LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO JORNAL

APOSTAS NOS ZISTADOS ZUNIDOS

Apostas na vitória de Flávio Bolsonaro (PL) passaram dos 62% nesta quinta (1º) na plataforma de apostas e previsões Polymarket, e dos 61% na prestigiada Kalshi, também dos EUA.

É o maior patamar de Flávio em mais de 12 meses.

Apostas na reeleição de Lula (PT) despencaram para 38%.

As plataformas têm elevado índice de acerto: os investidores nesse negócio contratam os melhores consultores e se valem de pesquisas detalhadas para orientar apostas milionárias.

Na Polymarket, apostas na eleição brasileira mobilizam cerca de US$ 20 milhões (R$ 104 milhões).

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Essa nota aí de cima diz que as plataformas citadas “têm elevado índice de acerto”.

Ótima notícia para começar o expediente desta sexta-feira.

Sinal de que o fim de semana vai ser excelente!

CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

AS ELEIÇÕES DE 1950

Silvestre Péricles de Gois Monteiro foi um governador honesto, trabalhador e poeta. Contudo, arbitrário; um caudilho, anticomunista, muitas vezes violento em suas imposições políticas. No dia 3 de outubro de 1950 estavam marcadas eleições gerais. Silvestre lançou seu candidato a governador, Campos Teixeira. Naquela época não havia pesquisa, mas ele dizia ter mais de 80% dos votos em Alagoas. Os caciques da oposição, UDN, com eleição garantida para deputado, não se arriscaram a candidatar-se contra Campos Teixeira. Foi quando apareceu um jovem jornalista, que com ousadia e audácia topou a candidatura afirmando que ganharia a eleição para governador do Estado. Arnon de Mello entrava assim para história das Alagoas. Candidato à Constituinte de 1945, Arnon perdeu; teve 1.300 votos. Atrás de Silvestre (6.105), Rui Palmeira (3.232), Freitas Cavalcanti (2.388). Na frente de Carlos Prestes (1.093) e Graciliano Ramos (62).

A campanha eleitoral de 1950 foi uma das mais violentas na história das Alagoas. Como todo déspota, Silvestre não admitia discordância. Quando os jornalistas da oposição criticavam o governo com veemência, ele ficava possesso e dava o troco. Mandou dar surra no jornalista Donizete Calheiros (ficou paralítico), empastelar um jornal, tocar fogo no caminhão dos estudantes que pichavam os muros com propaganda de Arnon. A campanha foi um período de tiros, mortes, chacina na cidade de Mata Grande, várias pessoas de uma família morreram. O irmão de Silvestre, Senador Ismar de Gois Monteiro, seu inimigo político, levou três tiros numa tentativa de assassinato. O clima era de total intranquilidade.

Numa noite de brisa, eu estava em minha casa lendo revistas em quadrinhos, menino, esperto, adolescente precoce, maloqueiro da praia da Avenida da Paz, quando bateram na porta de minha casa. Atendi e me surpreendi com um grupo de homens vestidos de paletó branco, e apenas uma mulher. Eles perguntaram pelo Coronel Mário Lima, comandante do 20º Batalhão de Caçadores. De repente meu pai chegou cumprimentando os visitantes. Era a cúpula da UDN que pedia abrigo para realizar uma reunião; e minha casa foi o único local que acharam seguro para discutirem as estratégias de campanha e denunciar o clima de intranquilidade. Meu pai os recebeu, deixou-os à vontade na sala.

Eram os membros da oposição, que Silvestre chamavam-no de “udeno-comunistas”. Discutiram durante toda noite. Curioso, fiquei admirando, prestando maior atenção ao debate sobre as opiniões e medidas a serem tomadas. O que mais me impressionou foi a participação atuante e determinada, cheia de opiniões da única mulher do grupo, Dona Leda Collor de Mello, esposa de Arnon; naquela época lugar de mulher era na cozinha. Fui dormir e deixei os políticos, Rui Palmeira, Freitas Cavalcanti, Melo Mota, Carlos e Mário Gomes de Barros, Ezequias da Rocha, Oséas Cardoso, entre outros, discutindo até a madrugada, com o apoio da água gelada, cafezinho, doce de mangaba, bolo e refresco de cajá de Dona Zeca.

Essas reuniões se repetiram. Meu pai tomou essa posição em receber os políticos em nossa residência para evitar mais violências. Ele comunicou o fato ao governador Silvestre e ao General Comandante da 7ª Região. Se responsabilizando pela acolhida aos políticos receosos de uma reprimenda. Arnon de Mello estava crescendo eleitoralmente na capital e no interior, o que levava os governistas ao desespero. A eleição se aproximava e a garantia das tropas do Exército solicitada pela oposição não chegava ao 20° BC. O General Góes Monteiro, irmão de Silvestre, eminência parda da República, candidato a Senador em Alagoas, segurou a ordem de envio de tropas para garantir a eleição no interior.

