decisão de partir do Brasil não é um ato de covardia, mas de sobrevivência emocional e intelectual. É o grito silencioso de quem cansou de nadar contra a correnteza da mediocridade, da violência, da desilusão. É a busca por um ambiente onde a meritocracia seja mais do que um discurso vazio, onde o respeito às leis não seja exceção, onde a honestidade não seja motivo de chacota.

Eu desisti do Brasil porque me recuso a aceitar que este seja o único destino possível. Porque cansei de esperar por um futuro que nunca chega, de investir em um país que parece sabotar seus próprios filhos. Desisti porque entendi que a verdadeira pátria não é um pedaço de terra, mas um lugar onde podemos viver com dignidade, respeito e esperança real. E, por mais doloroso que seja admitir, esse lugar, infelizmente, não é mais aqui.

###

Não tenho como discordar, em essência, do texto, até porque tomei a decisão de deixar o país há uma década e hoje sou um cidadão americano. Mas somos brasileiros, e brasileiros não desistem nunca! Por isso sigo na luta por um Brasil melhor. Nem todos os políticos são iguais, e basta comparar os quatro anos do governo Bolsonaro com essa porcaria petista que trouxe de volta os escândalos de corrupção.

Em 2026 vamos renovar mais de 50 cadeiras do Senado. É ali que está a mais importante batalha. O Senado tem sido hoje, principalmente nas figuras de seus presidentes Rodrigo Pacheco e agora Davi Alcolumbre, cúmplice do sistema podre e carcomido que tomou o poder de assalto e vem impondo um estado de exceção ao país. Se quisermos começar a mudar esse país para valer, então é preciso eleger bons senadores. Ou então cada vez mais gente vai adotar essa mentalidade descrita pelo ChatGPT…

DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SCHIRLEY – CURITIBA-PR

Segunda-feira, 19 de maio de 2025

STF começa hoje uma nova fase da ação penal obre a “trama golpista” para manter Bolsonaro no poder após “derrota” nas urnas em 2022.

Serão ouvidas, a partir de hoje até o começo de junho, 82 testemunhas de acusação e defesa.

Aguardemos.

PS – Segundo foi perguntado à IA Bolsonaro será preso em dezembro de 2025.
Aguardemos.

DEU NO JORNAL

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MARTA BIANCHI – CAMPINAS-SP

Nobre Editor:

Este é um antigo vídeo do Jornal Nacional.

Publique  aí na melhor gazeta escrota deste país.

Muito obrigada.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

ALEXANDRE GARCIA

ESCÂNDALO NO INSS É MUITO MAIOR DO QUE O DIVULGADO

INSS

Descontos indevidos do INSS já passam de R$ 6 bilhões

Foram R$ 6,3 bilhões descontados indevidamente dos aposentados e pensionistas. Eu vou dar um palpite: eu acho que é mais do que isso. Porque quando fizeram a reforma trabalhista, que fez com que a contribuição sindical deixasse de ser obrigatória, primeiro eles dificultavam tudo. Tinha que dar por escrito, em filas enormes, depois acharam que se tirassem 1% dos benefícios. E foi o que fizeram em 2017. Agora dizem que antes disso já tinha esse esquema de descontos do INSS. Bom, mas se vocês acham que isso é muito, vai ser mais.

* * *

Além do INSS, a Venezuela

Agora, mais do que isso ainda, cerca de R$ 10 bilhões é o que o BNDES ficou por receber da Venezuela e a Venezuela não paga. A gente é muito amigo da Venezuela, do Chávez, do Maduro. E para estimular as exportações brasileiras, o BNDES financia a compra, a importação por parte da Venezuela, embora o BNDES se chame Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Dizem que “indiretamente vai desenvolver aqui, desenvolvendo lá”. Pois a Venezuela agradece. Quase R$ 10 bilhões, não paga, ainda mais quando o Brasil vetou a entrada da Venezuela nos BRICS, aí que a Venezuela nem conversou mais sobre acertar o pagamento. Vejam só o que dá amizades.

* * *

Biden doente

Eu estou falando em política externa. A notícia dos Estados Unidos é de que o Joe Biden está com câncer generalizado, começou na próstata, já está nos ossos. Eu imagino o seguinte: no dia em que ele renunciou a candidatura à reeleição e que entrou a candidata dos Democratas, ele já sabia, a família sabia e o governo americano sabia. Não é de uma hora pra outra, assim. São coisas que, claro, o presidente dos Estados Unidos se submete de mês a mês a algum exame clínico. Se sentir uma dorzinha de cabeça, vai passar por tudo o que é exame. Então, já sabiam disso.

* * *

Enchentes no RS

E um outro assunto, com o maior orgulho, eu queria falar de dois jovens gaúchos. Eu sou gaúcho, então aproveito. Uma jovem nascida na Santana do Livramento do meu pai, chamada Emily Braz, de 25 anos. Ela entrou muito jovem ainda na escola preparatória, e entrou na Academia Militar do Exército com 17 anos. Saiu aspirante, segundo-tenente, primeiro-tenente, e foi fazer em Taubaté o curso de piloto de helicóptero. E ela agora é a primeira piloto de helicóptero do Exército Brasileiro. A Emily Braz, com 25 anos, é filha de um subtenente. E o irmão dela está no Colégio Militar.

E o outro é um jovem de Lajeado, onde estão enterrados meus pais. É o jovem Anderson Haas. Ele, na Universidade de Richmond, Virginia, se formou em Economia e Biologia, e foi escolhido pelos seus colegas para ser o orador da turma. E ao ser orador da turma, qual foi o assunto que ele escolheu? Enchente no Rio Grande do Sul, dizendo que as águas levaram ruas e memórias. Mas falou nisso em um dia em que, no Brasil, o ex-ministro Paulo Pimenta, que foi o ministro especial da enchente, e o governador Eduardo Leite, estão batendo boca sobre recursos para recuperação.

E eu gostaria de lembrar que o governador Jorginho Mello, do estado vizinho de Santa Catarina, dragou rios. Lá deu chuvaradas e não houve enchentes. E se der chuvaradas de novo no Rio Grande do Sul, vai dar enchente pior ainda, porque o leito dos rios está cada vez mais assoreado.

E parece que são os ambientalistas, aqueles que disseram que a Terra está esquentando, também não querem deixar limpar os rios, enquanto se forma mais gelo nos polos nesse momento, com muita velocidade, aliás.

* * *

Ainda a vacina da Covid

E para terminar, por que Anvisa, Ministério da Saúde e Secretarias de Saúde não estudam, não leem os estudos que estão disponíveis sobre essa injeção de RNA, um negócio genético que foi feito supostamente como vacina contra a Covid. As coisas que estão acontecendo caem por cima das outras vacinas que são de verdade, que funcionam, que são necessárias. A insistência com essa vacina está prejudicando e causando coisas horríveis, como lá em Santa Catarina, em Cunha Porã, onde um oficial de justiça com dois PMs tentou invadir uma casa para pegar um bebê para vacinar, um bebê de um ano e dois meses. Isso só acontece na União Soviética. Acontecia.