JOSÉ PAULO CAVALCANTI - PENSO, LOGO INSISTO

CONVERSAS DE ½ MINUTO (46) ‒ JORNALISTAS

Lisboa. Seguem mais conversas, hoje só com jornalistas e afins, em livro que estou escrevendo (título da coluna).

BARBOSA LIMA SOBRINHO, presidente da Associação Brasileira de Imprensa. Sempre que nos encontrávamos, o diálogo era

– Como vai?, dr. Barbosa.

– Como um velho, meu filho, desejando que todos os órgãos envelheçam ao mesmo tempo.

CARLOS ALBERTO SARDENBERG, jornalista. No Clube dos Ingleses (São Paulo), depois do tênis, os jogadores conversavam. Ele

– O homem precisa de mulher para tudo.

Betina, do grupo, completou

– Até pra ser corno.

DIÁRIO DE IGUAÇU (Paraná). Em 03/05/2016 deu essa manchete, na capa de sua edição,

‒ Gerência de Saúde afirma que não vai faltar vagina.

Calma, leitor amigo; que, segundo a gerência, não vai faltar.

DUDA GUENNES, filósofo. Numa entrevista, sobre Pernambuco (onde nasceu) e o Brasil, declarou que

1. Está poeticamente provado que o Mundo começa em Pernambuco, depois é que principia o resto da Geografia.

2. O Brasil é a melhor de todas as invenções portuguesas, incluindo aí o bacalhau da Noruega.

3. O Brasil é o melhor País do Mundo pra sentir saudade.

* * *

Inauguração do supermercado Pingo Doce, no Rato, pertinho de seu apartamento na Rua da Alegria. Foi cobrir o evento, como jornalista de A Bola, e o diretor do estabelecimento

– O que está a achar?

– Muito bom, porque tem tudo que não preciso.

EVALDO COSTA, jornalista. Clonaram seu celular. E soube disso quando recebeu mensagem, no zap,

– Favor mandar 500 reais que estou precisando. Ass., Gustavo Dubeux.

Respondeu

– Agora não posso, que acabei de emprestar 50 mil a João Carlos Paes Mendonça.

FERNANDO MENEZES, jornalista. Anotou, em Lisboa, grafite comparando António Salazar com Santo António de Lisboa (e de Pádua)

– Lisboa cidade bela
Que dois Antónios disputa
Um é o filho da fé
O outro… não é.

* * *

Na fila preferencial do Bradesco, esperava sua vez. Até que uma jovem, descabelada e com olhos arregalados, entrou na sua frente com um monte de boletos para pagar. Fernando, educadamente, perguntou

‒ Idosa, vejo que a senhora não é. Por acaso está grávida?

‒ Sim. Estou. Não sei quem é o pai. E, se não me der sua vez, vou causar aqui um escândalo.

Ele, cauteloso, preferiu esperar mais um pouco.

* * *

Praia da Piedade. Conversava, na frente de nossa casa, com o jornalista Garibaldi Sá. Chega um jovem e pergunta

– O senhor é o gordinho que sabe nadar?

– Acho que sou.

– Aquele ali (Menezes) mandou buscar nosso amigo que está morrendo afogado.

Olhei, o rapaz estava bem longe da praia, tinha feito isso já duas vezes antes e sabia qual a técnica. Meia hora depois, afinal, cheguei de volta com o jovem quase morto (mas ainda vivo), depois de beber meio mar. E Fernando, com água na cintura (que nem nadar sabe),

– Agora, deixe comigo.

Pôs os braços do quase afogado no pescoço dele e o arrastou até a areia da praia. Uma pequena multidão bateu palmas. Agradeceu, acenando com as mãos, parecia candidato a prefeito. Corpo no chão fez massagem, braços e pernas, afinal o rapaz reviveu. Levantou e abraçou, comovido, seu salvador. Mais palmas. Após o que Fernando voltou, satisfeito, para o mar (onde permaneci). Ao chegar

– Ainda bem que salvamos uma vida.

– Salvamos?

– Foi. Se não mandasse, você não ia pegar ele.

– Tá certo.

– Melhor de tudo é que o rapaz pediu meu nome e prometeu que, até morrer, iria rezar por mim todas as noites.