Foram expedidos radiogramas para a 7ª Região Militar informando que estavam sendo preparadas fraudes e violências durante a eleição, que iria haver derramamento de sangue. Somente às duas horas da manhã do dia 3 de outubro (dia da eleição), chegou do Recife, ordem para garantir as eleições em Alagoas. O 20º Batalhão de Caçadores permanecia de prontidão com a tropa organizada, preparada para ser distribuída nos municípios mais complicados. Havia um problema: não existiam viaturam suficiente para o deslocamento imediato dos soldados para todo Estado.

O coronel Mário Lima requisitou caminhões, camionetes que passavam em frente ao quartel; embarcaram todos os soldados para o interior. O Exército garantiu a eleição.

Apurados os votos, Arnon teve 56.962 votos contra 36.338 de Campos Teixeira. O general Góes Monteiro, candidato a senador, pensava ser uma eleição fácil, debochou, não fez campanha: perdeu para um médico, obscuro político de Sertãozinho (hoje Major Izidoro), Ezequias da Rocha.

Final de novembro, em uma inspeção do general comandante da 7ª Região à guarnição de Maceió, o coronel Mário Lima acompanhou o general comandante em visita de praxe ao governador Silvestre. Depois da conversa protocolar, quando retornavam pela sala, Dona Constança, mãe de Silvestre, sentada em uma cadeira de balanço, provocou, alto: “Esse Exército de merda fez meu filho perder a eleição”. Os militares fingiram não ouvir. Sorrindo desceram as escadas do Palácio dos Martírios.

DEU NO X

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

A ANCESTRALIDADE

Os conceitos de ancestralidade e ancestrais indicam uma conexão geral com pessoas ou coisas do passado.

Num conceito genético, porém, eles têm um significado mais específico. Nossos ancestrais são as pessoas das quais descendemos biologicamente.

Gosto muito de olhar pelo retrovisor do tempo, lembrar das coisas boas que já tivemos e que o tempo levou. Sofro com isso. A saudade aflora e me maltrata.

Tenho dificuldade de conviver com as ausências de pessoas queridas que não estão mais entre nós. Sofro muito quando um ente querido parte para a morada celestial.

Adoro fotografias, principalmente as antigas, de meus familiares queridos, que não se encontram mais neste plano, e vivo pesquisando o passado.

Pesquiso o passado e trago à tona pensamentos antigos. Não sou um museu ambulante mas cultuo as pessoas maravilhosas que por nós passaram.

“A saudade mata a gente” – já diziam os poetas Antônio Almeida e João de Barro (conhecido como Braguinha).

Pesquisando o passado, encontrei uma preciosidade, dentro de um CREDO (Oração) , da autoria de JOHN D. ROCKEFELLER JR.

O Credo de John D. Rockefeller Jr. é um conjunto de princípios éticos, morais e filosóficos apresentado publicamente pelo filantropo em um famoso discurso radiofônico em 1941. Ele resume sua visão sobre o trabalho, a responsabilidade individual, e o governo, que ele considerava o servo do povo e não o seu senhor.

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MEU CREDO – DA AUTORIA DE JOHN D. ROCKEFELLER JR.

“CREIO que a Lei foi feita para o homem e não o homem para a Lei; que o governo é o servo do povo e não o seu senhor.

CREIO na dignidade do trabalho, físico ou mental; o mundo deve a todo homem uma oportunidade para ganhar a vida.

CREIO no valor supremo do indivíduo e no seu direito á vida, a liberdade e a busca da felicidade.

CREIO que a justiça e a verdade são os fundamentos da ordem social duradoura.

CREIO que o prometido é sagrado, que a palavra de um homem deve valer tanto quanto as suas obrigações; que o seu caráter – e não sua riqueza seu poder ou sua posição – é o seu supremo índice do seu valor.

CREIO que todo direito implica uma responsabilidade; toda oportunidade, uma obrigação, toda posse um dever.

CREIO que a economia é essencial a uma existência organizada, sendo requisito primordial para uma estrutura financeira sólida, seja para os governos, para os negócios ou para os indivíduos.

CREIO que prestar serviços úteis é o dever comum da humanidade e que somente o fogo purificador do sacrifício consome a escória do egoísmo e revela a grandeza da alma humana.

CREIO que há um Deus todo amor e todo poderoso, qualquer que seja o seu nome, e que, para cumprir sua suprema missão, conseguir sua maior felicidade e tornar-se inteiramente útil o homem precisa viver em harmonia com a Vontade Divina.

CREIO que nada é mais grandioso que o amor, que somente o amor sobrepuja o ódio; que o direito pode triunfar sobre a força.

Amém!

