DEU NO JORNAL
ALEXANDRE GARCIA
LULA TEME AS REDES, JANJA ATACA E O SENADO SE OMITE

“Não há protocolo que me faça calar”, diz Janja após constrangimento na China
Tudo o que os partidos estão fazendo hoje, estão fazendo neste ano, é em função da eleição do ano que vem: eleição presidencial, eleição de governadores, renovação de dois terços do Senado e eleição de deputados federais e estaduais. É uma eleição importante.
Por exemplo, todo esse combate de Lula, Janja, Gleisi contra as redes sociais é por medo das redes sociais na campanha do ano que vem. Na última campanha, a gente viu que o Tribunal Eleitoral pendeu para um lado — pegou muito mais a direita e muito menos a esquerda. Talvez tenha sido também falta de maior presença da direita nas reclamações sobre campanha eleitoral.
E outra coisa: os partidos estão se juntando, estão juntando forças, estão se modelando para o ano que vem. O objetivo, por exemplo, da direita é conquistar a maioria do Senado, para que o Senado seja um bloqueio, uma ferramenta eficaz contra desrespeitos à Constituição. Porque o Senado pode julgar ministros do Supremo. O Senado pode — mas o presidente do Senado não quer. Ou talvez não possa também, dependendo da gente saber quais são os compromissos dele, o que ele tem que estaria nas mãos do Judiciário.
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Qual o preço do ensino à distância?
E um outro fato importante é a assinatura de um decreto que veio do Ministério da Educação — e Lula assinou — proibindo o ensino à distância para, olha só que coisa incrível: medicina, odontologia, enfermagem, direito e psicologia.
Gente, quer dizer que se ensinava à distância medicina, odontologia, enfermagem? Eu não acredito. Eu sou do tempo — na minha juventude, infância — em que a gente via propaganda de curso de radiotécnico à distância. Eu mesmo fiz o curso de “fisio” qualquer coisa do Charles Atlas. Mas jamais uma faculdade à distância. É um negócio estranho.
Com todos os avanços do mundo digital, agora provavelmente esses bonecos de silicone vão ser usados nas aulas de anatomia. Porque há pouco tempo, a aula de anatomia era em cadáver — realismo. Depois, passou a ser com boneco. E agora era a distância? É impossível. Aí o resultado a gente vê por aí.
Aliás, insisto — porque todo dia fico sabendo de casos gravíssimos de tromboses em toda parte: cérebro, pulmões, coração. Teve um caso aqui, no Hospital do Sobradinho, agora, de morte. O sujeito entrou lá com um sintoma de trombose na perna. Depois, morreu. O trombo provavelmente subiu.
E a causa disso? É preciso que se leia tudo o que se fala sobre… Eu tenho falado dessa suposta vacina que está atrapalhando as outras, que são necessárias, que são maravilhosas, que previnem doenças — mas estão sendo prejudicadas pelos maus resultados de algo que se fez com pressa, sem teste e que deu muito lucro.
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Protocolo quebrado, prioridade ignorada
Está repercutindo ainda essa questão: o discurso de Janja se justificando e dizendo que falaria de novo, faria a mesma coisa, quebraria o protocolo para falar com o chinês. Ela disse que quer defender crianças e adolescentes das redes sociais.
Eu insisto em que se deva olhar lugares do Brasil em que está muito evidente a exploração sexual de crianças. Por exemplo — o que se fala muito — a Ilha do Marajó e outras regiões. Mas, na região Norte, é muito evidente. Bastaria centralizar as atenções da polícia, do governo, da assistência social para evitar que isso continue acontecendo.
DEU NO X
PERSONATRALHA NON GRATA
Sr. Lula da Silva , Persona non grata em Portugal . pic.twitter.com/DZWnmdrP2m
— Nanibarbosa (@RosaneBonoro) May 19, 2025
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
JOÃO FRANCISCO – RIBEIRÃO PRETO-SP
Como deve ser o batismo do Bebê rebourn.
