Google e Telegram indiciadas pela PF por campanha contra o projeto de lei da censura
Não existe mais liberdade de expressão no Brasil.
Empresas afetadas diretamente por um projeto de lei não podem se posicionar, nem fazer campanha contra tal projeto.
Ora, o que marca o Estado Democrático de Direito é a possibilidade de debater amplamente qualquer projeto de lei, ainda mais um que estabelece a CENSURA da internet.
O indiciamento é absurdo, e serve como alerta a quem se posicionar contra o projeto: você será perseguido.
Enquanto isso, a Globo, que ganhará diretamente bilhões de reais, caso o projeto seja aprovado, e ainda mais poder, através da perseguição policial aos seus concorrentes, faz sistemática campanha pela aprovação da lei. Neste caso não é “abuso de poder”?
Além do mais, por que esse inquérito está sendo tocado no Supremo? Essas empresas tem foro privilegiado? É uma arbitrariedade atrás da outra.
O PL 2630, chamado orwellianamente de “Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet” codifica um sistema de repressão que já está em operação, pelas mãos dos tribunais superiores.
O texto em si não é tão explícito, mas traz consigo a criação de órgãos de controle que serão os definidores, na prática, do que pode ou não pode ser postado nas redes.
As decisões do TSE, e do Supremo nos últimos anos deixaram claro qual é o objetivo final desse processo todo: a eliminação da direita brasileira, com a consolidação da hegemonia esquerdista, e a proteção do establishment, através da repressão policial, como ocorre em qualquer regime autoritário.
Em Maceió, os carnavais de outrora eram a suprema alegria, alto astral fazia bem ao espírito e à cabeça dos foliões dessa terra bonita, onde todos se conheciam, se amavam. No carnaval a ordem era cair no passo, dançar o frevo, sambar, se esbaldar, curtir, namorar.
A temporada carnavalesca começava com o chique Réveillon do Clube Fênix, logo após vinha o esperado Baile de Máscaras, só entrava com fantasias e máscaras obrigatórias ou traje a rigor. Os foliões pulavam até o Sol raiar e um banho de mar amanhecendo o dia na praia da Avenida da Paz. Enquanto a moçada esperava o carnaval, aos sábados tinham as festas pré-carnavalescas: Noite no Havaí, Preto e Branco, Baile Tricolor. Os surdos e tamborins começavam a esquentar nessas festas, onde a paquera era escancarada.
Durante a quinzena anterior ao carnaval, a Prefeitura organizava uma animada Maratona Carnavalesca toda noite na Rua do Comércio, com corso de carros rodando e muito frevo. As jovens desfilavam sentadas nos para-lamas dos carros, jipes e caminhonetes. Em cada esquina havia uma orquestra tocando o frevo. Ali se misturava a burguesia, a classe média, o povão, os estivadores, as empregadas, soldados, pedreiros, lavadeiras. A Maratona Carnavalesca emendava com o carnaval, só terminava quarta-feira de cinzas.
No domingo anterior ao carnaval a Avenida da Paz lotava de gente de toda espécie e classe social. A partir das oito da manhã começavam a aparecer as troças, as fantasias, as críticas, os blocos de frevo, as Escolas de Samba para o grande desfile do Banho de Mar à Fantasia coordenado pela COC – Comissão Organizadora do Carnaval da Prefeitura de Maceió. Nas imediações do Clube Fênix um palanque dava guarida para uma banda tocar músicas de carnaval e o povo na rua pulava e dançava até mais tarde no maior calor. Depois de passar pela Comissão Julgadora, alguns fantasiados caiam no mar, um mergulho com fantasia no corpo, na água límpida do mar da Avenida da Paz.
