DEU NO JORNAL

SITUAÇÃO COMPLICADA

O governo Lula está numa situação tão complicada que tem ministro desmentindo até notícia que poderia ser boa.

Foi o Caso de Wellington Dias (Desenvolvimento Social), negando reajuste do Bolsa Família.

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Como dizia meu saudoso amigo Orlando Tejo, grande poeta nordestino, desmantelo só presta grande.

E nesse desgoverno luleiro, o desmantelo é pra lá de grande:

É gigantesco, é piramidal, é petralhoso!!!

DEU NO X

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VOTO EM ESQUERDISTAS, MAS NÃO SOU DE ESQUERDA

Roberto Motta

Votação para eleger conselheiros tutelares será feita com o sistema de urnas eletrônicas, usado no último pleito presidencial.

Fiz uma postagem que provocou polêmica. Postei no Instagram um meme muito simples. Duas pessoas estão conversando.

A primeira pessoa diz: “Não sou de esquerda e nem de direita.” A segunda pessoa responde: “Entendi, você é de esquerda.”

Quando viu a postagem, uma amiga querida veio falar comigo. Ela disse: “Roberto, você precisa parar com essa história de esquerda e direita, porque algumas pessoas ficam chateadas.”

“Elas não concordam com isso que você diz”, minha amiga continuou. “Sim, elas votaram em candidatos de esquerda. Mas elas não são de esquerda. Por exemplo, a Cristina. Ela votou na esquerda nas últimas eleições, mas ela não é de esquerda. A Cristina votou na esquerda, mas a Cristina não é comunista e nem socialista.”

Minha amiga levantou um ponto muito importante que deve ser explorado: o que significa “ser de esquerda”?

“Ser de esquerda” pode significar uma de duas coisas. Primeiro, pode significar que você conhece os fundamentos da ideologia de esquerda, que você acredita neles e os coloca em prática. Essa é a forma mais rara de esquerdismo.

Mas ser de esquerda também pode significar que você não tem a mínima ideia do que é a ideologia de esquerda ou quais são suas consequências e, ainda assim, você apoia políticos de esquerda. Você não sabe o que é socialismo, progressismo ou comunismo, mas você vota em políticos socialistas, “progressistas” ou comunistas. Pela minha observação, a maioria dos eleitores da esquerda se enquadra nesse caso.

Não interessa o motivo pelo qual você apoia os políticos de esquerda; se você apoia alguém que promove as políticas da esquerda, você é “de esquerda”. Não importa como você se sente. O que importa é o resultado prático de suas ações. O fato de você desconhecer os fundamentos das ideias da esquerda não faz de você menos esquerdista. Não é preciso ter lido O Capital para ser socialista, da mesma forma que, para cometer um crime, você não precisa ter lido o Código Penal.

Para ser de esquerda, não é necessário conhecer os fundamentos do esquerdismo; basta apoiar os políticos de esquerda. A política brasileira está cheia deles. Eles são contra a propriedade privada (a propriedade dos outros, claro – todo esquerdista tem sua propriedade e nela ninguém mexe).

Políticos esquerdistas são a favor do aumento de impostos porque “quem ganha mais precisa pagar mais imposto”. Pense no absurdo dessa ideia. Por que quem ganha mais precisa pagar mais? O que está por trás dessa ideia – que já se infiltrou no senso comum – é a noção de que é tarefa do Estado redistribuir a riqueza. Ou seja: se você tem mais do que o seu vizinho, o Estado precisa tomar de você e dar para o seu vizinho. Por quê? E se você tiver trabalhado mais, se sacrificado mais, lutado a vida inteira para construir seu patrimônio, por que você não pode ter mais que seu vizinho?

Os políticos esquerdistas são a favor de um Estado grande. Eles acham quarenta ministérios um número pequeno. Para eles, toda empresa deveria ser estatal.

Para os políticos esquerdistas, a opinião das pessoas deveria ser regulamentada.

