DEU NO JORNAL

O BLOCO DOS SUJOS DA IMPRENSA

Luís Ernesto Lacombe

A festa de carnaval dos pesadelos da imprensa politicamente correta.

A festa de carnaval dos pesadelos da imprensa politicamente correta

Domingo de carnaval, e o Brasil está largado na sarjeta. O desfile ainda vai longe: Unidos do Abuso; Acadêmicos da Ilegalidade; Império do Arbítrio; Paraíso da Perseguição; Independentes da Constituição; União do Fim do Mundo; Boêmios da Injustiça; Caprichosos do Antidemocrático; Arranco tudo pela frente; Inocentes são Vocês; Mocidade Alienada; Aprendizes de Nada; Estação Primeira da Devastação…

É o carnaval da fantasia alucinada, com enredo imposto pelos barões da folia, mas aceito de bom grado pelo Bloco dos Sujos da Imprensa… É o carnaval da dissonância, do batuque atravessado, que piora ainda mais os sambas berrados em desafinação obrigatória. As letras não se encaixam. Nem na melodia, nas notas desorganizadas, nem na realidade. Os refrões são como cantos selvagens, são um louvor a mentiras e narrativas.

No carnaval, os delírios são permitidos, é verdade. O estranho é que eles tenham tomado conta de todo o calendário, do ano inteiro, há muitos anos. A diferença é que nos dias oficiais de folia, o delírio ainda tem, digamos, algum regramento. Pelo menos, as escolas de samba devem seguir regras estabelecidas. São rígidas. Qualquer vacilo leva à perda de pontos, desclassificação, ao rebaixamento.

Até para a folia de rua o “imbecil coletivo”, que Olavo de Carvalho desnudou, inventou um negócio chamado “Manual do Letramento Carnavalesco”. A imprensa vive publicando reportagens e artigos de opinião sobre isso. É o carnaval do não: “não é não; “cantada não”; “ele não”; “marchinha não”; “mulata não”; “apropriação cultural não”; “índio não”; “nega maluca não”; “árabe não”; “homem vestido de mulher não”; “mulher vestida de homem também não”…

Esquizofrênicos autoritários e psicopatas se vendem como bem-intencionados. Imaginam-se pessoas sensíveis, justas, inteligentes, belas, significativas, educadoras e fazem evoluções desajeitadas. São movidos por estupidez, arrogância, prepotência, mas juram que são livres de discriminação, que são abertos ao diálogo, enquanto promovem um patrulhamento sobre quase tudo, sobre o uso da língua, com preconceitos inventados que dão sopapos na etimologia… Palavras e expressões perdem seu significado, palavras e expressões que não definem nada são impostas.

Essa gente jura que colabora para a evolução da humanidade. E inventa uma série de problemas que restringem a possibilidade de “brincar o carnaval”. Quase tudo passou a ser ofensa, num vitimismo estrutural… “Vivemos a era do politicamente correto, e isso deveria ser uma ótima notícia”, alerta matéria do globo.com. E o texto critica o uso de fantasias carnavalescas que imitam “empregadas domésticas e enfermeiras sensuais, colocando a mulher como um objeto à disposição para ser tocada e usada da forma que o homem quiser. Em um país com altas taxas de estupro é inadequado reforçar a imagem da mulher como objeto sexual”. Ou seja, as mulheres podem ir para a folia seminuas, desde que suas “fantasias” não remetam a alguma profissão, e também a alguma etnia, a alguma religião…

Matéria do jornal A Tarde, de Salvador, também já falou disso… O texto condena as fantasias sensuais que remetem a alguma profissão porque elas “alimentam e fortalecem a imagem social sexualizada, expondo as mulheres a uma vulnerabilidade aumentada no ambiente de trabalho. Em vez de serem reconhecidas como profissionais competentes, elas são reduzidas a potenciais alvos sexuais, o que contribui para o aumento alarmante de casos de assédio”.