Iniciava o desfile oficial perante o palanque com os jurados escolhidos pela COC para entregar as taças de campeão. Primeiramente vinham as críticas e troças com a irreverentíssima turma do Bráulio Leite, Santa Rita, Rubens Camelo, Vadinho, Alipão, João Moura, Pitão, Napoleão. Esses não perdoavam governo e governantes. Depois vinham fantasias. Tarzan e sua esposa eram o casal devorador de prêmios. Havia um grande folião, Fusco, militar da aeronáutica sempre gozava um enredo de um filme da época. Certa vez, o filme do momento era “Amar foi minha ruína”, Fusco fantasiou-se de moça grávida, e nas costas, um cartaz: “Amar foi minha ruína”. Lincoln Jobim um especialista, fantasiava-se de Seu Fortes, um louco conhecido na cidade, maltrapilho, à sua volta alguns cachorros, Lincoln era um artista, imitava Seu Fortes melhor que o próprio.
O desfile finalizava com a competição entre os blocos carnavalescos: Vulcão, Bomba Atômica, Pitanguinha vai à Lua, Vou Botar Fora, Cara Dura, Cavaleiro dos Montes, Amigo da Onça, disputa era acirrada.
Depois de passar pelo palanque dos jurados e receberem prêmios, os blocos continuavam arrastando as multidões pela avenida, atravessavam a ponte do Salgadinho e perto do coreto entravam na Rua Silvério Jorge, onde o general Mário Lima, em sua casa, esperava cada bloco com bate-bate de maracujá, cerveja gelada e um bom tira-gosto para os músicos. O bloco tocava 4 ou 5 frevos, depois seguiam em frente; outro bloco já estava na porta. Minha casa era uma festa, amigos dançavam, faziam o passo na enorme varanda durante o restante da tarde-noite.
Figuras das mais conhecidas entravam no embalo, badaladas senhoras, misturavam-se com o povão, era a democracia carnavalesca. Atrás dos blocos pulavam engenheiros e serventes, médicos e enfermeiras, capitão e soldado, filhas de Maria e prostitutas. Os blocos terminavam de tocar em minha casa ao anoitecer, antecipando o carnaval. Namoros feitos, outros desfeitos, a alegria do carnaval tomava conta da juventude.
À noite o povão voltava para suas casas. Cansados, os blocos recolhiam seus estandartes esperando o carnaval chegar na próxima semana.
Ontem reabriu a Justiça e o Supremo fez um evento, ao qual estavam presentes também o presidente do Congresso e o presidente da República, de tirar as grades que protegem o Supremo, depois que o Congresso tomou a iniciativa de tirar essas grades. Agora o Supremo está tirando também. O presidente, ministro Barroso, foi lá e retirou. Não sei se ele precisou fazer um alterofilismo antes para treinar, para pegar aquela grade, porque não é muito leve não. Depois nos discursos, ele disse que não ia nem falar em democracia, porque não precisa, que nós temos uma democracia muito, muito evidente.
Ironicamente, o presidente Lula disse também que tem que regulamentar as redes sociais, ou seja, censurar. A censura é proibida pelo artigo 220 da Constituição. Censura de qualquer natureza. Mas ele quer regulamentar. Ora, já existe um marco civil da internet. Há muito tempo. Acho que já uns oito, dez anos. E além do que existe o Código Penal e a Constituição.
O Código Penal diz que é crime calúnia, injúria e difamação. A Constituição diz que a pessoa tem direito à imagem, à privacidade, à intimidade e pode ser indenizada. Então, já está lá. Mas querem controlar as redes sociais e já são duas plataformas que vão embora do Brasil, porque não aceitam essa interferência do Poder Judiciário sobre a liberdade de ação, sobre a nova forma de conversar. É o mundo digital.
Estou escrevendo meu livro biográfico e recordei que antigamente, quando eu era menino, a gente ia gente ia para a praça depois da missa para conversar. Hoje, a gente conversa por via digital. Querem cortar isso.
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Odebrecht
E no Supremo, o ministro Dias Toffoli liberou mais um, agora a Odebrecht. Suspendeu o pagamento da multa no acordo de leniência da Odebrecht envolvida naquele monte de propina da Lava Jato. E enquanto isso, a Procuradoria-Geral da República está recorrendo contra a suspensão do pagamento da multa da J&F, dos irmãos Joesley. Então, que coisas, né?
