Segue mais uma das macabras e deprimentes imagens do Bebum de Caetés se aproveitando do povo sofrido das enchentes do RS para se promover e deflocar seu desgoverno da lama e esconder os malfeitos e as roubalheiras.
O vídeo vazado mostra o quanto o Bebum de Caetés, com auxílio de seu fotógrafo oficial, tenta tirar proveito dos desabrigados sofridos como figurantes e internet se revolta!
Vejamos o espetáculo macabro narrado por Luiz Galeazzo (@oiluiz) on Instagram, no seu canal no YouTube.
Ao explicar o plano que propôs ao governo Lula de auxílio pró-empregos dos gaúchos, o governador Eduardo Leite (PSDB) explicou: “como houve na pandemia”.
Sem mencionar Bolsonaro, claro.
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Claro.
Leite coalhado é muito macho, macho mesmo, mas sua coragem não chega a tanto.
Não seria besta de citar na sua explicação o ex-presidente como exemplo.
O desfalecer das coisas e dos seres, humanos ou não, é isso que a vida é. Ou, a volta à origem de tudo: o barro. Nossa matéria prima.
A vida, tanto quanto o sol de cada dia, também se põe. Atinge o ocaso. Desfalece, e, a partir de então, deixa de ser e de existir. Descolore.
No início, as cores são fortes. Firmes. Vibrantes.
O corpo humano chega ao mundo trazendo luz (“as mães são o caminho: dão luz”), envolto na cor vermelha vibrante do sangue… e volta ao barro sem o sangue da chegada. Leva consigo lágrimas da convivência, dos dias e das noites, das derrotas e das vitórias, das tristezas e das alegrias.
Leva consigo o colorido da vida.
A casa caiada de branco, portas e janelas pintadas de um azul forte, formava a moldura alegre e vibrante do pé-da-serra verdejante, com ipês vermelho e amarelo. A beleza da retina e a visão perfeita dos olhos humanos.
O tempo passa. A beleza primaveril vai embora com a chegada de uma nova estação.
Os anos se sucedem, e, hoje a casa já não tem mais a beleza que um dia teve. Tudo em volta está descolorido, gerando uma tristeza ímpar.
A rosa evoluiu do botão vibrante e despetalou-se
Jardim eletrizante que ajudava o vento formar uma aurora boreal, bem próximo de nós. Ao nosso derredor, como se parte de nós fosse. E era, porque nossos olhos estão em nós. Cintilados pela cor da rosa do jardim, que ainda em botão, nos encanta, exalando um perfume único (“… mas as rosas não falam, as rosas simplesmente exalam, um perfume que roubam de ti…”) e na cor vermelha do sangue. Sangue da vida e da existência.
É primavera!
Mas, quem disse que as rosas precisam da primavera?
Ao contrário. A primavera é que precisa das rosas. Das cores, do perfume e da vida, em pétalas.
Despetalada, a rosa não tem vida. Esmaece. Descolore.
“Voltarás ao barro”!
O ser de luz veio ao mundo, tendo como caminho a Mãe. Ela foi escolhida e por dias e meses guardou no ventre a vida em formação. Uma vida de cor e cores transformadas em momentos de alegria: “o crescer e multiplicar-se” apenas no sentido da vida. A partilha do pão da vida e das cores são tarefas divinas. Somos apenas e tão somente, os caminhos, até que voltemos ao barro, nosso princípio, meio e fim.
Há algum tempo, meu prezado amigo Goiano Horta, compartilhou comigo uma manchete de um jornal de Petropólis, datado do final do século XIX. O jornal falava da enxurrada que matou centenas de pessoas. Geralmente, quando chega janeiro a água leva sonhos, casas, animais, carros, esperanças, etc. na cidade maravilhosa e adjacências. A gente vê o poder público “comovido” dizer que está implantando projetos para acabar com o sofrimento do povo e o resultado são recursos mal empregados, desviados, e o povo sofrendo e perdendo vidas.
