1967 – Puppet On A String

O presidente brasileiro, Lula. integra lista de autoridades estrangeiras que não são bem vindas em Israel após declarações consideradas antissemitas
Brasil e Israel estão a um passo de rompimento de relações. O presidente Lula chamou de volta o embaixador do Brasil em Tel-Aviv e isso tem um significado dramático. Antes, o premiê Benjamin Netanyahu mandou dar uma reprimenda no embaixador brasileiro Frederico Meyer – e ela foi feita significativamente no Museu do Holocausto, para que o governo do Brasil saiba o que foram Hitler e o genocídio que se chamou de Holocausto. O embaixador foi informado pelo ministro do Exterior, Israel Katz, que Lula é persona non grata em Israel. Aqui, o ministro Mauro Vieira convocou o embaixador de Israel, sediado em Brasília, para uma conversa na antiga sede do Itamaraty, no Rio, onde o chanceler estava – completando o revide. O ex-chanceler Celso Amorim, que rege com Lula a política externa, chamou a reação israelense de “absurdo”, disse que Lula não vai se retratar do que disse, e radicalizou: “Quem é persona non grata é Israel”.
Tudo isso choca os brasileiros. A maioria de nós somos produto de uma cultura baseada nas religiões judaico-cristãs. A história do povo de Israel está nas nossas raízes culturais e religiosas. Judeus e árabes misturaram seus genes e suor na formação da nação brasileira. Foi um brasileiro, Oswaldo Aranha, quem, presidindo a Assembleia da ONU, pôs em votação no dia em que percebeu quórum a Resolução 181, promovendo a divisão da Palestina em um Estado árabe e outro judeu, o que ensejou, no ano seguinte, 1948, a criação do Estado de Israel, que voltou a abrigar os judeus que as perseguições dispersaram pelo mundo. O genocídio praticado pelo nazismo reforçou nos judeus a convicção de que Holocausto nunca mais. Na gigantesca manifestação do 7 de setembro de 2022, bandeiras de Israel tremulavam na Esplanada, em Brasília. No novo governo, o embaixador de Israel em Brasília não tem sido benquisto por sua amizade com o ex-presidente.
O presidente Lula, desde que assumiu, revelou suas preferências em política externa. No primeiro mês, autorizou dois navios de guerra do Irã a aportarem no Rio de Janeiro, contrariando os Estados Unidos. No primeiro ano, tentou impor aos presidentes latino-americanos o ditador Nicolás Maduro, provocando repúdio até do esquerdista chileno Gabriel Boric. Sempre silenciou sobre as agressões às liberdades e à democracia perpetradas em Cuba, Nicarágua e Venezuela. Quando o Hamas atacou kibbutzim no sul de Israel, queimando, decapitando, violentando idosos, mulheres, crianças e bebês, em 7 de outubro, Lula repudiou o terrorismo, sem citar o Hamas como autor, e acrescentou que não pouparia esforços para evitar uma escalada do conflito – isto é, a reação de Israel. E quando apareceu morto na prisão “russa” o opositor Alexei Navalny, e o mundo ocidental responsabilizava Vladimir Putin, Lula o defendeu: “Por que essa pressa em acusar alguém?” São as preferências.
Para os israelenses, foi uma blasfêmia Lula comparar a ação de Israel em Gaza ao genocídio de Hitler contra os judeus. Lula chegou a dizer que Israel, para matar mulheres e crianças palestinas, usa o pretexto de combater o Hamas. Netanyahu afirma que Lula cruzou a linha vermelha com palavras vergonhosas e graves; banalizou o Holocausto e o direito de Israel de se defender. No Museu do Holocausto, o ministro Israel Katz disse ao embaixador brasileiro que as palavras de Lula foram “severamente antissemitas”. Em 2014, o porta-voz do Ministério do Exterior de Israel, Ygal Palmor, chamou o Brasil de “anão diplomático”. Contrariando a maioria dos brasileiros, o anão está de volta.
Ontem – quando, soberba, escarnecias
Dessa minha paixão – louca – suprema
E no teu lábio, essa rósea algema,
A minha vida – gélida – prendias…
Eu meditava em loucas utopias,
Tentava resolver grave problema…
Como engastar tua alma num poema?