Batismo de bebê reborn pic.twitter.com/1E2e9b2PX3
— Joaquin Teixeira (@JoaquinTeixeira) May 19, 2025
DEU NO JORNAL
A CEGUEIRA NA ECONOMIA
Editorial Gazeta do Povo
Muitos governantes tentam conseguir os objetivos típicos de boa gestão econômica aplicando políticas erradas e meios ineficazes, cujo resultado é sempre obter o oposto do que pretendem. Na história econômica do Brasil, a reincidência na adoção das políticas erradas é constante, qualquer que seja a inclinação ideológica e a filiação partidária dos governantes. Um exemplo é o argumento usado pelo governo Lula para justificar sua política errática na área da economia, marcada pelos gastos cada vez mais desenfreados.
Segundo a lógica petista, defendida desde o primeiro governo de Lula, os objetivos prioritários do Estado estariam relacionados ao socorro às camadas indefesas da população e à redução da pobreza – o que elevaria o nível de bem-estar social. Para obter tais objetivos – justifica a narrativa oficial de Lula –, o governo precisa gastar cada vez mais, mesmo que isso leve ao caos na economia, com o descontrole das contas públicas ou ao aumento da inflação. Trata-se de um erro que vem custando caro ao país.
Países que hoje aparecem entre os com maior qualidade de vida e menor pobreza priorizam como objetivos econômicos de curto prazo o controle da inflação, mantendo-a baixa, e a geração de empregos, aliada ao baixo desemprego. Uma vez alcançados esses dois pontos, a diminuição da pobreza e a melhoria do nível de bem-estar social são muito mais facilmente alcançadas – e mais duradouras, pois não estão atreladas nem limitadas ao aumento dos gastos públicos.
Para ter êxito nos objetivos econômicos e sociais no longo prazo, como o fim da pobreza e a melhor qualidade de vida, a renda média por habitante deve crescer regularmente, e isso depende de que haja crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) anualmente a taxas superiores à taxa de crescimento da população, conquistas essas somente possíveis em situação de inflação baixa e nível de emprego alto. Inflação e desemprego são dois fantasmas que assombram os governantes e as autoridades econômicas por serem fortes obstáculos para manter a economia em rota de crescimento do PIB e estabilidade de preços. A inflação provoca um duplo efeito devastador sobre a renda das pessoas, especialmente dos trabalhadores assalariados. O primeiro efeito é reduzir o poder de compra dos salários à medida que os preços dos bens e serviços são aumentados; e o segundo efeito é elevar a fração da renda direcionada ao pagamento de juros sobre as dívidas feitas pelas pessoas.
Ainda que finja ignorar esses princípios básicos da economia, Lula conhece muito bem o peso deles. Lembremos que a reeleição de Lula, em 2006, que deu a ele o segundo mandato presidencial entre 2007 e 2010, aconteceu quando já havia sido escancarado o ambiente de decadência moral derivado da elevada corrupção conhecida como “mensalão”. Os desvios, fraudes e outros tipos de corrupção no mensalão resultaram em condenações de figuras importantes do governo, do Partido dos Trabalhadores e de outros, em processo conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Apesar disso, Lula foi reeleito, e isso somente foi possível porque a gestão macroeconômica conduzida pelo ministro da Fazenda, Antônio Palocci, foi bem-sucedida ao dar sequência à política econômica herdada do governo anterior de Fernando Henrique Cardoso e contar com os benefícios do bom ambiente internacional, que elevou os preços das commodities exportadas pelo Brasil. O primeiro mandato de Lula terminou com bons resultados na economia no balanço das contas com o resto do mundo, nas contas fiscais do Tesouro Nacional, no controle da inflação e no crescimento do PIB. Esse conjunto de elementos foi decisivo para dar a vitória a Lula, mesmo com a grave corrupção tendo sido revelada no quarto ano de seu primeiro mandato.