Fantasias ofendem, escreveu há poucos dias uma colunista da Folha de S.Paulo, revoltada com a oferta de “cocares de tamanhos e cores variados, fantasias de cigano, japonês, de árabe, de enfermeira, de copeira. Como os lojistas ainda não foram multados e não tiveram suas portas lacradas?” Ela adverte que “o pessoal sai de casa pensando só em se divertir, mas acaba gerando gatilho emocional em outrem, ao vestir fantasia de odalisca ou de freira sexy”.

Impossível não lembrar o “imbecil coletivo”, ao ler o artigo da Folha… Olavo de Carvalho escreveu o seguinte: “Uma ética que enfatize acima de tudo o combate e a denúncia é uma ética que induz cada indivíduo antes a fiscalizar os outros do que a dominar-se a si mesmo”. Denunciar seria cumprir o máximo dever… “É uma ética de espiões e fofoqueiros, maliciosos até a medula e totalmente destituídos de autoconsciência crítica. O estado de indignação universal não fomenta em nada a honestidade e a decência, antes institucionaliza a hipocrisia e põe à disposição dos malvados uma profusão de novas estratégias e pretextos moralizantes para a prática do mal”.

A coluna da jornalista da Folha prova que Olavo sempre teve razão. O texto fala da “etiqueta para um carnaval menos opressor”: “Não pode nada que reforce estereótipos de gênero, atitudes sexistas e de poder, que reduza a importância cultural de alguns povos, sem falar na apropriação cultural. Não é tão difícil evitar cancelamentos; os foliões de bloquinhos descolados trocaram qualquer adereço que possa magoar uma minoria por paetê e glitter – desde que seja biodegradável. Ai de você se meter um brilho de procedência duvidosa, do tipo que é vendido no camelô aqui da esquina”.

O Bloco dos Sujos da Imprensa se acha responsável por dirigir as consciências de seres desprovidos de consciência. Os jornalistas foliões que arrasta não têm consciência nenhuma… O que eles têm Olavo já descreveu: “o maior desprezo por argumentos e provas, e um gosto pronunciado pela ação psicológica que vai moldando os sentimentos da massa sem dar margem a discussões nem prestar satisfações à exigência de uma ‘verdade’”. Os jornalistas foliões, mesmo aqueles que não gostam de carnaval, o filósofo já explicou, “não veem nenhuma contradição entre exigir a liberdade sexual irrestrita e pedir severos castigos da lei para um olhar de cobiça eventualmente lançado por um macho a um par de pernas femininas; nem entre a irrestrita liberdade de palavra e o policiamento repressivo do vocabulário, para extirpar dele todas as expressões capazes de ferir suscetibilidades políticas, raciais, sexuais…”

Pelas normas do Bloco dos Sujos da Imprensa, não há nada contra Jesus Cristo virar um traficante de drogas, um bandido morto em confronto com a polícia, num tiroteio contra o diabo, ou virar uma mulher negra, um gay, um travesti, um transexual, um socialista… Uso de drogas, sim, mas com “redução de danos”… Um coma alcoólico sempre faz parte… Atentado ao pudor foi abolido faz tempo, desde que minorias não sejam afetadas. Sujeira nas ruas, interditadas ou não, liberada; patrimônio alheio depredado, liberado… Os blocos pedem passagem, e não há nada mais natural que haja canteiros destruídos, lixeiras, placas de sinalização…

O carnaval é exatamente como o resto do ano. As regras, as leis são maleáveis, são moldáveis, em qualquer área, em qualquer questão, em qualquer ocasião, conforme cada pessoa, cada grupo… Podem ser criadas, recriadas, interpretadas de qualquer jeito, de acordo com o desejo dos imbecis, dos poderosos do país do carnaval. E este meu texto, nesse cenário, pode ser chamado de “samba do francodescendente louco”, de “samba do teutodescendente amalucado”. Não me importo, atrás do Bloco dos Sujos da Imprensa, em seu desfile interminável, certamente, não vou. As marchinhas sepultadas, os novos estribilhos chulos, a falsa moral, o que posso contra isso? A dura realidade é que o país está bêbado, esbagaçado, pisoteado, largado num canto, e isso parece não ofender ninguém.