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STF
E o ex-ministro do Supremo, que se aposentou, agora é ministro da Justiça, assumiu o Ministério da Justiça dizendo que a causa do crime é social, ou seja, está chamando o pobre de criminoso? Não sei, porque é um perigo. E o rico? O crime do rico não tem, porque usa gravata e tem dinheiro de sobra, então não vai roubar. Não foi o que a Lava Jato mostrou. Gente que devolveu centenas de milhões. É uma coisa assim tão difícil de entender. Eu devo ser muito burro, porque o criminoso que nunca foi preso e comete um crime, a causa então é a pobreza. Aí ele vai para cadeia e ele vira mais criminoso ainda. Eu acho que a tese é essa.
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Sem licitação
Então vamos ver aí um caso. Prefeitura do noroeste da Bahia, de Campo Alegre de Lourdes. Dia 9 de fevereiro vai ter a festa da padroeira Nossa Senhora de Lourdes, que é lá da França, né? A prefeitura está em estado de emergência por seis meses, até março, por causa da estiagem, uma pobreza danada. Então o estado de emergência dispensa licitação. Aí o prefeito, que é do Partido Comunista do Brasil e que vai fazer uma festa por Nossa Senhora de Lourdes, vai fazer um show, está contratando sem licitação o cantor Gustavo Lima por R$ 1,3 milhões. Deve ser uma festa para esquecer a estiagem e gastar os impostos que nós estamos pagando.
A decisão do Ministério Público Federal (MPF) de arquivar inquéritos que os investigou faz retornar a pergunta: por que Ibaneis Rocha (MDB) foi afastado por dois meses do governo do DF, cargo para o qual acabara de ser reeleito em primeiro turno, e foi preso o seu ex-secretário de Segurança Anderson Torres, que naquele 8 de janeiro estava em férias com a família na Flórida (EUA)?
Outra pergunta decorre da primeira: como reparar o dano de que foram vítimas o governador e o ex-ministro?
Ao cidadão do DF, privado por 60 dias do gestor que reelegeu, o lamento de que as medidas foram tão precipitadas quanto excessivas e injustas.
O arquivamento do caso Ibaneis foi assinado em 1º de novembro e divulgado somente nesta quinta-feira, três meses depois.
Na avaliação do MPF, diante dos fatos apurados, não é possível atribuir aos investigados responsabilidade pelos atos de vandalismo do dia 8.
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Sei não, sei não…
Que país da porra esse nosso Brasil dos dias de hoje.
Uma republiqueta banânica de primeira linha.
Deixo pros nossos leitores o trabalho de responder as perguntas feita na nota aí de cima.
Anos atrás, na Igreja Matriz de uma capital nordestina, o padre começou a celebrar a Missa das 7 horas da noite do domingo, falando mal da politicalha que assolava o País. Isso desagradou aos presentes, na sua maioria petistas. E seu vozeirão ecoou aos quatro cantos do templo:
– Irmãos, estamos hoje aqui, reunidos para falar dos “Fariseus”, esse povo mentiroso e corrupto, que está acabando com a economia do nosso País!
– Virgem Maria!!! Foi o murmúrio generalizado que ecoou na Igreja.
Os petistas saíram xingando o padre, e houve bate-boca na porta da Igreja. O prefeito, indignado, foi falar com o padre na Sacristia, ameaçando-o de requerer ao Bispo a sua remoção daquela Diocese, se ele continuasse a falar mal dos políticos, na hora do Sermão.
– Padre, pega leve! Os petistas são sindicalistas e funcionários públicos que ganham bem. Gastam na lojas, e, nos restaurantes e colaboram com a coleta da Igreja. Não agrida os políticos! Isto é uma ordem! Não ponha a Prefeitura em situação difícil!