E eu não chorava quando tu te rias…
Hoje, que vivo desse amor ansioso
E és minha – és minha, extraordinária sorte,
Hoje eu sou triste sendo tão ditoso!
E tremo e choro – pressentindo – forte,
Vibrar, dentro em meu peito, fervoroso,
Esse excesso de vida – que é a morte…
Euclydes Rodrigues Pimenta da Cunha, Cantagalo-RJ, (1866-1909)
– Brasil, Israel, nações irmãs. pic.twitter.com/Tx3AC2XLvF
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) February 20, 2024
Comentário sobre a postagem HISTÓRIA COM “h” MINÚSCULO
João Francisco:
O que o Chanceler de Israel fez com o embaixador brasileiro (amigo do Nine) lá foi a maior humilhação pública que se pode fazer a uma pessoa que representa um país.
O mundo viu isso.
Algo semelhante ao que os europeus fizeram com a Alemanha no tratado de Versalhes em 1919 para sacramentar o fim da 1ª Guerra Mundial.
O Brasil do Anão de Caetés e do Amorim, fez o que nenhum outro país fez antes; comparar o Holocausto dos n@zistas ao tratamento que Israel está dando aos terrori5tas do Hamas.
Não à toa este último elogiou os dois nanicos.
O PT elevou o BR à condição de Vergonha Mundial.
* * *
Israel declara Lula como ‘persona non grata’ por declaração sobre o Holocausto.
Israel Katz, Ministro das Relações Exteriores de Israel, afirmou ao lado do embaixador brasileiro Frederico Meyer que classificação permanecerá até que o petista “peça desculpas e se retrate”.
(Via:… pic.twitter.com/MUNGSTlX8R
— Metrópoles (@Metropoles) February 19, 2024
Recebi pelo zap este texto enviado por Tonho Oião, um querido amigo e conterrâneo de Palmares, contendo um relato curioso e muito interessante.
Ele não citou quem é o autor.
Reproduzo abaixo e recomendo a leiutura.
Vejam que coisa interessante.
* * *
1966 ficou marcado para sempre na vida de um jovem recifense de 23 anos, morador do bairro de Campo Grande.
Seu sonho era ser compositor. E fez uma música para inscrevê-la num concurso que a Prefeitura do Recife abriu pra escolher uma composição em homenagem à capital pernambucana.
Mas, por uma infeliz coincidência, uma cheia atingiu o Recife e as inscrições foram suspensas.
Para superar a frustração, o pretenso compositor viajou pra casa de parentes, no Rio.
Aqui, no Recife, passada a fúria das águas do Capibaribe, o concurso voltou a valer.
Na bolsa de apostas, alguns favoritos ocupavam o topo da lista: Capiba, Nelson Ferreira, Ariano Suassuna e Aldemar Paiva.
O jovem de Campo Grande só ficou sabendo da reabertura das inscrições na véspera do encerramento. Correu pro Aeroporto Santos Dumont, na área central do Rio. Saiu perguntando pelo saguão: “Por favor, quem aqui vai pro Recife?”.
Ninguém respondia.
Até que, por um acaso, e o acaso é Deus – como diria Fernando Pessoa -, uma senhora respondeu afirmativamente. As pernas do neófito compositor começaram a tremer. E o coração ameaçava sair pela boca.
– A senhora mora onde lá no Recife? Eu moro em Campo Grande. Que coincidência! A senhora pode levar esse envelope pra uma pessoa que mora na rua do Clube das Pás?
– Posso, claro!, minha casa fica na rua ao lado.
Mal sabia aquela anônima senhora que naquele momento iria cruzar os céus do Brasil levando na bagagem a música que ganhou aquele concurso e que, passados 57 anos, ainda hoje faz sucesso:
RECIFE MANHÃ DE SOL – que ficou conhecida em todo o país na voz de Maria Betânia.
Aquele jovem fez 80 anos no dia 4 de fevereiro/2023, é autor de outros inúmeros sucessos do Carnaval pernambucano e se chama Jota Michiles – o que não precisa dizer mais nada!!!
Uma imagem vale mais que mil palavras*
Conhecem os dois do vídeo? pic.twitter.com/qZPrWEhYY5
— Maria P (@damadanoite14) February 20, 2024