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

OCASO – Rogaciano Leite

A tarde vai seguindo o enterro do crepúsculo…
O horizonte vermelho – ensanguentado músculo –
Numa púrpura embebe as lágrimas do sol!
O ventre da amplidão de nuvens está grávido
E o sol mesmo a tombar inda num gesto impávido
Deixa uns pentes de luz nas tranças do arrebol!

O mundo é um pedestal de sólida pirâmide
Que a cúpula do céu – desmesurada clâmide –
Abriga nossa concha enorme do infinito!
A Vésper já reluz na abóbada simbólica
E a terra concentrada em confissão bucólica
Parece erguer a Deus o coração contrito!

A noite é a exalação perene de um turíbulo…
Como o eunuco fugindo à ideia do prostíbulo
Nos confins do planalto o vento se suicida!
As sombras se confundem místicas e plácidas
E as flores estremecem tímidas e flácidas
Sobre o seios aromal da noite adormecida!…

O poeta lança o olhar ao mundo melancólico,
E a pérola do sonho – ergástulo simbólico –
Rebrilha em sua fronte pródiga de luz!
A mão trêmula escreve… o cérebro é um atlântico…
A ideia é branca estrela… o ritmo é um doce cântico
E a nau da inspiração em cismas o conduz!…

O verso é o batelão singrando o abismo frígido…
A rima é frágil vela aberta ao vento rígido,
Afrontando a impiedade e a fúria de Nereus…
A crença no Trabalho é a bússola poética…
O ideal é o mastro… a flâmula é a estética…
O Mar é a Natureza… e o porto imenso – é Deus!

Almanaque de História: Quem é Rogaciano Leite.

Rogaciano Bezerra Leite, São José do Egito-PE, (1920-1969)

A PALAVRA DO EDITOR

O BLOCO DA BESTA FUBANA

Hoje, domingo de Carnaval do ano de 2024, vou repetir um texto publicado há três anos, em fevereiro de 2021.

Pra matar as saudades e alegrar essa tarde.

Um excelente carnaval para toda a comunidade fubânica!!!

* * *

Nunca pensei que eu iria viver o suficiente pra ver o Recife sem carnaval.

Sem o gigantesco bloco do Galo da Madrugada explodindo de vida e de alegria no Sábado de Zé Pereira.

O pânico que tomou conta do mundo conseguiu essa inacreditável proeza.

Hoje, domingo de carnaval, se alembrei-se-me dos tempos em que botava na rua O Bloco da Besta Fubana.

Uma respeitável e impoluta instituição carnavalesca, fundada em 2004, que juntava gente que só a porra e desfilava na Praça da Casa Forte, sob a proteção do nosso magnífico estandarte.

Um imponente estandarte, no qual a Besta Fubana aparecia com a sua magnífica parajaraca, pronta pra enrabar qualquer cabra safado.

Uma animação contagiante, uma turma animada, vibradora e cheia de vida, frevando e fazendo o passo ao som de uma orquestra.

A concentração antes do desfile era feita num dos pontos mais folclóricos e lendários do Recife, o Bar Largura.

Eu participava do respeitável evento devidamente paramentado de Pai Babachola, o maior catimbozeiro dessa beirada de Atlântico.

Incorporado na pele de Pai Babachola, cansei de tirar o Cão, o Tinhoso, o Cramulhão, o Capeta que baixava no couro de foliãs fogosas e com exuberantes pés-de-rabo.

Chega fazia fila pra receber meus santos passes!

O proprietário do estabelecimento, meu amigo Wilson, é um personagem que entrou pra história da cidade.