Durante toda a semana, na cidade não se falou de outra coisa, senão do padre e do Sermão do domingo. Aquele zum-zum-zum todo deixou as pessoas curiosas, para saber como seria o sermão do domingo seguinte.
É bem verdade, que uma parte da cidade estava até satisfeita, pois, muitos moradores não morriam de amores pelos petistas.
Finalmente, chega o novo domingo, o prefeito vai à sacristia e recomenda:
– Padre, o senhor lembra da nossa conversa? Por favor, não arrume nenhuma encrenca hoje, certo?
Começa a missa e o padre chega ao sermão:
– Irmãos, estamos aqui reunidos hoje, para falar de uma pessoa da Bíblia: “Maria Madalena”. Aquela mulher, a prostituta que tentou seduzir Jesus, como essas ativistas desgraçadas, do sovaco cabeludo e mal cheirosas, vagabundas, mentirosas, corruptas e ladras que estão aqui.
O Padre mal acabou de falar, não deu outra!!! Pancadaria na igreja, atendimentos no Pronto-socorro da cidade, e o prefeito, novamente, foi ao encontro do padre:
– Padre, pelo amor de Deus! O senhor não me disse que ia pegar leve? Olha, eu também não morro de amores por esses petistas, eles são complicados, tem uns probleminhas, são ignorantes, prepotentes, não tem nenhuma ética etc, mas se o senhor não parar com isso, vou ter que pedir ao Bispo a sua retirada da paróquia.
Naquela semana, o zum-zum-zum foi maior ainda. O papo era só o sermão e ninguém perderia a missa do próximo domingo, nem por decreto! Na noite do domingo, a Igreja parecia final de Campeonato Brasileiro : Muita gente em pé, pois faltou lugar para sentar.
Antes da Missa, o prefeito entrou na sacristia, acompanhado pela polícia e, mais uma vez, advertiu o Padre:
– Padre, pegue leve, senão o senhor vai preso!
A igreja estava lotada. Todos querendo ver “o circo pegar fogo”. Quase não se conseguia respirar de tanta gente. Pessoas que há anos não pisavam na igreja, no domingo estavam lá, com terços e santinhos nas mãos, parecendo super devotas.
Quando o padre apareceu, houve uma tensão generalizada, com cochichos espalhados pelos quatro cantos.
Aparentemente calmo, o Padre começou a falar:
– Irmãos, estamos aqui reunidos hoje, para falar do momento mais importante da vida de Cristo: “a Santa Ceia”.
– Jesus, naquele momento disse aos apóstolos:
– Esta noite, um de vocês me trairá!
Então, João perguntou:
– Mestre, serei eu?
E Jesus respondeu:
– Não, João, não será você.
Então Pedro perguntou:
– Mestre, serei eu?
E Jesus respondeu:
– Não, Pedro, não será você.
E então, Judas, aquele desgraçado, vagabundo, mentiroso, corrupto e ladrão, que estava vestindo uma túnica toda vermelha, perguntou:
Fala-se em um rombo de R$ 230,5 bilhões, mas esquecem de dizer que nesse valor não está computado o montante para o pagamento da rolagem da dívida pública que, em 2023 será de R$ 700 bilhões.
Ou seja, o rombo de 2023 foi, na verdade de R$ 930,5 bilhões.
Estão escondendo o serviço da dívida para não assustar o otário pagador de impostos.
Bandeira de Cuba é exibida durante procissão católica em Havana
A ditadura cubana, endeusada por setores da esquerda como um exemplo de “democracia popular”, e chamada pelo presidente Lula de “defensora de uma governança global mais justa”, não tem limites quando o assunto é massacrar sua população – incluindo bebês que ainda não nasceram, especialmente quando são filhos de presas políticas. Ativistas de direitos humanos e familiares divulgaram o caso de uma jovem, Lisdany Rodríguez Isaac, de 25 anos, presa durante os protestos de julho de 2021, e condenada a 8 anos de prisão. A moça está grávida do primeiro filho e vem sendo pressionada pelo regime de Miguel Díaz-Canel a abortar contra a própria vontade.