A questão da seca do Nordeste não foi diferente disso. Desde D. Pedro II que se falava em combater a seca no Nordeste, em desenvolver projetos que mudança as condições climáticas da região e a transposição do rio São Francisco era o projeto mais viável que se dispunha. O PT passou 13 anos construindo canais e prometendo entregar água na região. Nunca entregou um canal e somente no governo passado a água do Velho Chico chegou as torneiras enferrujadas do povo nordestino.
É sabido que havia a chamada “indústria da seca”. É sabido que os recursos destinados ao combate à seca no Nordeste nunca passaram de migalhas distribuídas na forma de cestas básicas, cadastros em frentes emergenciais, programas sociais puramente eleitoreiros. A presença dos carros pipas se somava ao cenário tétrico da sede e, entre 2018 e 2022 isso foi, absurdamente, reduzido, mas, recentemente, vi um senador aqui do estado pousando junto a uma comunidade que acabara de receber um carro pipa.
A economia mundial foi abalada, nos seus mais sólidos fundamentos, com a pandemia e todos acreditavam, baseados em projeções de agências de análise de risco, que o Brasil não sobreviveria. Nosso produto caiu menos do que economias maiores, nossa inflação se comportou mais rapidamente do que noutros países e o Brasil cresceu em meio aquela crise. Eu digo sempre: destruir é bem mais simples do que construir ou reconstruir. Com a pandemia eu acreditava que a gente levaria pelo menos uns 10 anos para recuperar empregos, renda, equilibrar contas públicas. Algumas coisas dessas chegaram mais rápido e, na minha cabeça, a política adotada pelo ministro Paulo Guedes, nitidamente, mostrava que era possível ter um Brasil diferente.
Agora a gente vê a destruição da economia gaúcha e diga-se: por absoluta negligência de Dilma Rousseff que teve a oportunidade de conhecer um projeto que favorecia o controle das enchentes no Rio Grande do Sul e não fez nada. O Rio Grande do Sul, diga-se de passagem, apresenta problemas econômicos desde o governo Yeda Crusis. Apesar dos recursos disponíveis, o descontrole fiscal do estado sempre foi palco de um cenário econômico duvidoso. Agora, a gravidade é muito maior.
Estamos falando de um sistema produtivo que perdeu seus insumos, suas instalações e sua capacidade de gerar receita. Estamos falando de um estado que não dispõe de recursos para quitar sua parcela de dívida com a União e, embora o governo tenhas suspendido a dívida por três anos, o governador já disse que esse prazo é insuficiente. E com razão. A economia se desenvolve mediante o consumo e para consumir é preciso renda, mas a fração maior da renda disponível é paga pelo setor público. Se pensarmos em setor público federal, tudo bem, mas aquilo que depender do estado e das prefeituras não é passível de contabilização.
O Rio Grande do Sul está experimentando o calor da solidariedade humana. De todas as regiões do país, chega ajuda humanitária, mas no curto e médio prazo, o estado precisa de recursos para reconstruir a infraestrutura e só pode contar com a União. Lógico que a iniciativa privada tem seus recursos próprios para retomar suas atividades, porém isso precisa ser feito de forma absolutamente planejada. Não adianta refazer uma planta e se ela não vai gerar receitas.
O pior de tudo isso é que essa catástrofe pega o país com descontrole nas contas públicas, com abandono das metas fiscais e com descredito por parte de investidor estrangeiro que tem, sistematicamente, retirado recursos da Bolsa de Valores. Em síntese: a chuva torrencial do Rio Grande do Sul, vai respingar no resto do país e acho bom refazermos projeções de crescimento econômico.
O “governador biônico” Paulo Pimenta é tão espaçoso que tirou do Ministério da Defesa e passou à Secom a gestão dos voos militares para levar repórteres interessados às áreas atingidas pelas enchentes.
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“Gestão dos voos militares” nas mãos do petralha ardido.