COMENTÁRIO DO LEITOR

BELO POEMA

Comentário sobre a postagem NO BAILE – Afonso Celso

Jairo Juruna:

Segue o baile.

E, com ele, o autor brinda os leitores com um belo poema, focado na descrição detalhada e na idealização da beleza feminina.

A ênfase no colo descoberto, na cútis de cetim e na linfa suspirada revela sua preocupação com a forma e a beleza plástica, transformando a mulher em um objeto de arte a ser contemplado, assim como uma estátua ou uma pintura.

Também chama a atenção no texto a apresentação da imagem dos “insetos zumbidores” em volta das “níveas flores”, que vem a ser uma das metáforas mais ricas do texto.

Por meio dessa imagem lírica, o poeta compara seus próprios desejos aos insetos que, de forma “sofregamente” (de forma ansiosa, faminta), cercam as flores – aqui descritas como “níveas” (brancas como a neve), simbolizando a pureza e a brancura da pele da mulher – transpondo assim o sentimento humano para um instinto natural e irresistível.

E, para complementar, o zumbido dos insetos traz uma sensação maneira de movimento e agitação que quebra o estado de paralisia típica dos momentos de contemplação.

Além da metáfora dos insetos zumbidores e níveas flores, o poema utiliza outros elementos sensoriais para construir e descrever a cena.

Em uma passagem o autor utiliza uma figura de linguagem baseada em exagero intencional sobre o olhar quente ao dizer que o seu olhar é tão ardente que poderia “crestar” (queimar) a pele da amada, demonstrando com isso a intensidade da paixão e do desejo físico.

Em outra passagem sobressai a descrição da reação física ao vislumbrar o objeto de admiração: A visão da mulher desejada provoca sensações físicas reais no autor (“que se sente tonto, “fremente o pulso”), mostrando como a beleza, para os poetas daquela época, era uma força avassaladora.

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NO BAILE – Afonso Celso

Ontem ao contemplá-la decotada,
Ao primor do seu colo descoberto,
Senti-me tonto, da vertigem perto,
Fremente o pulso, a vista deslumbrada.

E, como em láctea fonte perfumada,
Sorvi-lhe sonhos mil no seio aberto,
Com a sede de um filho do deserto
Que encontre enfim a linfa suspirada.

Giram em derredor das níveas flores,
Sofregamente, insetos zumbidores…
– Meus desejos então foram assim…

Mas arredei os olhos, de repente,
Pois meu olhar podia, de tão quente,
Crestar-lhe a fina cútis de cetim!

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO X

DEU NO JORNAL

ALTA DA VIOLÊNCIA NO ATLAS DA VIOLÊNCIA

Estados governados por petistas ou por apoiadores de Lula (PT) figuram no topo do ranking de homicídios do Atlas da Violência, elaborado pelo IPEA e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Os números foram atualizados esta semana e colocam o Amapá, governado por Clécio Luís (União Brasil), que pediu votos para Lula, como a unidade com maior taxa de homicídios registrados por 100 mil habitantes, espantosos 45,7.

A lista segue com a Bahia, há 19 anos dominada pelo PT, com 40,9 pontos.

O perigoso ranking segue com Pernambuco (37,3); Alagoas (35,9) e Ceará. Só a governadora pernambucana Raquel Lyra (PSD) manteve neutralidade.

No outro topo do ranking, os estados com os menores níveis de violência letal são todos governados pela oposição.

São Paulo tem taxa de 6,6. É seguido por Santa Catarina, com 8,1; Distrito Federal, com 10,3; Minas Gerais, 12,8; e Rio Grande do Sul, 15,2.

Enquanto a média nacional caiu 8,6%, entre 2019 e 2024, o Ceará, também de histórico petista, subiu o índice em 28%, maior piora do País.

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Já não basta a ladroagem na gunvernança lulo-petralha.

Tem que ter também a violência como destaque e com números alarmantes.

Coitada dessa nossa republiqueta banânica.

É de lascar!!!

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO X

ALEXANDRE GARCIA

O BRASIL DO CARRO BLINDADO É INCONCEBÍVEL PARA EUROPEUS E AMERICANOS

seguranca publica carro blindado

Carro blindado, em alguns locais, é presença comum nas ruas

Há cerca de uma semana, contei aqui sobre o casal do Ceará que encontrei em um shopping de Lisboa, e me disse que morava aqui em Portugal. Eu perguntei o motivo da mudança, e eles me explicaram uma série de questões, que haviam sido vítimas de sequestro, que lá usavam carro blindado e que só agora os filhos estão perdendo o medo e aprendendo a andar na rua, porque no Ceará iam de casa para a escola em carro blindado.

