Hoje começa o mês de junho, último mês do primeiro semestre – até aqui o ano foi bom, não fosse uma forte gripe que me abateu e desmotivou por vários dias – que jamais deixará para trás o mês de maio. Mês das rosas, mas, para mim, mês das mulheres.
Nasceram no mês de maio, mulheres que marcaram minha vida e me ajudaram nessa longa e correta caminhada. Não fosse as nascidas em maio, teria a comemorar apenas o dia 14 de abril.
Assim, sem citar nomes, agradeço o companheirismo e as agruras que, como uma estufa, me ajudaram a amadurecer.
Atualmente minha vida é dividida com quem nasceu no dia 2. Antes, a luz foi acesa na bifurcação para a vida, no dia 25, quando alegrias e tristezas apareceram, mas acabaram por me fazer sentir um homem, um humano, um amante da vida.
E por que eu esqueceria 24?
Não. Não dá para esquecer quem foi a minha tapioca, o meu cuscuz, o meu baião-de-dois, a minha água com limão e a minha alegria de caminhar, os dois, de mãos dadas e na mesma direção.
Assim, sem flores, mas com a experiência e a ajuda dessas três datas, o mês de maio marcou a minha vida – tenho certeza que de forma positiva.
“Quando penso em você
Fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa, menos a felicidade
Correm os meus dedos longos
Em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego
Já me dá contentamento”
(Raimundo Fagner / Cecilia Meirelles)
Sensualidade é o teu nome
Ao longo da caminhada a vida me pregou peças. As boas me fizeram lembrar de ti, dos momentos que, generosamente, dividistes comigo – foram, sei, os nossos momentos. Momentos das nossas intimidades e do prazer dos nossos corpos naqueles momentos carentes, cujo resultado molharam nossos lençóis.
“Coragem, coragem, coragem, mulher
Coragem, coragem, coragem, mulher
Como te atreves a mostrar tanta decência?
De onde vem tanta ternura e paciência?
Qual teu segredo, teu mistério, teu bruxedo
Pra te manter em pé até o fim?
Coragem, coragem, coragem, mulher
Coragem, coragem, coragem, mulher”
Compositores: Ivan Lins / Vitor Martins
Saciada que me saciava
Hoje, lembrar é como reviver tudo por completo. Cada momento vivido, cada beijo era uma troca do que sentíamos mutuamente – e ainda que estivéssemos a apreciar o pôr-do-sol era em nós que os lampiões da vida se acendiam.
Transmitias vida em cada beijo, que, para mim era uma transfusão de carinho, de amor e embevecimento.
“Tens a beleza da rosa
Uma das flores mais formosas
Tu és a flor do meu lindo jardim
E eu a quero só para mim
O teu suave perfume
Às vezes causa-me ciúme
Ao te beijar sinto no coração
O pulsar da mais pura paixão, porém
Tenho medo que tua beleza de rosa
Se transforme num espinho
Quase morro só em pensar
Em perder teu carinho”
Compositores: Pedro Antônio Ferreira / Hélio Villar
Lábios que só ligavam amor
Enfim, todo começo terá sempre um fim.
Maio em flores – vivemos quantos? – nos faz ver a vida com nossos olhos e amar a nosso modo. Agora, chega junho.
Temos que enfrentar o som das matracas, dos pandeirões e dos maracás. Tomara nos rejuvenesça e nos proporcione no próximo ano, mais um maio das flores com os dias 2, 24 e 25.