Cumprindo pena na prisão de Guamajal, localizada na província de Santa Clara, Lisdany também está sendo privada de alimentação adequada, medicamentos e atendimento médico, o que pode comprometer a gravidez. O caso ilustra bem o pouco apreço com a vida humana, tão característico das ditaduras, e que não tem nenhum escrúpulo em punir injustamente até mesmo os filhos dos presos políticos do país. O crime de Lisdany – e de sua irmã gêmea Lisdiany, também condenada a 8 anos de prisão – é o mais terrível que pode ser cometido dentro de um regime ditatorial: o de protestar contra o governo e clamar por mudanças.
As duas irmãs participaram das manifestações do dia 11 de julho de 2021, quando milhares de cubanos foram às ruas exigir melhores condições de vida. Não foram apenas as duas jovens que foram presas. Centenas de cidadão também acabaram atrás das grades das prisões do regime, a maioria condenada pelos mesmos crimes das duas irmãs: desordem pública, propagação de epidemias (na época do protesto, em plena pandemia, Cuba editou uma lei proibindo aglomerações nas ruas), desacato, algumas a penas de até 30 anos.
Todo o horror vivido por Lisdany é contado por sua mãe, Barbarita Isaac, que desde a prisão, buscou auxílio de grupos de direitos humanos para tentar recuperar as filhas. Hoje ela cuida da neta, filha de Lisdiany, que não vê a mãe desde os três anos de idade. A gravidez de Lisdany lhe dará o segundo neto (ou neta), isto é, caso o regime cubano permita que a gravidez vá adiante. A ONG Prisoners Defenders, que acompanha o caso, compartilhou um vídeo nas redes sociais com uma gravação da mãe das jovens, Barbarita Isaac Rojas, alegando que sua filha está grávida de sete semanas e está sendo ameaçada com um aborto forçado. No áudio, Barbarita afirma: “Agora a Segurança do Estado quer obrigá-la a tirar o bebê. E então ela me disse que ia ver se eu denunciaria isso porque ela não quer tirar a criança. Ela se sente muito mal”. Como bem resumiu Javier Larrondo, presidente da Prisoners Defenders, “um aborto forçado contra a vontade de uma mãe e sem motivo clínico não é nada menos que um assassinato como produto do terrorismo de Estado”.
País declaradamente comunista, Cuba orgulha-se de defender “os direitos sexuais e reprodutivos” das mulheres cubanas. O aborto é legal no país desde 1965 – entusiastas do abortismo festejam Cuba como o primeiro país latino americano a legalizar a prática – e as taxas de aborto são altíssimas, ficando entre as maiores do mundo. Além da pobreza e da falta de perspectivas, que forçam muitas mulheres a interromper a gravidez, o aborto eugênico de bebês diagnosticados com alguma condição médica é frequente, a ponto de influenciar até as taxas de mortalidade infantil do país. Há poucas mortes de crianças porque os bebês que exigiriam mais cuidados médicos e melhores condições de vida são mortos antes de nascerem.
A própria constituição cubana de 2019 tem um trecho especificando que o Estado garante às mulheres o “exercício dos seus direitos sexuais e reprodutivos, protege-as da violência de gênero em todas as suas manifestações e espaços, e cria os mecanismos institucionais e legais para isso”. Mas isso só se materializa no empenho do regime cubano em promover abertamente a prática do aborto – e até obrigar as mulheres a fazê-lo, como no caso de Lisdany. Quando se trata de proteger o direito à vida e à maternidade das presas políticas, a constituição cubana de nada vale. Por mais que os defensores do comunismo cubano insistam em negar, é esta a verdadeira face do regime: o desprezo pela vida dos cidadãos, das mulheres, crianças e famílias, que há 60 anos são obrigadas a viver num sistema retrógado que só sabe oprimir e manter a população sob o sórdido jugo do terror.