– Muito bem, mas por acaso disse que houve mais alguém no salvamento?

– Esqueci. Mas, quando ele rezar, fica implícito que você está incluído.

Pois é.

GERMANO SILVA, jornalista do Porto (Portugal). No Jornal de Notícias, redigiu matéria de homem esfaqueado por dama que atuava na Rua do Souto, famosa por suas casas de meretrício. Pediu na redação, para ilustrar a matéria, uma foto qualquer da responsável por aquela tentativa de assassinato. Assim se deu. E nem se preocupou em conferir. Dia seguinte foi publicada, tal foto, com essa dedicatória

‒ Ao querido Alfredo, que tanto me consolou da cinta para baixo.

IMPRENSA PORTUGUESA. Algumas manchetes estranhas, só uns poucos exemplos

No Jornal de Notícias

‒ Carro capota com quatro pessoas e uma mulher.

‒ Morreram 430 mortos nas estradas portuguesas.

Legendas na televisão CMTV

‒ Acidente na A1, três viaturas feridas.

‒ Dois mortos em fuga.

Na CMTV, essa notícia

– “Português em Braga engravidou a esposa e a sogra”.

Comentário, na matéria, de um telespectador

– Foda-se!!! Ele agora vai ser pai, avô, marido, genro e sogro!

Também nela, para encerrar, esse comentário

– Portugueses, a pedidos de muitas famílias preocupadas, decidem estender a lista de palavrões oficialmente proibidos, passando a incluir: breca, caga-foices, caraças, coa, credo, cruzes, cuncatano, fónix, macacos me mordam, raios e coriscos, trambelóquio, Naturalmente essas regras não se aplicam ao Norte do país, onde podem continuar a dizer que caralho vos apetecer.

JORNAL DO COMMERCIO do Rio de Janeiro, edição de 18/03/1931, pág. 4. Num tempo em que falsear a verdade valia dinheiro

‒ Fugiu no dia 17 do corrente, da chácara da Barreira, no caminho da Glória, ao pé do chafariz, um molecote de nação monjolo, por nome Digue, acostumado a vender quitanda da chácara; é espigado, magro, anda ordinariamente com a boca aberta e mostra os dentes, que são grandes e muito brancos; é muito ladino, fala e mente perfeitamente.

JOSÉ NÊUMANNE PINTO, jornalista, do Penn Club. Chegou para conversar com o paraibano (como ele) José Amer… Aqui um problema, que todos se referem a esse grande escritor apenas como Zé 3 Pancadas, dado que pronunciar seu nome completo é prenúncio de catástrofe. Toda gente conhece a praga. Se o amigo leitor ainda não sabe de quem se trata basta procurar, na internet, o autor de A bagaceira. Nêumanne

‒ Como nasceu essa relação entre você e o azar?

‒ Acho até graça. O avião caiu no mar e eu já quase cego, e aleijado, fiquei sentadinho na asa. Enquanto Antenor Navarro, campeão de natação, afundou (na verdade nadou, na direção contrária à praia, sem que seu corpo tenha sido jamais encontrado). E o povo diz, ainda, que sou azarado…

‒ Não, Zé, dizem que você dá é azar aos outros.

‒ Aí pode ser.

MARIA LUIZA BORGES, jornalista. No Vaticano, sala Paulo VI, ela e a mãe, a grande Marieta Borges (em sua cadeira de rodas). Para ver Francisco. Um funcionário da Cúria informou que os cadeirantes iriam para a primeira fila. Seus acompanhantes receberiam laços vermelhos e ficariam de lado. Dando-se que o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco apossou-se da cadeira de Marieta e disparou, até a frente, na esperança de bater foto com o Papa. Foi quando Maria Luiza saiu desesperada correndo atrás dele, aos berros,

– Devolva minha mãe!, devolva minha mãe!!

Condessa MAURINA DUNSHEE DE ABRANCHES PEREIRA CARNEIRO, dona do Jornal do Brasil (depois da morte do marido, em 1954, o conde papal pernambucano Ernesto Pereira Carneiro). No Campo das Princesas o comendador Jordão Emerenciano, secretário do Governo (Cordeiro de Farias), tentava adular a grande dama da imprensa brasileira. Quase um tonel e horrorosa, bom lembrar. Com aquela voz dele, bem fininha, começou

‒ Que fazeis, divina Condessa, para manter tanta formosura?

