DEU NO JORNAL

RECLAMAÇÃO

Luís Cláudio, filho de Lula, reclamou da exclusão do nome de Marisa, sua mãe, de um post de Lula sobre os 44 anos do PT.

A censura foi atribuída a Janja.

“Tem acontecido umas coisas estranhas, a memória da minha mãe ninguém apaga”, disse o filho do presidente.

* * *

Sem comentário.

Não vou esbanjanjar palavras.

Só fiz copiar e postar a nota.

DEU NO JORNAL

MINISTRO DE LULA AO LADO DE CRIMINOSO

Leandro Ruschel

Se houvesse um pingo de decência na administração pública, o ministro Silvio Almeida seria imediatamente demitido.

Ele participou de um desfile da Vai-Vai ao lado do criminoso que tocou fogo na estátua do Borba Gato. No carro alegórico, a estátua aparece toda pichada.

Recentemente, o sujeito que tocou fogo na estátua se gabou de ter roubado o almoço de alguém enquanto fazia delivery.

Quer dizer então que o ministro está incentivando a destruição de patrimônio público? Só um país em colapso moral pode tolerar uma coisa dessas.

Para a Folha, ele disse o seguinte:

“esse carro simboliza um grito de liberdade, uma forma de olhar para o Brasil e dizer como é que a gente, como brasileiro, ocupa os espaços públicos no país”.

Como é?

A forma de ocupar espaços públicos é pichando estátuas?

E essa gente ainda tem a cara de pau de chamar seus opositores de “extremistas”.

DEU NO X

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

O HUMORISTA JOÃO CLÁUDIO MORENO – E O SUCESSO RELATIVO

Numa entrevista antológica concedida ao apresentador Emílio Surita e sua trupe do Programa Pânico da Jovem Pan realizado em 2011, o piauiense João Cláudio Moreno, o maior humorista do Brasil depois de Chico Anísio, além de comentar os bastidores do programa Zorra Total da Rede Globo, na época em que a emissora de Roberto Marinho podia ser levada a sério, era digna de uma emissora de televisão, fala sobre sua relação com o genial Chico Anísio, durante seis anos em que trabalharam juntos.

Nessa entrevista o humorista João Cláudio Moreno fala da criatividade e do improviso genial de Chico Anísio, da dificuldade de lidar com o gênio generoso, do quanto ele esculhambava com a alta direção da emissora, principalmente a Diretora de Programação, Marluce Dias, que dizia que a única coisa que prestava nela era que dava pra comer até na frente do marido, que era cego.

Fala da mãe dele, Dona Raimundinha Rego, que era humorista genial, apesar de possuir só o quarto ano primário e ter mais de 98 anos, e está sempre acabando com a alta estima dele, segundo ele para desestimular seu ego.

Nessa mesma entrevista à Pam, o humorista João Cláudio Moreno narra um encontro de Alceu Valença e Hermeto Pascoal, que é um negocio de doido ouvir os dois falando, onde ninguém entende porra nenhuma do que os dois falam.

Simplesmente imperdível a narrativa!

Vale apenas assistir a entrevista toda! É antológica!

No final dessa entrevista o humorista João Cláudio Moreno fala sobre o sucesso relativo, o sucesso absoluto e o sucesso e o fracasso. Fala sobre a dificuldade de administrá-lo, o que nem sempre é fácil, e comenta do sucesso de uma cantora do Piauí, negra, periférica, sem dente, que foi chamada para participar de um encontro de mulheres negras feministas na Inglaterra, por isso seu nome Maria da Inglaterra.

