Diferenças.. pic.twitter.com/4XKS62To56
— @verdeamarelou22 🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷 (@verdeamarelou) February 11, 2024
Diferenças.. pic.twitter.com/4XKS62To56
— @verdeamarelou22 🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷 (@verdeamarelou) February 11, 2024
Roberto Motta

Kitty Genovese
Às 3h20 da manhã do dia 13 de março de 1964, Kitty Genovese, uma gerente de bar de 28 anos, retornava do trabalho para sua casa. Ela parou seu Fiat vermelho em um estacionamento próximo à estação ferroviária de Kew Gardens, uma região do bairro de Queens, em Nova York. Depois de trancar o carro, Kitty caminhou em direção ao seu apartamento, que ficava a 30 metros de distância.
Enquanto caminhava, ela notou um homem do outro lado do estacionamento que olhava para ela. Assustada, Kitty apressou o passo e decidiu ir a uma cabine telefônica da polícia localizada próximo dali. Mas, antes que conseguisse alcançar a cabine, o homem a agarrou. Ela gritou e seu grito ecoou pela noite. Luzes se acenderam em apartamentos da rua e algumas janelas se abriram. A voz de Kitty é ouvida de novo. Dessa vez, ela grita “Meu Deus, ele me esfaqueou! Por favor me ajudem! Por favor me ajudem!”.
De um dos apartamentos vêm os gritos de um homem: “Deixe essa garota em paz!”. O criminoso foge e Kitty fica sangrando, caída no chão. As luzes dos apartamentos se apagam. Kitty se arrasta, tentando chegar ao seu prédio. O criminoso volta e, mais uma vez, a esfaqueia. Kitty grita: “Estou morrendo! Estou morrendo!”. Luzes acendem-se novamente, algumas janelas de apartamentos são abertas. O agressor de Kitty entra em um carro e vai embora.
Enquanto Kitty se levanta com dificuldade, um ônibus passa a caminho do Aeroporto Kennedy. Agora são 3h35 da manhã. Kitty consegue chegar à entrada do seu prédio, mas cai ao pé da escada. O homem retorna, a esfaqueia repetidamente e a estupra.
O assassinato de Kitty Genovese foi noticiado em apenas cinco frases, que apareceram na página 26 do jornal The New York Times. Mas, duas semanas depois, a história reapareceu em um grande artigo de primeira página. Por quê? Para espanto de todos os Estados Unidos, segundo a matéria do jornal, a investigação policial revelara que nada menos do que trinta e sete “cidadãos respeitáveis e cumpridores da lei” testemunharam o assassinato, mas nenhum deles telefonou para a polícia durante o crime (The Psychology of Judgement and Decision Making, de Scott Plous).
A polícia só recebeu a primeira ligação meia hora depois que Kitty começou a ser atacada. Em outras palavras, o criminoso teve tranquilidade para atacar sua vítima durante trinta minutos, enquanto ela gritava por socorro, mas nenhum dos trinta e sete vizinhos que testemunharam seu assassinato veio em seu auxílio, ou sequer teve a iniciativa de ligar para a polícia.
Esse crime chocou o país e, entre outras coisas, apressou a implantação nacional do sistema 911 (equivalente ao nosso 190) para recebimento centralizado de chamadas à polícia. Mas há outros aspectos importantes dessa história.
O assassino de Kitty Genovese foi Winston Moseley, que tinha 29 anos na época, também morava no Queens e trabalhava em uma empresa de tecnologia. Moseley era casado, tinha três filhos e não tinha antecedentes criminais. Segundo ele o motivo do ataque foi simplesmente o desejo de “matar uma mulher”. Ele preferia mulheres porque “eram mais fáceis e não reagiam”. Ele viu Kitty voltando para casa e a seguiu de carro até o estacionamento. Ele confessou ter assassinado e estuprado outras duas mulheres e cometido quarenta assaltos.