Nesta quarta-feira, recebi o depoimento de um seguidor que está nos Estados Unidos, para onde sua família se mudou – também deixando o Ceará – para fugir da insegurança pública. Ele contou que, na escola do filhinho, estavam estudando automóveis e transporte, e o menino disse aos colegas que, no Brasil, ele e a família usavam carro blindado. As crianças ficaram embasbacadas, a professora também, ninguém acreditou. Os pais foram chamados à escola, porque é grave que uma criança esteja mentindo. Mas os pais confirmaram, disseram que no Brasil se usa carro blindado, sim. Esse é o nosso país: as coisas que acontecem no Brasil são recebidas em outros países como se fossem inacreditáveis, como se fossem mentira.

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Moraes é processado não por teor de decisão judicial, mas por invadir jurisdição

Vi o depoimento do advogado da Rumble e da Trump Media, que é o advogado dos processos contra Alexandre de Moraes nos Estados Unidos. Ele explica que Moraes acabou citado, intimado por e-mail após 15 meses de tentativas pelas vias normais previstas na Convenção de Haia, mas o governo brasileiro fingiu que não via nada, para blindar Moraes. A AGU chegou a falar em contratar um escritório de advocacia por R$ 19 milhões e fazer uma defesa em inglês, mas não fez nada. O Ministério da Justiça tampouco; nem o Itamaraty, nem ninguém. Bloquearam ao contrário, impedindo a tentativa de citar. Por isso tiveram de recorrer ao e-mail. Está confirmado, então, que Moraes foi citado e terá prazo para se defender. Se não se defender, será condenado à revelia.

O crime de que Moraes é acusado é ter invadido diretamente a jurisdição dos Estados Unidos. Ele não passou pelos canais previstos na Convenção de Haia, que envolvem Ministério da Justiça, Itamaraty, Secretaria de Estado e Departamento de Justiça. Em vez disso, ele agiu como se fosse um juiz mandão da Flórida: mandou bloquear contas de dois nascidos no Brasil, um deles cidadão americano e outro com residência fixa nos EUA – ambos, portanto, sujeitos às leis americanas, assim como um americano está sujeito às leis brasileiras se estiver no Brasil. Moraes intimou diretamente as empresas americanas, ordenou bloqueios, como se fosse um juiz na Flórida. É importante explicar isso para entendermos por que Alexandre de Moraes está respondendo a um processo criminal lá nos Estados Unidos.

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Colete flutuante salvou vida de jovem desaparecida e encontrada no mar

Queria falar da Bruna Damaris Sant’anna da Silva, essa moça 26 de anos que saiu de carona em um jet ski no domingo, com um homem de 28 anos, no Litoral Norte de São Paulo; aconteceu alguma coisa, o jet ski foi encontrado no mar na segunda-feira, e ela foi resgatada na terça-feira – o homem ainda está desaparecido. Ela foi encontrada após 42 horas, a 10 quilômetros da ilha mais próxima.

Isso mostra a importância de estar com colete salva-vidas ao fazer esses esportes aquáticos, ou andar de jet ski. O colete flutuante salvou a vida dela. Ela estava com hipotermia quando foi para o hospital, mas os médicos ficaram admirados por não ter havido nenhuma grande alteração – ela não deve ter usado muito a musculatura, pois depois de um esforço muito extremo há a liberação de mioglobina, que prejudica os rins, e causa danos graves. Ela sentia muita sede, claro, mas tomou o cuidado de não beber água salgada. 42 horas no mar é muita coisa, registro aqui esse caso de resistência.

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Usar saco de lixo para esconder dinheiro da polícia é quase uma confissão

Nesta quarta-feira houve nova operação contra suspeitos de participar daquela roubalheira cruel dos velhinhos da Previdência. Foram 31 buscas e apreensões, oito medidas cautelares contra 12 pessoas no Distrito Federal, São Paulo, Paraíba e Pernambuco, ligadas a seis associações de aposentados e pensionistas. No Recife, um funcionário do INSS colocou R$ 287 mil, que tinha em casa, em sacos de lixo, para esconder da polícia. Isso já diz tudo, não precisa de explicação.

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

DEU NO JORNAL

BADALANDO NA WHITE HOUSE

Após o encontro com Donald Trump, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) retornou à Casa Branca para encontros com outras autoridades.

Incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio, e o vice, Christopher Landau.

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Ô sujeito amostrado!!

Tirando retrato ao lado de Trumpão e falando ingrês dentro da Casa Branca!

OK, good boi e tankiu.

MAURINO JÚNIOR - SEM CRÔNICAS

A SOFISTICAÇÃO DA BURRICE ORGANIZADA

A burrice, em sua forma primitiva, raramente assusta. Ela é barulhenta, previsível, quase folclórica. Costuma apresentar-se sem disfarces: no grito desproporcional, na opinião mal digerida, na certeza produzida sem reflexão e naquele orgulho quase atlético de quem desconhece tudo e, ainda assim, fala como se houvesse sido nomeado oráculo da civilização. Essa modalidade rudimentar da estupidez é facilmente reconhecível. O problema começa quando a burrice se educa: Quando aprende vocabulário; quando descobre protocolos; quando veste terno; quando cita autores que não compreende; quando adquire cargos; quando frequenta auditórios; quando domina jargões; quando fala pausadamente; quando aprende a transformar superficialidade em método e presunção em aparência de inteligência. Aí ela deixa de ser apenas burrice. Torna-se sofisticação da burrice organizada.

