Arquivo diários:2 de outubro de 2026
DEU NO JORNAL
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
TONHO SIQUEIRA – BETIM-MG
Bom dia prezados leitores do nosso jornal !!!
Prestem atenção:
Se você fez cinco dessas coisas, você está ficando velho:
1) Empurrar um fusca
2) Usar talão de cheques
3) Alugar filmes na locadora
4) Ir na Lan House
5) Usar orelhão
6) Usar bombril na antena de TV
7) Gravar música na fita K7
8) Usar pochete
9) Tomar Biotônico Fontoura
10) Comprar jornal na banca
DEU NO X
POVINHO MALDOSO E DE MAU GOSTO…
DEU NO X
QUANTO MAIS GRADUADAS E ESTUDADAS, MENOS SÃO ESQUERDISTAS
🇧🇷 O próprio sujeito admite: quanto maior o nível de inteligência da pessoa, maior a tendência de votar em Bolsonaro. pic.twitter.com/IZSqbyjJFx
— Julio Schneider 🇧🇷🇺🇸 (@juliovschneider) September 30, 2026
PROMOÇÕES E EVENTOS
SÉTIMA ARTE – PARA OS LEITORES DO RECIFE
DEU NO JORNAL
COM MEDO DE ENCARAR
Ronaldo Caiado diz que o motivo que leva Lula (PT) a fugir dos debates é “medo de encarar e responder sobre Vorcaro, Lulinha, inflação, escândalos e tantos outros problemas que carrega no bolso”.
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Só isso seu Ronaldo???
Não são apenas “tantos outros problemas”.
Existem centenas, milhares e milhões de outros motivos $.
O mentiroso descondenado se caga de medo dos debates.
ALEXANDRE GARCIA
PARTIDOS POLÍTICOS COM IDENTIDADE SE TORNARAM COISA RARA NO BRASIL

Partidos políticos hoje não passam de números que o eleitor aperta na urna eletrônica
Descobri, lamentavelmente, que não ligo os números dos candidatos a nomes de partidos políticos, à exceção do 22 e do 13. O resto eu nem sei. Partido hoje virou número, não é nem nome mais. Antes, eu dizia que o nome já era apenas um rótulo de fantasia; nem isso é mais, os partidos se reduziram a números de dois algarismos – que viram três, quatro ou cinco dependendo do cargo que o candidato disputa. Vejo nomes conhecidos da história política brasileira fazendo propaganda, e parecem envergonhados do nome de seu partido: só põem o número. Mal ficamos sabendo a que partido pertencem.
A isso foram reduzidos os partidos, que eu já nem chamo mais de “políticos”: não têm doutrina; no máximo, têm um estatuto igual aos outros para ser arquivado na Justiça Eleitoral. De modo geral, a separação hoje é por nome, indivíduo e suposta ideologia. Eu digo “suposta”, porque a pessoa diz que é de direita, de esquerda ou de centro, mas, se pedimos para ela explicar o que isso significa, ela vai ter dificuldade, ou vai dizer alguma coisa genérica que serviria para a direita e para a esquerda. É uma pena. Formam-se partidos como se formam ONGs, e com a mesma intenção.
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Coordenador da Secom que iniciou fake news sobre Nossa Senhora Aparecida foi punido pela metade
Achei estranho que o TRE do Distrito Federal tenha proibido apenas as publicações políticas de George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação (Secom), da Presidência da República, depois de ficar comprovado que saiu dele uma das fake news sobre Nossa Senhora Aparecida e Flávio Bolsonaro. Ao Poder360, Marques disse que tem um perfil de “política e humor”. Como assim? Ele é da Secom, mas também tem um perfil de política e humor? Quando é oficial e quando é particular? O interessante é que o TRE-DF parece ter aceito essa distinção, mas isso é caso de fusão, nem é de mistura.
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É muito difícil que a eleição se decida já no primeiro turno
Vejo muita gente apostando que a eleição para presidente pode se decidir já no primeiro turno. Se olharmos as pesquisas, o primeiro turno pode até antecipar o resultado do segundo turno, mas que já se defina o resultado agora, isso não. O que podemos ver são alguns sinais dos tempos. No Rio de Janeiro, Eduardo Paes tem 42% no Datafolha e Douglas Ruas tem 31%. A disputa lá vai para o segundo turno, e Paes está dizendo que apoia e vota em Lula. Golbery me dizia: “quando tem um ‘mas’, sempre leve em conta que o que importa é o que vem depois do ‘mas’”. E Paes declarou apoio a Lula com um “mas”: “mas não preciso da bengala do Lula, não sou subordinado dele. Ele não manda em mim”. Será que ele percebeu alguma coisa que as pesquisas não percebem?