Moseley foi condenado à morte, mas a sentença foi reduzida para prisão perpétua. Um ano depois, ele escapou da prisão agredindo um policial penal e roubando sua arma; então Moseley invadiu a residência de um casal, amarrou o homem e estuprou a mulher. Depois de invadir outra casa e manter uma mulher e sua filha como reféns, ele se rendeu.
Na prisão, ele estudou e se formou em sociologia. Em 1984, Moseley se tornou elegível para livramento condicional. Apesar de ter participado de várias audiências com o conselho de liberdade condicional, seus pedidos sempre foram negados. Moseley nunca mostrou remorso pelo assassinato de Kitty Genovese. Ele fez dezoito pedidos de liberdade condicional, todos negados.
Moseley tinha 81 anos de idade quando morreu na prisão. Ele cumpriu uma pena de 52 anos, o que fez dele um dos presos mais antigos do país. Ele era claramente um psicopata, sem lugar na sociedade. Se tivesse sido solto, é evidente que voltaria a cometer crimes terríveis. Esse fato – a existência de criminosos doentios, cruéis e irrecuperáveis, que precisam ser mantidos isolados dos cidadãos de bem – ainda não é compreendido e nem aceito pelos arquitetos do sistema de justiça criminal brasileiro.
Observem a punição que a sociedade americana considerou adequada a um estuprador assassino. Se esse crime tivesse acontecido no Brasil, dificilmente o criminoso teria ficado mais do que dez anos preso, e teria direito a “benefícios” como a “progressão de regime”, “visitas íntimas” e “saidinhas”.
Isso é, essencialmente, tudo o que você precisa saber sobre a origem da crise de criminalidade sem fim deste país.
Comece o dia com o Coppolla!
Bom dia!! pic.twitter.com/8dn4y2IfTP
— Pavão Misterious 𝕏 🇧🇷 (@misteriouspavao) February 12, 2024

Evento “Democracia Inabalada”, realizado dia 8 de janeiro de 2024, e esvaziado por governadores e até mesmo ministros indicados por Lula ao STF
É Carnaval, né? O Congresso, na verdade, só vai funcionar depois do Carnaval. Será que temos clima para os políticos ficarem fora dos plenários neste momento? Será que a gente não está vivendo uma crise institucional muito séria?
Estamos nos encaminhando para um regime autoritário, sem direitos individuais, como denunciou no fim da semana passada, no plenário do Senado, o senador General Mourão (Republicanos-RS)? E de modo muito tranquilo, pedindo paz e para não radicalizar.
Isso está mostrando que estamos enveredando por um caminho muito, muito sério, em que o arbítrio e o desrespeito à Constituição estão predominando sobre direitos fundamentais previstos na Constituição, principalmente no artigo 5, e eu cito também o 220.
Liberdade de expressão, liberdade de manifestação, liberdade de reunião, enfim, estamos vivendo esses momentos sérios e com reações.
Mourão se dirigiu aos comandantes das Forças Armadas e à Justiça Militar, dizendo que a justiça militar está omissa, porque estão envolvidos oficiais da Ativa. Já na Marinha, eu vi três turmas se manifestando, prestando solidariedade ao ex-comandante da Marinha Almir Garnier, que foi alvo de ação da Polícia Federal.
Isso tudo agita a paz institucional do país. E o país inteiro fica esperando por seus representantes diretos. O Supremo não é objeto de voto, portanto, não tem a legitimidade do poder transferido da origem, que é o povo, que é o voto popular. Mas, sobretudo, a Câmara dos Deputados e o Senado tem o voto que lhes dá poder para agir. O poder para saber se a Constituição está sendo respeitada, se existe o devido processo legal ou não.
Bom, e ainda estão falando em processar o deputado Nicolas Ferreira (PL-MG) porque falou na ONU, fez uma ofensa, usou uma palavra ofensiva ou uma calúnia ao presidente da República. Só que a Constituição, no artigo 53, diz que deputados e senadores são invioláveis por quaisquer palavras, opiniões ou votos. Será que não se lê a Constituição mais ou ela não vale mais?