Em países pobres, como o Brasil, as melhorias na economia são a prioridade maior por sua capacidade de reduzir a miséria, o desemprego, a pobreza e o grau de sofrimento humano típico dos quadros de pobreza aguda. A inflação provoca um duplo efeito devastador sobre a renda das pessoas, especialmente dos trabalhadores assalariados. O primeiro efeito é reduzir o poder de compra dos salários à medida que os preços dos bens e serviços são aumentados; e o segundo efeito é elevar a fração da renda direcionada ao pagamento de juros sobre as dívidas feitas pelas pessoas. Por isso, o controle da inflação deveria ser tratado como prioridade pelo governo federal – mas isso está longe de acontecer.
Quando, num passado recente, Lula criticou o Banco Central e seu presidente, Roberto Campos Neto, dizendo que a obsessão do BC com o combate à inflação não fazia sentido porque, segundo Lula, não haveria importância caso a inflação fosse um ou dois pontos percentuais maior do que a meta, e Gleisi Hoffmann, hoje ministra de Lula, ecoou as mesmas críticas, ambos mostraram que, aparentemente, estão longe de entender os aspectos teóricos mais elementares da economia e o peso das consequências sociais da inflação. Hoje, com a mudança na direção do BC, as críticas do presidente e de Gleisi cessaram não porque entenderam o problema e passaram a concordar com o Banco Central, mas apenas porque agora é Gabriel Galípolo, indicado por Lula, que está no Banco Central, e o Comitê de Política Monetária (Copom) é composto majoritariamente por membros também indicados pelo presidente petista. Lula tratou o problema do déficit público na mesma linha, dizendo que a tese de que o governo deve controlar os gastos e evitar a explosão do déficit é crença de quem é “contra os pobres”, quando o rombo das contas públicas não vem dos gastos com pobres, mas vem de uma burocracia inchada (que foi aumentada por Lula), da ineficiência, dos desperdícios e da corrupção – marcas conhecidas das gestões petistas no plano nacional.
Um grande flagelo na administração de uma empresa ou de um governo é a ignorância – deliberada ou não – sobre as teorias e complexidades econômicas envolvidas na atividade de gestão. Quando a ignorância técnica é seguida por ineficiência e fraudes, tem-se a combinação perfeita do que é uma gestão desastrada, causadora da pobreza que deveria combater. Eis aí a receita para o país não sair do atoleiro típico das nações subdesenvolvidas.
PENINHA - DICA MUSICAL
CHARLES AZNAVOUR
DEU NO JORNAL
É POUCO
Justiça do DF dá 20 dias para governo explicar gastos internacionais com viagens de Janja.
Decisão é do juiz Leonardo Tavares Saraiva, da 9ª Vara Federal Cível do DF, atendendo a uma solicitação do vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo-PR) e o advogado Jeffrey Chiquini.
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A explicação vai ser enorme, gigantesca.
Tão grande quanto os gastos que Esbanjana faz.
Vai ser tão comprida que 20 dias é um prazo muito curto.
Ao invés de 20 dias, a justiça poderia ter dado um prazo de 20 meses.
DEU NO X
ISSO MESMO!!! EXCRETE MAIS
COMENTÁRIO DO LEITOR
NO ZÓIO DE PORCO
Comentário sobre a postagem TEM QUE REABRIR OS HOSPÍCIOS
Sergio Rieffel:
Se fazendo de morta pra comer o coveiro!
Isso não é doideira não!
Tem interesse $$$$ nisso!
Aposto que o sujeito é bom de grana e a intenção é rolar uma gorda pensão no final da história!
Se sou juiz e cai uma bosta dessas para mim, mando tomar no zóio de porco na hora!
DEU NO JORNAL
LULA QUER PEDIR À CHINA QUE AJUDE A REGULAMENTAR AS REDES SOCIAIS?