A ideologia de esquerda glorifica os criminosos e diz que eles são revolucionários trabalhando pela justiça social ou vítimas da sociedade capitalista. Por isso, a esquerda vem destruindo a justiça criminal do Brasil. Por isso somos recordistas mundiais de criminalidade.

Se você é a favor das ideias acima, você é uma pessoa de esquerda. Mas, se você está balançando a cabeça agora, dizendo que não é a favor de nada disso, mas você vota em políticos de esquerda, você é, na prática, a favor de tudo isso.

As ideias de esquerda conquistaram hegemonia na cultura, na mídia, no ensino, no entretenimento e, agora, no sistema de justiça criminal. O esquerdismo é o estado padrão das pessoas, a menos que as ideias da esquerda sejam conscientemente rejeitadas. É por isso que se pode dizer: quem não é de esquerda e nem de direita, é de esquerda.

É claro que isso não significa que os políticos de direita sejam perfeitos ou que tenham resposta para tudo – ao contrário: uma das ideias fundamentais do conservadorismo – uma filosofia política de direita – é que há muitas coisas que desconhecemos e, por isso, devemos agir com prudência. Há também políticos que se dizem “de direita”, mas que não têm a menor ideia do que isso significa.

O sistema democrático exige que o cidadão tenha consciência política, porque todos votam para escolher nossos representantes. Essa escolha afeta tudo em nossa vida. Hoje, existem duas formas de ver o mundo e de enxergar a relação entre o Estado e as pessoas. Essas formas são descritas com os termos “direita” e “esquerda”.

Sou a favor da liberdade e da livre escolha. Não tenho nenhum problema com aqueles que escolhem a visão do mundo da esquerda (apesar, é claro, da minha convicção de que as ideias de esquerda são um profundo e irremediável equívoco moral, lógico, político e econômico). Se essa é a opção da pessoa, que ela vá fundo e usufrua das consequências de sua escolha.

Mas é difícil aceitar as pessoas que lavam as mãos e dizem: “Não sou de esquerda e nem sou de direita.” E depois apoiam a esquerda.

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

XICO COM X, BIZERRA COM I

PIRILAMPOS E VAGALUMES

Bem sei, deveria pirilampear em tua noite escura na mais pura esperança de te abraçar. Mas uma nuvem ainda mais negra e espessa, de tão carregada, me carregou de volta à solidão, velha companheira, não me deixando ser o vagalume desejado. Tentei, em vão, relampejar a minha claridade mas a cidade, sonolenta, preguiçosa e não desperta, impediu que meu sonho prosperasse. Neblinei-me, então. Convenci-me do nada a fazer a não ser enuvencer-me cinzento e chorar as mágoas junto com a chuva que avisava cair com trovões fazendo coro ao meu sofrer e a tristeza molhando o ao redor do meu rosto. Minha vida é noite e choro tempestades.

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SOBERANIA NACIONAL RELATIVA

Luís Ernesto Lacombe

O pária internacional é Bolsonaro… O criminoso é Bolsonaro… Ele é tirano, fascista, nazista, golpista, genocida. Toda punição a ele será pouca. E, como sangue não é água, Eduardo Bolsonaro, um de seus filhos, trabalha incansavelmente contra a soberania brasileira… Um absurdo. Onde já se viu a pessoa se licenciar da Câmara dos Deputados para ficar nos Estados Unidos, denunciando sem parar uma tirania que teria tomado conta do nosso país? A turma do Lula tenta insistir nesses papinhos e, para não entregar sua hipocrisia de vez, fecha os olhos e os ouvidos, de novo, para o que o petista fez e disse nos últimos dias. Não só ele, o presidente do STF também…

Depois de encontros com ditadores do mundo todo em Moscou, Lula foi a Pequim dizer que “a relação entre Brasil e China nunca foi tão necessária”. E ele não se referia apenas à questão comercial… O petista resolveu comparar suas “vitórias eleitorais” com a revolução de Mao Tsé-Tung… Tudo o que o sujeito queria para o nosso país já foi e é feito pelo Partido Comunista Chinês. E esse é desejo antigo do Lula. Em 2021, ele andava por aí, dizendo: “Esse partido na China tem poder e um governo forte. Quando tomar decisões, o povo respeitará essas decisões. Isso é algo que não temos no Brasil.” É, talvez ainda não completamente, mas a aliança STF-PT está empenhada nisso.