Na virada de 1999 para 2000, ele acrescentou à placa do Bar a inscrição “Desde o Século XX”, conforme vocês podem ver na foto abaixo, onde ele aparece:

O nome do bar, “Largura” é uma fina ironia com o apertadíssimo espaço do ambiente.

No corredor de entrada, não cabem duas pessoas nem se espremendo!

Como estou em abstinência compulsória, já tem mais de quatro anos que não vou ao Largura tomar uma lapada.

Sempre que passo por lá, como aconteceu hoje de manhã, chega me bate  uma assuspiração na caixa dos peitos de tanta saudade.

Neste incrível domingo de carnaval sem carnaval, fecho a postagem com uma composição magnífica do Maestro Levino Ferreira, intitulada Última Dia.

O frevo preferido de Aline, que fez a montagem do vídeo abaixo.

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO JORNAL

POR QUE PROGRESSISTAS IDOLATRAM O HAMAS?

Madeleine Lacsko

Soldados do Hamas com lança-mísseis.

Soldados do Hamas com lança-mísseis

Imagine que você conseguiu fugir de uma ditadura para viver em uma democracia. Ali é possível exercer sua profissão. Você conhece alguém para formar uma família e alcança esse objetivo. Vê seus filhos formados em faculdades de qualidade, com toda a vida pela frente. Imagine agora que, além de tudo, é um país seguro. Você pode andar falando ao celular na rua sem se preocupar. O caixa eletrônico é na rua e ninguém se preocupa.

É tão seguro que o povo criou o hábito de acampar na praia. As praias têm estrutura para isso. Você reúne seus amigos e os filhos de todos para esse tipo de programa. Passam o dia na praia e pernoitam, cantam, se divertem juntos. Voltam para casa só no dia seguinte. Diversas famílias e grupos de jovens fazem isso sempre.

Num sábado, às 6h30 da manhã, o chão é tirado dos seus pés. Nessa praia idílica à beira do Mar Mediterrâneo, ocorre uma invasão de terroristas por mar e terra. Os adultos escondem as crianças nos vestiários. Os terroristas matam todos, com requintes de crueldade. Não sobra ninguém.

Seu filho, criado nessa democracia segura, está a 15 dias de se formar. Vai receber o diploma de advogado dia 24 de outubro. No dia 7 de outubro, ele é convocado para o exército. Uma semana depois, uma bomba explode e ele perde a visão. Sua vida passa a ser a reabilitação do seu filho.

Não é um filme, são histórias reais. Conheci essas duas histórias de perto durante uma semana em Israel, a convite da família Safra. A praia paradisíaca de Zikim se transformou em um cenário de filme de horror. É o depósito de uma carnificina covarde, perpetrada contra crianças que se divertiam no mar. A estrutura do balneário foi convertida num símbolo da crueldade humana, com os vestígios e o odor dos assassinados de inocentes.

Deby Levi, dentista, passa os dias à beira do leito do filho Matán. Ele perdeu um olho e o outro teve o nervo óptico desligado. Foi vítima de uma bomba em Gaza quando combatia pelo exército em 14 de outubro. As últimas imagens que seus olhos registraram foram do pior que o ser humano pode ver. Agora ela busca uma forma de reconstruir a vida do filho e de toda a família.

Contei um pouco dessas histórias nas minhas redes sociais, enquanto estava em Israel. Felizmente, a maioria das pessoas conserva em si a qualidade humana. Mas havia uma minoria barulhenta e insistente que era indiferente a essas histórias, só perguntava por que eu não ia para Gaza.

Num primeiro momento, pensei que era provocação pura e simples. Sou católica, mulher e jornalista independente. É praticamente um símbolo de tudo aquilo que o Hamas pretende varrer da face da terra. Depois percebi que existe realmente um mar de desinformados já inundados por uma ideologia confusa, que se diz progressista sem ser.