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Estoques em alta mostram queda no consumo
Tenho dito que no domingo vamos escolher se queremos mudar ou se queremos seguir na direção atual. A Confederação Nacional da Indústria está mostrando que os estoques estão altos, principalmente nos setores têxtil, de eletroeletrônicos e de móveis. Ou seja, as vendas caíram e não há compras suficientes para baixar os estoques, por causa do endividamento e dos juros altos. E os juros são altos porque o governo está muito endividado; se não oferecer bons prêmios ao investidor, não consegue pôr os papéis dele no mercado. E aí o governo – o atual, que deseja continuar – puxa os juros para cima.
SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO
NA CATAÇÃO
DEU NO X
NÃO PRECISA DE DEBATE: ELE RESUMIU TUDO
Esqueçam debate da Globo, pois já foi!
Esse vídeo precisa rodar o país antes do domingo. pic.twitter.com/ZiNsmseY5h
— OrochiYash (@yash_no) October 2, 2026
JOSÉ PAULO CAVALCANTI - PENSO, LOGO INSISTO
ELEIÇÕES
Domingo próximo teremos eleições. Max Weber, talvez o mais proeminente pensador alemão do século XX, define política (Escritos poéticos) como a “Arte de evitar que o convívio humano se transforme em um inferno”. Não será fácil, no Brasil de hoje, considerando a radicalização extrema que invade até amigos íntimos e familiares.
Em livro festejado, La folle du logis, Jean Louis Missika compara os programas eleitorais, na televisão francesa, a um “Muppet Show ao vivo”. Aqui não é muito diferente. Temos sempre a sensação de estarmos assistindo comerciais de Novo Omo ou Biotônico Fontoura, vendendo-se candidatos como se fossem um produto qualquer, de segunda categoria.
Cada vez menos a intenção, e mais a forma; menos a ideia, e mais o close; menos a decência, e mais a ilusão; menos a coerência de uma vida limpa, e mais o branco dos dentes ou os jeitos de rir. Até nome os candidatos estão perdendo, agora se vota em números, numa desideologização que acaba construindo uma democracia de aparências.
Complicado, em um cenário assim, é que destinatários das campanhas políticas invariavelmente são os excluídos econômicos. Nas telas não aparecem mocinhas bem-vestidas, nem edifícios na praia de Boa Viagem, que os depoimentos são sempre de gente carente e quase sem esperança, homens e mulheres simples que habitam os mocambos que sitiam o Recife. A estes se promete o que sabem nunca terão ‒ saúde minimamente decente, escola, emprego, segurança.
Acontece que a ocorrência simultânea de exclusão econômica e inclusão política limitada tem repercussões institucionais graves; dado que a sociedade não é capaz de corresponder às expectativas econômicas das massas, geradas por essa inclusão política efêmera. Produzindo-se um quadro de frustração que rapidamente degrada a legitimidade do poder político, em todos os níveis.
É evidente que falar na televisão, e no rádio, é importante para a democracia; passando, esse Horário de Propaganda Eleitora (dita) Gratuita, a ser um dos poucos momentos em que os candidatos podem apresentar suas ideias. O problema neste caso é que, para funcionar bem, é preciso tenham o que quase nenhum deles tem, que é ideias. E que o eleitor seja verdadeiramente cidadão, capaz de separar o mito que embala a mensagem da realidade perversa por trás dela.
Algumas ideias, circulando nos países democráticos, estão à espera de serem copiadas no Brasil. Por exemplo, na Dinamarca, todos os inscritos nos cadastros sociais não podem votar. Simples assim.
Para uma ideia do que representam, no Brasil, o “Bolsa Família” tem 18.7 milhões inscritos, cerca de 49 milhões de dependentes. “BPC (Benefício de Prestação Continuada)”, 6.4 milhões. “Gás do Povo”, 15 milhões. “Pé de Meia”, 3,89 milhões. “Fies” (3,3), “Prouni” (3.7), um total de 7 milhões. E por aí vai, em programas similares.
Tudo buscando evitar que a opressão da fome leve multidões a pagar, com o voto, essa dependência. O que lembra Gonzaga e Zé Dantas (Vozes da seca), “Mas dotô uma esmola/ A um homem qui é são/ Ou lhe mata de vergonha/ Ou vicia o cidadão”.
Lembro, ainda, poema (A implosão da mentira) em que o amigo Affonso Romano de Sant’Anna retrata essas campanhas eleitorais (trechos): “Mentiram-me. Mentiram-me ontem/ e hoje mentem novamente./ Mentem de corpo e alma, completamente./ E mentem de maneira tão pungente/ que acho que mentem sinceramente./ E de tanto mentir tão brava/mente/ Constroem um país de mentira/ ‒ diária/mente./ Página branca onde escrevo./ Único espaço de verdade que me resta./ Onde transcrevo o arroubo, a esperança, e onde tarde/ ou cedo deposito meu espanto e medo”.
Para findar com mínimos de esperança, lembro Richard Rorty (Filosofia e esperança social), “O melhor que podemos esperar do futuro, com alguma expectativa de que se realize, é que os sonhos sobrevivam”. Pelo menos isso, amigo (e)leitor, vamos rezar para que os sonhos permaneçam no ar.