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

O JULGAMENTO DE DALLAGNOL

Editorial Gazeta do Povo

editorial tse julgamento candidatura deltan dallagnol

Deltan Dallagnol teve sua campanha suspensa pelo TSE, que agora vai julgar o registro de sua candidatura ao Senado

Às vésperas das eleições de 4 de outubro, os sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) têm diante de si um caso emblemático, com o potencial de definir como sua atuação neste pleito de 2026 será julgada pela história. Um caso em que ministros serão chamados a escolher entre aplicar a lei ou jogar seu nome na lama, assim como já fez a “tropa de choque” do Supremo. Entre votar com base nos fatos, ou votar movidos por pressões, simpatias ou lealdades, para perpetuar uma injustiça. Falamos da análise da ação protocolada pelo PT e que pretende impugnar o registro de candidatura do ex-procurador Deltan Dallagnol ao Senado pelo estado do Paraná.

O petismo jamais perdoou os agentes da lei que dedicaram anos, de forma heroica, ao combate à corrupção. Quando Dallagnol deixou o Ministério Público para buscar a carreira política, a esquerda, incapaz de derrotá-lo nas urnas, tentou inviabilizar sua candidatura recorrendo aos argumentos mais esdrúxulos possíveis, mas que caíram em ouvidos amigos no TSE. Foi assim que, em 2022, o ex-procurador foi o candidato a deputado federal mais votado no Paraná, mas teve seu registro de candidatura cassado meses depois de tomar posse na Câmara, em uma das decisões mais absurdas tomadas pelo TSE naquela eleição (que foi pródiga em decisões absurdas).

A Lei da Ficha Limpa diz que um membro do Ministério Público que pede exoneração com processo administrativo pendente está inelegível, mas este não era o caso de Dallagnol. Mesmo assim, o relator Benedito Gonçalves votou pela anulação do registro de candidatura, e foi seguido de forma teratológica pelos outros seis ministros. Inventou-se, portanto, uma inelegibilidade que não existia na lei e que violava grotescamente toda a doutrina, que impede interpretações alargadas da legislação eleitoral. A voz de quase 350 mil eleitores paranaenses foi cassada junto com o mandato de Dallagnol por meio de uma ficção jurídica.

Foi com base nesse episódio que o petismo tentou acabar logo de início com a candidatura atual de Dallagnol. Ainda que por margem mínima, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná não engoliu a lorota, reconhecendo que a decisão de 2023 do TSE só produzia efeitos relativos à eleição de 2022, e que a cada pleito é preciso reavaliar as circunstâncias de elegibilidade. E os fatos estão indiscutivelmente a favor do ex-procurador. A lei só impede a candidatura de quem deixou o MP enquanto tinha contra si processos disciplinares abertos; Dallagnol não tinha PADs em curso contra si, mas apenas reclamações ou denúncias, e a lei não diz absolutamente nada sobre isso.

Como afirmou certa vez o ex-ministro Marco Aurélio Mello, que presidiu por três vezes o TSE, “as normas relativas à inelegibilidade são de direito estrito e que, portanto, hão de ser observadas tal como se contêm, vedado o recurso a métodos de interpretação e aplicação que acabem por agasalhar casos a elas estranhos”. Em outras palavras, só se declara alguém inelegível com base no que está de fato escrito na lei, e não com base em interpretações, ilações ou possibilidades – isso seria deixar o reino da justiça para entrar no reino da fantasia, ou do arbítrio.

No entanto, o TSE já deu mostras de que, no caso de Dallagnol, continuará agindo tão vergonhosamente agora quanto na eleição passada. O ex-procurador está com a campanha suspensa graças a uma liminar do ministro Floriano de Azevedo Marques, referendada no plenário da corte eleitoral por 5 votos a 2 – coincidência ou não, todos esses cinco votos vieram de ministros indicados pelo PT: Dias Toffoli, cuja biografia ninguém ignora, ocupa uma das vagas do Supremo; Sebastião Reis e Ricardo Villas Bôas Cueva ocupam vagas do Superior Tribunal de Justiça, corte para a qual foram nomeados por Dilma Rousseff; e Azevedo Marques e Estela Aranha ocupam vagas reservadas no TSE a juristas, tendo sido nomeados por Lula, com o apadrinhamento de Moraes e Flávio Dino, respectivamente. À época, ninguém fez questão de esconder que a dupla deveria servir de contrapeso a Nunes Marques e André Mendonça, que seriam presidente e vice do TSE durante a campanha de 2026.

“Quando uma de nossas decisões constitucionais está errada, o país é obrigado a conviver com uma decisão ruim até que nós consertemos nosso próprio erro”, escreveu o justice Samuel Alito na emblemática decisão Dobbs v Jackson, que reverteu o erro judicial de Roe v Wade nos Estados Unidos. A decisão do TSE que tirou o mandato de Dallagnol em 2023 foi mais que errada: foi profundamente injusta, uma perversão da lei, com o objetivo oculto ma non troppo de castigar quem havia liderado a força-tarefa que trabalhou para colocar Lula na cadeia. Os sete ministros atuais do TSE podem consertar o erro de seus predecessores, como recomenda Alito; ou podem repetir a perversidade, juntando-se a eles no grupo dos que envergonharam a toga ao usá-la para fazer política.

PENINHA - DICA MUSICAL

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