DEU NO JORNAL

O SONHO DOS TIRANOS

Relator e principal defensor do Projeto da Censura (PL 2630) no Lula 3, o deputado Orlando Silva (SP), do Partido Comunista do Brasil, chamou de “inevitável” a regulação das redes sociais.

* * *

Censura e privação da liberdade de expressão é o sonho de todo esquerdóide com formação tirânica.

Este comuna banânico não poderia ser exceção.

Está agindo em coerência com a obtusidade de sua ideologia.

COMENTÁRIO DO LEITOR

MÉTODO COVARDE

Comentário sobre a postagem LEVANTEM-SE TODOS OS SIGILOS DAS INQUISIÇÕES DO TSE E DO STF!

Comandante:

Os processos do tse unem a arrogância das decisões com a covardia do método.

Criaram em 2019 uma nebulosa “assessoria especial de enfrentamento à desinformação” para monitorar a internet e provocar as decisões monocráticas do chefão.

Não está claro quem eram os integrantes dessa “assessoria” nem quais suas credenciais para realizar o “serviço”, mas sua capacidade, pelo visto, limitava-se a perseguir pessoas ligadas ao movimento conservador (não se tem notícia até agora de nenhum apoiador esquerdista bloqueado).

Sabe-se que eventuais informantes, entre os quais até a OAB e o advogado de ex-condenado, também eram bem-vindos.

Identificados os alvos, o chefão expedia as decisões às plataformas da rede social (todas!).

Só que as plataformas eram informadas de que tudo era sigiloso e, portanto, teriam que assumir a responsabilidade pelo bloqueio como se fosse por iniciativa delas.

O método covarde foi aceito por todas as plataformas por intimidação (multa estratosférica) e/ou por conivência (as equipes das principais redes, com viés anti-conservador, aceitavam a “tarefa” alegremente).

A pergunta que fazemos agora é: com toda a sujeira e ilegalidades expostas, quais as consequências para os responsáveis?

DEU NO JORNAL

CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

MARECHAL BOCA

Sinésio Souza Lima é seu nome, os pais esforçaram-se para educar sete filhos. Durante a juventude, enquanto os amigos mais abastados, após o namoro bem comportado, de mãos dadas no portão da namorada virgem, subiam os degraus dos cabarés de Jaraguá, pagando descarrego e prazer com alguma mariposa do amor, Sinésio procurava aventuras com as jovens empregadas domésticas, geralmente vindas do interior tentando melhoria de vida, trabalhando em casas das famílias burguesas. As mais salientes saíam à noite em busca de aventuras, faziam ponto nas praças da cidade, gostavam de rapazes, estudantes, não cobravam pela noite de amor atrás de um muro ou na praia da Avenida da Paz. Sinésio, frequentador assíduo da Praça Centenário, conhecia, era íntimo das peniqueiras (assim eram chamadas maldosamente as empregadas domésticas – hoje seria crime), havia uma Associação no Farol, a famosa UCPM, União dos Conquistadores de Peniqueiras de Maceió, onde os sócios se reuniam contando aventuras, conquistas. Todos tinham postos, eram promovidos conforme o relato das aventuras, Sinésio tinha a maior patente, Marechal da UCPM. Por ser bom de lábia, cantadas açucaradas, prometendo o que não cumpriria, as empregadas apelidaram nosso amigo de Boca, assim ficou conhecido em todos os redutos da cidade.

Sinésio amava as domésticas, certa vez teve um caso prolongado, quase um ano com uma bonita morena. Maria Cícera trabalhava na casa de um médico na Rua Itatiaia. Os pais de Sinésio ficaram preocupados quando Cicinha apareceu grávida, um Deus-nos-acuda, falaram em casamento, aborto nem cogitar. A criança nasceu, Cicinha entregou-a aos pais de Sinésio que criaram o menino como filho fosse, o oitavo. Seus pais aconselharam, ele fez que ouvia, continuou em busca de suas queridas. Sinésio nunca perdeu o encantamento, a veneração pelas empregadas.

Ele casou-se com 31 anos, constituiu família, entretanto, não dispensava uma saída, uma voltinha quando podia acontecer. Sempre respeitou, à muito custo, as empregadas de sua casa, fez muita força, às vezes resistindo provocações de estar sozinho em casa com uma bela jovem. Fora de casa, dava umas saídas à noite para reunião com a turma no Shopping, mas, continuou exímio caçador de doméstica.

Certa vez, Marília, sua amada esposa, professora da Universidade, teve problema com uma empregada, dispensou-a e marcou entrevista numa agência. Numa segunda-feira, depois do jantar, a campainha tocou. Sinésio foi atender, deveria ser a nova empregada. Ao abrir a porta tomou um susto deparou-se com uma de suas conquistas amorosas. Rosa ao ver Sinésio não conseguiu segurar o espanto, saiu-lhe naturalmente um grito de espanto, “Boca?”. Ele assustou-se, perguntou o que queria, ela balbuciou, “sou a nova empregada, a agência me mandou”. Dona Marília se aproximava, ouviu o diálogo de espanto entre os dois, conhecia a fama do marido das brincadeiras dos amigos, dispensou Rosa na hora, não serve, disse. Ao fechar a porta perguntou, que história é essa de Boca, ela é sua amiguinha? Conta tudo, vai, quero saber. Boca? É assim que elas lhe chamam?