Ela, irada com o que considerou fosse gozação, não contemporizou

‒ Três coisas, senhor comendador: beber todo uísque do mundo, não deixar merda azedar e manter escovado o bucetão.

Perdão, amigo leitor, mas foram precisamente essas as palavras – a partir do depoimento de muitos que presenciaram a cena.

NELSON CUNHA, jornalista. Na praia, foi testemunha da cena. Criança, com mais ou menos cinco anos, pergunta a um salva-vidas

– O senhor não viu por aí uma mulher gorda sem uma menina como eu de lado?

OLBIANO SILVEIRA, jornalista e editor. Seu avô, Vicente Januário, tinha uma bodega na periferia de Mossoró (RGN), especializada em fumo de rolo. Certo dia chegou por lá dona Etelvina, cliente antiga,

– Seu Vicente, o sinhô tem fumo dos forte?

O velho entregou um pedacinho para ela provar

– Descurpe, tem mais forte?

Outro

Só que, depois de mastigar, soltou um pum daqueles históricos, monumentais. Como se não fosse a responsável, continuou

– Será que tem ainda mais forte?

– Não, senhora, o de cagar já acabou.

DEU NO JORNAL

TRI, TRI, TRI

Segundo o Portal da Transparência, o governo Lula já gastou R$ 3,77 trilhões, este ano.

A ferramenta Gasto Brasil, da Confederação das Associações Comerciais, aponta um número maior: R$ 3,83 trilhões.

* * *

Gastou com que? Com quem? Onde?

A Primeira Cuidadora tem alguma coisa a ver com esses esbanjanjamento trilionário?

Fiquei curioso…

Os bem informados leitores desta gazeta bem que poderiam nos esclarecer essa fantástica tritrizada.

CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

40 ANOS DE SAUDADES

Passavam das cinco tarde quando Emílio Aguiar entrou na Academia de Ginástica. Vestido de sunga, touca e óculos, mergulhou na piscina iniciando suas primeiras braçadas; ao completar 200 metros segurou na borda; um pequeno descanso. Ao perceber a nadadora da última raia teve uma estranha sensação que a conhecia; a touca e os óculos cobriam parte de seu rosto, porém, o nariz e a boca lhes eram familiares. Continuou nadando, observando a nadadora, até que ela subiu a escada da piscina, retirou a touca e os óculos. O coração setentão de Emilio bateu mais forte ao reconhecer, Penélope Xanthopoulos, namorada nos velhos tempos da juventude. Num impulso subiu à beira da piscina. Aproximou-se da amiga. Penélope, logo o reconheceu. Deram um abraço afetuoso e alegre.

– Minha querida grega, como você está em forma, bonita, o tempo foi bondoso com você.

– Emílio, sempre gentil. Uma mulher para se conservar aos 60 e poucos anos, precisa muita força de vontade, natação, musculação, fechar a boca, passar um bisturi. Você está bem, um galã, como a gente dizia. Um pão. – Deu uma gargalhada.

– Sou um idoso com disposição de trabalhar, cuido da saúde. E você? Como vai o marido fazendeiro de Minas Gerais?

– Estou solteira. Uma velha divorciada. Já imaginou?

Naquele momento ouviu-se a voz de uma jovem na entrada da Academia.

– Vovó, vovó, está na minha hora da aula de inglês, vamos embora.

– Sou escrava das netas. Tenho de ir. Vou ficar dois meses aqui na terrinha, aproveitar esse verão maravilhoso.

– Quero lhe ver. Precisamos conversar. Lembrar o passado louco, nossa bela juventude. Vai fazer bem para nós dois. Vamos tomar um café hoje à noite? Às 8 horas em frente ao Iate Pajuçara, está bem? Bater um papo agradável.

– Será um prazer conversar com um amigo depois de tanto tempo.

Em um bar discreto, bem decorado, à meia luz, o garçom trouxe duas doses de uísque, eles brindaram. Penélope esguia, elegante num vestido preto, beleza discreta e sensual, coroa conservada.