Lula e Janja, ou Janja e Lula, capricharam na ação. Na visita a Pequim, falaram a Xi Jinping dos “efeitos nocivos do TikTok”, destacando que o algoritmo da rede social chinesa favorece “o avanço da extrema direita no Brasil”… O anfitrião respondeu que nosso país tem o direito de regulamentar ou até banir a plataforma, se assim desejar. Resposta perfeita, do ponto de vista de um ditador. E Lula encheu o peito para dizer que “o companheiro Xi Jinping mandará ao Brasil um homem de sua inteira confiança, para debater com os brasileiros a melhor maneira de controlar o TikTok e, por extensão, as redes sociais”.

A soberania nacional pode esperar. O governo brasileiro parece mesmo aceitar de bom grado a intervenção da ditadura chinesa no controle de redes sociais, mídias digitais… De toda a internet, por que não? Se o objetivo é ser como a China, um passo de cada vez, até a censura total — no que os comunistas sempre foram mestres. Se o discurso do inimigo político é mais bem-sucedido nas plataformas, alguma atitude precisa ser tomada, e com autoridade. Só é importante ressaltar que, quando Janja, em Pequim, disse que o filme Ainda estou aqui mostra “os horrores de um regime autoritário”, ela estava se referindo apenas ao regime militar no Brasil e ao terrível período em que Bolsonaro foi o presidente. O Partido Comunista Chinês é só lindeza.

Se Lula acha que as leis que já temos não são suficientes para abarcar seu totalitarismo, que forças externas malignas assumam o controle e elaborem nova legislação… Talvez uma nova Constituição, já que a atual fala em democracia (não a relativa), em direitos humanos… Que mal pode haver em ser satélite de uma ditadura? Que mal pode haver em estar sempre do lado errado, bajulando os bandidos do mundo? Subserviência aos “malvadões certos” deve ter um lado bom. Se o povo não é soberano, por que o país como um todo deveria ser?

Soberania nacional, isso é tão relativo… Eduardo Bolsonaro é quem a ataca. Menino rebelde. Bom mesmo é o presidente do STF, Luís Roberto Barroso. Em evento em Nova York, esta semana, ele disse que, na condição de presidente do Tribunal Superior Eleitoral, pediu ajuda ao governo de Joe Biden para que fizesse declarações de apoio à “democracia brasileira”. Ele esteve muitas vezes com o encarregado de negócios americano, com representantes do Departamento de Estado. O ministro contava com a influência, com a pressão de Washington no Alto Comando das Forças Armadas brasileiras, para evitar a eventual adesão a um golpe. Ele afirmou que nossos militares “não gostam de se indispor com os Estados Unidos”… Na época, até o secretário de Defesa americano desembarcou em Brasília para uma série de encontros com autoridades militares e civis.

Assim, viramos um país pelo avesso, invertido, pervertido, corrompido, em que tirania é a solução de todos os problemas, em que liberdade é desnecessária, perigosa, a grande ameaça. Somos, enfim, um país de cabeça para baixo, bagunçado, em que bandidos viraram mocinhos e mocinhos viraram bandidos. Somos um país de ponta-cabeça, como no insano mapa-múndi do IBGE, exibido em Pequim pelos sorridentes Márcio Pochmann e Dilma Rousseff. Somos um país sem a soberania do povo, com a soberania nacional ameaçada, se fingindo muito mal de “protagonista”, de “líder importante”… Somos já uma ditadura, que a turma do STF e do PT teima em chamar de democracia.

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