Quando ela chegou no encontro das Mulheres Negras Femininas da Inglaterra, quando adentrou no palco, foi logo cantando para a surpresa das outras mulheres negras e feministas:

Sou uma muié dominada de paixão. Eu me casei pra alegrar meu coração. Quando ele chega vem com a cara cheia, eu chego rente, vou chiar na peia. Bata meu bem, pode bater, quanto mais bata mais eu sinto prazer. Bata meu bem, pode bater, quanto mais bata mais eu sinto prazer

A mulher que estava coordenando o encontro, que era de São Paulo, correu e mandou tirar Maria da Inglaterra do Palco imediatamente. Mais ela não perdeu tempo e emendou a segunda parte: Não interessa o que vão falar, as costas é minha eu posso aguuuentar.

Nesse momento houve uma vaia das colegas – só das colegas – porque o povo dentro do teatro aplaudiu de pé e Maria da Inglaterra estava feliz por ter externado tudo aquilo que sentia. Para ela era um sucesso relativo, porque satisfazia os seus desejos, mesmo naquele momento.

Quando a turma terminou a vaia, ela levantou e disse:

A inveja ainda mata um diabo desses!

Não interessa se foi bom ou não para as outras pessoas, o mais importante foi que foi bom para ela, que realizou seu sucesso, mesmo relativo. Ficou de bem consigo mesma, feliz!

O vídeo com a entrevista toda é longo, mas vale apena assisti-lo! É uma aula de humor inteligente do início ao fim!

Clique na imagem abaixo para acessar a entrevista no YouTube:

PENINHA - DICA MUSICAL

COMENTÁRIO DO LEITOR

TUDO PRESCREVE

Comentário sobre a postagem A ESSÊNCIA DA INDIFERENÇA: A HISTÓRIA DA MORTE DE KITTY GENOVESE

Maurício Assuero:

Omissão tem preço e custa caro.

Custa vidas.

Diariamente nos comportamos com os vizinho de Kitty porque entendemos que muitas das coisas que acontecem com os outros não são da nossa.

O que é praxe é soltarmos bandidos, corruptos e, ao final dos processos, torná-los presidentes.

Eu li, ontem, que um processo contra o ex-deputado Pedro Henry foi extinto por prescrição.

Ele foi denunciado em 2001 e somente em 2014 foi aceita a denúncia.

Renan Calheiros tinha 17 processos no STF e nunca é processado por nada.

Tudo prescreve.

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

O ANJO

Morava em Nova Cruz (RN) um rapaz de nome José Teixeira, filho de uma viúva, pertencente a uma ramificação de tradicional família daquela cidade.

Dizem que, desde criança, sempre demonstrou tendência feminina nos gestos, preferindo os brinquedos das meninas e desprezando carrinhos e bolas com que os meninos brincavam. Cresceu assim, e, dessa forma, tornou-se rapaz, passando a se dedicar às prendas domésticas.

Revelou-se um verdadeiro artista, aprendendo a bordar, pintar, confeccionar flores e chapéus femininos ornamentados.

Com o passar do tempo, José Teixeira dedicou-se completamente à decoração de ambientes e preparação de festas, difundindo cada vez mais suas habilidades artísticas. Com elas, passou a ganhar dinheiro, ajudando no sustento da mãe, viúva pobre, e suas duas irmãs.

Era religioso, educado, e sabia respeitar as pessoas, sendo por isso também respeitado. Nenhuma festa acontecia na cidade, sem que estivessem presentes a sua arte e o seu bom gosto. O preparo de altares na Matriz da Imaculada Conceição, Padroeira da cidade, os andores para as procissões, festas de casamento, aniversários, enfim, quaisquer acontecimentos festivos contavam com a sua indispensável participação.

Tornou-se o decorador oficial da cidade, nos eventos públicos ou privados, inclusive nas festas religiosas do final do ano, onde havia uma Quermesse para angariar fundos para a Igreja.

Eram frequentes os jantares, os saraus, os bailes, as procissões e novenas, como manifestações da realidade artística, religiosa e social da cidade. Em tudo, estava a presença marcante desse filho de Nova-Cruz.