Há uma diferença monumental entre ignorância honesta e estupidez institucionalizada porque a ignorância pode aprender, a dúvida pode amadurecer e o desconhecimento pode ser corrigido. Mas a burrice organizada é mais ambiciosa. Ela não quer compreender. Quer administrar. Não deseja refletir. Deseja normatizar. Não busca a verdade. Busca autoridade. Seu habitat natural não é apenas a mente individual, mas o coro. Ela prospera em ambientes onde repetir vale mais que examinar, onde consenso vale mais que raciocínio e onde a estética da convicção substitui o trabalho árduo da inteligência. A burrice solitária tropeça. A burrice organizada marcha. E marcha com uma segurança admirável: Ela redige manifestos, produz cartilhas, cria comissões, forma tribunais morais, estabelece consensos apressados, distribui certificados simbólicos de lucidez, condena heresias intelectuais e confunde volume com razão e unanimidade com verdade. É uma maquinaria surpreendentemente eficiente.

Há indivíduos incapazes de formular pensamento próprio, mas extraordinariamente talentosos em repetir o pensamento dominante com solenidade quase sacerdotal. Tornam-se especialistas em eco. Não analisam; reverberam. Pensar é exaustivo. Imitar é administrativamente mais simples. E há uma beleza tragicômica nisso. O sujeito que jamais leu profundamente determinado tema fala com feroz autoridade sobre ele. O que conhece apenas resumos distribui pareceres. O que compreendeu meia frase de um autor transforma-se em missionário intelectual de terceira mão. O que decorou terminologias técnicas acredita haver domesticado a complexidade. É a ilusão erudita do papagaio. Uma criatura verbalmente equipada e conceitualmente faminta. A burrice organizada raramente se apresenta como grotesca. Seu maior triunfo está justamente na aparência de respeitabilidade pois ela pode surgir em discursos pomposos, em burocracias autossatisfeitas, em círculos de autoelogio intelectual, em instituições que confundem tradição com infalibilidade, em grupos que chamam repetição de consciência crítica, em coletivos que chamam alinhamento de maturidade e em ambientes onde discordar passa a ser tratado como infração estética.

Ali, o pensamento começa a adoecer. Não por ausência de informação — vivemos cercados dela —, mas por excesso de certezas mal metabolizadas. O homem contemporâneo, cercado por bibliotecas, ciência, arquivos, história, filosofia, arte e acesso quase ilimitado ao conhecimento, ainda assim conseguiu realizar um prodígio melancólico: organizar a superficialidade com eficiência admirável. Criou painéis para debater o óbvio. Seminários para repetir slogans. Comitês para legitimar trivialidades. Debates onde ninguém debate. Fóruns onde todos concordam com variações decorativas da mesma ideia. É a coreografia refinada da mediocridade. Nada mais perigoso do que a estupidez que aprendeu etiqueta.

Porque a brutalidade intelectual explícita ao menos se denuncia. Mas a burrice sofisticada argumenta mal com elegância, erra com segurança, simplifica com arrogância, dogmatiza com educação impecável e sorri enquanto reduz a complexidade humana a fórmulas mastigáveis. Ela adora frases definitivas. Detesta nuance. Desconfia da dúvida. Tem alergia a ambiguidades.
Prefere sistemas fechados porque a inteligência genuína, com sua natureza inquieta e indisciplinada, sempre ameaça a estabilidade confortável dos simplistas organizados.

O espírito verdadeiramente inteligente frequentemente hesita. Examina. Revê. Corrige. Suspende juízo. Tolera incertezas.

A burrice organizada considera isso fraqueza. Ela prefere certezas musculosas. Mesmo que sejam ocas. Talvez por isso tantos grupos pareçam mais apaixonados por parecerem lúcidos do que por tornar-se lúcidos. A aparência de profundidade virou uma indústria. Há jargão sem pensamento. Militância sem reflexão. Autoridade sem estudo. Fervor sem lucidez. Convicção sem lastro. Discurso sem alma. E, paradoxalmente, tudo isso pode soar extremamente sofisticado. Mas verniz nunca foi sinônimo de substância. Senão, vejamos: Uma biblioteca não salva um tolo de continuar tolo; um cargo não converte mediocridade em sabedoria; uma plateia não absolve a estupidez; uma instituição não santifica erro repetido; uma unanimidade não corrige raciocínio defeituoso e um coro jamais substituiu consciência.

A sofisticação da burrice organizada reside exatamente nisso: sua capacidade quase genial de parecer respeitável enquanto empobrece o pensamento. Por isso, talvez uma das formas mais raras de inteligência hoje seja algo escandalosamente simples: duvidar, pensar, examinar e não ajoelhar-se diante de toda estupidez. E lembrem-se que essa estupidez, tem nove dedos.