– Estou feliz em vê-la. Tenho todo tempo do mundo essa noite. Conte sua vida.

– Minha vida andou encrencada. Depois de mais 40 anos o casamento simplesmente desmoronou. O meu vaqueiro arranjou uma namorada. Eu soube, discuti com ele várias vezes, sou mulher de um homem só. Numa noite de tensa discussão ele, bêbado, deu tapas em minha cara, me bateu. Imperdoável. Acabamos nos separando, ele estava apaixonada pela jovem. Que fazer? Não posso ser mais jovem. E você? Acompanhei sua tragédia, de longe.

– Tragédia mesmo. Casei-me com Mariana, tivemos dois filhos, Matheus e Thiago. Lindos e fortes. Aos 10 anos foi descoberto um problema no coração de Matheus. Mariana dedicou sua vida a Matheus, ele necessitava cuidados especiais. Adolescente Matheus, meu querido filho, morreu em um desastre de carro após uma noitada, por ironia da vida. Mariana enlouqueceu inconformada em dedicar sua vida à doença de um filho e ele morrer num desastre de carro; apagou-se para vida. Não cuida de Thiago, nem de mim, nem da casa. Hoje ela vive apática. Não teve terapia que desse jeito. O mundo acabou-se para ela; envelheceu. Thiago casou-se cedo, mora perto, todo dia vai ver a mãe. Também não quero falar sobre tragédia nessa noite inesperada de alegria.

Depois das confissões, entraram nas recordações de juventude, da Faculdade, dos bailes, dos carnavais. Da loucura dos dois em pleno carnaval à noite, enquanto rolava o frevo na Rua do Comércio com blocos e corso, eles se desgarravam da turma, desciam à praia e tomavam banho de mar, nus, na Avenida da Paz. Lembraram-se dos movimentos políticos. Emílio foi preso distribuindo panfleto contra a ditadura. Passou uma semana trancafiado no DOPS, ela visitava-o todos os dias. Um amor lindo entre aqueles dois jovens.
Emílio, no escurinho do bar à beira mar, segurou a mão de Penélope, olhou nos seus olhos que faiscavam, beijou-lhe a boca.

– Minha querida grega. O destino, às vezes, é cruel, nos separou, mas nunca lhe esqueci. Você foi o grande amor de minha vida. Não somos mais jovens, vamos aproveitar o resto do tempo que nos falta.

Saíram do bar.

No motel delicadamente foram se ajudando a se despirem. Beijos lentos, calmos, preguiçosos por todo corpo, despertou a libido, o desejo. Emílio, discretamente, havia engolido, ainda no bar, a pílula azul. Fizeram amor, amor maduro, amor carinho, amor de bocas, dedos e corpos se misturando, num êxtase de mais de 40 anos de saudades.

DEU NO X

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

O MODISMO

Com o passar do tempo, os costumes se modificam, no que tange aos hábitos de alimentação, vestuário e vocabulário, abrangendo agora o gênero não binário. A intenção é se introduzir na língua portuguesa novos vocábulos quem nem todas as pessoas aceitam. Trata-se da linguagem neutra usada em eventos do atual governo.

Em algumas cerimônias de posse de novos ministros, foram utilizadas expressões neutras para que pessoas não binárias (que não se identificam nem com o gênero masculino nem com o feminino) ou intersexo, se sintam representadas..

Oradores e comunicadores adotaram a mania de iniciar suas falas com a saudação “brasileiros e brasileiras”. Mas nas reuniões especializadas, a expressão muda para “doutoras e doutores”, acadêmicos e acadêmicas, professores e professoras, eleitores e eleitoras, etc.

As feministas não aceitam ser saudadas implicitamente pelas expressões masculinas tradicionais.

A novidade, agora, é a saudação “Todos, todas e todes”, que, francamente, incomoda aos ouvidos. Um exagero na nossa língua.

Os políticos tem modificado a forma de se iniciar um discurso.

Desde criança, gosto de circo e até hoje sou fã da inteligente saudação circense, “Respeitável Público!”