Merece destaque o fato de José Teixeira nunca ter escondido sua tendência feminina, mantendo, entretanto, uma conduta discreta e digna. Vivia para o trabalho, e nunca se meteu em fofocas. Seu excelente círculo de amizade incluía moças, senhoras casadas, senhores e rapazes. Até o Padre da Paróquia de Nova-Cruz lhe fazia elogios publicamente, em agradecimento pelo seu trabalho de embelezador e colaborador das festas e procissões.

Nessa época remota, o distúrbio genético apresentado por José Teixeira era raro, e a cidade que o viu nascer o aceitava como era.

Sua presença tornou-se indispensável nas festas de aniversários, casamentos e bailes. Também ocupava lugar de honra na vida familiar da cidade, sendo sempre convidado para almoços e jantares, e ainda para padrinho de crianças. Tornou-se amigo e confidente de todos.

A cidade se desenvolveu e passou a ter mais festas, aumentando também o prestígio de José Teixeira. Era um verdadeiro “patrimônio” artístico de Nova-Cruz.

Surgiu o primeiro bloco de carnaval da cidade, tendo José Teixeira como organizador, decorador e figurinista. Esse bloco saía às ruas de Nova-Cruz no tríduo carnavalesco, “assaltando” as residências de pessoas da cidade, onde era recebido com bebidas e salgadinhos, à vontade.

As calçadas e ruas transformavam-se em salões de festa e a alegria era imensa.

O nosso Tio Paulo, uma figura inesquecível, era um dos maiores incentivadores do bloco, e o “assalto” à sua casa era indispensável! Irmão do nosso pai, Francisco, as casas eram vizinhas, e o “assalto” era aproveitado por nós, ainda crianças. Dançávamos no meio da rua, jogando confetes e serpentinas, presenteadas por ele, num clima de felicidade sem igual.

Tio Paulo distribuía lança-perfumes para os seus amigos, compradas em Natal, que eram usadas para perfumar o cangote das moças. E o cheiro se espalhava pelo ar. Não havia porre, loló nem brigas. O carnaval era só alegria e higiene mental.

O Rei Momo e a Rainha do Carnaval eram eleitos, uma semana antes, por uma comissão apontada por José Teixeira, da qual fazia parte.

José Teixeira confeccionava a alegoria, porta-estandartes e as fantasias para o carnaval.

Pierrôs, Colombinas, Arlequins, Odaliscas (vem Odalisca do meu harém vem, vem vem… ) e Piratas eram as principais fantasias.

A tarde entrava pela noite, com trombones, tamborins e outros instrumentos, executando os mais belos e tradicionais frevos e marchinhas de carnaval. A cidade era calma e o povo todo era conhecido.

Não havia o carnaval sensual/sexual de hoje, e os seios e nádegas eram guardados com recato.

As marchinha e frevos não tinham maldade. Tinham beleza e poesia.

Podemos dizer que, em Nova-Cruz, foi José Teixeira quem inventou o carnaval, o bloco, a alegoria e o estandarte, quando a maldade não tinha nascido.

Assim era José Teixeira. Totalmente feminino, amado, respeitado, e aceito por todos, sem sofrer exclusão pelo seu modo involuntário de ser.

Para mim, ele era um Anjo. E Anjo não tem sexo…

Hoje, desapareceu a pureza. Os Pierrôs, Colombinas, Arlequins, Odaliscas e Piratas se desnudaram. Restaram expostos, em abundância, seios, nádegas e tatuagens.

A modernidade nos deixou apenas o direito de nos fantasiarmos de PALHAÇOS!!!Palhaços das nossas ilusões!

Decepcionados, abafamos no peito a saudade dos velhos carnavais.

O cheiro de lança-perfumes sumiu! Roubaram as fantasias do nosso povo!

Roubaram o sorriso de felicidade, que existia nos rostos nos dias de carnaval.

Ó, ABRE ALAS, QUE EU QUERO PASSAR!

DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO X