DEU NO JORNAL

INIMIGO

Tratado quase como inimigo pelo governo Lula, foi o agronegócio que, mais uma vez, salvou o PIB do Brasil e alavancou o marcador nos três primeiros meses do ano.

Subiu 12,2%, ou R$233,9 bilhões.

* * *

A plantação de cana é produto do agronegócio.

E é da cana que se fabrica a cachaça.

Lula deveria repensar essa tolice de ser inimigo do agronegócio.

COMENTÁRIO DO LEITOR

MARCOS MAIRTON - CONTOS, CRÔNICAS E CORDEIS

JUNHO CHEGOU, É TEMPO DE FORRÓ!

Aproveitamos a chegada de junho para usar a inteligência artificial na composição de um forró:

QUEM TEM TEM MEDO

Você chega todo cheio
Diz que é destemido
Mas na hora da verdade
ficou escondido
Diz que enfrenta tudo
Não teme um perigo
Mas, se escuta um estouro
Já procura um abrigo

Você diz que é corajoso
Mas eu sei o seu segredo
Fala que não tem nada
Mas quem tem tem medo
Você diz que é corajoso
Mas eu sei o seu segredo
Fala que não tem nada
Mas quem tem tem medo

No passo do xote
Você tenta impressionar
Mas a perna treme
antes mesmo de dançar
A pose é de bravo
Mas eu sei o que é verdade
No fundo do peito mora a fragilidade

Não precisa fingir
Pode relaxar
A coragem vem mesmo é de se aceitar
Todo mundo tem medo
Até o mais durão
Mas admitir é que é o ato de um campeão

DEU NO X

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

MAIO: MÊS DAS ROSAS

Hoje começa o mês de junho, último mês do primeiro semestre – até aqui o ano foi bom, não fosse uma forte gripe que me abateu e desmotivou por vários dias – que jamais deixará para trás o mês de maio. Mês das rosas, mas, para mim, mês das mulheres.

Nasceram no mês de maio, mulheres que marcaram minha vida e me ajudaram nessa longa e correta caminhada. Não fosse as nascidas em maio, teria a comemorar apenas o dia 14 de abril.

Assim, sem citar nomes, agradeço o companheirismo e as agruras que, como uma estufa, me ajudaram a amadurecer.

Atualmente minha vida é dividida com quem nasceu no dia 2. Antes, a luz foi acesa na bifurcação para a vida, no dia 25, quando alegrias e tristezas apareceram, mas acabaram por me fazer sentir um homem, um humano, um amante da vida.

E por que eu esqueceria 24?

Não. Não dá para esquecer quem foi a minha tapioca, o meu cuscuz, o meu baião-de-dois, a minha água com limão e a minha alegria de caminhar, os dois, de mãos dadas e na mesma direção.

Assim, sem flores, mas com a experiência e a ajuda dessas três datas, o mês de maio marcou a minha vida – tenho certeza que de forma positiva.

“Quando penso em você
Fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa, menos a felicidade
Correm os meus dedos longos
Em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego
Já me dá contentamento”

(Raimundo Fagner / Cecilia Meirelles)

Sensualidade é o teu nome

Ao longo da caminhada a vida me pregou peças. As boas me fizeram lembrar de ti, dos momentos que, generosamente, dividistes comigo – foram, sei, os nossos momentos. Momentos das nossas intimidades e do prazer dos nossos corpos naqueles momentos carentes, cujo resultado molharam nossos lençóis.

“Coragem, coragem, coragem, mulher
Coragem, coragem, coragem, mulher
Como te atreves a mostrar tanta decência?
De onde vem tanta ternura e paciência?
Qual teu segredo, teu mistério, teu bruxedo
Pra te manter em pé até o fim?
Coragem, coragem, coragem, mulher
Coragem, coragem, coragem, mulher”

Compositores: Ivan Lins / Vitor Martins

Saciada que me saciava

Hoje, lembrar é como reviver tudo por completo. Cada momento vivido, cada beijo era uma troca do que sentíamos mutuamente – e ainda que estivéssemos a apreciar o pôr-do-sol era em nós que os lampiões da vida se acendiam.

Transmitias vida em cada beijo, que, para mim era uma transfusão de carinho, de amor e embevecimento.

“Tens a beleza da rosa
Uma das flores mais formosas
Tu és a flor do meu lindo jardim
E eu a quero só para mim

O teu suave perfume
Às vezes causa-me ciúme
Ao te beijar sinto no coração
O pulsar da mais pura paixão, porém

Tenho medo que tua beleza de rosa
Se transforme num espinho
Quase morro só em pensar
Em perder teu carinho”

Compositores: Pedro Antônio Ferreira / Hélio Villar

Lábios que só ligavam amor

Enfim, todo começo terá sempre um fim.

Maio em flores – vivemos quantos? – nos faz ver a vida com nossos olhos e amar a nosso modo. Agora, chega junho.

Temos que enfrentar o som das matracas, dos pandeirões e dos maracás. Tomara nos rejuvenesça e nos proporcione no próximo ano, mais um maio das flores com os dias 2, 24 e 25.

COMENTÁRIO DO LEITOR

LASCAR O POBRE

Comentário sobre a postagem CINISMO TUCANO

Paredão de barragem:

Na verdade, o caminho para o país foi dado por Armínio Fraga: congelar o salário mínimo por 6 anos.

Esse pessoal não tem um pingo de humildade, não reconhecem que Paulo Guedes estava fazendo a Economia do país entrar nos eixos.

Enquanto um entende que os gastos do governo são ineficientes e busca compensar com aumento de imposto prejudicando o setor produtivo do país, o outro prefere lascar o pobre assalariado.

Armínio Fraga é só um canalha.

DEU NO X

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

AS BRASILEIRAS: Ana Rosa

Ana Rosa de Araújo Galvão nasceu em 4/9/1787, em São Paulo, SP. Proprietária de terras e filantropa. Viúva e sem herdeiros diretos, fez a doação de 3/4 de seu patrimônio para obras de caridade, particularmente o Instituto Ana Rosa, criado em 1874. Foi a primeira instituição, de iniciativa privada, destinada a proteger crianças e jovens desamparados.

Filha do capitão Manuel Antônio de Araújo e Joaquina de Andrade de Araújo, residia na Rua da Imperatriz (atual Rua XV de Novembro), próximo a Praça da Sé. Casou-se aos 28 anos com o capitão Inácio Correia Galvão e não teve filhos. Já bem idosa, viúva e sem herdeiros, ditou seu testamento ao cônego Joaquim do Monte Carmelo, em 10/6/1860, ano em que veio a falecer. Deixou testamentado que ¾ partes de seus haveres, fossem distribuídos aos pobres, podendo o testamento, a seu arbítrio, doá-las a obras pias (escolas, hospitais, conventos etc.).

Alguns dos testemunhos nomeados já haviam morrido quando se deu a abertura do testamento e outros se encontravam ausentes do país. Dentre os que se encontravam presentes, a escolha recaiu no nome do senador Francisco Antônio de Sousa Queirós. Para atender ao seu desejo, ele optou pela cláusula de aplicação das três quartas partes do legado em obras pias. Completou os fundos necessários à formação da Sociedade Protetora da Infância Desvalida, Hoje Associação Barão de Souza Queiroz de Proteção à Infância e a Juventude, fundada em 1874, que mantém o Instituto Ana Rosa.

O Instituto foi inaugurado em 1899, num grande edifício, localizado na Rua Vergueiro em frente ao largo, que mais tarde recebeu o nome de Ana Rosa, na Vila Mariana. Tempos depois, o Instituto mudou-se para o bairro da Aclimação em pequenos edifícios de 3-4 andares próximo a Rua Topázio, em 1940. No final desta década o Instituto passou por dificuldades financeiras e, tendo em vista a valorização do terreno, deu-se a negociação da área, e aquisição de fundos que possibilitou sua transferência para novas instalações na Vila Sônia, onde se encontrar até hoje.

O Instituto Ana Rosa é uma ONG que abriga mais de mil crianças e jovens em 3 programas. São 300 crianças de 0 a 4 anos no CEI-Centro de Educação Infantil); 360 de 6 a 14 anos no CCA-Centro da Criança e do Adolescente e 340 de 15 a 18 anos no CJ-Centro para Juventude. Sua missão é proporcionar melhores condições de vida, educação, proteção e segurança a crianças e jovens provenientes de famílias de baixa renda e em situação de vulnerabilidade social. Os interessados em conhece-lo, e melhor ainda, ajudá-lo em sua manutenção podem acessá-lo clicando aqui.

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

MEUS CAÇUÁS DE JANEIROS

Cada dia pesam mais
Meus caçuás de janeiros.

Mote de Pedro Fernandes

Ao Poeta Nascimento

Igualzinho um pé de vento
Depressa o tempo passou
Atualmente eu estou
Com o mesmo movimento
Que tem aquele jumento
Dos nossos velhos tropeiros
E as varas dos marmeleiros
Batendo nos meus costais.
Cada dia pesam mais
Meus caçuás de janeiros.

Meu carro-de-boi dos anos
Com o tempo de trabalho
Empenou o cabeçalho
A mesa tem vários danos
Os cocões (Rudes sopranos)
Que embalavam os carreiros
Subindo os desfiladeiros
Em meio aos canaviais
Cada dia pesam mais
Meus caçuás de janeiros.

Comparo a minha jornada
A este carro-de-boi
Que no passado já foi
A obra mais estimada
A canga nova adornada
Por expessos tamoeiros,
Dois resistentes rodeiros
Ferrados com bons metais
Cada dia pesam mais
Meus caçuás de janeiros.

DEU NO JORNAL