A esquerda ocidental é cada vez mais focada em pautas identitárias. Diz defender a liberdade das mulheres, da população LGBT e de todas as etnias minoritárias. É precisamente o contrário do que o Hamas pretende. Esse grupo terrorista não tem meias palavras, diz precisamente o que pretende. Um trecho do manifesto de fundação do Hamas, de 1988, diz o seguinte: “A hora do julgamento não chegará até que os muçulmanos combatam os judeus e terminem por matá-los e mesmo que os judeus se abriguem por detrás de árvores e pedras, cada árvore e cada pedra gritará: Oh! Muçulmanos, Oh! Servos de Alá, há um judeu por detrás de mim, venha e mate-o”.

Parece ser algo que se encaixa como uma luva na definição de genocídio. Ainda assim, vemos movimentos que se dizem progressistas ou de esquerda apoiando isso tudo. Pior, juntam-se a ditaduras na tentativa de dizer que Israel é genocida. O governo do Brasil, infelizmente, embarcou nessa história.

Mais chocante é que os progressistas não tenham se oposto de forma veemente a esse movimento. Vemos ícones internacionais, como Greta Thunberg, defendendo as práticas do Hamas e atacando Israel. Aqui é importante deixar claro que não se trata de defender os palestinos ou famílias palestinas que sofrem com a guerra. É o que alegam esses defensores, mas não passa de falácia. O próprio Conselho Islâmico da Fatwa emitiu um comunicado que condena as práticas e ideias do Hamas.

Se nem o mundo islâmico, com suas regras particulares, admite o Hamas, por que vemos a defesa em gente que se diz progressista? É a mágica da ideologia cega do identitarismo, completamente divorciada da realidade. Essa ideologia divide o mundo em duas categorias, oprimidos e opressores. O oprimido não é quem realmente é oprimido, falamos aqui de caixinhas de grupos sociais que essa ideologia considera hipoteticamente que sejam oprimidos. Os opressores, igualmente, não são aqueles que oprimem. São aqueles colocados em categorias sociais que hipoteticamente são opressoras ou colonialistas.

Nessa lógica de pensamento, dissociada da realidade, o judeu é o ícone do branco colonialista. A receita fica mais apimentada porque, apesar de perseguido, o povo judeu recusa o carimbo de vítima. Para o identitarismo, a sentença está dada: contra os judeus tudo vale.

O Hamas é a antítese de tudo aquilo que o progressismo ocidental diz defender. Pouco importa para aqueles hipnotizados pela ideologia, já abriram mão do contato com a realidade. Racionalizam dizendo que Israel é um Estado branco colonialista, portanto deve ser combatido. O que fará essas pessoas acordarem? É uma das grandes questões do nosso tempo. Política e militância só fazem sentido quando conectadas com a realidade. Quando os fatos não importam, criamos espaço para o império da barbárie. É algo que não podemos permitir.

DEU NO X

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

FOLIA SAUDADE

Seu Moço, meu carnaval
Eu brinco só na vontade
Ouvindo o som do passado
Bailando sobre a cidade
Marchinha, frevo e samba…
Hoje meu passo descamba
Na folia da saudade.

Seu Moço, hoje me invade
Um bloco de nostalgia
Cantando um samba enredo
Na avenida da alegria
A letra diz que restou
Naquele jovem Pierrot
Só saudade da folia.

Carnaval sem euforia
Sem pandeiro, tamborim,
Sem treme-terra, agogô…
Seu moço, hoje é assim:
O surdo sem marcação
Esvaziaram o salão
Já não chora o Arlequim.

Sinto falta do cetim
Da ilusão por fantasia
Dos confetes, serpentinas
Do apito que fremia…
O lança não me apraz
Eu penso nem sentir mais
A saudade da folia.

Porque sem toda magia
Da batucada contida
Naqueles dias, Seu Moço,
Essa saudade sentida
É folia repentina
Passista tal Colombina
Que passou na avenida.

E se perdeu no passar.

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