Sinésio recuperou-se do susto, defendeu-se.

– Não é nada que você está pensando, me respeite, você ouviu mal, ela falou “Boa”, de boa noite, como você é maldosa. Sou um homem sério, me respeite.

Deixou Marília em dúvida, o fato caiu no esquecimento. Por via das dúvidas, a esposa contratou uma matrona de 56 anos, exímia cozinheira.

Sinésio, agora aposentado, foi eleito síndico do prédio, está implantando a coleta seletiva de lixo no edifício, na primeira reunião para informações e procedimentos com todas as secretárias (é assim que se chamam hoje as empregadas domésticas) dos apartamentos, Sinésio ficou fascinado, deu-lhe uma recaída ao ver mais de vinte “secretárias” a seu redor no decorrer da reunião. Pelo olhar, sentiu atração por duas. Sentiu-se no paraíso. Depois de vários anos, o Marechal Boca volta a atacar, já tem planos, sem perceber que o mundo mudou.

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

HENRIQUE PONGETTI – MARCA INDELÉVEL

Meu tio Paulo Afonso Lins dos Santos residia no bairro do Prado, no Recife, e sendo intelectual, atraia pessoas cultas para boas conversas no alpendre de sua casa, aos sábados.

Num desses encontros, lá pelos meses de 1952, quando eu tinha 16 anos, presenteou-me com a 1ª. edição da Revista “Manchete, de Adolpho Bloch. Era uma publicação que aparecia para concorrer com “O Cruzeiro”, de Assis Chateaubriand, publicação que logo se tornou a 2ª. do País.

Do plantel da Redação de Manchete estavam os intelectuais: Carlos Drummond de Andrade, Rubem Braga, Manuel Bandeira, Paulo Mendes Campos, Henrique Pongetti, Fernando Sabino, David Nasser, Nelson Rodrigues, entre outros.

O estilo de Pongetti logo me empolgou e, por isso, passei a ser leitor permanente de “Manchete”, sobremodo porque tio Paulo me emprestava os volumes lidos, pois estava formando uma coleção daquelas revistas.

Não tive o privilégio de conhecer o autor, mas segui seu estilo de crônicas, que comentavam temas da cidade do Rio de Janeiro. O cronista chamava a atenção por seus notáveis títulos:

“O rio que mora no mar.”

Não poderia descrever melhor sobre uma cidade que morava à beira mar. E sabendo-se que o próprio mar que lhe cerca à a extensão de sua área territorial; logo, também é o mar. Então muito própria foi a frase: O rio que mora no mar.

Em uma descrição em que enfocava determinado assunto saiu com esta:

“O Jogo do Bicho se enraizou na alma popular.”

Nem precisa comentar, porque aí estão as “Telecenas”, o “Baú da Felicidade” e vários outros sorteios que fazemos por via eletrônica.

Antes de ingressar nas páginas da Manchete, Pongetti tinha uma coluna permanente no jornal “O Globo”: “Show da Cidade”. Numa entrevista afirmou que o Rio de Janeiro e sua vida mundana eram verdadeiramente um show.

Assim, passei a estudar cada crônica e botar minha imaginação para funcionar, procurando títulos expressivos a fim de atrair o leitor; e lá adiante, no texto, focar uma frase qualquer capaz de lhe despertar atenção.

Notas do pesquisador Bruno Leal de Carvalhio informam que Henrique Feltrini Pongetti nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, em 18 de janeiro de 1898. Intelectual completo, foi dramaturgo, cronista, roteirista de Cinema e jornalista. Escreveu a peça teatral “Baile de Máscaras“, juntamente com o amigo escritor e jornalista Luis Martins.

Recebeu da Academia Brasileira de Letras o título de: “Príncipe dos Cronistas Brasileiros”. Faleceu no Rio de Janeiro, aos 81 anos, em 09 de setembro de 1979.

Pongetti deixou para mim – como leitor anônimo – uma herança: a marca indelével de ter aprendido a escrever me aproximando do seu notável estilo de cronicar.

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO X

DEU NO JORNAL

PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

UMA CANTORIA E UM CORDEL

VALDIR TELES E GERALDO AMÂNCIO

* * *

Apolônio Alves dos Santos

A MOÇA QUE SE CASOU 14 VEZES E CONTINUOU DONZELA

No outro século passado
na fazenda Jequié
havia uma donzela,
religiosa de fé
no seu batismo lhe deram
o nome de Salomé,

Salomé era uma virgem
de estimada simpatia,
filha de um fazendeiro
criou-se muito sadia,
era a moça mais formosa
do estado da Bahia

Contava 22 anos
aquela jovem tão bela
sempre, sempre aparecia,
namorado para ela
casou-se 14 vezes
e continuou donzela

Um daqueles namorados,
que Salomé arranjou,
era um rapaz forte e moço
em poucos dias casou,
mas sua morte súbita
todo mundo admirou

Porque em menos dum ano
que ele tinha casado,
começou enfraquecendo
pálido e desfigurado
a noite deitou se vivo
e amanheceu finado.

Salomé ficou viúva,
a noite inteira chorou
o seu primeiro marido,
a morte ingrata o levou
mas que ainda era virgem
a ninguém nada contou.

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