Bonita e cordial, essa expressão abrange a todos que estiverem presentes ao espetáculo. Com a sabedoria da tradição, a expressão junta homens e mulheres no mesmo saco, colocando-os no mesmo pé de igualdade. Ninguém se sente diminuído, e todos de consideram respeitáveis.

Ao que tudo indica, um importante político brasileiro, José Sarney, foi o primeiro a usar a expressão “brasileiros e brasileiras” para iniciar um discurso. A moda pegou, e hoje todos usam, nos discursos, a saudação com distinção de gênero, como se a humanidade fosse composta de dois seres especiais. Esqueceram que a raiz do homem e da mulher é uma só. A humanidade é uma só.

No nosso País, somente na saudação Circense, “Respeitável Público” o homem e a mulher se encontram no mesmo patamar, sendo respeitado o princípio constitucional da igualdade, contida no Art. 5º da Constituição Federal.

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO X

RODRIGO CONSTANTINO

OS DEMOCRATAS DE ARAQUE

lula democracia reuniao onu

O presidente Lula durante o evento “Em defesa da democracia, combatendo extremismos”, realizado na ONU paralelamente à Assembleia Geral

Lula, que fundou o Foro de SP com Fidel Castro, fez um discurso na reunião dos “democratas” na ONU, questionando onde a esquerda errou ao dar tanto espaço para a “extrema direita”. O presidente reclamou que a esquerda vence, mas precisa ceder a pressões da imprensa, do mercado e do Congresso.

A concepção de democracia do Lula é um tanto esquisita: para o petista, não pode haver concessões a outras forças políticas na busca pela governabilidade. O ideal “democrata” de Lula seria vencer e poder ignorar o “mercado”, e atender apenas aos anseios da base esquerdista radical.

Para Lula, quando a “extrema direita” vence, não há mais democracia. Ou seja, dentro da visão peculiar lulista, alternância de poder não faz parte da democracia. Só há democracia real quando vence a esquerda! É o monopólio das virtudes, para não ter de discutir os melhores meios para fins nobres.

Esperar o que de quem se diz democrata, mas adora bajular as piores tiranias do mundo? Lula é um “democrata” de araque mesmo: sempre idolatrou o regime cubano, defendeu a ditadura venezuelana e tentou aproximar o Brasil do modelo chinês. São “democratas” da boca para fora.

Mas palavras o vento leva. Até a Coreia do Norte se diz uma “república democrática”, como fazia a Alemanha Oriental, que ergueu um muro para impedir a saída do próprio povo. Esses autoritários acreditam que, ao repetirem mil vezes a mentira de que são pela democracia, isso se tornará verdade – ao menos para o público. É puro engodo.

No mais, como defende Jacques Maritain em Christianity and Democracy, só há democracia de verdade quando os valores cristãos são respeitados, quando partimos da premissa de que cada um foi criado à imagem e semelhança de Deus. “Não apenas o estado de espírito democrático provém da inspiração do Evangelho, mas ele não pode existir sem ela”, diz o filósofo.

Comunistas nunca podem ser democratas de verdade: “Vejo no comunismo o estágio final da destruição interna do princípio democrático devido à rejeição do princípio cristão. […] O comunismo não é apenas um sistema econômico, mas uma filosofia de vida baseada na rejeição coerente e absoluta da transcendência divina, uma disciplina de vida e uma mística do materialismo revolucionário integral”.

Democracia e comunismo são como água e óleo: não se misturam. Não por acaso a democracia sempre morreu onde os comunistas lograram êxito em seu projeto de poder. Lula, ao lado de outros comunistas, tem tanta moral para defender a democracia quanto um alcoólatra de falar de abstinência. Democrata fã de Fidel Castro é uma bizarrice que só mesmo a velha imprensa finge acreditar…

DEU NO JORNAL

RESUMO PERFEITO

Para o senador Márcio Bittar (União-AC), Lula não “arregou” do encontro com Trump e sim fugiu porque as sanções o favorecem.

“Para o PT, quanto pior para o Brasil, melhor,” diz.

“Precisam de um inimigo externo”.

* * *

O slogan “quanto pior, melhor” é um resumo perfeito da gunvernice lulo-petralha.

Acertou em cheio!

Não precisa acrescentar mais nada.

DEU NO X