Madeleine Lacsko

Aproximação entre Lula e Xi Jinping indica engajamento por novo bloco econômico do Sul Global
Janja causou constrangimento internacional. Isso não é uma opinião, é um fato relatado por vários diplomatas e jornalistas que cobriram a reunião entre o presidente Lula e o presidente chinês, Xi Jinping. Em plena visita oficial, na presença do chefe de Estado chinês, a primeira-dama brasileira pediu a palavra para se queixar do TikTok, aplicativo chinês, acusando-o de favorecer a extrema-direita no Brasil. O presidente chinês e a primeira-dama não gostaram. A diplomacia brasileira ficou constrangida. E Lula surtou porque a informação veio a público.
O que Janja fez foi ainda mais grave do que parece à primeira vista. Ela não apenas falou sem autorização formal. Ela pediu ao governo chinês que interferisse em uma empresa de seu próprio país para favorecer a posição ideológica do grupo político ao qual pertence. E fez isso diante da comitiva brasileira, da diplomacia chinesa, do presidente Xi Jinping e da primeira-dama.
Na cultura chinesa, existe um conceito milenar chamado miànzi (面子), que pode ser traduzido como “manter a face”. É o oposto de “queimar a cara” de alguém e representa um dos pilares das relações humanas na China, tanto em ambientes familiares quanto institucionais e comerciais. Trata-se da valorização da reputação pública, da preservação do prestígio e da imagem de uma pessoa, especialmente diante de terceiros. Em situações formais, como aquela em que Lula se encontrava, falar publicamente algo que desmereça ou exponha negativamente um aliado é considerado uma grave violação desse princípio. Janja quebrou o miànzi de Xi Jinping.
Lula, ao reagir com raiva ao vazamento de informações, apenas confirmou o que todos já sabiam: a visita não era sobre democracia. Era sobre controle. Não se trata de vazamento. Lula e Janja estavam representando o Brasil em um compromisso oficial com outra nação soberana. Era, portanto, de interesse público tudo o que se tratasse ali. O chilique presidencial por causa da cobertura jornalística dá pistas do verdadeiro teor da visita. E nos leva a uma pergunta urgente: o que Lula foi fazer na China?
A resposta mais razoável parece simples. Lula foi até lá pedir apoio político para a regulação das redes sociais. Foi isso que Janja mencionou ao intervir. E é isso que tem norteado o discurso do presidente e de seus aliados em relação ao tema. A estratégia de Lula é apelar para o argumento internacional: se outros países fazem, o Brasil também deve fazer.
O problema é escolher a China como referência.
A China é um Estado autoritário. O Partido Comunista controla a internet com uma combinação de censura, vigilância e propaganda, além de um sistema de crédito social que pune até mesmo opiniões desfavoráveis à ditadura. Google, Facebook, Instagram, WhatsApp, Twitter e LinkedIn foram todos banidos do país. Plataformas locais são monitoradas, e a repressão à liberdade de expressão é documentada por organizações internacionais de direitos humanos. Só em 2023, mais de um milhão de postagens foram excluídas sob ordens do governo chinês, segundo relatório da Administração Estatal de Ciberespaço.
A exclusão é só o começo da punição. Todas as suas oportunidades de vida, da escola dos seus filhos ao seu emprego, passam por este controle social. Se você falar mal do governo, seu sobrinho pode perder a vaga numa escola boa, por exemplo. Milhões de passagens de trem e avião deixam de ser emitidas todos os anos porque o emissor tem crédito social insuficiente. Isso pode ser por ação dele ou de familiares dele. É um pesadelo.
Controlar plataformas, controlar informação, controlar discurso. O mesmo presidente que fala em regular a “mentira” é o que mais mente impunemente desde que assumiu. O mesmo grupo que se diz defensor da democracia é o que se irrita quando a imprensa noticia fatos que considera desfavoráveis.
Se Lula e Janja foram mesmo à China pedir ajuda para regulamentar redes sociais, cometeram um erro diplomático, político e moral. Mas, sobretudo, cometeram um erro de leitura: acreditam que podem controlar a narrativa como se estivessem na China. Mas estão no Brasil. Ainda.
A imprensa livre é incômoda, mas é insubstituível. E o povo, ainda que silenciosamente, está vendo tudo pelas redes sociais.