Ou seja, é uma imunidade relativa, em uma democracia relativa e um Legislativo que também está virando relativo. Porque não reage Absoluto mesmo, só o Supremo.
* * *
Aquecimento global?
Enquanto isso, como se não bastassem problemas internos, as notícias mostram que Nicolás Maduro está acumulando tropas na fronteira com a Guiana, que a Colômbia está um caos com o povo cercando a Suprema Corte, por exemplo. E a gente ainda é, mesmo com tudo isso, obrigado a ouvir as teorias que pretendem manter todo mundo em pânico com aquecimento global, etc.
Aliás, é um aquecimento muito estranho. Lá no Japão, tiveram que agir para libertar baleias e orcas que ficaram presas embaixo do gelo: já que são mamíferos, e tem que vir à superfície para respirar. Já a Groenlândia está com mais gelo do que tinha nos últimos tempos. Mas, enfim, faz parte.
Essa conversa de aquecimento global atinge, por exemplo, os agricultores da Bélgica, da Holanda, da Alemanha, da França, da Itália, da Grécia, que estão se manifestando contra essa agenda ambiental, que acham que a agricultura é culpada.
A agricultura não é culpada de dar alimento para a gente. É preciso saber limitar os motores que jogam fumaça no ar. Mas também tem que se entender com o Sol, porque o Sol tem explosões cíclicas que aquecem ou esfriam as águas dos oceanos. Em um grau ou dois, e isso faz uma grande diferença para o clima da Terra, desde que a Terra existe e gira em torno do Sol.
Estas imagens são de ontem, dia 11 de fevereiro.
Aconteceu no Cercadinho de Mambucaba, Angra dos Reis/RJ.
Eu só queria saber se alguém tem este mesmo tipo de imagem com o Lula.
Se tiver, mande pra genter ver.
– Cercadinho de Mambucaba.
– Angra dos Reis/RJ.
– 11/fevereiro, 08h00. pic.twitter.com/VO9MC2D0XH— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) February 11, 2024
Mesmo enrolado em operação policial que o investiga por “tentativa de golpe”, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda dá banho no principal rival, Lula (PT) nas redes sociais.
Após fracassar em seu canal no Youtube, que nunca atraiu mais do que 5 mil pessoas, o petista pediu à Secretaria de Comunicação o fim do vexame.
Para pouco mais de 29 milhões de seguidores de Lula nas quatro principais redes (Instagram, X, Facebook e YouTube), Bolsonaro soma mais que o dobro, 59 milhões.
As contas apuradas são apenas as redes pessoais de cada figura e não incluem, partidos ou grupos no Whatsapp e Telegram, por exemplo.
Somente no Instagram (com 25,4 milhões) o Bolsonaro já quase iguala o total de seguidores de Lula em todas as redes sociais citadas
Vídeo publicado por Lula no seu canal oficial do Youtube obteve 2,2 mil visualizações em 8 horas.
O de Bolsonaro, 36 mil em 5 horas.
* * *
Tudo papo furado.
Estes números não são confiáveis.
Os números corretos, honestos e confiáveis mesmo são os das urnas eletrônicas.
Podes crer.
Meu carnaval se dará no bloco dos ventos azuis da pequena Karawatã. Lá estarei empunhando o colorido e calmo estandarte do saboroso friozinho folião. A orquestra não entoará os frevos de liberdade poética que tanto aprecio e a troça do bem querer, com a ajuda e a aquiescência dos metais silenciosos, embalará minha preguiça numa rede branquinha na varanda da Casa 16. Confetes e serpentinas despencarão dos céus e enfeitarão nosso pé de manacá, enfeitiçado com o verde bonito da pata-de-elefante viçosa e balouçante em frente ao Jardim. À noite, ao invés dos clarins, acolherei o som plangente de uma guitarra tocando um blues saudoso, entre queijos e vinhos. Quando, enfim, a festa se quarta-feirar e a vida voltar ao normal, eu retorno à cidade grande. Evoé!